Coletiva das Estatísticas Monetárias e de Credito - Maio/2026
Sumário Regulatório
Fernando Rocha, chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, fala sobre as Estatísticas Monetárias e de Credito. Para mais informações acesse: https://www.bcb.gov.br/estatisticas/estatisticasmonetariascredito
Transcrição e Conteúdo
Oi, pessoal. Bom dia. Vamos dar início a mais uma coletiva hoje das estatísticas monetárias e de crédito. Aqui conosco, como sempre, o Fernando Rocha, que é o chefe do Departamento de Estatísticas aqui do Banco Central. Eu lembro que os colegas que tiverem participando online e quiserem fazer pergunta, se identifiquem, por favor, com nome e veículo, que eu repasso aqui a pergunta...
mais uma coletiva hoje das estatísticas
monetárias e de crédito. Aqui conosco,
como sempre, o Fernando Rocha, que é o
chefe do Departamento de Estatísticas
aqui do Banco Central. Eu lembro que os
colegas que tiverem participando online
e quiserem fazer pergunta, se
identifiquem, por favor, com nome e
veículo, que eu repasso aqui a pergunta
pro Rocha. Bom dia, Rocha.
>> Alô. Eh, bom dia, Natã. Bom dia a todos.
Eh, vamos dar início, então, à segunda,
eh, coletiva de imprensa de divulgação
de estatísticas do mês de maio com os
dados referentes ao mês de abril. Dessa
vez nós vamos tratar do mercado de
crédito brasileiro. Como sempre a gente
vai começar pelo crédito ampliado ao
setor não financeiro, que é o nome da
estatística mais abrangente que a gente
tem sobre eh recursos de terceiros ou
crédito de diversas fontes eh colocados
à disposição de governo, empresas e
famílias no Brasil. Então, o crédito
ampliado ao setor eh não financeiro, é
essa estatística mais abrangente eh que
existe no país sobre mercado de crédito.
Ela atingiu um saldo de R$ 21,1 trilhões
deais no mês de abril. Eh, isso equivale
a mais de uma vez e meia o PIB
brasileiro, 162,7%
do PIB [roncando] e cresceu eh 0,8%
no mês. Quando a gente trata do crédito
ampliado, a gente tem que lembrar que os
destinatários, os tomadores de crédito
são o governo, eh as empresas e as
famílias, né, os componentes do setor
não financeiro da economia. Eh, então no
mês de abril, como já vem acontecendo
nesta série, né, a elevação do mês, né,
foi causado principalmente pelo
componente títulos de dívida, pela
modalidade de crédito composta na forma
de títulos de dívida. e que cresceram
2,3% no mês, ou seja, acima bastante
acima dos 0,8 que cresceu eh o crédito
ampliado como um todo. E dentro desses
títulos de dívida, eh o destaque vai
pros títulos de dívida pública que
cresceu, cujo saldo cresceu 2,3% no mês.
Eh, talvez vocês se lembrem que no ano,
no mês passado houve uma redução nesse
saldo por causa dos resgates de títulos
de dívida e agora eh eh houve emissões
líquidas. Então, novamente, eh, o saldo
dos títulos da dívida pública cresceram.
Nós não vamos tratar aqui da dívida
pública em mais detalhes, porque isso
será eh bastante mais detalhado na
coletiva da imprensa de amanhã sobre as
estatísticas fiscais, que apresenta não
só os resultados fiscais, mas também o
resultado eh do endividamento do setor
público e do governo geral.
Eh, nós tivemos
eh também eh um, quer dizer, por outro
lado, né, se o crescimento médio foi 0,8
e foi puxado pelos títulos de dívida que
cresceram 2,3, eh quem reduziu os
saldos, no caso, foram as operações de
empréstimos externos, que é um dos
componentes da dívida externa. Esses
saldos, eh, se reduziram 3,4% no período
em função da apreciação cambial do mês
eh de 4,4%.
Quando a gente olha um período mais
longo, os últimos 12 meses, que é
simplesmente comparar o resultado de
abril de 2026 com abril de 2025, né, o
crédito ampliado cresceu eh 11,1%.
Eh, e quase a metade, né, 46% desse
crescimento foi devido ao aumento eh do
saldo dos títulos da dívida pública e a
taxa de cuja taxa de crescimento adiu
14,8%.
Se a gente somar os demais instrumentos
do os demais títulos eh de dívida, que
são os títulos de dívida privados e os
títulos de dívida securitizados,
nós vamos ter que esse instrumento, se
os títulos de de dívida pública
responderam por 46% do total do
crescimento do crédito ampliado em 12
meses, né, os títulos de dívida como um
todo, incluindo os instrumentos eh do
setor privado, né, responderam por 2/3
do crescimento desse crédito. Esta é uma
das razões pela qual a gente tem
enfatizado, né, esse conceito de crédito
ampliado ao setor não financeiro pela
sua maior abrangência. Quer dizer, não
apenas pela sua maior abrangência, mas
também porque eles têm eh um dinamismo
que é dif que pode ser diferente do
dinamismo que a gente vai obter a partir
eh da análise apenas dos dados do
crédito bancário. Então, nós estamos
vendo aqui que o os títulos de dívida,
né, têm crescido acima, né, do crédito
eh ampliado como um todo e crescido
acima também dos empréstimos do sistema
financeiro nacional. Os empréstimos do
sistema financeiro nacional, que também
compõe o crédito ampliado, cresceram eh
9,1%
no mês, desculpe, nos 12 meses e são
foram responsáveis por um 28%
aproximadamente do crescimento do
crédito ampliado total.
Eh, se a gente der um enfoque apenas no
crédito ampliado para as empresas, ou
seja, vamos excluir, né, o o setor
público, que é o governo geral, que é
uma ah tem uma dinâmica bastante
própria, né, e também vamos
desconsiderar por um pouco por um tempo,
as famílias cuja fonte de financiamento
é basicamente o crédito bancário, que a
gente vai analisar mais detalhadamente
depois. Se a gente der um foco no
crédito ampliado para as empresas, esse
estoque atingiu R trilhões, R$ 7,1
trilhões deais eh em abril. Isso é mais
da metade do PIB brasileiro, 54,3%.
Ele teve uma ligeira redução no mês de
0,2% e uma alta de 6,6%. Então,
comparando com crédito ampliado total,
vocês vem que o crescimento é menor, né?
teve uma ligeira queda no mês, tem
alguns fatores sazonais envolvidos que a
gente vai explorar mais à frente e nos
próprios nos próprios 12 meses, esse
crescimento também é menor. Dentro do
crédito ampliado das empresas também o
destaque são as a expansão dos títulos
de dívida, sejam privados, sejam
securitizados, que cresceram 2,1% agora
no mês eh de abril, né? Os empréstimos
do sistema financeiro nacional se
reduziram, 0,3%, né? ajudaram a reduzir
junto com a a dívida externa, ajudaram a
reduzir o crédito ampliado às empresas.
Eh, e nos últimos 12 meses, essa
elevação de 6,6% do crédito ampliado à
empresas decorre, né, dos títulos de
dívida eh privados e securitizados que
cresceram 17,2%.
E o que para mim foi mais importante,
né, eles representaram 85% do
crescimento do crédito ampliado total,
né?
Eh, pode ser uma conta meio estranha
porque, eh, os saldos da dívida externa
se reduziram, né? Então, se a gente soma
os componentes que cresceram, eles vão
dar mais do que 100%, vão explicar mais
do que 100% do crescimento, porque teve
eh os saldos da dívida que diminuíram.
Mas se a gente considerar isso, por
exemplo, eh, a expansão dos títulos de
dívida e instrumentos securitizados
responderam por 85% do crescimento do
crédito ampliado a empresas e o
crescimento dos empréstimos do sistema
financeiro nacional responderam por 1/3
disso. Então isso mostra que o ah o o
dinamismo do mercado de capitais
privados é bem maior, tem sido bem maior
do que o dinamismo do mercado de crédito
bancário. Eh, uma outra forma de ver
isso são os saldos, né? os saldos, eh,
ou seja, o estoque desses títulos de
dívida privados, eh, em mercado, eles
representam já 36% do total, né, do do
crédito ampliado, enquanto que os
empréstimos do sistema financeiro
nacional representam 33%, ou seja, eh o
estoque dos títulos de dívida privada e
dos instrumentos seguritizados já são
superiores aos empréstimos do sistema
financeiro nacional. se a gente
considerar em em reais, são 2,5 trilhões
contra 2,3 trilhões, né? Então, assim,
este elemento também deve ser levado em
conta, eh, na minha opinião, pelos
analistas, pela imprensa, tal, quando
forem, eh, analisar os dados eh do
crédito como um todo, principalmente
quando vincularem esses dados de crédito
com o desempenho da atividade econômica,
por exemplo. Eh, é claro que nós temos
muito mais informações sobre o crédito
bancário em termos de saldos,
concessões, taxa de juros, prazo,
inadimplência, tudo. Eh, e a gente vai
ver o crédito bancário desacelerando.
Mas a gente eh se a gente tiver alguma
dificuldade de fazer uma transmissão eh
[roncando] mais direta entre o
desaceleração do crédito bancário e a
desaceleração da economia, nós temos que
lembrar que tem uma outra parcela do
crédito que é maior, né, do que o
crédito bancário para as empresas, é que
tem apresentado uma dinâmica eh
diferente. Eu acho que isso eh nunca é
demais enfatizar que isso mostra a
importância dessa estatística eh que é
mais recente, né, embora já tenha vários
anos, que é mais recente, eh incorporado
pelo pelo Banco Central seu conjunto de
estatísticas. Bom, todos esses dados que
eu falei até agora estão na tabela um da
nota paraa imprensa. Eh, não por
coincidência a tabela que inicia essa
estatística, né? da tabela dois em
diante, nós vamos analisar os dados do
crédito bancário, que como eu já disse,
é a aquele conjunto estatístico para o
qual o Banco Central tem mais
informações.
Eh, e a gente vai primeiro fazer uma
análise geral dessas informações,
analisando o comportamento dos saldos,
eh, das concessões, das taxas de juros,
da inadimplência e depois vamos dar o
destaque para o que eu acho que são as
principais modalidades, né, deste mês.
Começando pelo total do crédito do
sistema financeiro nacional, ele atingiu
R$ 7,2 trilhões de reais em abril,
cresceu 0,3% no mês e teve um
crescimento de 9,3% em 12 meses. Esse a
gente apresenta habitualmente esse
crédito do sistema financeiro separado
entre pessoas físicas e pessoas
jurídicas, crédito livre e crédito
direcionado.
Se a gente olhar eh essas segmentações,
nós vamos ver que no mês de abril quem
respondeu pelo crescimento foi
principalmente o crédito direcionado e o
crédito para as pessoas físicas, né? O
crédito direcionado ampliou 0,9% dos
seus saldos no mês, enquanto o crédito
livre ficou praticamente estável com uma
ligeira redução de 0,1%.
Essa também foi a mesma redução, né, no
saldo do crédito destinado às empresas,
menos 0,1%. Nos dois casos, eh, tanto no
livre quanto nas pessoas jurídicas, né?
Se a gente juntar os dois no crédito
livre para as pessoas jurídicas, isso
vai ser sentido de forma mais relevante
ainda. O [roncando] que aconteceu foi
que a gente tá no primeiro mês eh de um
trimestre, né, o mês de abril e
sazonalmente a gente tem eh um
comportamento mais fraco no desconto de
duplicatas e recebíveis, que é uma
modalidade importante dentro do crédito
livre para empresas. Essa sazonalidade é
trimestral. todo final de trimestre ele
eh tem um crescimento muito
significativo. E a contrapartida disso é
que eh no mês seguinte, nesse caso em
abril, ele tem uma uma redução eh mais
significativa que ajuda a explicar a a
redução do crédito livre e do crédito
livre, eh, principalmente paraas para as
empresas. Mas se a gente olhar o
desempenho nos últimos 12 meses, ou
seja, é uma forma de isolar esse aspecto
sazonal, porque a gente tá considerando
os saldos tanto de abril de 26 quanto de
abril de 25, que tem a mesma
sazonalidade.
E se a gente olhar a série histórica
dessa variação em 12 meses, a gente vai
poder observar que manteve-se a
trajetória de desaceleração do
crescimento do crédito que a gente já
tem visto há algum tempo. Se vocês
lembraram o que aconteceu quando a gente
divulgou as estatísticas de março, em
março parecia e assim houve uma
interrupção dessa trajetória de
desaceleração e nós fomos muito
cautelosos na coletiva de imprensa
passada e não cravar assim que houve uma
eh interrupção, uma inflexão naquela
trajetória, mas sim eh isso é um ponto,
né, na série histórica, a tendência da
série de desaceleração. Teve um ponto
aqui em março que nós temos que observar
na na continuidade, né, nos novos dados.
Então o que que nós vimos em abril é que
aparentemente esse resultado de março
foi de fato apenas um ponto e e abril
continuou essa trajetória de
desaceleração. Então vamos botar número
nessas tendências que eu tenho
mencionado.
É, eu já mencionei que o crédito total
cresceu 9,3%
em abril e o resultado de março era de
9,8%, ou seja, uma desaceleração mais
significativa.
E eh como eu tô acumulando valor,
comparando valores de decrescimento em
12 meses, né, a gente eh diminui
bastante ou isola esse efeito eh eh
sazonal. Ah, o pico recente dessa série
de crédito total, né, foi uma taxa de
crescimento em 12 meses de 12,3% em
fevereiro de 2025. Então, depois desse
momento de máximo pico recente de taxa
de crescimento eh do crédito em 12
meses, ele vem numa trajetória de
desaceleração. Então, de fevereiro de 25
para abril de 26, em 14 meses, portanto,
a taxa de crescimento se reduziu de 12,5
para 9,3.
né? Eh, se a gente olhar o crédito para
pessoas físicas, também há uma
trajetória de desaceleração que
continuou eh com a taxa de 11,1%
eh em março, se reduzindo para 10,8% em
abril. De novo, se a gente volta a março
de 2025, 13 meses atrás, né, essa taxa
era de 13%, então, grosso modo, se
reduziu de 13 para 10,8%.
Eh, no crédito a pessoas jurídicas
também há uma trajetória de
desaceleração. Os valores são um pouco
menores no que o crédito para a pessoa
física. E a desaceleração foi mais
intensa, caiu de 7,6 para 6,7, né? Agora
na passagem de março para abril, se a
gente olhar o crédito livre, também tem
essa mesma eh tendência de
desaceleração. 7,1% em abril era 7,8 eh%
em março. Então, em todas essas
aberturas, crédito a pessoas físicas,
crédito a pessoas jurídicas, crédito
livre e nas submodalidades que a gente
pode obter comparando essas duas e essas
essas aberturas, a gente teve valores
recordes recentes de taxa de crescimento
do acumulado em 12 m do do saldo em 12
meses lá por volta de março, fevereiro
de 2025.
>> [roncando]
>> De lá para cá tem uma tendência de
desaceleração. Dependendo da agregação
que a gente fizer, ela é mais intensa ou
mais suave, mas ela eh ela existe em
todas essas aberturas.
Eh, quando a gente olha, voltando então
pro mês de abril, a gente viu eh uma
taxa de de crescimento de 0,3 com uma
estabilidade no no na no crédito livre,
pessoas jurídicas. Quando a gente olha
as concessões, ou seja, quanto de
recursos novos foram desembolsados pelas
instituições financeiras para seus
clientes no mês de abril, eh a gente vê
um crescimento de 2,1% na série com
ajuste sazonal, né? Se vocês olharem os
dados da tabela dois e da tabela três,
em que abre, que diferencia livre e
direcionado, pessoa física, pessoa
jurídica, vocês vão ver tanto as tabelas
de concessões com os valores eh
observados, né, sem ajuste sazonal.
>> [roncando]
>> Eh, e nesse caso a gente precisa
observar que o mês de abril teve dois
dias úteis a menos, mas também a além
dessa diferença de dias útis, a gente
tem a própria diferença de sazonalidade.
Então, a além dos dados observados, a
gente apresenta também os dados com
ajuste sazonal. São esses que eu tô
fazendo referência, que as séries em
abril cresceram 2,1%,
né, com um crescimento de 2,6% no
crédito livre e um crescimento de 5,2%
no crédito a pessoas jurídicas. Ou seja,
embora aquela redução nos saldos tenha
se concentrado ou estabilidade, se vocês
quiserem, menos 0,1 é muito dá dá a
gente pode fazer qualquer um dos dois
discursos. Essa estabilidade ou ligeira
redução tenha se concentrado no crédito
livre e no crédito para pessoas
jurídicas, a gente destacou é o efeito
de sazonalidade que existe na passagem
de março para abril. Quando a gente
ajusta para sazonalidade, houve um
crescimento tanto nos nas concessões do
crédito livre quanto eh no das pessoas
eh jurídicas, né?
Passando então pro terceiro item. Agora
a gente já viu saldos, concessões. O
terceiro item são as taxas de juros. As
taxas de juros também estão nessas
tabelas dois e três pro agregado e paraa
separação entre livre direcionado,
pessoas físicas e pessoas jurídicas. E
nas demais tabelas apresentam lá a taxa
a cada, nas tabelas 15, 16,
principalmente, por cada modalidade de
de crédito. A taxa de juros média de
todas as concessões do sistema
financeiro nacional em abril, ela se
elevou 0,6 ponto percentual no mês na
comparação com março, atingiu 33,8%
ao ano e é a maior taxa da série
histórica do Banco Central, eh, que,
como vocês podem ver nas tabelas, se
inicia em março de 2011, né? Nos últimos
12 meses, a sua tendência também é de
crescimento, cresceu 2,4 e pontos
percentuais quando a gente compara abril
de 26 com abril de 25.
Esse crescimento eh das taxas de juros
no mês foi puxado pelas operações do
crédito livre, né? No crédito livre,
essas taxa de juros aumentaram 1,2 ponto
percentual eh no mês e chegaram a 49,5%
ao ano, né? É claro que as taxas do
crédito livre são superiores à média e
as taxas do crédito direcionado, que tem
regra de fixação de taxas são eh abaixo
da média. Eh, no crédito livre. Então,
eh, a gente tá indo camada por camada de
crédito, né, para mostrar aquelas
modalidades onde teve um principal
impacto, né? Se a gente, eh, observe o
crédito total, a gente teve o
crescimento de 0,6. Esse crescimento
abu, principalmente do crédito livre,
que cresceu 1,2 ponto percentual. dentro
do crédito livre, foi o crédito livre
para pessoas físicas que concentrou esse
aumento. O crédito livre para pessoas
físicas na sua média ponderada, né,
chegou a e eh cresceu 1,5 ponto
percentual no mês, atingiu 63% ao ano. E
dentro do crédito livre para as pessoas
físicas, foram as operações de crédito
não consignado, ou seja, o crédito
pessoal não consignado, aquele, enfim,
que não tem eh garantias, né, da do
desconto direto na folha de pagamento ou
na folha de eh pensões dos dos clientes
bancários. Esse crédito pessoal não
consignado, ele aumentou oito pontos
percentuais no mês e é dentre as
modalidades aquela que principalmente
causou, né, a elevação, né, do crédito
que a gente viu, né, tanto no crédito
não consignado, fazendo o caminho de
volta, né, no crédito eh livre para
pessoas físicas, no crédito livre e no
crédito total. Eh, isso não quer dizer
que as outras modalidades não tenham
crescido. A gente tem um um panorama aí
no que os cr os juros do crédito livre
para pessoas jurídicas também cresceram
no mês com um crescimento menor, 0,5
ponto percentual, e chegaram a 25,3 eh%
ao ano. Eh, a gente tem outras medidas,
outras métricas relativas à taxa de
juros, eh, na nota com a imprensa. São
três fundamentalmente, né? A a principal
delas mais divulgada é a taxa de juro
das concessões, ou seja, qual foi a taxa
de juros média das operações novas
contratadas no sistema financeiro no mês
de abril. E foi esse resultado que eu
acabei de apresentar. A gente tem uma
outra estatística que é um indicador das
da do custo do crédito, ICC. Esse ICC
ele pega, de uma forma simplificada
aqui, ele pega as taxas de juros das
concessões de todos os meses, né,
considerando aquelas operações que ainda
não foram quitadas, que ainda tdos em
aberto e tira uma média ponderada.
Então, ele é uma uma medida mais eh
estável e mais prolongada. ele quer
medir qual é a taxa média de todas as
operações de crédito que estão na
carteira das instituições financeiras no
momento. Eh, o ICC atingiu 24,3%,
ele manteve a sua trajetória de
elevação, eh
cresceu 0,2 ponto percentual no mês, né?
Esses 24,3% também são os maiores
percentuais para o ICC dentro da série
histórica do Banco Central. e tem uma
taxa, um aumento, né, de 1,4 ponto
percentual nos últimos 12 meses. A
terceira métrica é o spread das
operações. O spread das operações de
crédito é, de uma forma simplificada, a
taxa de juros das concessões cobradas
pelos bancos nas operações com os
clientes, menos a taxa de captação, ou
seja, quanto o banco paga para os seus
poupadores, né, que investem dinheiro no
banco, quanto o banco paga para captar
esses empréstimos e quanto o banco paga
na na realização dos novos empréstimos
com seu cliente. Então, essa taxa de
aplicação menos a taxa, né, de captação,
eh, gera o spread bancário. O spread
geral das taxas de juros no mês de abril
chegou a 22,6%
e ele cresceu 0,7 ponto percentual. Se
vocês olharem, então, a taxa de ouros
como um todo, ela cresceu 0,6 ponto
percentual e o spread 0,7 poncentual. Ou
seja, a gente teve em abril um cenário
em que o o aumento eh do dos spreads
foram equivalentes aos aumentos da das
taxas de juros. Eh, por fim, eh, um
último a o último ponto diz respeito à
taxa de inadimplência, né? A taxa de
inadimplência do crédito total, ela teve
uma pequena variação de 0,1 ponto
percentual em abril, atingiu 4,4%
do total do crédito eh do sistema
financeiro nacional. Esses 4,4%
eles repetem o valor de fevereiro, ou
seja, eh fevereiro foi 4,4, se reduziu
para 4,3 em março, aumentou para 4,4%
novamente em abril. Esse 4,4, tanto de
fevereiro quanto de abril, são os
maiores eh valores, percentuais de taxa
naimplência da série do do Banco
Central, né? Aqui nesse caso, acho que é
importante fazer um comentário, né? A
gente teve na publicação do último
relatório de política monetária um um
estudo específico que analisa as taxas
de inadimplência comparando as regras,
né, que existiam anteriormente, que eram
eh, digamos assim, regras fixas. pelas
quais eh depois de um certo período de
tempo, as operações INAD implant tinham
que ser necessariamente baixadas a
prejuízo, ou seja, retiradas da carteira
a ativa do banco eh do do das instruções
financeiras, né? Com isso é como se a
gente tivesse um período máximo para
considerar essas operações inadiprente.
Depois elas saíam da carteira, deixava
de ser consideradas inadimp, deixavam de
ser consideradas no saldo de crédito,
eh, e eram eh, excluídas dessa
estatística, né? Houve uma mudança
regulatória que o Banco Central eh
permitiu mais eh digamos liberdade à
instituições financeiras para elas
avaliarem as suas próprias operações de
crédito, as condições dos seus clientes
e se acharem eh que havia plausibilidade
de recuperar esses recursos, mantinham
essas operações em sua carteira e para
fim das estatísticas elas consideravam
sendo operações inadimplente. Então,
esse aumento do prazo potencial das
operações continuarem nadimplente, eh,
mudou um pouquinho a dinâmica da dessa
taxa de inadimplência que a gente
reporta nas estatísticas e o estudo que
tinha no relatório de política monetária
mostrava que, grosso modo, metade do
crescimento, né, da inadimplência eh no
depois dessa medida, né, no último ano,
tinha sido decorrente dessa alteração,
eh, na regra das operações bancárias,
que, eh, impacta também as estatísticas,
né? Então, é como se esse crescimento de
nos últimos 12 meses deu 0,9 ponto
percentual na época que o relatório de
política monetária foi feito, a a o
aumento no ano era de 1%, é como se
metade eh fosse de fato aumento da
inadimplência, novas operações se
tornaram inadimplentes no período e a
outra metade fosse eh o prolongamento
das operações que já estavam em
nadimplente dentro do do balanço dos
bancos, né? Então, a gente tem um
cenário de eh inadimplência que teve uma
elevação, mas essa elevação nos números
parece maior, né, em função dessa
mudança eh regulatória, né? Se a gente
olha pro crédito livre, eh, o crédito
livre, a taxa de implência chegou a 5,8%
no mês de abril, também com elevação de
similar de 0,1 ponto percentual no mês,
1 ponto eh 0,1 ponto percentual no mês,
1 ponto percentual nos últimos 12 meses.
E também aqui se aplica a o mesmo eh
impacto da mudança regulatória que eu
havia acabado de explicar. Então, assim,
a gente tem um cenário com essas
informações eh sobre a evolução dos
saldos, das concessões, das taxas de luz
e da inadimplência. E eu queria só
destacar umas quatro eh modalidades
principais que eu acho que ajudam a a
explicar melhor esse desempenho no mês
de abril, é que são dentro do crédito
livre para pessoas jurídicas, né, o
desconto de duplicatas. o desconto de
duplicatas é a, digamos assim, a a
grande modalidade que tem esse padrão
sazonal e que, portanto, eh,
principalmente explica a essa contenção
do crescimento do crédito livre para
pessoas jurídicas. Eh, se a gente olhar
só o crédito livre para pessoas
jurídicas, ele teve uma redução de
saldos de 0,7 eh% no mês, enquanto que o
desconto duplicatas, ele caiu 8,5% os
saldos e 21,4% as concessões. Isso de
novo, não é que isso seja uma tendência,
isso é o impacto, né, da comparação eh
do mês atual com o mês anterior. Se a
gente olhar os dados de março contra
fevereiro, a gente vai ver um
crescimento similar e agora uma redução.
Tanto que essas flutuações
eh que tísticas mais sazonais tem que
ser analisadas com muita cautela. Eh, o
relevante, eu acho aqui para olhar é
quando a gente olha abril de 26 contra
abril de 25, ou seja, eliminando esse
caráter sazonal, a gente tem uma redução
tanto nos saldos quanto nas concessões,
ou seja, essa modalidade de contas
duplicatas tem perdido o dinamismo, né?
E a gente olha essa perda de dinamismo
mais quando oler os dados eh nos últimos
12 meses, queda tanto nos saldos quanto
nas concessões. [roncando]
Se a gente eh vai paraa antecipação de
faturas do cartão, eu destaquei essa
operação aqui muito rapidamente porque
ela tinha uma uma dinâmica alguns anos
atrás que ela reproduzia essa
sazonalidade do desconto duplicatas e
agora eh aparentemente não mais eh
reproduz a mesma sazonalidade, né? No
caso da antecipatura antecipação de
faturas do cartão, teve um aumento de 7%
nos saldos agora em abril contra março e
um aumento de 4,9% nas concessões, né?
Então, foram duas modalidades que a
gente pode dizer que eh economicamente
talvez tenham os mesmos fundamentos e eh
façam a mesma coisa, digamos assim, do
ponto de vista do logista que antecipa
suas faturas no cartão ou o mesmo
logista que descontos recebíveis. as
duas modalidades tiveram eh
comportamentos distintos no mês. Ah, a
última modalidade que eu quero falar
sobre o crédito livre para pessoas
jurídicas é o capital de giro. E eu acho
que é importante sempre falar dele
porque ele é maior eh das modalidades,
tem meio trilhão de reais de saldo, né?
Um pouco mais de 30%, quase 32% do do
total do saldo do crédito livre a
pessoas jurídicas. Eh, o capital de giro
também se reduziu no mês, uma redução
bem bem menor, 0,4% no mês, e teve uma
redução. E essa redução foi causada pelo
pelas operações de curto prazo por menos
de 1 ano, que caíram 4,3%,
enquanto as de longo prazo subiram 0,4%.
Isso é pro resultado do mês é é o
inverso da tendência que a gente vinha
observando que era de crescimento das
operações mais curtas e redução das
operações mais longas, né? que aconteceu
agora em abril foi o inverso. Quando a
gente olha os últimos 12 meses, dá para
ver melhor isso que eu vinha mostrando
para vocês. No as operações de curto
prazo crescem eh 12%, 12,1%, as de longo
prazo caem 1,7%, né?
Eh,
se a gente vai eh agora paraas operações
do crédito livre para pessoas físicas,
né, a gente vai ver, em primeiro lugar,
as operações do crédito consignado. Esse
crédito consignado também é 30% do
crédito livre. e em função da nova
modalidade do crédito ao trabalhador eh
que foi eh criada no ano passado. Esse
eh crédito consignado, ele tem sido a
uma modalidade bastante mais dinâmica do
que do conjunto do crédito livre para
pessoas físicas, né? Então, eh, se a
gente olhar o que aconteceu em abril,
acho que isso, eh, caracteriza o que vem
acontecendo no crédito eh consignado,
ele teve uma queda, né? E o crédito
consignado tem três modalidades, né? A
primeira são as operações de crédito pro
setor público. A segunda são as
operações de crédito a benefici
aposentados e beneficiários do INSS. E a
terceira o crédito consignado privado,
onde estão incluídos as operações do
crédito ao trabalhador fundamentalmente,
né? Então, a gente viu uma redução nos
saldos do crédito para os beneficiários
do INSS, que caíram 0,7%,
e um aumento nos saldos do consignado
privado, 2,1%. Isso é a tendência que
tem e o consignado pelos trabalhadores
públicos é no meio do caminho. Essa é a
tendência que tem ocorrido recentemente.
Eh, no começo do ano passado, a gente
teve aquela questão com a a consignação
dos empréstimos a aposentados e
beneficiários do INSS. E essas
consignações travaram durante um
período, fizeram um ensaio de retomada,
mas tem tido um dinamismo menor e agora
tiveram uma redução eh de saldos
novamente, enquanto que no consignado
privada a dinâmica é o contrário, né?
foi criada uma nova modalidade de
crédito, crédito ao trabalhador, no qual
aqueles trabalhadores eh submetidos ao
regime seletista, que cujas empresas não
tinham convênios com as instituições
financeiras e não estavam aptos
anteriormente a captar o crédito
consignado, agora passaram a poder com
consignação direta lá no eh por meio do
e social e tudo. Então isso ampliou a
base de clientes e ampliou eh a demanda,
né, por esses por esses créditos, né?
Eh, nos últimos 12 meses, por exemplo,
eh se a gente olhar o crescimento do
crédito consignado total, ele cresce 9%,
mas a parcela do crédito consignado ao
setor privado cresceu 132%.
Então, nos últimos 12 meses, que tem a
operação do crédito consignado, do
crédito ao trabalhador, melhor dizendo,
93%
do crescimento do consignado total veio
do crescimento do do consignado privado.
Claro, você pode ter uma eh a dinâmica
dos outros, uma continuidade de uma
diminuição dos saldos pro pro INSS
magnifica esse impacto, mas eh o
crescimento dos saldos do consignado
total chegou a 63 eh7 bilhões de de
reais nos últimos 12 meses.
Neste mês, a gente teve uma redução de
concessões no no crédito consignado como
um todo, uma redução de 12,8%.
Esses dados que tão na tabela eh 11,
eles não são eh sazonalizados. Então tem
que chamar atenção aqui que no mês de no
de abril houve dois dias úteis a menos
do que em março. E muito provavelmente,
né, é assim, se você tem 22 dias úteis,
dois dias de diferença, são quase 10% do
da eh da quantidade de dias no mês. Eh,
isso é muito importante para as
operações de crédito consignado, né?
Então essa redução de dias úteis ajuda a
explicar a redução nominal de 12,8% no
mês. Quando você olha o consignado
privado, no mês ela tem uma queda de
10%, né, que é mais ou menos a
quantidade de dias úteis, eh, que a o
percentual de dias úteis a menos de
abril na comparação com março. Mas nos
últimos 12 meses, o consignado privado
cresceu, as suas concessões, né, que são
os 12 meses de maio de 25 a abril de 26,
elas foram 233%
maiores do que as dos 12 meses
anteriores. Então essa diferença é o
período abrangido pelo crédito ao
trabalhador e o período que não havia
desse crédito ao trabalhador
anteriormente.
eh operações com INSS, pelo contrário,
tiveram uma redução eh de 24% no mês,
uma redução de 40% nos últimos 12 meses,
mostrando aqueles pontos que eu já havia
mencionado, né, sobre eh questões e
problemas lá nessas operações de
consignação.
As taxas de juros do crédito consignado
tiveram uma ligeira redução no mês de
0,2 ponto percentual, chegaram a 28,2%.
E houve, eh, eu acho que é importante
destacar isso, uma redução na taxa de
juros do crédito consignado privado, uma
redução de 0,5 ponto percentual. a gente
tava vendo uma tendência de crescimento
dessas taxas, elas chegaram a pico de
59% ao ano e agora tiveram uma ligeira
eh redução. Também na minha avaliação é
muito cedo para dizer se isso é uma se
isso é uma tendência que vai ter redução
nesses consignados ou se ela chegou num
nível eh e mais ou menos se estabilizou,
né? a gente tem que a gente vai precisar
de mais eh meses, mais informações para
avaliar isso. No caso da inadimplência
do consignado do do consignado como um
todo, ela ficou mais ou menos estável no
mês em 3%.
Eh, teve um crescimento de 0,1 ponto
percentual. Eh, mas nesse caso a gente
tem que destacar que é no consignado
privado que tem tido é uma tendência de
crescimento da inadimplência. Eh, o
consignado privado, a inadimplência
chegou a 7,3%, ou seja, você tem uma
inadimplência de 3% no total, mas no
consignado privado ela é de 7,3%.
Ela cresceu 0,7 ponto percentual no mês,
né?
Eh, se a gente olha a dinâmica das taxas
de inadimplência desde o início do
crédito ao trabalhador, né, considerando
que ele está basicamente a sua maior
parte dentro do crédito eh consignado
privado, a gente tinha primeiro uma
tendência de redução da das taxas de
inadimplência quando começaram as
operações do crédito ao trabalhador.
Isso ocorre porque as concessões
passaram a ser muito elevadas, cresceram
cresceu fortemente os saldos e eram
operações muito recentes que por
definição não tem inadimplência. As
operações de inadimplência elas precisam
de 3s meses de atraso de pagamentos para
estatisticamente a gente considerar como
taxa de inadimplência. Então nesse
primeiro momento, as operações tinham
inadiplência zero, eh cresceram os
saldos muito fortes. Por essa dinâmica,
né, das das concessões e dos saldos, as
taxas se reduziram. Elas chegaram a um
piso de 4,9% em novembro de 2025. De lá
para cá, né, a gente essas operações já
foram maturando, tem operações já que
foram concedidas h a um ano
aproximadamente, um pouco menos. Então a
alguma inadipuência começou a a
aparecer, então ela passou de desse piso
de 4,9% em novembro de 2025 para o valor
atual de 7,3% em abril de 26, o que
representa um crescimento de 2,4 pontos
percentuais nos últimos 5 meses. Eh, o
que é me parece um crescimento mais
significativo para para ser observado,
né? Eh, a outra modalidade é o crédito
pessoal não consignado. E nesse caso,
eh, o destaque eu já tinha mencionado,
né, são as taxas de juros. Eh, ela
concentrou a parte mais significativa da
elevação das taxas de juros do crédito
livre para pessoas físicas nesse mês.
Cresceu e eh 0, desculpe, cresceu oito
pontos percentuais e nos últimos 12
meses tem uma elevação de 19,2 pontos
percentuais. E aqui é importante a gente
ver a diferença entre uma linha de
crédito eh que tem eh garantias,
garantias sólidas, como é o caso do
crédito consignado, que tem a dedução do
do da amortização mensal no próprio na
própria folha de pagamento dos dos
clientes. Eh, a taxa de juros do
consignado, eh, na média, ela é de
28,2%,
né? menor proos servidores públicos,
maior pro servidor privado, pros
trabalhadores do setor privado, mas na
média 28%. E a taxa do não consignado,
que é um, em tese, um crédito, um
crédito pessoal similar, mas que eh não
tem garantias, essa taxa eh é chegou a
125% no mês de 125,1% no mês de abril.
Eh, a inadimplência dessa modalidade
também é mais elevada, mostrando o maior
risco associado ao crédito não
consignado. Ela chegou a 9,3%, cresceu
eh 0,4 ponto percentual no mês. Bom, a
última modalidade então eh é o cartão de
crédito. A gente tem um saldo de cartão
de crédito total que cresceu 0,5%
[roncando]
no mês. O saldo do cartão de crédito
chega a 721,
722 bilhões de de reais.
3/4 disso ou mais são devidos ao
crédito, ao cartão de crédito à vista,
né? E aqui a a saldos concessões não
tiveram muitas mudanças no período. O o
ponto a mencionar são as taxas de juros
do cartão de crédito rotativo que
permanecem eh bastante elevadas em
valores analisados acima de 400%
eh ao ano. eh também com uma
inadiplência bastante elevada na faixa
de 60% ao ano, mostrando que essa é,
como a gente tem repetido todas as
vezes, uma modalidade
eh com taxas de juros elevadíssimas e na
implência também elevadíssima, que é uma
linha de crédito emergencial para se
para não ser utilizada ao máximo
possível, eh, ser evitada, né? assim,
existem possivelmente outras modalidades
de crédito que possam ser eh acessadas
em em momentos de de emergências
financeiro. E em todo caso, se as
operações do cartão de crédito, se for
necessário, e entrar no cartão de
crédito rotativo, se não tiver outro
jeito, né, no basicamente o não
pagamento integral da fatura no seu
vencimento, né, os clientes têm eh toda
a possibilidade de de buscar com as suas
instituições financeiras a uma
renegociação desses créditos, uma eh
discussão com com seu gerente, tudo para
ofertar eh produtos financeiros
melhores, tanto em prazos maiores,
quanto em taxa de juros maiores e tirar
o mais rápido possível esse
endividamento da do cartão de crédito
rotativo. Se isso não for possível na
sua instrução financeira, eh pode
existir outra instituição financeira eh
que esteja apta a oferecer essas
melhores condições.
Do crédito rotativo no cartão também são
eh, abrangidas novo programa
governamental, no no desenrola. Então, é
uma também mais uma eh oportunidade para
aqueles clientes que estão sujeitos à
maior taxa de juros do mercado
financeiro brasileiro, que eles possam,
enfim, eh renegociar essa dívida em
condições eh favoráveis e eh escapar
desse de desse crédito rotativo. Eh, um
último comentário eh sobre a
inadimplência, eh desculpe, sobre o
endividamento das famílias e o
comprometimento de renda. são duas
métricas que o Banco Central
desenvolveu, né, pro conjunto, são
métricas macroeconômicas pro conjunto da
economia brasileira. O endividamento
compara a renda mensal eh do conjunto
das famílias, né, numa estatística
calculada pelo Departamento Econômico do
Banco Central chamada renda nacional
bruta disponível das famílias. Isso é
uma estimativa da renda anual que as
famílias têm, dividido pelo total da
dívida que essas famílias têm, né?
Então, o endividamento das famílias
chegou a 49,8%
do PIB no mês de março, eh, com uma
redução de 0,1 ponto percentual em
relação ao mês anterior, né? Ou seja,
teve uma uma ligeira diminuição, mas
continua por volta dos dos patamares
máximos da série. A mesma coisa
aconteceu no comprometimento de renda. O
comprometimento de renda, ela é uma
métrica diferente. Em vez dela olhar os
valores anuais dos saldos, ela quer
saber o seguinte: quanto por cento da
renda estimada da família neste mês a
família teve que gastar com pagamento de
principal e juros da sua dívida
bancária. Então, a gente pega a renda
nacional disponível bruta da família no
mês e não no acumulado em 12 meses e
compara não com o saldo da dívida, mas
com a o montante que eh vai ser pago,
né, pro banco naquele mês. Então, o
comprometimento de renda das famílias
atingiu 29,3% em março, e teve uma
redução de 0,3 ponto percentual, né, no
mês na comparação com o mês anterior,
que havia sido eh o recorde da série.
Bom, eu paro por aqui. Eh, Nathan, a
palavra tá com você aí. Vamos ver as
perguntas.
>> Bom dia. Bom dia.
Ah, Ferrari do poder do Valor Econômico.
Eh, eu tenho uma dúvida sobre a questão
do do da inadimplência, que em abril de
2026 o governo já estava estudando
anunciar o desenrola Brasil, né? O noti,
o noticiário mostrava essa vontade da
equipe econômica. E eu queria saber se o
Banco Central avalia que essas
discussões sobre os descontos de dívida
tiveram efeito no aumento da
inadiprência, ou seja, as pessoas
esperaram para obter as condições mais
vantajosas. Pode ser ter sido um
crescimento atípico aí nesse mês. E a
segunda dúvida sobre a a questão da do
juro médio, que bateu o recorde eh no
mês de abril. Eu queria saber se mesmo
com a com essa redução da Selic, quando
é que a gente pode ver uma diminuir
diminuição da taxa média? Obrigado.
>> Opa. Eh, duas duas perguntas muito muito
interessantes. Eh, Hamilton, a gente eh
não vai ter propriamente eh uma resposta
nelas na na própria estatística, né? E e
eu vou dizer por, mas a a estatística
permite a gente fazer eh algumas
avaliações e análises, né? Então, eh
sobre o desenrola,
o desenrola, eh, é um programa
governamental que foi eh lançado
eh como você disse, no final de abril,
começo de maio, então não lembro a data
precisa, mas então eh o impacto direto
do desenrola não está apresentado ainda
nessa estatística de crédito que ela se
refere ao mês de abril, né?
Então, a gente deve esperar os impactos
diretos do desenrola no mês de maio, que
é a estatística a gente vai divulgar no
mês seguinte. Eh, o que o ministro da
Fazenda tem eh anunciado s já são eh se
eu se eu vou vou citar de cabeça aqui,
vamos ver se acerta. Algo como 10
bilhões de créditos eh renegociados no
âmbito do desenrola, beneficiando 1
milhão de de clientes eh bancários, né?
as negociações têm eh apresentado um um
desconto em relação ao valor da dívida
eh bastante significativo.
E uma parte dessa,
a maior parte dessa dívida que sobra,
digamos assim, depois e digamos o
desenrola, chega lá, você tem uma
dívida, esses 10 bilhões mencionados,
eh, você tinha, sei lá, 11 bilhões de
dívida, então o o desenrola renegociou
isso aí, sobrou 1 bilhão, então foram
perdoados ou abonados ou ou descontados.
Eh, esse montante é é um montante
bastante significativo e para esse fator
que sobra, ele pode ser, né, ou
amortizado, né, tem a forma, tive uma
redução mais significativa da dívida, eu
consigo pagar logo e me livro da dívida
de uma vez. Ou ele pode ser eh
renegociado e esse valor, digamos assim,
residual renegociado em novas
modalidades, né? Então, eh, a partir
dessas indicações, né, dessas
informações do do Ministério da Fazenda,
eh, a gente deve ver eh o impacto disso
nas na nas estatísticas no mês de eh de
maio. O, o desenrolo está e é feito
principalmente para modalidades
específicas, né, de de cartão,
consignado, não consignado, tal, a
gente, né, pode ver eh esse impacto lá.
Mas a sua pergunta, ou seja, para isso a
gente tem que esperar o mês que vem, mas
a sua pergunta era eh o governo tá
anunciando que ele tá estudando o
desenrola, então o cliente que tava
pensando em pagar sua dívida, né, neste
mês de abril, que a gente tá falando da
estatística, dis é melhor segurar um
pouquinho, porque se eu tiver um
desconto de 80% no meu saldo, 90% no meu
saldo, eh, eu vou fazer isso. É, é
possível a gente eh pensar nessa
hipótese, né? Eh, implicitamente a gente
tá considerando eh agentes racionais e
com não perfeita, mas uma quantidade
qualidade muito boa de informação, né?
Então, tá sabendo que vai ter um
programa do governo, sabendo que se eu
não pagar hoje, posso pagar amanhã numas
condição melhor, mas eu não diria que
isso seja o principal fator, né, por
trás dessa desse crescimento ou dessa
variação da inadimplência de de março
para abril. A a segunda questão tem a
ver com a transmissão da da taxa de
juros básica da economia para as taxas
de juros eh bancárias, né? Então, a
gente viu agora em eh
em abril, né, um mais um crescimento das
taxas de juros, ou seja, um novo
crescimento das taxas de juros, que
quando a gente olha a média do do
conjunto das operações do mês, elas
tiveram eh um novo aumento. Como eu
disse, esse aumento tá concentrado nas
modalidades eh eh na modalidade do
crédito pessoal não consignado, né? E se
a gente olhar, por exemplo, o, acho que
eu acabei não mencionando isso, que eu
já tava eh prolongado demais, mas o
capital de giro, por exemplo, que é a
principal modalidade eh do crédito livre
para as pessoas jurídicas, ele teve uma
redução na taxa de juros do capital de
giro como um todo, né, somando o teto
rotativo, curto prazo e longo prazo de
1,7 ponto percentual. Eh, se a gente
olhar as taxas de juros do
consignado privado, ela também se
reduziu 0,5 ponto percentual do
beneficiário de SS ficou mais ou menos
estável, menos 0,1, do consignado
privado aumentou 0,2.
Então, eh, eu diria que a gente não tem
um aumento eh generalizado de taxa de
juros em todas as modalidades ou as
principais modalidades do crédito livre.
Eh, eu diria que a gente tá com uma taxa
de juros em valores record, né? A gente
tem eh uma taxa básica e não obstante
começado. A o processo de de
afrouxamento monetário, ela é elevada ou
restritiva, né? E, enfim, não dá para
saber exatamente quando que eh vai ter
um impacto mais significativo, né? que
pegue o conjunto das taxas e pone elas
numa trajetória eh bastante bem
caracterizada de de redução. A gente vai
ter que esperar os próximos meses, mas e
esse é um movimento esperado eh daquela
e e é o movimento esperado da da
transmissão, né, da política monetária
para as demais taxas, né, no momento de
de aperto monetário, as taxas tendem a
subir, no momento de de afrouxamento
monetário, elas tendem a descer.
É isso. Eh, Nathan,
eh, Roxa, a gente tem aqui eh três
perguntas do Guilherme Pimenta da Folha
de São Paulo.
>> Uhum. Você já falou um pouco aí sobre
endividamento, sobre o desenrolo pro
Hamilton e aí tem algumas perguntas
semelhantes. Eu vou repassar para,
claro, eh, atender o colega, mas aí se
você tiver algum adendo, alguma coisa,
eu vou repassar, mas tem umas tem
questões semelhantes aqui.
>> Posso fazer as três de uma vez ou você
prefere?
>> Manda, manda as três.
>> Fala devagar que eu anoto aqui. Aí
depois eu vejo como é que a gente
>> Então, Guilherme pergunta o seguinte:
"Você poderia falar um pouco sobre os
dados de inadimplência das linhas que
serão afetadas pelo novo desenrola? bem
como a sua avaliação da necessidade de
possíveis impactos do programa.
Na segunda pergunta, ele quer saber eh
houve uma queda de 24% na concessão de
consignado para o INSS no último mês?
Isso já é algum impacto da decisão do
TCU que proibiu novas concessões no dia
29 de abril?
E aí por último, ele fala que houve um
aumento de 6,1% no crédito rotativo e
aparentemente um valor nominal recorde
de 39.2
bilhões. De outro lado, uma queda de
7,8% no crédito parcelado. Isso aponta
para um aumento no endividamento? São
essas três.
Oba!
Questões muito boas. Obrigado,
Guilherme. Eh, talvez já tenha falado de
eh alguma coisa, então, mas não vamos
deixar as perguntas sem resposta, né?
Eh, ele está falando de, a primeira
pergunta fala do desenrola, né? Então,
vamos lá. O
inadimplência no desenrola, o que que é
o o o desenrola? Tem foco nas operações
com as pessoas físicas, né? E dentro das
operações de pessoas físicas, ele olha,
né, o cartão rotativo, por exemplo, o
cartão rotativo, e isso já liga um pouco
com a outra pergunta do rotativo, eh, do
crescimento dos saldos. O cartão
rotativo tem um saldo de R$ 90 bilhões
deais, né? O parcelado tem um saldo de
R5 bilhões e o crédito do cartão de
crédito à vista tem um saldo de 536
bilhões, né? Então, o cartão de crédito
à vista, ele é mais do que 3/4 do do
total, né, do cartão de crédito.
Passando lá pr pra terceira pergunta que
ele fala do aumento do cartão rotativo.
Eh, se a gente tiver um crescimento das
operações do cartão de crédito à vista,
né, eh, é esperado que no mês seguinte a
gente tenha um crescimento do saldo das
operações do cartão rotativo, porque
funciona da seguinte maneira, né? O
cliente faz a sua compra em fevereiro.
Tô simplificando, mas é basicamente
isso. O cliente faz a sua compra em
fevereiro, qualquer que seja a compra.
Eh, parcelado, eh, o à vista puro,
parcelado sem juros, parcelado, eh, com
taxa de juros. E ele no mês de março tem
que pagar a fatura. Quando chega o mês
de março, eh, por alguma razão, ele não
consegue pagar sua fatura integralmente
ou não consegue pagar nada da fatura. A
fatura era R$ 2.000, ele pagou R000.
Esses R$ 1.000 da fatura que não foram
pagos vão virar cartão rotativo, né?
Então em fevereiro ele teve o a compra,
em março ele teve a a fatura que ele não
pagou. Isso vira, né, cartão rotativo.
Então, o próprio crescimento das
operações do crédito à vista, uma parte
delas eh uma parte minoritária, claro,
mas uma parte vai pro pro cartão
rotativo. Então, se a gente quiser
explicar eh em geral, a explicação
básica do aumento dos saldos ou das
concessões do cartão rotativo, é ele
decorre do próprio crescimento do do
cartão de crédito à vista. a gente
consegue eh ver muito isso, por exemplo,
é muito característico no final do ano,
né? Em dezembro as pessoas recebem o 13º
e com isso elas aumentam a as operações
do cartão de crédito à vista. No mesmo
mês de dezembro, né? Uma parte do 13º
vai, digamos, para compras de Natal,
compras de fim de ano e uma parte do 13º
vai para pagar dívidas, né? Então a
gente tem uma redução das concessões no
rotativo e um aumento das concessões no
cartão à vista. No mês de janeiro chega
a fatura, né, de dezembro. Então é muito
comum a gente ter uma menor concessão do
cartão à vista, né, voltando ao nível de
novembro, por exemplo, porque não tem
13º e janeiro. E a gente tem um aumento
das concessões rotativas, que é uma
parte daquelas compras de Natal que não
foram pagas. Então essa dinâmica tá tá
vinculada uma a outra. Então esse
aumento eh do cartão de crédito
rotativo, das concessões, em geral a
gente interpreta como um um fator
defasado, né, do aumento das das
operações do cartão à vista. E eh nesse
eh cartão rotativo, por exemplo, que que
se concentra as operações, voltando para
pergunta um, né, nas operações do do
desenrola, a taxa de inadimplência eh
que que foi perguntada, ela está na
tabela 20, né, da nota paraa imprensa.
Então, a gente tem, né, o cartão de
crédito rotativo que eu havia mencionado
com uma taxa de infrência de 60%.
O o cartão rotativo é uma coisa bastante
sugêneres, porque eh pra gente
considerar na estatística de nad esse
número que tá aqui é aquele cara que
recebeu a concessão em fevereiro, aí ele
não pagou em março, deu 30 dias, não
pagou em abril, 60 dias, não pagou em
maio, 90 dias. a partir desse momento
ele considera é considerado
inadimplente, mas economicamente na
verdade eh a gente pode dizer que esse
cara já entrou em nadimplente na na
operação porque ele fez a contratação,
ele ele fez a sua compra no cartão à
vista, não pagou a fatura no momento do
vencimento. Então a diferença entre o
que ele tinha que pagar da fatura e o
que ele pagou efetivamente, né, zero ou
algum valor eh intermediário, esse é o
valor da concessão do cartão rotativo.
Então ele já entrou no cartão rotativo
porque ele não fez o pagamento da da
fatura no vencimento. Então essa é uma
operação que meio que e estatisticamente
é incorreto dizer isso, mas é como se
ele já começasse e inadimplente. Então o
que que a gente deve ver no no cartão e
claro essa operação tem uma taxa de
juros às vezes de 15% ao mês, então seus
juros crescem muito rápido, o montante
desse endividamento cresce muito rápido.
a gente deve esperar, por exemplo, e uma
redução no na taxa de inadimplência do
cartão de crédito à vista ou do não
consignado ou do parcelado, na medida
que essas operações foram renegociadas,
né? O o banco registra e informa pra
gente um saldo das operações
enadimplentes, né? Esse saldo pode ser o
saldo histórico, pode ser o saldo que
acua juros, né? incorporando isso e eh
ele tem, dependendo do caso, tem algum
desses dois valores no seu balanço. Ele
vai cheg o o cliente vai chegar com ele
no âmbito do desenrola e vai dizer o
seguinte: "Ó, eu tenho o saldo da minha
dívida original, mas esse valor de juros
eu quero renegociar. Aí tenho uma um
desconto de 80% disso e eu fui lá e
paguei os 20% que faltava que tem minha
dívida". Então todo esse saldo, ele vai
ser retirado do saldo das operações de
crédito e vai ser não vai ser mais
considerado como taxa na duplência. A
gente deve esperar que a indepência
caia. Uma outra possibilidade é que ele
teve, vamos supor, esse mesmo desconto
de 80%, mas ele disse: "Eu não tenho
dinheiro para pagar esses 20% agora, né,
à vista". Então isso pode ser
apresentado para ele como uma nova
operação de crédito contratada no no
desenrolo, que por exemplo pode entrar
na na que a gente chama estatisticamente
aqui de composição de dívida ou outra
modalidade de crédito. De qualquer
maneira, esse valor desde ainda que
esteja uma operação de crédito que que o
cliente não pagou, mas como ela foi
renegociada, ele sai daí inadimplência e
vira um saldo de crédito adimplente na
próxima modalidade, né? Então assim, o
Ministério da Fazenda tá divulgando os
dados brutos, né, do desenrola, dados
brutos no sentido quanto foi o valor da
dívida original, qual é o valor
renegociado, quantos eh milhões de
pessoas foram afetadas. E a gente vai eh
receber nesse mês de maio, durante o mês
de maio, vai divulgar na coletiva do mês
seguinte eh os as taxas de inadimplência
que já vão ser eh impactados por isso.
Então eu imaginaria uma diminuição da
taxa de inadimplência, a gente vai ter
que quantificar qual que é distribuir
por modalidades e eh alguma concessão,
né, dessa modalidade que foi renegociada
da INADPL.
Eh, um, outra pergunta é sobre
consignado INSS, né? Eh, era a segunda,
acabou ficando por última, que eu já
tratei das outras. Eh, o consignado
INSS,
eh, ele tem sido bastante afetado pelos
impactos, digamos assim, que que tem
ocorrido na operacionalidade dessa
modalidade, se a gente pode usar essas
palavras, né? Então, foi detectado um
conjunto de fraudes na concessão, na nas
consignações do INSS. Houve, isso, eu tô
falando do ano passado, né? Houve um
bloqueio nessas concessões, ficou um
período em que não tiveram eh
basicamente mais concessões, depois
foram criados normas mais nócompumas,
mais restritivas para essas concessões,
exatamente para evitar as fraudes, né?
Então, esses movimentos acabam tornando
mais difíceis a a as operações
legítimas, né, de consignação e de
obtenção dessa desse empréstimo,
diminuíram as concessões, as empresas
foram se adaptando a isso, as pessoas
foram entendendo como eram novas regras
e tal. Então, teve uma diminuição de
dessas taxas da dessa eh desses valores
de concessão, né? Elas tiveram depois um
crescimento. Nesse mês elas caíram. Uma
das razões da queda do mês é o fato de
ter dois dias úteis a menos, né? Tão
simples quanto isso. Eh, a decisão eh
sobre as concessões, ela foi adotada
muito no final do mês. Então, assim, a
partir do momento que ela foi adotada, a
gente tem um impacto nas concessões.
Sim. É possível esperar que a gente
tenha um impacto antes disso? Talvez se
alguns bancos, principalmente eh se
algumas instituições financeiras a
começarem preventivamente a adotar a
região, mas eu diria que a gente teve um
impacto muito concentrado, muito no
final do mês. E a se essa a essa medida
perdurando, né, a gente vai ter um
impacto principalmente no mês de maio. E
lembrando também que eh junto com com o
desenrola foi editada uma foram editadas
novas regras pro consignado do setor
público e do INSS que diminuem
gradualmente a margem consignável ao
tempo que aumentam as eh o prazo máximo
de dessas operações de crédito. Então
essa elas essas duas medidas trabalham
em sentidos opostos, né? a margem de
consignação eh diminuindo, ou seja,
quanto percentual da minha renda mensal
eu posso comprometer com essa operação,
o pagamento dessa operação de crédito.
Quanto mais eu diminuo essa margem
consignável, menor pode ser o saldo que
eu obtenha com isso e menor vai ser a
minha a a concessão, né? Eh, por outro
lado, quando eu aumento o prazo a pagar,
eu posso ter um valor maior, mas e
embora essa diminuição da margem
consignável seja eh gradativa ao longo
do tempo, esse efeito predomina. Então,
ao longo do tempo, com a redução
animagem consignado, nós devemos ter,
né, uma tendência de redução, né, até
ela chegar um novo equilíbrio e tal, uma
redução das das operações de concessão.
Claro, tem fatores no outro lado, né?
o aumento da quantidade de servidores
públicos, aumento da renda de servidores
públicos, aumento dos beneficiários do
INSS, sua renda funciona em sentido
contrário, mas a gente imagina, né, uma
diminuição eh gradual dessas concessões,
na medida que a o o valor da margem, o
percentual da margem consignável
diminui.
com você
>> a Mariana Mariana Walter, que hoje não
tá com a gente aqui hoje, como de
costume do broadcast, ela queria tirar
uma dúvida na pergunta do Hamilton
falando sobre taxa de juros record. Eh,
eu perdi essa parte da coletiva, só para
confirmar, é a taxa média no crédito
total de 33,8%
em abril ou outra abertura.
Ah, oi. Eh, Mariana, é exatamente essa a
abertura que você mencionou, a taxa eh
eh a taxa de juros, a mais agregada de
todas, né? A taxa de juros do crédito
total, que deu 33,8%,
este percentual que é recorde. Eh, a
taxa de juros do crédito livre, embora
tenha crescido no mês, ela não é não não
está em valores récords, né? A taxa de
uso do crédito livre atingiu 49,5% ao
ano. Ela é a maior desde março de 2017,
quando atingiu 51,2, né? A mesma coisa,
as taxas do consignado, a, desculpe, do
direcionado, elas são bem mais baixas
também, não estão em nível recorde. E se
a gente fizer a separação entre eh
pessoas físicas e pessoas jurídicas,
também não. Então é exatamente S3,8 do
crédito total, que é o maior valor da
série do Banco Central.
>> Mais um agora do Fábio Pubo do J. Há uma
diferença de comportamento entre a
variação em 12 meses do saldo de crédito
livre e do direcionado. O livre tem
demonstrado uma desaceleração ao longo
dos meses, enquanto o direcionado se
mantém em uma expansão de dois dígitos.
Isso pode ser intensificado nos próximos
meses, considerando as medidas
anunciadas recentemente pelo governo,
com programas voltados a empresas, como
novos valores no FGI e dificultar ainda
mais a condução da política monetária
neste momento. [limpando a garganta]
Opa. Eh, obrigado, Fábio, pela pergunta.
Eh, vamos olhar os dados. Eh, eu diria
que também no crédito direcionado, se a
gente considerar essa mesma métrica que
você, quer dizer, você mostrou o o a o
nível do da taxa de crescimento, a gente
vai chegar lá. Mas então tem duas
coisas. a tese eh que eu tava defendendo
aqui, que eu acho que tá baseado nos
dados que a gente divulgou hoje na
estatística de crédito, é que está tendo
uma desaceleração
dos saldos de crédito, ou seja, do
crescimento do crédito quando a gente
faz essa comparação em 12 meses, né?
Desaceleração significa que eles
continuam crescendo, mas crescem a taxas
cada vez menores. Por exemplo, se eu
pego o crédito total lá em fevereiro de
2025, ele tava crescendo 12,3%,
agora cresceu 9,3. Então uma redução de
três pontos percentuais. o crédito
continua crescendo, continua em
expansão, mas ele tá com uma taxa cada
vez menor. Então, é uma desaceleração do
crédito que possivelmente eh anda junto,
embora não seja tão eh direta assim a
comparação, anda junto com a
desaceleração eh da atividade econômica
no país.
E isso acontece com todas as
modalidades. Qual que é quando a gente
compara o livre com direcionado? Aí tem
diferenças relevantes que você chamou
atenção, mas a desaceleração também
acontece nos dois. Então, qual que é a
primeira diferença? Ah, a própria
conceituação do crédito livre é aquele
crédito que ele é concedido a taxas
livres. Isso é uma diferença, né? São
não são taxas eh fixadas. Por exemplo,
as operações eh você tem operações de
crédito eh rural que são com taxas de
mercado e com taxas reguladas, né? Você
tem a mesma coisa no no financiamento
imobiliário, mas você tem também eh
operações como do do BNDS que tem uma
origem de recursos, um funding próprio
para elas, operações do FAT, por
exemplo, eh as operações do crédito
livre, eh, o o os recursos são captados
pelos bancos, né? Então ele tem uma
diferença de taxa diferente de fonte de
fonte de recurso e também eh a a o
crédito livre é onde atinge a a política
monetária atinge de forma mais eh eh
direta, né? Porque ele atinge o custo
que os bancos têm para captar esses
recursos e tudo mais. Então, é claro que
a política monetária se comunica de se
transmite de forma mais rápida pro
crédito livre. Mas então, vamos ver o
que tá acontecendo. No crédito livre a
gente teve um pico recente de taxa de
crescimento em fevereiro de 2025,
chegaram a 12,1%.
Se reduziram para 7,1% agora em abril,
uma redução de cinco pontos percentuais.
no crédito direcionado. Essa esse pico
recente aconteceu em abril de 25, um
pouquinho depois do que no crédito
livre, quando atingiu 13% de crescimento
no crédito de acionado. Agora, eh, no
dado que a gente divulgou hoje, chegou a
12,2.
Então, é uma redução de 13 para 12,2. É
uma redução bastante menor, né? Eu acho
que isso é um ponto relevante no
comentário do FAP. E se você olhar os
dados recentes, você pode dizer que
assim, eh, chegou a 13, teve essa
redução, mas ele está andando mais ou
menos de lado nos últimos meses, né? É
uma interpretação possível. A minha
interpretação é que também tem uma
desaceleração um pouco menos eh é bem
menos acentuada, né? mais que também
tem, se você olhar as taxas deste ano,
foram 12,6% em janeiro, 12,4 em
fevereiro, 12,4 em março e 12,2 eh em
abril. Então, assim, eu também acho que
tem desaceleração no direcionado, mas
ele é de fato eh menos impactado pelas
condições gerais da economia. Então,
isso inclusive essa maior autonomia se
mostra também nas taxas de crescimento,
né, no direcionado 12, no livre é7.
É isso aí.
Ah, então, bom. Ah, ótimo. Eh, muito
obrigado a todos pelas perguntas. Eu
acho que eh são oportunidades
importantes de esclarecer com mais
detalhes pontos que só foram mencionados
ou ou nem isso durante a apresentação
inicial. Eh, ficamos por aqui hoje e
espero todos vocês amanhã às 10:30 da
manhã paraa divulgação das estatísticas
fiscais com as quais nós vamos encerrar
esse conjunto de coletivas para
divulgação das estatísticas do Banco
Central referentes ao mês de abril.
Muito obrigado a todos. Bom dia,
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