Em reunião realizada nesta data, de acordo com o Regulamento anexo à Resolução BCB nº 61, de 13 de janeiro de 2021, o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu que a meta para a Taxa Selic
será de 15,00% (quinze inteiros por cento) ao ano, a partir de 29 de janeiro de 2026.
O Copom emitiu a seguinte nota informativa ao público:
“O ambiente externo ainda se mantém incerto em função d...
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<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;text-indent:70.9pt;">Em reunião realizada nesta data, de acordo com o Regulamento anexo à Resolução BCB nº 61, de 13 de janeiro de 2021, o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu que a meta para a Taxa Selic
será de 15,00% (quinze inteiros por cento) ao ano, a partir de 29 de janeiro de 2026.</p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;text-indent:70.9pt;">O Copom emitiu a seguinte nota informativa ao público:</p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;text-indent:70.9pt;">“O ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige cautela por
parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica.</p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;text-indent:70.9pt;">Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores segue apresentando, conforme esperado, trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho
ainda mostra sinais de resiliência. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes seguiram apresentando arrefecimento, mas mantiveram-se acima da meta para a inflação.</p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;text-indent:70.9pt;">As expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,0% e 3,8%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom
para o terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,2 % no cenário de referência (Tabela 1).</p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;text-indent:70.9pt;">Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, seguem mais elevados do que o usual. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se
(i) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; e (iii) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna
que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que
a projetada, tendo impactos sobre o cenário de inflação; (ii) uma desaceleração global mais pronunciada decorrente do choque de comércio e de um cenário de maior incerteza; e (iii) uma redução nos preços das
<em>commodities</em> com efeitos desinflacionários.</p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;text-indent:70.9pt;">O Comitê segue acompanhando os impactos do contexto geopolítico na inflação brasileira, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros,
reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho.</p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;text-indent:70.9pt;">O Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte
relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.</p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;text-indent:70.9pt;">O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência
da inflação à meta. Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros. O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em
sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior
confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária.</p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;text-indent:70.9pt;">Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José
Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.</p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;"><strong>Tabela 1</strong></p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;"><strong>Projeções de inflação no cenário de referência</strong></p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;"><strong>Variação do IPCA acumulada em quatro trimestres (%)</strong></p>
<table cellspacing="0" style="border-collapse:collapse;width:263px;">
<tbody>
<tr>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid black;height:37px;width:132px;">
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;">Índice de preços</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid black;height:37px;width:53px;">
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;">2026</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:none;border-top:1px solid black;height:37px;width:78px;">
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;">3º tri 2027</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="height:37px;width:132px;">
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;">IPCA</p>
</td>
<td style="height:37px;width:53px;">
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;">3,4</p>
</td>
<td style="height:37px;width:78px;">
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;">3,2</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="height:37px;width:132px;">
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;">IPCA livres</p>
</td>
<td style="height:37px;width:53px;">
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;">3,5</p>
</td>
<td style="height:37px;width:78px;">
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;">3,1</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:none;border-top:none;height:37px;width:132px;">
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;">IPCA administrados</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:none;border-top:none;height:37px;width:53px;">
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;">3,0</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:none;border-top:none;height:37px;width:78px;">
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;">3,3</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;"> </p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;">No cenário de referência, a trajetória para a taxa de juros é extraída da pesquisa Focus e a taxa de câmbio parte de R$5,35/US$, evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC). O preço do petróleo segue
aproximadamente a curva futura pelos próximos seis meses e passa a aumentar 2% ao ano posteriormente. Além disso, adota-se a hipótese de bandeira tarifária “amarela” em dezembro de 2026 e de 2027. O valor para o câmbio foi obtido pelo procedimento usual.”</p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;text-indent:70.9pt;">Conforme estabelece o Comunicado nº 43.383, de 24 de junho de 2025, o Copom voltará a se reunir, ordinariamente, em 17 e 18 de março de 2026, para as apresentações técnicas sobre a conjuntura
econômica e na tarde do dia 18 de março de 2026 para deliberar sobre as diretrizes de política monetária.</p>
<p style="margin-bottom:8px;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"> </p>
<p>                    NILTON JOSÉ SCHNEIDER DAVID<br>
                                Diretor de Política Monetária</p>
</body>
</html>
</div>
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