Relatório de Gestão do Pix 2023-2025
Sumário Regulatório
O Relatório de Gestão do Pix, segunda edição,, traz informações e dados sobre a evolução do Pix desde o seu lançamento até o final de 2025, com enfoque nas funcionalidades desenvolvidas nos últimos três anos. O Relatório está divido em três capítulos: • Evolução do Pix entre 2023 e 2025, contemplando os produtos e as funcionalidades desenvolvidos nesse período e a evolução dos mecanismos de segurança; • Pix em Números, trazendo dados estatísticos atualizados sobre transações, chaves, usuários e participantes; e • O Futuro do Pix, com informações sobre os aprimoramentos que estão sendo planejados para os próximos anos, conforme as agendas evolutiva e de segurança.
Conteúdo do Documento
Relatório de Gestão do Pix 2023-2025 2 APRESENTAÇ ÃO SUMÁRIO EVOLUÇ ÃO NÚMEROS FUTURO Relatório de Gestão do Pix É permitida a reprodução das matérias, desde que mencionada a fonte: Relatório de Gestão do Pix, 2025. 3 APRESENTAÇ ÃO SUMÁRIO EVOLUÇ ÃO NÚMEROS FUTURO Sumário Apresentação, 4 1. Evolução do Pix entre 2023 e 2025, 6 1.1 Novos produtos e funcionalidades, 6 1.1.1 Recorrência no...
2023-2025
2
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
Relatório de Gestão do Pix
É permitida a reprodução das matérias, desde que mencionada a fonte:
Relatório de Gestão do Pix, 2025.
3
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
Sumário
Apresentação, 4
1. Evolução do Pix entre 2023 e 2025, 6
1.1 Novos produtos e funcionalidades, 6
1.1.1 Recorrência no Pix Agendado, 6
1.1.2 Pix por aproximação, 6
1.1.3 Transferências inteligentes, 7
1.1.4 Pix Automático, 7
Boxe – Comunicação e Educação, 9
1.2 Mecanismos de segurança, 10
1.2.1 Autoatendimento do MED, 10
1.2.2 Aprimoramentos regulamentares visando a atuação
dos participantes no Pix, 11
1.2.3 Aprimoramentos operacionais nas infraestruturas do Pix, 11
1.2.4 Requisitos mais rigorosos para a participação no Pix, 12
1.3 Soluções desenvolvidas pelo mercado, 13
2. Pix em Números, 14
2.1 Transações, 14
2.2 Chaves Pix, 18
2.3 Usuários, 19
2.3.1 Pessoas físicas, 19
2.3.2 Pessoas jurídicas, 21
2.4 Participantes, 21
Boxe – Comportamento dos usuários – O brasileiro e os hábitos
de uso de meios de pagamento, 22
3. O Futuro do Pix, 23
3.1 Agenda de novos produtos e funcionalidades, 23
3.1.1 Expansão dos casos de uso e da experiência dos usuários, 23
3.1.2 Governança do ecossistema e uso responsável do Pix, 24
3.1.3 Integração do Pix com outros serviços financeiros, 24
3.1.4 Inserção internacional do Pix, 25
3.2 Agenda de segurança, 25
3.3 Visão de futuro, 26
4
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
O Pix é uma Infraestrutura Pública Digital essencial para o bom funcionamento da economia. O desenvolvimento do Pix foi resultado do exercício da
competência legal permanente do Banco Central do Brasil (BC) de adotar medidas para promover competição, inclusão financeira e transparência
na prestação de serviços de pagamentos. A estrutura de governança do Pix, por meio do Fórum Pix, permite que os diversos agentes interessados
participem da construção do ecossistema. A evolução do Pix, por meio do desenvolvimento de novos produtos e de novas funcionalidades, assim
como pelo aprimoramento de seus mecanismos de segurança, ocorre sempre buscando atingir os objetivos estratégicos, contando, para tanto, com a
participação desses agentes no Fórum Pix, que continua sendo fundamental para o desenvolvimento do arranjo de pagamento.
O Relatório de Gestão do Pix, que se encontra em sua segunda edição
1
, traz informações e dados sobre a evolução do Pix desde o seu lançamento até o final
de 2025, com enfoque nas funcionalidades desenvolvidas nos últimos três anos.
O Relatório está divido em três capítulos:
• Evolução do Pix entre 2023 e 2025, contemplando os produtos e as funcionalidades desenvolvidos nesse período e a evolução dos mecanismos de segurança;
• Pix em Números, trazendo dados estatísticos atualizados sobre transações, chaves, usuários e participantes; e
• O Futuro do Pix, com informações sobre os aprimoramentos que estão sendo planejados para os próximos anos, conforme as agendas evolutiva e de
segurança.
O Relatório descreve cada nova funcionalidade do Pix, aderente com os objetivos estratégicos de um mercado de pagamentos de varejo competitivo,
eficiente, seguro e inclusivo. A evolução das funcionalidades visa oferecer mais alternativas de pagamento, promover a inovação, a construção de novos
modelos de negócio e a competição na prestação de serviços para a população brasileira.
A evolução na agenda de segurança ao longo dos anos também é um dos temas centrais do Relatório. A segurança é um dos pilares do Pix desde o seu
lançamento. O BC possui uma agenda permanente de aprimoramento das regras de segurança, juntamente com o Grupo Estratégico de Segurança do
Pix (GE-Seg), coordenado pelo BC e composto por especialistas em segurança que atuam no sistema financeiro.
Espera-se que este Relatório seja uma fonte rica de informações sobre os cinco anos de existência do Pix para os diversos públicos com interesse em
saber mais sobre o ecossistema de pagamentos instantâneos do Brasil e sua evolução no triênio 2023-2025.
Boa leitura!
1 A primeira edição do Relatório de Gestão do Pix foi publicada em 2023, contendo informações sobre o triênio 2020-2022, e pode ser acessada em: www.bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/pix/relatorio_de_gestao_pix/relatorio_gestao_pix_2023.pdf.
Apresentação
5
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
2023, 2024 e 2025
Prêmio iBest
GOVERNO
Academia iBest Brasil:
melhor iniciativa do Brasil em aç ões
digitais do go verno, segundo v otação do
júri de especialistas da A cademia e
também segundo o júri popular nos três
anos c onsecutiv os.
2025
World Summit
Awards Brasil
Vencedor em 2025 na cat egoria
Negócios e C omércio e na cat egoria
Acessibilidade Digital.
2023
Bravo Beac on
of Inno vation
Council of the Americas
O Banc o Central foi premiado pelo
desen volviment o do Pix, destacando
o sistema c omo um a vanço na
inclusão financeira.
PREMIAÇÕES DO PIX 2023-2025 2021 2020
Sinergia para
gerar impacto
•Maior integração com
Open Finance
Experiência
simplificada
•Jornada sem redirecionamento
(Pix + Open Finance)
•Pix Agendado
Usuário em
primeiro lugar
•Pix por aproximação
•Pix Automático
•Autoatendimento do MED
Tecnologia a favor
do cidadão
•Limites noturnos para maior segurança
• QR code dinâmico com mais funcionalidades
Mais produtos
e segurança
•Pix Saque e Pix Troco
•Bloqueio cautelar
•Mecanismo Especial de Devolução (MED)
•Open Finance: iniciação de pagamento via Pix
2023
2024 2025
Lançamento • 1 6/nov 2022
INFOGRÁFICO 1
Linha do tempo desde a criação do Pix
6
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
1. Evolução do Pix entre 2023 e 2025
A agenda evolutiva do Pix constitui o conjunto estruturado de iniciativas
voltadas à ampliação das funcionalidades, ao aprimoramento dos
mecanismos de segurança, à modernização da infraestrutura tecnológica e ao
desenvolvimento de novos produtos.
A agenda é desenvolvida por meio de um processo contínuo, dinâmico
e colaborativo, que envolve o diálogo permanente com participantes do
ecossistema e a observância aos pilares de eficiência, de competição, de
inclusão e de segurança. Essa agenda, já delineada no Relatório de Gestão do
Pix 2020-2022, ganhou novos contornos e maior robustez ao longo do triênio
2023-2025.
1.1 Novos produtos e funcionalidades
Entre 2023 e 2025, a agenda evolutiva do Pix avançou na ampliação de produtos
e de funcionalidades, acompanhando sua maturidade e diversificando seus
casos de uso. As iniciativas implementadas no período tiveram como foco
principal a melhoria da experiência do usuário e a ampliação da oferta de
serviços (novos casos de uso), buscando aprimorar o mercado de pagamentos
de varejo doméstico.
1.1.1 Recorrência no Pix Agendado
A funcionalidade de agendamento de pagamentos recorrentes, até então
de oferta facultativa pelas instituições participantes, tornou-se obrigatória a
partir de outubro de 2024. Essa evolução viabilizou aos usuários programar
pagamentos periódicos de valor fixo, ampliando a comodidade para os
pagadores e a previsibilidade para quem recebe. Com diretrizes de experiência
do usuário delimitadas, a obrigatoriedade também contribuiu para facilitar a
organização financeira e incorporar a lógica de pagamentos programados à
experiência do Pix.
1.1.2 Pix por aproximação
No período, avançou-se também na incorporação da iniciação de pagamentos
por aproximação, apoiada nos padrões da jornada sem redirecionamento do
Open Finance. Em agosto de 2024, o BC publicou as normas que estabeleceram
os requisitos para a realização de transações sem a necessidade de
redirecionamento entre aplicativos de diferentes instituições, simplificando a
jornada de pagamento.
Em junho de 2025, essa forma de iniciação foi formalmente incorporada ao
Regulamento do Pix, melhorando a experiência de realização de um Pix ao reduzir
etapas na jornada de pagamento. Dessa forma, por meio de carteiras digitais,
ofertadas por prestadores de serviço de iniciação de transação de pagamento,
tornou-se possível realizar um Pix mediante a aproximação do celular a um terminal
de ponto de venda (POS), popularmente conhecido como “maquininha”, habilitado
com a tecnologia near-field communication (NFC). Ao definir o padrão tecnológico
para viabilizar tecnicamente transações por aproximação, o BC permitiu que
as próprias instituições participantes incorporassem a funcionalidade em seus
aplicativos. Atualmente, a iniciação por aproximação pode ser realizada tanto por
meio de carteiras digitais quanto pelo aplicativo das instituições participantes que
desenvolveram essa modalidade de iniciação.
Assim, o Pix passou a oferecer uma experiência ainda mais ágil e fluida, com
menor fricção na jornada de pagamento e maior praticidade e conveniência
para os usuários, trazendo ganhos de eficiência para os recebedores, refletidos
na diminuição de filas e na redução do tempo de finalização das transações.
INFOGRÁFICO 2
Casos de uso do agendamento recorrente
Agendamento recorrente
R$
Mesada, transferência para amigos
Doação
Aluguel entre pessoas físicas
Prestação de serviços recorrentes por pessoas físicas
(diarista, terapeuta, educador físico etc.)
INFOGRÁFICO 3
Como funciona o Pix por aproximação
Com participante do Pix
O pagador utiliza o aplicativo do banco
Com Iniciador de Pagamentos – via
Open Finance
O pagador já adicionou sua conta a uma
carteira digital
1
2
3
Aproximação do celular
O pagador aproxima o celular na
maquininha.
Conferência e confirmação
Confere os dados do
pagamento e confirma com
biometria ou senha.
Envio da ordem de pagamento
O aplicativo utilizado – da carteira
digital ou do banco – envia a ordem
de pagamento, e o valor é debitado
da conta.
Conclusão do pagamento
O valor é transferido para a conta
do recebedor em segundos, e a
venda é finalizada.
4
OU
7
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
1.1.4 Pix Automático
A concepção do Pix Automático, produto relacionado ao débito automático de
contas por meio do Pix, teve início no ano de 2022, quando foi realizada a primeira
consulta sobre o produto ao Fórum Pix. Até chegar à maturidade requerida para seu
lançamento, em junho de 2025, foram realizadas consultas aos grupos de trabalho
que integram o Fórum Pix, em junho de 2023 e em agosto de 2024. O processo de
1.1.3 Transferências inteligentes
O Open Finance também permitiu o desenvolvimento, pelas instituições
participantes, das transferências inteligentes. Essas transferências
automatizam a movimentação de recursos entre contas de mesma titularidade,
por meio do Pix e com base em regras previamente consentidas e autorizadas
pelo usuário, usando, para isso, as interfaces de programação de aplicações
(Application Programming Interfaces – APIs) padronizadas do Open Finance. Elas
permitem, assim, uma gestão ativa e programável dos saldos em conta, tanto
para pessoas físicas quanto jurídicas, sem necessidade de instrução manual a
cada operação. Casos de uso típicos incluem transferência automática para
poupança ou investimento, concentração de saldo de múltiplas contas e
organização financeira sem intervenção manual, a exemplo da transferência
automática de recursos de uma conta com saldo positivo para cobrir o saldo
negativo de outra conta.
desenvolvimento colaborativo envolveu, ainda, muitos estudos, discussões e testes para
garantir que o produto atendesse, na medida do possível, aos múltiplos agentes, entre
recebedores, pagadores e participantes do Pix, estimulando a competição. Assim,
o período entre 2022 e 2025 marcou a transição do Pix Automático de conceito a
produto regulamentado, com padrões técnicos bem definidos.
INFOGRÁFICO 5
Como funciona o Pix Aut omátic o
Formas de aderir ao Pix Aut omátic o
O pagador escolhe pagar com Pix
Automático e o recebedor envia a proposta
No aplicativo da sua conta, o pagador recebe
uma notificação para confirmar autorização
Confirma autorização do Pix Automático
Confere as informações relativas aos pagamentos
recorrentes (identificação do recebedor, periodicidade etc.)
No site do recebedor, o pagador escolhe
pagar com Pix Automático
O pagador seleciona o banco da sua
conta e confere os dados do pagamento
Automaticamente, o pagador é direcionado
para o aplicativo da sua conta para
confirmar a autorização do Pix Automático
Confirma autorização do
Pix Automático
Confere as informações
NO SITE DO
RECEBEDOR
O recebedor apresenta QR Code ou
Pix Copia e Cola para confirmação do
Pix Automático
No aplicativo da sua conta, o pagador faz a
leitura do QR Code ou cola o código Pix copiado
Confirma autorização do
Pix Automático
Confere as informações
ATRAVÉS DE
QR CODE OU PIX COPIA E COLA
Quero pagar com
Pix Automático
O recebedor envia a fatura do mês
associada a proposta de adesão ao
Pix Automático
Confirma
autorização do
Pix Automático
No aplicativo da sua
conta, o pagador
paga a conta via
QR Code da fatura
O pagador recebe a proposta e
autoriza o Pix Automático para
as próximas faturas
Confere as
informações
NA HORA DE
PAGAR A FATURA
No aplicativo da conta,
o pagador faz a leitura
do QR Code
Ao mesmo tempo, o pagador
paga a primeira cobrança e
confirma a autorização do Pix
Automático para pagamento
das próximas
O recebedor
apresenta QR Code
com 2 informações:
Confirma
autorização do
Pix Automático
Pagamento imediato
+ Pix Automático
Pagamento imediato
+ Pix Automático
Confere as
informações
Quero pagar com Pix
Automático
1
2
3
4
A cada cobrança, o pagamento é agendado e realizado
automaticamente na data combinada.
O pagador recebe uma notificação no
agendamento e pode conferir se o valor está
correto e se terá saldo suficiente.
O pagador recebe outra notificação quando o
pagamento é efetuado, com informações como
data de pagamento, valor e nome do recebedor.
O agendamento constará nos lançamentos futuros e em
“Pagamentos agendados” no menu Pix Automático.
ATRAVÉS DE
QR CODE PAGAMENTO IMEDIATO +
PIX AUTOMÁTICO
VIA NOTIFICAÇÃO
NO CELULAR
INFORMAÇÕES
IMPORTANTES
1 2 3
4 5
B
INFOGRÁFICO 4
Caso de uso de tr ansferência int eligent e
A conta do usuário no
banco A fica sem dinheiro
O usuário não paga juros
nem taxas.
A
A
Automaticamente, via Open Finance, é feita a transferência
de valor da conta no banc o B para a conta no banc o A.
O usuário autoriza no iniciador de pagamentos o envio de dinheiro, via
Pix, da sua conta no banc o B para a sua conta no banc o A, sempre que
ela ficar com saldo negativo.
8
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
O Pix Automático entrou em funcionamento em 16 de junho de 2025,
permitindo a realização automática de pagamentos recorrentes mediante
autorização única e prévia do usuário pagador, dispensando a autorização do
débito a cada nova transação. A funcionalidade é aplicável a uma ampla gama
de serviços recorrentes, como contas de consumo, mensalidades e assinaturas,
e amplia o acesso ao débito em conta ao possibilitar que qualquer participante
do Pix ofereça o produto a seus clientes. Para receber por Pix Automático,
algumas empresas utilizam a infraestrutura do Open Finance.
O Pix Automático possibilita não apenas pagamentos de valores fixos, mas
também a programação de valores variáveis para pagamentos a pessoas jurídicas,
o que amplia significativamente os casos de uso atendidos pelo produto.
INFOGRÁFICO 7
Pix Automático × Recorrência no Pix Agendado
Pix AutomáticoRecorrência no Pix Agendado
Soluções para
pagamentos recorrentes
Principais diferenças
O usuário pagador programa os pagamentos
Valor fixo
Finalidade: transferência ou compra
Quem recebe: Pessoa Física e Pessoa Jurídica
O usuário recebedor programa os pagamentos
Valor fixo ou variável
Finalidade: compra
Quem recebe: pessoa jurídica
Periodicidade dos pagamentos: fixa
(semanal, quinzenal, mensal etc.)
Periodicidade dos pagamentos: fixa
(semanal, mensal, trimestral, semestral e anual)
As duas soluções contam com
autorização prévia do pagador
INFOGRÁFICO 6
Casos de uso do Pix Automático
Serviços públicos (água, luz, telefone, gás etc.)
Assinatura de serviços (internet, streaming, clubes, portal de notícias etc.)
Pagamento de mensalidades (escola, academia, condomínio,
plano de saúde etc.)
Serviços financeiros (seguro, empréstimo, consórcio, investimento etc.)
Negócios digitais e
estabelecimentos
físicos
Múltiplos modelos
de negócio, setores
e portes
Diferentes
necessidades
Pix Automático
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APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
Comunicação e Educação
As iniciativas e campanhas de comunicação permaneceram
essenciais para sustentar o desenvolvimento contínuo do Pix de
2023 a 2025. Nesse período, ações já consolidadas, como a série de
vídeos #BCteExplica divulgada nas redes sociais do BC, abordaram
desde o lançamento de novas funcionalidades e de novos produtos
até alterações no arcabouço de regras de funcionamento, além de
difundir melhorias relacionadas à segurança, às práticas preventivas e
às orientações sobre como proceder em casos de fraudes e de golpes.
Tais iniciativas foram realizadas com foco em linguagem simples e
conteúdo informativo, com o objetivo de apoiar a compreensão por
parte da população e de estimular o uso consciente e seguro do Pix.
O site
do Pix
2
, acessível por meio da página institucional do BC,
passou por reformulação em 2025. Essa atualização tornou o
acesso às informações mais intuitivo e fortaleceu a comunicação
educacional, voltada tanto ao público geral quanto aos especialistas
do ecossistema. Foi incluída uma seção dedicada à segurança no novo
site, contendo informações úteis e esclarecedoras para o cidadão,
como o funcionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED),
o que fazer em caso de golpe, esclarecimentos sobre marcações de
fraude no Pix e os principais mecanismos de segurança existentes
no ecossistema.
O lançamento do Pix Automático também demandou um conjunto
estruturado de ações de comunicação institucional voltadas a
participantes do Pix, a empresas recebedoras, a usuários pagadores
e a demais agentes do ecossistema, com o objetivo de apoiar a
adoção do produto, alinhar o entendimento de suas especificações
técnicas e promover o seu uso adequado.
Como parte dessas ações, e com foco específico nas empresas
recebedoras, o BC implementou o “Programa Pioneiros”, iniciativa
destinada a apoiar a preparação do ecossistema para a adoção
do Pix Automático desde o início de sua operação. O programa
envolveu empresas com ampla base de clientes, forte utilização
de pagamentos recorrentes, que participaram ativamente das
consultas públicas e que tinham a intenção de oferecer o produto aos
seus clientes desde o seu lançamento. Essas empresas receberam
2 Disponível em: https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/pix.
Figura 1 – No vo site do Pix
10
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
orientações técnicas do BC ao longo do processo de integração ao
produto. Além de contribuir para o alinhamento das especificações
e dos processos de implementação, a iniciativa estimulou a troca
de informações sobre desafios e boas práticas, favorecendo um
lançamento mais coordenado e o aprimoramento do Pix Automático,
mesmo antes de seu lançamento. As empresas participantes
também desempenharam papel relevante na disseminação de
informações sobre o funcionamento do produto junto a seus clientes,
fortalecendo a comunicação com os usuários finais e promovendo
uma adoção mais qualificada da nova funcionalidade.
Em 4 de junho de 2025, foi realizado o evento Conexão Pix – Pix
Automático, que, em sua terceira edição, reuniu representantes do
BC, empresas recebedoras, instituições financeiras e de pagamento,
iniciadores de pagamento, desenvolvedores e demais agentes
envolvidos na infraestrutura do ecossistema. Em um formato
híbrido de painéis técnicos, palestras e ações de comunicação com
jornalistas e criadores de conteúdo digital, o evento marcou o
lançamento oficial do Pix Automático e consolidou a fase final de
preparação para a entrada em operação do produto.
1.2 Mecanismos de segurança
A agenda de segurança sempre esteve presente no Pix como um pilar
fundamental para o seu funcionamento.
Os sistemas do BC apresentam alto grau de segurança e nunca foram
vítimas de ataques bem-sucedidos. Não obstante, dada a alta adesão ao Pix
e sua eficiência, fraudes, golpes e ataques a instituições participantes têm
crescentemente utilizado o Pix como meio de distribuição.
Entre 2023 e 2025, diversas medidas regulamentares e operacionais foram
implementadas para aprimorar a segurança do Pix, categorizadas a seguir.
Importante pontuar que muitas dessas ações foram discutidas e desenhadas
em coordenação com o GE-Seg, grupo de trabalho no âmbito do Fórum Pix
formado por associações representativas do mercado e de outras partes
interessadas, incluindo os usuários finais.
1.2.1 Autoatendimento do MED
O MED
3
, em funcionamento desde 2021, passou por evoluções ao longo
do período, com destaque para aperfeiçoamentos voltados à experiência
do usuário. Em outubro de 2025, foi implementado o autoatendimento do
MED, também conhecido como “botão de contestação”, que introduziu, nos
aplicativos das instituições participantes, um canal direto para tornar mais
ágil a contestação de transações suspeitas e ampliar a probabilidade de
3 O MED é uma ferramenta que permite bloquear recursos e solicitar a devolução de valores transferidos via Pix em casos comprovados de golpes,
fraudes ou crimes. Ele facilita a recuperação do dinheiro ao bloquear o saldo na conta recebedora após a denúncia. Além disso, o MED também
permite a identificação de fraudadores, que terão suas informações armazenadas nos sistemas do BC e compartilhadas com todas as instituições
participantes para que elas possam alimentar os seus mecanismos antifraude.
Figura 2 – A ções de c omunicação do Pix
11
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
devolução de recursos para as vítimas. A funcionalidade permite aos usuários
registrar e acompanhar pedidos de devolução de transações Pix decorrentes
de golpe, fraude ou crime, bem como de transações de Pix Automático com
falhas operacionais. A iniciativa representou um avanço na jornada do usuário,
ao tornar mais acessíveis o registro e o acompanhamento das solicitações,
reduzindo fricções no uso do mecanismo e ampliando a autonomia e a
transparência no relacionamento com as instituições participantes ao longo
do processo.
1.2.2 Aprimoramentos regulamentares visando a atuação dos
participantes no Pix
• Cadastro de dispositivos para pessoas naturais: desde novembro de
2024, as instituições participantes do Pix passaram a ter que garantir
que os processos de registro, de exclusão, de alteração, de portabilidade
e de reivindicação de posse de chaves Pix, bem como a iniciação de
uma transação Pix, excetuadas as devoluções, sejam requisitados por
seus clientes pessoa natural apenas por meio de dispositivo de acesso
previamente cadastrado pelo respectivo usuário. Transações a partir
de um dispositivo não cadastrado passaram a ter limites de valor por
transação (R$200,00) e por dia (R$1.000,00)
.
• Vedação à movimentação de transações Pix por usuários fraudadores:
desde novembro de 2024, as instituições participantes do Pix, que
confirmarem que um usuário se envolveu em uma fraude no Pix,
passaram a ter que rejeitar todas as transações Pix enviadas ou recebidas
pela conta e pelo usuário envolvidos na fraude, salvo para a realização de
transações de devoluções.
• Compatibilidade dos dados associados às chaves Pix com a Receita
Federal do Brasil: desde julho de 2025, as instituições participantes do
Pix passaram a ter que garantir que os dados vinculados às chaves Pix
estejam de acordo com aqueles constantes da base do Cadastro de
Pessoas Físicas (CPF) e do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ)
da Receita Federal do Brasil. Essa medida é importante para garantir
que usuários maliciosos não alterem os nomes vinculados às chaves com
o intuito de facilitar e de dar aparência de legitimidade a transações
fraudulentas. Além disso, as instituições devem excluir chaves e não
podem registrar novas chaves para usuários que estejam em situação
cadastral irregular na Receita Federal do Brasil.
• Efetivação de bloqueio cautelar para usuários pessoa jurídica: o bloqueio
cautelar é uma medida de segurança que permite que a instituição do
usuário recebedor bloqueie, por até 72 horas, os recursos recebidos
em uma transação Pix, caso suspeite que ela seja fraudulenta. Durante
esse prazo, a instituição deve avaliar a suspeita de fraude e devolver os
recursos para o usuário pagador caso a suspeita de fraude se confirme,
ou liberá-los para o usuário recebedor, caso contrário. Esse instrumento
está disponível desde novembro de 2021, mas sua utilização era permitida
apenas em contas de pessoas naturais. Essa restrição foi eliminada e,
desde setembro de 2025, as instituições participantes do Pix podem
realizar o bloqueio cautelar também em contas de pessoa jurídica
.
• Restrições para chaves Pix com marcação de fraude: desde setembro
de 2025, as instituições participantes do Pix devem rejeitar pedido
de registro de chave Pix bem como não podem dar curso a pedido de
portabilidade ou de reivindicação de posse de chave Pix realizados por
usuários reconhecidos como fraudadores pelo próprio participante
.
• Obrigação para que os participantes estabeleçam limites de valor com
base exclusivamente no perfil de risco e de comportamento de cada
cliente, possibilitando que o cliente estabeleça limite igual a R$0,00 para
Pix e que o participante possa estabelecer limite menor, inclusive igual a
R$0,00, caso o geolocalizador do dispositivo do cliente esteja desligado.
1.2.3 Aprimoramentos operacionais nas infraestruturas do Pix
• Aprimoramentos no MED: o mecanismo foi aperfeiçoado de forma
a permitir que os recursos de transferências fraudulentas possam ser
mapeados para além da primeira conta receptora usada para cometer
a fraude. Assim, se tornou possível, a partir de 2026, bloquear e realizar
devoluções de recursos a partir das diversas contas utilizadas na fraude,
além de identificar e de registrar no Diretório de Identificadores de
Contas Transacionais (DICT)
4
um maior número de usuários e de contas
fraudulentos.
• Aprimoramento das informações de segurança do DICT: as informações
de segurança relacionadas às chaves Pix no DICT foram aperfeiçoadas
em novembro de 2023. Os registros passaram a contar com campos para
especificar a razão da notificação e o tipo de fraude cometido. Além disso,
4 O DICT é o componente do Pix que armazena as chaves Pix e as vincula às informações sobre os usuários finais e suas correspondentes contas
transacionais, com a finalidade de facilitar o processo de iniciação de transações de pagamento pelos usuários pagadores. Além disso, o DICT
armazena informações de segurança, como as marcações de fraudes em usuários e em chaves Pix, que são compartilhadas com todas as instituições
participantes para serem usadas em seus mecanismos de gerenciamento de risco de fraude.
INFOGRÁFICO 8
Autoatendimento do MED
MED
CONTESTAÇÃO MAIS SIMPLES E DIRETA PELO APLICATIVO
Fluxo orientado de registro
O aplicativo conduz o usuário por
um fluxo estruturado para registro
e classificação da contestação.
Acompanhamento da contestação
Usuário acompanha o andamento da
contestação diretamente no aplicativo.5
1
Identificação da transação
Usuário localiza a transação
no extrato da conta ou no
histórico de transações
do Pix.
Início da contestação
Usuário aciona a opção de
contestação diretamente
no aplicativo.
Registro e processamento da contestação
A contestação é registrada e passa a ser
tratada pelas instituições envolvidas.
2
3
4
12
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
INFOGRÁFICO 9
Aprimoramentos no MED
Banco A Banco B
transação Pix
Vítima Fraudador
Fraude
confirmada
Devolução por fraude
Banco A Banco B
transação
original
Vítima Fraudador
Devolução
por fraude
$
$
Fraude
confirmada
Banco C
$
Banco D
$
$Conta-laranja
Conta-laranja Vendedores
de boa-fé
Vendedores
de boa-fé
Fraude
confirmada
Fraude não confirmada
Fraude não confirmada
Fraude
confirmada
Devolução por fraude
Novas regrasRegras anteriores
O MED com seus aperfeiçoamentos apresenta como principais aspectos:
• o mapeamento de possíveis caminhos de dispersão de recursos em casos de
fraude ou de golpes;
• a possibilidade de avaliar transações realizadas dentro de um mesmo banco
(bancos B e D);
• a utilização de algoritmo responsável pelo mapeamento dos recursos, com envio
automático de notificações de infração aos bancos;
• a determinação de bancos recebedores bloquearem os recursos solicitados e
analisarem cada caso para confirmar se houve ou não fraude;
• a definição de que devoluções são solicitadas apenas para usuários com fraude
confirmada e que estejam conectados à transação original por uma sequência
contínua de dispersão de recursos;
• o registro de marcação de fraude para usuários com fraude confirmada,
impossibilitando-os de movimentar Pix naquele banco.
Contas de laranjas usadas
na dispersão dos recursos
foi ampliado o conjunto de estatísticas de fraudes retornado pelo DICT
aos participantes, trazendo maior riqueza de informações, de forma a
robustecer os mecanismos antifraudes dos participantes.
• Limitação do valor de transações: desde setembro de 2025, instituições
participantes do Pix não autorizadas a funcionar pelo BC, ou que se
conectam à Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN) por intermédio
de um Provedor de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI), passaram
a ter um limite de transação Pix no valor de R$15.000,00. Transações
com valores acima desse montante são rejeitadas automaticamente
pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), sistema centralizado de
liquidação do Pix operado pelo BC.
• Restrição de retorno de dados de chaves Pix associadas a marcações de
fraude no DICT: desde outubro de 2025, o DICT passou a não retornar os
dados de chave Pix na iniciação das transações quando a chave consultada
ou o seu titular estiverem associados a marcação de fraude realizada
pelo participante recebedor da transação. Ou seja, caso o usuário
tenha se envolvido em uma fraude naquela instituição recebedora da
transação, o DICT não disponibilizará os dados da chave, impedindo que
novas transações possam ser realizadas para as chaves daquele usuário
naquela instituição.
• Monitoramento da conta Pagamentos Instantâneos (Conta PI) pelos
participantes: em dezembro de 2025, o BC disponibilizou para os participantes
diretos do SPI ferramentas auxiliares de gerenciamento e de monitoramento
da Conta PI. Essas ferramentas incluem o envio de comunicações automáticas
aos participantes diretos em situações de risco, como o atingimento de
saldo mínimo ou movimentações atípicas ocorridas na Conta PI, bem como a
possibilidade de comando de bloqueios e de desbloqueios manuais da conta.
Essas medidas contribuem para que os participantes possam agir de forma
rápida e autônoma em situações de risco.
1.2.4 Requisitos mais rigorosos para a participação no Pix
Após quatro anos de funcionamento, o Pix ultrapassou a fase inicial de
expansão e passou a operar em um contexto de maior maturidade. O
sucesso e a ampla adoção do Pix ampliaram seu uso, inclusive para práticas
ilícitas e golpes, evidenciando fragilidades nos procedimentos de alguns
participantes e justificando a adoção de requerimentos mais rigorosos de
participação no arranjo.
Nesse cenário, em novembro de 2024, o BC estabeleceu que apenas
instituições autorizadas a funcionar pelo BC poderiam participar do Pix.
Essa mesma norma estabeleceu cronograma para que as instituições de
pagamento participantes do Pix ainda não autorizadas pelo BC solicitassem
13
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
essa autorização. O prazo limite para solicitação da autorização, inicialmente
previsto para 31 de dezembro de 2026, foi antecipado, em setembro de 2025,
para 1º de maio de 2026. Dessa maneira, buscou-se antecipar a garantia de
que todos os participantes do Pix estejam sujeitos a toda a regulação aplicável
ao segmento e estejam submetidos à ampla supervisão do BC.
Além disso, o BC estabeleceu para as instituições de pagamento não autorizadas
nova obrigação de alocação, a partir de janeiro de 2026, de 100% dos recursos
líquidos correspondentes aos saldos de moedas eletrônicas, mantidas em contas
de pagamento, em títulos públicos federais, estendendo para esse conjunto de
participantes a regra já aplicável às instituições de pagamento autorizadas.
O BC também aumentou os requerimentos para que um participante possa
atuar como responsável por instituições de pagamento não autorizadas pelo
BC participantes do Pix. Publicada em setembro de 2025, com efeitos a partir
de março de 2026, a regra determinou que apenas instituições integrantes dos
segmentos S1, S2, S3 e S4 possam prestar esse serviço. A nova regra também
proibiu as cooperativas de prestar serviço de participante responsável.
O BC aumentou o prazo para novo pedido de adesão ao Pix por instituições
participantes excluídas em decorrência da aplicação de penalidade. Desde
setembro de 2025, o período permitido para solicitação de nova adesão por
instituição que tenha sido excluída aumentou de 12 para 60 meses.
Adicionalmente, o BC criou requisitos mínimos de capital social e de patrimônio
líquido para participação. A regra, publicada em novembro de 2024 e que passou
a valer em janeiro de 2026, determinou que todos os participantes, exceto
cooperativas de crédito, devem observar permanentemente limites mínimos
de capital social integralizado e de patrimônio líquido de R$5.000.000,00.
Por fim, o BC estabeleceu a possibilidade de aplicação de multa diária a
instituições participantes. Esse instrumento foi incluído no Regulamento do
Pix, a partir de setembro de 2025, para compelir as instituições participantes
a cumprirem determinações impostas pelo BC por meio do processo de
notificação a descumprimentos ao Regulamento do Pix. O valor-base da multa
foi fixado em R$10.000,00 por dia corrido, limitado a 60 dias, devendo ser
multiplicado por um fator de ponderação baseado no valor do ativo total de
cada instituição. Para instituições com ativo total de valor mais elevado, a
multa diária pode chegar a R$200.000,00.
1.3 Soluções desenvolvidas pelo mercado
As instituições participantes do ecossistema do Pix também têm atuado no
desenvolvimento de novas soluções de pagamento, visando ampliar o leque
de opções aos seus clientes. Nesse sentido, algumas instituições possibilitam
a tomada de crédito pelo usuário pagador durante a jornada de iniciação de
um Pix para permitir o parcelamento de uma transação Pix. Nesse modelo,
Novembr o
Aprimorament o
das informaç ões de
segurança do DIC T
Novembro
Vedação à mo vimentação
de transaç ões Pix por
usuários fraudadores
Aument o de obrigaç ões
para instituiç ões aut orizadas
e estabeleciment o de
cronograma para
solicitação de aut orização
Estabeleciment o de
requisit o mínimo de capital
e patrimônio líquido para
poder participar do Pix
Março
Compatibilidade dos
dados associados às
chaves Pix c om a
Receita F ederal do
Brasil
Setembro
Bloqueio caut elar para usuários
pessoa jurídica
Limitação do valor de transaç ões
para participant es não aut orizados
pelo BC ou que se c onectam à
RSFN por meio de PSTI
Possibilidade de estabeleciment o
de limit e de valor igual a 0
para transaç ões iniciadas
a partir de dispositiv os com
geolocalizador desligado
Restrição para atuar c omo
participant e responsá vel por
IPs não aut orizadas
Maior praz o para novo pedido de
adesão ao Pix por instituiç ões
excluídas por penalidade
Possibilidade de aplicação de multa
diária a instituiç ões participant es
Outubr o
Restriç ões para
chaves Pix c om
marcação de fraude
Botão de
contestação do Pix
(autoatendiment o MED )
Dezembro
Ferramentas auxiliares
de gerenciament o e
monit orament o da
Conta PI para
participant es diret os
do SPI
Julho
Cadastro de
dispositiv os para
pessoas naturais
INFOGRÁFICO 10
Linha do t empo das medidas de segur ança 2023-2025
14
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
2. Pix em Números
As principais estatísticas do Pix estão disponíveis na página do Pix no site do
BC na internet
5
e na página de dados abertos
6
. Informações diárias sobre a
liquidação de transações no SPI, bem como sobre o padrão intradiário de
movimentação, estão disponíveis na página de estatísticas do SPI
7
. A página
de estatísticas de meios de pagamentos permite a comparação entre as
estatísticas de uso do Pix e as estatísticas de uso dos demais meios de
pagamento
8
. Essas estatísticas estão detalhadas na página de dados abertos
9
.
A seguir, apresentam-se algumas informações do Pix, desde o seu lançamento
em novembro de 2020 até dezembro de 2025.
2.1 Transações
A quantidade e o volume de transações Pix têm crescido de forma significativa
desde o seu lançamento (gráficos 2.1.1 e 2.1.2). Em 2025, o número de
transações aumentou 25,7% comparado com o ano anterior, chegando a
quase 80 bilhões de transações, enquanto o volume financeiro das transações
teve crescimento de 33,8% no mesmo período, ultrapassando R$35 trilhões.
5 Ver https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/pix-em-numeros-estatisticas.
6 Ver https://dadosabertos.bcb.gov.br/dataset/pix.
7 Ver https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/estatisticas_spi. Os relatórios anuais do SPI apresentam informações detalhadas sobre a gestão
e a operação do SPI. Esses relatórios estão disponíveis na página de publicações sobre o SPB, em https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/
spbpublicacoes.
8 Ver https://www.bcb.gov.br/estatisticas/spbadendos?ano=2024.
9 Ver https://dadosabertos.bcb.gov.br/dataset/estatisticas-meios-pagamentos.
a instituição de relacionamento do usuário pagador efetua o pagamento
do valor integral da transação instantaneamente, via Pix, para o usuário
recebedor, e ela vai receber as parcelas do usuário pagador posteriormente.
Essa instituição define as condições para oferecer o crédito (como a taxa de
juros), considerando seus procedimentos de gerenciamento de riscos e o perfil
de risco de seus clientes.
Outra solução de iniciativa do mercado se refere à possibilidade de uso do Pix
tanto por brasileiros em outros países quanto no Brasil por não residentes. Esses
modelos já foram implementados em diversos locais, como Chile, Argentina,
Estados Unidos, Portugal e França, entre outros. Essa solução é possível por meio
de parcerias entre instituições brasileiras e instituições dessas nacionalidades.
Para o uso do Pix por brasileiros no exterior, a parceria permite que instituições
de outros países sejam capazes de gerar o QR Code do Pix e de receber a
informação de conclusão da transação em tempo real. O Pix é feito, em reais,
instantaneamente da conta do brasileiro para a conta da instituição brasileira,
que pode ser ou não um participante. Em um segundo momento, a instituição
brasileira realiza a remessa de recursos para o exterior, da forma tradicional,
sem usar a infraestrutura do Pix – que permite apenas transações domésticas –,
fazendo com que os recursos sejam creditados em moeda local na conta do
estabelecimento comercial na instituição parceira no exterior.
Para o uso do Pix no Brasil por não residentes, a parceria permite que o
QR Code do Pix, gerado por um estabelecimento brasileiro, seja lido por
meio do aplicativo da instituição estrangeira. O parceiro brasileiro faz o Pix
instantaneamente para o estabelecimento, com os recursos sendo creditados
em reais em sua conta, como um Pix usual. No mesmo momento, o parceiro
estrangeiro debita a conta do estrangeiro na moeda de seu país, de acordo
com a taxa de câmbio ofertada. Em um segundo momento, o parceiro no
exterior envia recursos para seu parceiro brasileiro, de forma tradicional, sem
usar a infraestrutura do Pix, transformando a moeda estrangeira em reais.
Além dessas soluções inovadoras, que podem ser desenvolvidas e
disponibilizadas pelos agentes privados usando a infraestrutura do Pix provida
pelo BC, é bastante usual o desenvolvimento de soluções específicas para
mitigar o risco de fraude de seus clientes. O alerta de golpe é um exemplo
desse tipo de solução. Antes de o usuário pagador autorizar um Pix, algumas
instituições emitem um alerta na tela do aplicativo, sinalizando algum aspecto
não usual na transação, como um novo usuário recebedor, um usuário
recebedor com muitas marcações de fraude ou um valor muito elevado. O
envio do alerta é importante para que o usuário pagador aja com cautela
antes de autorizar uma transação, mitigando o risco de fraude que surge de
engenharia social, que tenta induzir a realização de transações por meio da
criação de pressão e de senso de urgência e aciona gatilhos emocionais por
meio do medo, da ansiedade ou da ganância.
INFOGRÁFICO 11
Destaques est atístic os do Pix
1
R$3,7 tr ilhões
de valor m ovimentado
em dez/2 5
(valor superior ao valo r do PIB
no 4º trim estre de 20 25
2
)
7,8 bilhões
de transaç ões
em dez/25
Mais de
920 milhões
de chaves Pix regis tradas
(67% de aum ento
em relação a dez/22)
Usuário s que fizeram ou receberam
um Pix em dez/25
148 milhões
de pess oas fís icase
12 milhões
de em presas
Recorde histórico de transaç ões
em um único dia
(5/12/20 25)
313.339.32 8
transações
de tra
em
1 Ver https://www .bcb.gov.br/estabilidade financeira/pix-em-numeros- estatistic as.
2 Ver https://www .ibge.gov.br/explica/pib.php.
15
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
Gráfico 2.1.1 – Quantidade de transações
Gráfico 2.1.2 – Valor das transações Desde o lançamento do Pix, houve uma mudança significativa na distribuição das
transações do ponto de vista da sua natureza, conforme mostra o gráfico 2.1.3.
Em 2020, ano de seu lançamento, o meio de pagamento era usado sobretudo
para transações entre pessoas físicas (person to person – P2P), correspondendo
a 85% das transações. Com o passar do tempo e com o desenvolvimento de
novas funcionalidades voltadas para casos de uso específicos, a população
começou a utilizar o Pix mais frequentemente para transações com pessoas
jurídicas (person to business – P2B), por exemplo, para o pagamento de bens e
serviços. Em 2025, 43% das transações foram de pessoas físicas para pessoas
jurídicas, aumento de 4 pontos percentuais em relação ao ano anterior e de 37
pontos percentuais em relação a 2020. Esses números demonstram o processo
de maturidade do Pix, que passou de um meio utilizado primordialmente para
viabilizar transferências digitais entre pessoas para um meio de pagamento
central para o funcionamento do varejo brasileiro.
Gráfico 2.1.3 – Distribuição da quantidade
Por natureza da transação
Gráfico 2.1.4 – Distribuição de valor
Por natureza da transação
No que diz respeito ao valor das transações (gráfico 2.1.4), desde 2023 o
volume transacionado entre empresas (business to business – B2B) superou o
valor transacionado entre pessoas físicas, e esse percentual vem crescendo,
chegando a 47% do total em 2025. Em termos da distribuição das transações
por faixas de valor (gráficos 2.1.5 a 2.1.7), em 2025, 59% das transações
entre pessoas físicas foram nas faixas de até R$60,00, mas também há uma
parcela significativa de transações – 21% – acima de R$200,00. Com relação
às transações entre pessoas físicas e pessoas jurídicas, 76% dessas transações
ocorreram nas faixas de até R$60,00 em 2025, e apenas 8% foram transações
acima de R$200. Analisando as transações de maneira agregada, 71% das
transações são de até R$100,00.
Gráfico 2.1.5 – Histograma de transações – P2P
Por faixa de valor (R$20,00) – 2025
Gráfico 2.1.6 – Histograma de transações – P2B
Por faixa de valor (R$20,00) – 2025
0,2
9,4
24,0
41,7
63,4
79,8
-
15,5
31,0
46,5
62,0
77,5
2020 2021 2022 2023 2024 2025
Qtde (bi)
Fonte: BC
Gráfico 2.1.1 –Quantidade de transações
151
5.204
10.891
17.117
26.407
35.328
-
8.000
16.000
24.000
32.000
40.000
2020 2021 2022 2023 2024 2025
R$ bi
Fonte: BC
Gráfico 2.1.2 –Valor das transações
Você sabia?
Recorde de valor total de transações Pix em um único dia:
R$193.473.609.406,39 em 19 de dezembro de 2025.
2% 3% 3% 3% 3% 4%
6% 9% 7% 7% 9% 9%
6%
14%
21%
32%
39%
43%
85%
74%
69%
58%
49%
44%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
2020 2021 2022 2023 2024 2025
Fonte: BC
Gráfico 2.1.3 –Distribuição da quantidade
Por natureza da transação
B2BB2PGovernoP2BP2P
2% 3% 3% 3% 3% 4%
6% 9% 7% 7% 9% 9%
6%
14%
21%
32%
39%
43%
85%
74%
69%
58%
49%
44%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
2020 2021 2022 2023 2024 2025
Fonte: BC
Gráfico 2.1.3 –Distribuição da quantidade
Por natureza da transação
B2BB2PGovernoP2BP2P
37%
35% 37%
39%
43%
47%
11%
12%
13%
13%
13%
12%
6%
10%
10%
11%
12%
12%
46%
42%
39%
35%
31%
28%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
2020 2021 2022 2023 2024 2025
Fonte: BC
Gráfico 2.1.4 –Distribuição de valor
Por natureza da transação
B2BB2PGovernoP2BP2P
37%
35% 37%
39%
43%
47%
11%
12%
13%
13%
13%
12%
6%
10%
10%
11%
12%
12%
46%
42%
39%
35%
31%
28%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
2020 2021 2022 2023 2024 2025
Fonte: BC
Gráfico 2.1.4 –Distribuição de valor
Por natureza da transação
B2BB2PGovernoP2BP2P
30%
18%
11%
5%
3%
6%
2%
3%
1% 1%
21%
0%
10%
20%
30%
40%
0 a
19,99
20 a
39,99
40 a
59,99
60 a
79,99
80 a
99,99
100 a
119,99
120 a
139,99
140 a
159,99
160 a
179,99
180 a
199,99
200 ou
mais
Fonte: BC
Gráfico 2.1.5 –Histograma de transações –P2P
Por faixa de valor (R$20,00) –2025
40%
24%
12%
4%
3%
5%
2% 1%
1% 1%
8%
0%
15%
30%
45%
60%
0 a
19,99
20 a
39,99
40 a
59,99
60 a
79,99
80 a
99,99
100 a
119,99
120 a
139,99
140 a
159,99
160 a
179,99
180 a
199,99
200 ou
mais
Fonte: BC
Gráfico 2.1.6 –Histograma de transações –P2B
Por faixa de valor (R$20,00) –2025
16
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
Gráfico 2.1.7 – Histograma de transações – Total
Por faixa de valor (R$100,00) – 2025
O aumento do uso no varejo é evidência da evolução da percepção de
benefícios que o Pix proporciona às empresas, como rapidez no recebimento
de recursos, redução de custos, aumento da base de clientes, facilidade de
uso pelos clientes e integração com ferramentas de gestão financeira. Como
Infraestrutura Pública Digital numa sociedade cada vez mais digitalizada, o Pix
exerce o papel que antigamente era desempenhado pelo dinheiro em espécie,
porém de forma mais eficiente e garantindo que a moeda exerça eficazmente
sua função de meio de pagamento e seja plenamente disponibilizada para a
população como bem público.
Analisando o valor médio e a mediana das transações Pix ao longo do tempo,
vê-se inicialmente um declínio e, depois, uma certa estabilização a partir de
2023 (gráficos 2.1.8 a 2.1.10)
10
. O valor médio das transações entre pessoas
físicas em 2025, em torno de R$273,00, é mais elevado do que o valor médio das
transações de pessoas físicas para pessoas jurídicas, em torno de R$115,00. As
medianas são bastante inferiores às médias em ambos os casos – R$50,00 para
P2P e R$25,00 para P2B –, o que demonstra que a maior parte das transações
são de valores mais baixos, corroborando o que foi evidenciado nos gráficos
das transações por faixas de valor apresentados anteriormente. Olhando as
transações de maneira agregada, a média fica em torno de R$440,00 em 2025,
com mediana no valor de R$36,00, seguindo o mesmo padrão. Esses dados
evidenciam um possível uso do Pix em substituição ao dinheiro em transações
do dia a dia (muitas transações de baixo valor), demonstrando a importância
de o Pix ser uma Infraestrutura Pública Digital inclusiva.
10 Mediana e média estimadas a partir de amostra aleatória de 2% das transações.
Gráfico 2.1.8 – Valor médio e mediana das transações
P2P
Gráfico 2.1.9 – Valor médio e mediana das transações
P2B
Gráfico 2.1.10 – Valor médio e mediana das transações
Total Em relação ao uso do Pix para pagamento de transações envolvendo o governo
(gráficos 2.1.11 e 2.1.12), houve um crescimento nesse tipo de transação ao
longo do tempo, totalizando mais de 282 milhões de transações em 2025, um
aumento de 44,3% em relação a 2024. Analisando especificamente transações
de pessoas físicas para o governo (person to gorvement – P2G), elas representam
mais de 60% desse universo, totalizando mais de 172 milhões de transações em
2025, crescimento de 47% em comparação com 2024. Os números refletem
um uso cada vez maior do Pix como instrumento de arrecadação de taxas e de
tributos pelos entes governamentais.
No que diz respeito ao volume dessas transações em 2025, elas representam
quase R$408 bilhões, enquanto as transações P2G correspondem a 16% desse
valor – quase R$65 bilhões. Assim, verifica-se que, no universo de transações
Pix de entes públicos, as de valor mais alto ainda são referentes a pagamentos
entre governo e empresas, por exemplo, pagamento de fornecedores.
Verifica-se, portanto, que, apesar do crescimento no uso do Pix por entes
governamentais, ainda há bastante espaço para promover um uso mais
massificado, tanto para a arrecadação de taxas e de impostos quanto para o
pagamento de proventos, de aposentadorias, de fornecedores e de benefícios
sociais, a exemplo da possibilidade de receber a restituição do imposto de renda
informando o CPF como chave Pix. Como isso muitas vezes requer alterações
em infraestrutura de tecnologia já implementada pelos entes governamentais,
assim como revisões contratuais com agentes que prestam serviço financeiro, é um
caminho que pode ser explorado nos próximos anos.
Gráfico 2.1.11 – Quantidade de transações e volume financeiro
Entes públicos
71%
12%
5% 5%
2%
1% 1% 1% 1% 1% 0%
0%
20%
40%
60%
80%
0 a
99,99
100 a
199,99
200 a
299,99
300 a
399,99
400 a
499,99
500 a
599,99
600 a
699,99
700 a
799,99
800 a
899,99
900 a
999,99
1.000
ou
mais
Fonte: BC
Gráfico 2.1.7 –Histograma de transações –Total
Por faixa de valor (R$100,00) –2025
138
57
50 47 46 50
458
288
257
243
258
273
0
100
200
300
400
500
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
R$
Fonte: BC
Gráfico 2.1.8 –Valor médio e mediana das transações
P2P
Mediana Média
138
57
50 47 46 50
458
288
257
243
258
273
0
100
200
300
400
500
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
R$
Fonte: BC
Gráfico 2.1.8 –Valor médio e mediana das transações
P2P
Mediana Média
138
57
50 47 46 50
458
288
257
243
258
273
0
100
200
300
400
500
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
R$
Fonte: BC
Gráfico 2.1.8 –Valor médio e mediana das transações
P2P
Mediana Média
138
57
50 47 46 50
458
288
257
243
258
273
0
100
200
300
400
500
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
R$
Fonte: BC
Gráfico 2.1.8 –Valor médio e mediana das transações
P2P
Mediana Média
138
57
50 47 46 50
458
288
257
243
258
273
0
100
200
300
400
500
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
R$
Fonte: BC
Gráfico 2.1.8 –Valor médio e mediana das transações
P2P
Mediana Média
160
51
40
25 27 25
794
313
195
125 121 115
0
160
320
480
640
800
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
R$
Fonte: BC
Gráfico 2.1.9 –Valor médio e mediana das transações
P2B
Mediana Média
138
57
50 47 46 50
458
288
257
243
258
273
0
100
200
300
400
500
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
R$
Fonte: BC
Gráfico 2.1.8 –Valor médio e mediana das transações
P2P
Mediana Média
138
57
50 47 46 50
458
288
257
243
258
273
0
100
200
300
400
500
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
R$
Fonte: BC
Gráfico 2.1.8 –Valor médio e mediana das transações
P2P
Mediana Média
150
60 50 40 39 36
858
508
432
380
408
443
0
200
400
600
800
1.000
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
R$
Fonte: BC
Gráfico 2.1.10 –Valor médio e mediana das transações
Total
Mediana Média
9,9
49,3
100,4
195,9
282,7
0,3 13,1
55,5
123,6
253,8
407,9
0,0
100,0
200,0
300,0
400,0
500,0
0,0
60,0
120,0
180,0
240,0
300,0
2020 2021 2022 2023 2024 2025
R$ bi
Milhões
Fonte: BC
Gráfico 2.1.11 –Quantidade de transações e volume financeiro
Entes públicos
Quantidade de transações Valor financeiro (dir.)
17
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
Gráfico 2.1.12 – Quantidade de transações e volume financeiro
P2G
Em relação à distribuição da quantidade de transações Pix por forma de
iniciação (gráfico 2.1.13), a chave Pix e o QR Code dinâmico são as mais
utilizadas, em torno de 40% cada, seguidas pela inserção manual de dados do
recebedor (CPF/CNPJ, identificador do prestador de serviços de pagamento,
número da agência e número da conta) – 12% – e pelo QR Code estático (8%).
O crescimento do uso do QR Code dinâmico como chave ao longo do tempo
tem sido expressivo (correspondia a 5% em 2021, alcançando 40% em 2025),
devido ao aumento de transações Pix entre pessoas e empresas, que são
iniciadas majoritariamente via QR Code dinâmico. O uso crescente desta forma
de iniciação indica que o varejo tem incorporado cada vez mais o Pix como
opção de pagamento. Essa crescente aceitação é facilitada pela possibilidade
de integração dos sistemas dos comerciantes com os sistemas dos prestadores
de serviços de pagamento que viabilizam a oferta de Pix no comércio, o que
é possível devido à especificação padronizada da API Pix, que conecta esses
sistemas, pelo BC.
O uso do serviço de iniciação de transação de pagamento por meio das
APIs do Open Finance cresceu significativamente em 2025 (gráfico 2.1.14).
A quantidade de transações Pix iniciadas dessa forma aumentou mais de 8
vezes em 2025, saltando de 7,4 milhões em 2024 para 64,5 milhões em 2025.
Da mesma forma, o volume financeiro das transações quase quintuplicou,
alcançando R$15,3 bilhões em 2025, contra de R$3,17 bilhões no ano
anterior. Esse crescimento tão expressivo pode ser explicado pela entrada de
um participante relevante e já consolidado no mercado, que passou a ofertar
iniciação de transações Pix por meio de sua carteira digital.
Já o uso do Pix por aproximação ainda não apresenta uma tendência clara de
crescimento (gráfico 2.1.15). A restrição de uso da funcionalidade a dispositivos
celulares com sistema operacional Android, o desconhecimento da população
e dos estabelecimentos comerciais sobre essa forma de iniciação no Pix, a baixa
oferta da solução diretamente no aplicativo das instituições participantes e a
disponibilização em apenas uma das principais carteiras digitais explicam o uso
ainda reduzido da funcionalidade em 2025. Convém salientar que o Pix é uma
infraestrutura aberta, que permite a oferta do serviço em qualquer sistema
operacional. A restrição de uso é uma decisão de agentes privados. Espera-se
que, à medida que essas restrições e dificuldades sejam superadas, o uso da
funcionalidade cresça e comece a representar uma proporção relevante das
formas de iniciação de transações no Pix.
Gráfico 2.1.13 – Distribuição da quantidade
Por forma de iniciação
Gráfico 2.1.14 – Transações Pix iniciadas por meio da iniciação de transação de pagamento
Gráfico 2.1.15 – Transações Pix por aproximação
O uso do Pix Automático vem sendo ampliado de forma consistente. Em
dezembro de 2025, foram feitas quase 600 mil transações, mais do que o
dobro da quantidade registrada no mês anterior, com volume financeiro de
R$133,2 milhões, cinco vezes maior do que em novembro (gráfico 2.1.16).
Observa-se também um crescimento relevante da quantidade de usuários
recebedores disponibilizando a opção de pagamento por Pix Automático para
seus clientes, chegando a mais de 1.000 recebedores em dezembro (gráfico
2.1.17). Como o Pix Automático é um produto que requer desenvolvimento
de sistemas do lado do usuário recebedor, é natural que a sua adoção seja mais
lenta. Espera-se, contudo, um crescimento significativo do uso do produto ao
longo dos próximos anos. Em relação à oferta do serviço de débito em conta
no modelo de contratos bilaterais, o Pix Automático permite que qualquer
participante usufrua de toda a rede de usuários independentemente da
instituição de relacionamento do usuário pagador, reduzindo o poder de
mercado de instituições incumbentes com grande quantidade de clientes
de varejo e imprimindo maior eficiência e competição no mercado de
pagamentos recorrentes.
7,2
32,6
67,8
117,1
172,2
1,6
8,1
18,6
36,8
64,9
0,0
10,0
20,0
30,0
40,0
50,0
60,0
70,0
0,0
40,0
80,0
120,0
160,0
200,0
2020 2021 2022 2023 2024 2025
R$ biMilhões
Fonte: BC
Gráfico 2.1.12 –Quantidade de transações e volume
financeiro
P2G
Quantidade de transações Valor financeiro (dir.)
76%
68%
55%
45%
40%
16%
15%
13%
12%
12%
5%
12%
24%
35%
40%
3%
5%
8% 8% 8%
2021 2022 2023 2024 2025
Fonte: BC
Gráfico 2.1.13 –Distribuição da quantidade
Por forma de iniciação
Chave Pix Inserção manual QR code dinâmico QR code estático Outros*
*Iniciador, Pix Automático, Pix por aproximação
0,64 2,39
7,39
64,53
0,13
0,76
3,17
15,30
0,00
4,00
8,00
12,00
16,00
20,00
0,00
14,00
28,00
42,00
56,00
70,00
2022 2023 2024 2025
R$ bi
Milhões
Fonte: BC
Gráfico 2.1.14 –Transações Pix iniciadas por meio da
iniciação de transação de pagamento
Quantidade Valor financeiro (dir.)
0,04
0,59 0,61
0,56
0,96
1,22
0,09
1,78
28,38 28,23
25,85
47,70
57,60
0,00
14,00
28,00
42,00
56,00
70,00
0,00
0,28
0,56
0,84
1,12
1,40
Jun-2025Jul-2025Ago-2025Set-2025Out-2025Nov-2025Dez-2025
R$ mi
Milhões
Fonte: BC
Gráfico 2.1.15 –Transações Pix por aproximação
Quantidade Valor financeiro (dir.)
18
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
Gráfico 2.1.16 – Transações Pix Automático
Gráfico 2.1.17 – Recebedores Pix Automático
No que diz respeito ao agendamento de transações Pix, o gráfico 2.1.18 mostra
a evolução na quantidade e no valor do Pix Agendado desde a implementação
dessa funcionalidade em 2021. Em 2025, 204 milhões de transações Pix foram
agendadas, aumento de 56% em relação a 2024. O volume de transações
agendadas chegou a um pouco mais de R$1 trilhão em 2025, representando
um crescimento de 51% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento
nominal no uso do produto, ele ainda representa uma parcela baixa do total
de transações no Pix, representando apenas cerca de 0,3% da quantidade
de transações e aproximadamente 2,8% do volume. Vale ressaltar que a
obrigatoriedade de oferecer a recorrência no agendamento entrou em vigor
para todos os participantes do Pix no final de 2024.
Gráfico 2.1.18 – Transações Pix Agendado
Fechando as estatísticas sobre os principais produtos criados a partir do Pix,
a utilização do Pix Saque segue crescendo (gráfico 2.1.19), com 19,5 milhões
de transações em 2025, crescimento de 20,8% em comparação com o ano
anterior, e R$5,5 bilhões de volume sacado em dinheiro em espécie, aumento
de 36,5% em relação ao 2024. Com relação às transações do Pix Troco, elas
também vinham paulatinamente crescendo ao longo do tempo, porém
observa-se um declínio de 11,8% em 2025, em comparação com o ano anterior,
fechando o ano com 102,3 mil transações. Já o volume chegou a R$19,4
milhões, representando um aumento de 4,8% em comparação com 2024
(gráfico 2.1.20). Ainda que os dois produtos tenham finalidade semelhante,
percebe-se que o Pix Saque é mais utilizado pela população, talvez porque,
com a digitalização dos pagamentos, o conceito de “troco” perdeu um pouco
do espaço. Por fim, vale mencionar que em torno de 14 mil estabelecimentos,
incluindo correspondentes no país, lotéricas e terminais de autoatendimento,
ofereciam Pix Saque e Pix Troco em dezembro de 2025.
0,2 1,7 28,6
92,3
185,1
282,3
599,1
0,1 1,1
3,6
7,3
24,2
133,2
0,0
28,0
56,0
84,0
112,0
140,0
0,0
140,0
280,0
420,0
560,0
700,0
Jun-2025Jul-2025Ago-2025Set-2025Out-2025Nov-2025Dez-2025
R$ miMilhares
Fonte: BC
Gráfico 2.1.16 –Transações Pix Automático
Quantidade Valor financeiro (dir.)
44
162
275
392
864
1.073
1.050
0
240
480
720
960
1200
Jun-2025 Jul-2025Ago-2025 Set-2025 Out-2025 Nov-2025 Dez-2025
Fonte: BC
Gráfico 2.1.17 –Recebedores Pix Automático
8
40
84
130
204
33
149
364
664
1.001
0
240
480
720
960
1.200
0
50
100
150
200
250
2021 2022 2023 2024 2025
R$ bi
Milhões
Fonte: BC
Gráfico 2.1.18 –Transações Pix Agendado
Quantidade Valor financeiro (dir.)
8
40
84
130
204
33
149
364
664
1.001
0
240
480
720
960
1.200
0
50
100
150
200
250
2021 2022 2023 2024 2025
R$ bi
Milhões
Fonte: BC
Gráfico 2.1.18 –Transações Pix Agendado
Quantidade Valor financeiro (dir.)
8
40
84
130
204
33
149
364
664
1.001
0
240
480
720
960
1.200
0
50
100
150
200
250
2021 2022 2023 2024 2025
R$ bi
Milhões
Fonte: BC
Gráfico 2.1.18 –Transações Pix Agendado
Quantidade Valor financeiro (dir.)
Gráfico 2.1.19 – Transações Pix Saque
Gráfico 2.1.20 – Transações Pix Troco
2.2 Chaves Pix
Analisando os dados relativos às chaves Pix ao longo dos anos, ao final de 2025,
havia mais de 920 milhões de chaves cadastradas, um aumento de 12,7% em
relação ao ano anterior, sendo a maior parte referente a usuários pessoa física
(gráfico 2.2.1).
Analisando a distribuição por tipo de chave (gráfico 2.2.2), a chave aleatória é
a mais cadastrada, representando aproximadamente 50% do total de chaves,
seguida do celular, do CPF e do e-mail, com percentuais bastante parecidos
(aproximadamente 17%, 16% e 15%, respectivamente). Essa realidade mudou
3,2
10,0
16,2
19,5
0,4
435,1
1.949,1
4.014,2
5.481,0
0,0
1.000,0
2.000,0
3.000,0
4.000,0
5.000,0
6.000,0
0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
2021 2022 2023 2024 2025
R$ mi
Milhões
Fonte: BC
Gráfico 2.1.19 –Transações Pix Saque
Quantidade Valor financeiro (dir.)
0,3
38,8
91,4
116,0
102,3
4,7
13,1
18,5
19,4
0,0
5,0
10,0
15,0
20,0
25,0
0,0
28,0
56,0
84,0
112,0
140,0
2021 2022 2023 2024 2025
R$ mi
Milhares
Fonte: BC
Gráfico 2.1.20 –Transações Pix Troco
Quantidade Valor financeiro (dir.)
19
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
em relação ao primeiro ano de funcionamento do Pix, quando as chaves
aleatórias correspondiam a 26,5% do total e o CPF a 34,3%. O crescimento
nas transações entre pessoas físicas e jurídicas ao longo do tempo explica
o maior uso, atualmente, de chaves aleatórias geradas por empresas para o
pagamento de bens e serviços, ao passo que os demais tipos de chaves são
mais utilizados para transações P2P.
Gráfico 2.2.1 – Quantidade de chaves Pix
Gráfico 2.2.2 – Distribuição por tipo de chave
2.3 Usuários
2.3.1 Pessoas físicas
O Relatório de Economia Bancária (REB)
11
, publicado pelo BC em junho de
2024, trouxe dados sobre a inclusão financeira no país nos últimos anos.
Entre 2018 e 2023, o número de usuários ativos do Sistema Financeiro
Nacional (SFN) cresceu 103%, passando de 77 milhões para 152 milhões de
pessoas físicas. No mesmo período, o número de pessoas jurídicas no sistema
financeiro aumentou de 3,5 milhões para 11,6 milhões. Em paralelo, o gráfico
2.3.1 mostra que a quantidade de usuários
12
pessoa física do Pix chegou a 148
milhões em 2025, o que corresponde a cerca de 86% da população adulta
brasileira
13
, com crescimento de 5% em relação ao ano anterior.
A proximidade entre o número de usuários do Pix e a base de clientes do
SFN, aliada à similaridade no crescimento em termos nominais ao longo
dos últimos anos, sugere que o Pix tem desempenhado papel relevante na
expansão do acesso ao sistema financeiro ao incentivar o uso efetivo de
contas e facilitar a entrada de novos usuários. Nesse contexto, o Relatório
de Cidadania Financeira (RCF) 2025
14
, publicado pelo BC em abril de 2026,
aponta que 96,4% da população adulta brasileira possui conta de depósitos
ou de pagamento e que cerca de 88% dos adultos são usuários ativos do
SFN, colocando o Brasil entre os países mais bancarizados do mundo, em
nível comparável ao de países desenvolvidos. Vale ressaltar que o RCF 2025
também traz uma análise do papel do Pix como vetor de inclusão financeira
da população de baixa renda no país. Naturalmente, o crescimento da base de
usuários do Pix tende a desacelerar ao longo do tempo à medida que a maior
parte da população adulta passa a utilizar o instrumento, embora os dados
ainda indiquem a entrada contínua de novos usuários.
11 Ver https://www.bcb.gov.br/content/publicacoes/relatorioeconomiabancaria/reb2023p.pdf.
12 Quantidade de usuários que fizeram ou receberam pelo menos um Pix em dezembro de cada ano (usuários únicos).
13 População acima de 14 anos: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9109-projecao-da-populacao.html.
14 Ver https://www.bcb.gov.br/content/cidadaniafinanceira/documentos_cidadania/RIF-antigo/relatorio_de_cidadania_financeira_2025.pdf.
Gráfico 2.3.1 – Quantidade de usuários pessoa física (PF)
Analisando o percentual de usuários pessoa física por unidade da federação
(UF) em relação à população adulta (gráfico 2.3.2)
15
, percebe-se que o uso do
Pix tem sido homogêneo nas diversas regiões: praticamente todos os estados
têm mais de 80% de usuários Pix, sendo que algumas regiões chegam a 100%
de cobertura (DF e Roraima). Vale notar que mesmo estados muito populosos,
como São Paulo, chegam a 94% de usuários entre a população adulta, e regiões
com maior concentração de populações de baixa renda, como a Região Norte,
também apresentam percentuais acima de 80% ou de 90%, demonstrando
que a inclusão financeira desde o lançamento do Pix foi significativa em todas
as regiões do Brasil.
Gráfico 2.3.2 – Percentual de usuários pessoa física em relação à população adulta por estado
Dezembro/2025
15 População acima de 14 anos: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9109-projecao-da-populacao.html.
128,1
365,7
525,6
664,6
777,2
875,4
5,8
15,5
25,2
34,0
39,5
44,7
0,0
200,0
400,0
600,0
800,0
1000,0
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
Milhões
Fonte: BC
Gráfico 2.2.1 –Quantidade de chaves Pix
PFPJ
26%
36%
42%
46%
48%
50%
22%
22%
20%
19%
18%
17%
2%
2%
2%
2%
2%
2%34%
26%
21%
19%
17%
16%
15% 15% 15% 15% 15% 15%
2020 2021 2022 2023 2024 2025
Fonte: BC
Gráfico 2.2.2 –Distribuição por tipo de chave
AleatóriaCelularCNPJ CPF E-mail
Você sabia?
Número de portabilidades e reivindicações de chaves concluídas
desde o lançamento do Pix até o final de 2025: 105,8 milhões
de portabilidades e 7,3 milhões de reivindicações.
34,13
90,35
113,51
128,65
140,70
148,13
0
32
64
96
128
160
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
Milhões
Fonte: BC
Gráfico 2.3.1 –Quantidade de usuários pessoa física (PF)
Fontes: BC e IBGE
20
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
Analisando o percentual de utilização do Pix por faixa etária do pagador
(gráfico 2.3.3)
16
, observa-se que a maior utilização – acima de 85% em 2025 –
ocorre nas faixas entre 20 e 49 anos, fase de menor resistência em relação a
novidades tecnológicas. Esse ainda parece ser um dos motivos da utilização
um pouco mais baixa na faixa etária acima de 60 anos – 51% dessa população –,
que tem mais dificuldade operacional com tecnologia (barreira de uso) e
que ainda é mais receosa em relação a transações eletrônicas. Apesar disso,
é interessante observar que houve aumento expressivo na utilização do Pix
em todas as faixas etárias a cada ano, inclusive na população de idade mais
elevada. Já com relação à população mais jovem (até 19 anos), é uma parcela
com menor percentual de utilização do Pix por não ter renda própria ainda,
na sua maioria. Mesmo assim, também houve um crescimento no uso do Pix
nessa faixa etária ao longo do tempo, refletindo o crescimento de produtos
financeiros voltados para esse público.
Em relação ao percentual de utilização do Pix por faixa de renda do pagador
(gráfico 2.3.4)
17
, os dados corroboram o que já foi mencionado sobre o nível de
adoção massivo do meio de pagamento pela população brasileira. O gráfico
demonstra que há um crescimento na utilização do Pix em todas as faixas de
renda, com realce para as faixas de até 5 salários mínimos, que ainda seguem
crescendo a cada ano.
Gráfico 2.3.3 – Percentual de utilização Pix
Por faixa etária do pagador
16 Dados da população por faixa etária: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9109-projecao-da-populacao.html.
17 Dados da população por faixa de renda extraídos da base do Sistema de Informações de Créditos (SCR), do BC.
Gráfico 2.3.4 – Percentual de utilização Pix
Por faixa de renda do pagador
No que tange à distribuição da quantidade de transações Pix por gênero
do pagador (gráfico 2.3.5), percebe-se que é uma distribuição praticamente
homogênea, com 51% das transações sendo feitas por homens e 49% por
mulheres. Essa distribuição tem sido uniforme desde 2021. Com relação à
distribuição do valor das transações, há uma diferença um pouco maior, com
59% do volume sendo referente a pagadores homens e 41%, mulheres. Essa
proporção também tem se mantido ao longo dos anos.
Gráfico 2.3.5 – Distribuição da quantidade de transações
Por gênero do pagador
Você sabia?
Pix é a primeira marca de titularidade de órgão público a
receber registro de marca de alto renome pelo Instituto
Nacional de Propriedade Industrial (INPI).
• Marcas de alto renome são aquelas muito conhecidas pelo público em
geral. Elas têm prestígio, tradição e confiança construídos ao longo
do tempo, associados à qualidade dos seus produtos ou serviços. Por
serem reconhecidas nacionalmente além do seu próprio segmento
de mercado, recebem uma proteção especial prevista em lei (https://
www.gov.br/inpi/pt-br/servicos/marcas/alto-renome).
Pesquisa quantitativa de abrangência nacional realizada no
final de 2025 pela CP2 Consultoria, Pesquisa e Planejamento
para avaliar se o Pix era reconhecido pela população brasileira
como uma marca de alto renome indicou que ele apresenta
elevado nível de conhecimento entre a população brasileira
com 16 anos ou mais: 88,5% das pessoas entrevistadas
declararam conhecer a marca ao visualizar seu sinal gráfico.
Esses dados correspondem a aproximadamente 141,7 milhões
de pessoas.*
Entre aqueles que conhecem o Pix, a pesquisa indicou que
a marca apresenta níveis elevados de avaliação positiva
nos atributos de inovação, qualidade, reputação, prestígio,
confiança e tradição.
Para mais informações sobre a pesquisa, acesse: https://www.
bcb.gov.br/content/estabilidadefinanceira/pix/marca/pesquisa_
alto_renome-pix.pdf .
*Valor calculado com base no Censo demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE): população de 160,1 milhões de habitantes.
37%
52%
59%
65%
71%
53%
68%
76%
81% 81%
65%
74%
80%
85%
87%
73%
82%
87%
90% 89%
74%
83%
88%
91%
86%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
Fonte: BC
Gráfico 2.3.4 –Percentual de utilização Pix
Por faixa de renda do pagador
Até 1 s.m. Entre 1 e 2 s.m. Entre 2 e 5 s.m. Entre 5 e 10 s.m. A partir de 10 s.m.
55%
52% 52% 51% 51% 51%
45%
48% 48% 49% 49% 49%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
2020 2021 2022 2023 2024 2025
Fonte: BC
Gráfico 2.3.5 –Distribuição da quantidade de transações
Por gênero do pagador
Homens Mulheres
0% 0%
3%
7%
14%
21%
12%
49%
71%
83%
91%
94%
26%
69%
83%
90%
94%
96%
22%
64%
79%
86%
90%
91%
15%
46%
62%
71%
77%
80%
9%
30%
41%
48%
53%
56%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
Fonte: BC e IBGE
Gráfico 2.3.3 –Percentual de utilização Pix
Por faixa etária do pagador
Até 19 anos De 20 a 29 anos De 30 a 39 anos De 40 a 49 anos De 50 a 59 anos Mais de 60 anos
0% 0%
3%
7%
14%
21%
12%
49%
71%
83%
91%
94%
26%
69%
83%
90%
94%
96%
22%
64%
79%
86%
90%
91%
15%
46%
62%
71%
77%
80%
9%
30%
41%
48%
53%
56%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
Fonte: BC e IBGE
Gráfico 2.3.3 –Percentual de utilização Pix
Por faixa etária do pagador
Até 19 anos De 20 a 29 anos De 30 a 39 anos De 40 a 49 anos De 50 a 59 anos Mais de 60 anos
2%
8%
14%
19%
24%
26%25%
70%
85%
91%
94% 95%
23%
64%
79%
87%
93%
96%
15%
49%
68%
79%
85%
89%
11%
36%
51%
62%
71%
77%
5%
18%
28%
36%
44%
51%
0
0,2
0,4
0,6
0,8
1
1 2 3 4 5 6
Fonte: BC e IBGE
Gráfico 2.3.3 -Percentual de utilização Pix
Por faixa etária do pagador
Série1 Série2 Série3 Série4 Série5 Série6
21
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
Gráfico 2.3.6 – Distribuição do valor das transações
Por gênero do pagador
2.3.2 Pessoas jurídicas
Conforme já mencionado, o Pix tem sido cada vez mais utilizado no universo
empresarial. Pequenas e médias empresas (PMEs) estão integrando o Pix em
sistemas mais complexos através de soluções tecnológicas, como a utilização
de APIs para integração com sistemas de gestão financeira, além de soluções
de pagamento por aproximação e QR Codes. Essas inovações permitem que as
PMEs ofereçam uma experiência de pagamento mais ágil e conveniente para
seus clientes, além de reduzir custos operacionais.
Dessa forma, a quantidade de usuários pessoa jurídica vem crescendo a cada
ano, chegando a 12,8 milhões em 2025, um aumento de 15,8% em relação
ao ano anterior (gráfico 2.3.7). Esse número representa aproximadamente
51,4% de todas as empresas ativas no país
18
. Portanto, ainda há espaço
para crescimento. A expectativa é que o número de usuários pessoa jurídica
continue crescendo nos próximos anos.
18 Ver https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/mapa-de-empresas.
Gráfico 2.3.7 – Quantidade de usuários pessoa jurídica (PJ)
2.4 Participantes
O Pix encerrou o ano de 2025 com 926 instituições participantes, crescimento
de 5,6% em relação ao ano anterior (gráfico 2.4.1). Não obstante os ganhos
potenciais em concorrência e diversidade de modelos decorrentes da
ampliação do número de participantes, o BC constantemente busca assegurar
que tal expansão ocorra em bases sólidas, com a manutenção de participantes
que atendam a elevados padrões de segurança e de qualidade na prestação
de serviços.
Gráfico 2.4.1 – Participantes ativos
O segmento de instituições de pagamento (IPs) apresentou a maior participação
na quantidade de transações na ótica pagadora em 2025 (50%), aumento de
3,7 pontos percentuais em relação ao ano anterior (gráfico 2.4.2). O segundo
maior segmento é composto pelos bancos múltiplos, com participação de
35%, declínio de 2,1 pontos percentuais em relação a 2024. Vale destacar
que em 2020, os bancos múltiplos representavam 55,8% da quantidade de
transações e as instituições de pagamento, 25,5%. Essa desconcentração ao
longo do tempo demonstra claramente os efeitos benéficos do aumento da
competição no setor financeiro proporcionada pelo Pix.
Com relação à participação no valor das transações, o segmento de bancos
múltiplos ainda detém a maior participação em 2025 (61,3%), 0,4 pontos
percentuais abaixo do ano anterior (gráfico 2.4.3). As IPs ficam em segundo
lugar, com 21,3% em 2025, aumento de 0,4 pontos percentuais em comparação
com o ano anterior. Houve uma mudança ao longo do tempo, considerando que
em 2020 os bancos múltiplos representavam 74,5% do valor das transações
Pix e as IPs 9,7%. Contudo, nos últimos dois anos, houve certa estabilização
nesses dois segmentos, e começou a crescer a relevância, ainda que a taxas
baixas, de outros tipos de instituição, entre elas as sociedades de crédito
direto e as sociedades de crédito, financiamento e investimento
19
. O gráfico
2.4.4 evidencia essa diferença na participação dos principais segmentos por
quantidade e por valor de transações, mostrando que as IPs tendem a atuar
em maior quantidade de transações de valores mais baixos, ao contrário dos
bancos incumbentes.
Gráfico 2.4.2 – Participação nas transações
Por segmento na quantidade das transações – Pagadores
19 O segmento “outros” engloba: IP não autorizada, banco comercial, banco múltiplo cooperativo, sociedade de crédito ao microempreendedor, banco
de câmbio, associação de poupança e empréstimo, governo, sociedade de empréstimo entre pessoas, sociedade distribuidora de títulos e valores
mobiliários e sociedade corretora de títulos e valores mobiliários (TVM).
63% 61% 60% 59% 59% 59%
37% 39% 40% 41% 41% 41%
0%
20%
40%
60%
80%
100%
2020 2021 2022 2023 2024 2025
Fonte: BC
Gráfico 2.3.6 –Distribuição do valor das transações
Por gênero do pagador
Homens Mulheres
2,57
6,70
8,37
9,71
11,03
12,77
0
3
6
9
12
15
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
Milhões
Fonte: BC
Gráfico 2.3.7 –Quantidade de usuários pessoa jurídica (PJ)
742
769
795
806
877
926
700
750
800
850
900
950
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
Fonte: BC
Gráfico 2.4.1 –Participantes ativos
0%
20%
40%
60%
80%
100%
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
Gráfico 2.4.2 –Participação nas transações
Por segmento na quantidade das transações –Pagadores
Instituição de Pagamento Banco Múltiplo
Caixa Econômica Federal Cooperativa de Crédito
Sociedade de Crédito Direto Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento
Outros
Fonte:BC
22
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
Gráfico 2.4.3 – Participação nas transações
Por segmento no valor das transações – Pagadores
Gráfico 2.4.4 – Participação nas transações – Pagadores
Dezembro/2025
Os gráficos 2.4.5 e 2.4.6 demonstram a evolução do Índice de Herfindahl-
Hirschman (IHH), utilizado para medir a concentração em um determinado
mercado
20
. Os índices de IHH, tanto na quantidade como no valor das transações
Pix, estão abaixo de 10%, mostrando que há um baixo nível de concentração.
Esse índice é ainda menor do ponto de vista dos recebedores, chegando a
5,3% em 2025 (concentração de PSP recebedor por quantidade de transação).
Esse dado reforça o aumento da competição no sistema de pagamentos.
20 Resultados do IHH entre 0% e 10% indicam baixa concentração; entre 10% e 18% indicam moderada concentração; e entre 18% e 100% indicam
elevada concentração.
Gráfico 2.4.5 – Evolução do IHH dos participantes do Pix
Por quantidade de transações
Gráfico 2.4.6 – Evolução do IHH dos participantes do Pix
Por valor das transações
0%
20%
40%
60%
80%
100%
Dez-2020 Dez-2021 Dez-2022 Dez-2023 Dez-2024 Dez-2025
Fonte: BC
Gráfico 2.4.3 –Participação nas transações
Por segmento no valor das transações –Pagadores
Instituição de Pagamento Banco Múltiplo
Caixa Econômica Federal Cooperativa de Crédito
Sociedade de Crédito Direto Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento
Outros
Gráfico 2.4.4 –Participação nas Transações –Pagadores
Dezembro/2025
Fonte: BC
44,34%
3,21%
49,83%
66,47%
7,34%
21,33%
Volume
Financeiro
Quantidade
Cooperativa de crédito
IPs
Banco múltiplo, CEF
Gráfico 2.4.4 –Participação nas Transações –Pagadores
Dezembro/2025
Fonte: BC
44,34%
3,21%
49,83%
66,47%
7,34%
21,33%
Volume
Financeiro
Quantidade
Cooperativa de crédito
IPs
Banco múltiplo, CEF
Gráfico 2.4.4 –Participação nas Transações –Pagadores
Dezembro/2025
Fonte: BC
44,34%
3,21%
49,83%
66,47%
7,34%
21,33%
Volume
Financeiro
Quantidade
Cooperativa de crédito
IPs
Banco múltiplo, CEF
Gráfico 2.4.4 –Participação nas Transações –Pagadores
Dezembro/2025
Fonte: BC
44,34%
3,21%
49,83%
66,47%
7,34%
21,33%
Volume
Financeiro
Quantidade
Cooperativa de crédito
IPs
Banco múltiplo, CEF
0%
2%
4%
6%
8%
10%
12%
nov/20
fev/21
mai/21
ago/21
nov/21
fev/22
mai/22
ago/22
nov/22
fev/23
mai/23
ago/23
nov/23
fev/24
mai/24
ago/24
nov/24
fev/25
mai/25
ago/25
nov/25
Fonte: BC
Gráfico 2.4.5 –Evolução do IHH dos participantes do Pix
Por quantidade de transações
IHH Pagador IHH Recebedor
0%
2%
4%
6%
8%
10%
12%
14%
nov/20
fev/21
mai/21
ago/21
nov/21
fev/22
mai/22
ago/22
nov/22
fev/23
mai/23
ago/23
nov/23
fev/24
mai/24
ago/24
nov/24
fev/25
mai/25
ago/25
nov/25
Fonte: BC
Gráfico 2.4.6 –Evolução do IHH dos participantes do Pix
Por valor das transações
IHH Pagador IHH Recebedor
Comportamento dos usuários –
O brasileiro e os hábitos de uso
de meios de pagamento
Realizada em 2023, a segunda edição da pesquisa O brasileiro e os
hábitos de uso de meios de pagamento
21
, iniciada em 2019, e a primeira
após o lançamento do Pix, buscou identificar os hábitos financeiros dos
indivíduos, e a forma de utilização e as preferências dos estabelecimentos
comerciais. A pesquisa realizou entrevistas quantitativas com a
população, o preenchimento de diários de pagamentos e entrevistas
presenciais com o comércio para obter os resultados que foram
publicados pelo BC em novembro de 2024. A novidade da pesquisa em
relação à primeira edição foi o foco no uso do Pix.
Os dados foram coletados entre outubro e novembro de 2023 por meio
de pesquisas quantitativas com 1.500 indivíduos e 600 estabelecimentos
comerciais. Além disso, foram coletados 1.228 diários de pagamento, em
que os entrevistados foram convidados a registrar todos os pagamentos
e as transferências realizados no período de uma semana. O resultado
foi o registro de 11.023 transações, com detalhes sobre o meio de
pagamento utilizado, a razão para a sua escolha, o valor da transação e
o tipo de bem ou serviço comprado
O uso do dinheiro em espécie para realização de pagamentos pela população
brasileira diminuiu 36 pontos percentuais entre a primeira e a segunda
pesquisa, tendo o Pix ocupado grande fatia dos pagamentos que
costumavam ser feitos em dinheiro, consolidando-o como meio de
pagamento preferido dos brasileiros, sendo citado por 73% dos
entrevistados. Em 2019, 76,6% dos pagamentos registrados nos diários,
independentemente do valor, haviam sido realizados com dinheiro. Em
2023, esse percentual diminuiu para 40,5%. O Pix foi utilizado em 24,9%
dos pagamentos, tornando-se o meio de pagamento eletrônico mais
utilizado pela população. Quando questionadas sobre os meios de
pagamento preferidos, 64,9% das pessoas citaram o Pix, superando os 55,7%
que mencionaram o dinheiro entre os dois meios de maior preferência.
Do ponto de vista dos estabelecimentos comerciais, o Pix também foi o
meio de pagamento mais lembrado, com 69,5% de menções, enquanto
21 Os dados da pesquisa e a apresentação com seus principais resultados estão disponíveis aqui.
23
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
o dinheiro foi citado por 64,4% dos estabelecimentos comerciais.
A pesquisa mostrou que, em apenas 3 anos de existência, o Pix já
era o segundo meio preferido pelos comerciantes para receber de
seus clientes, e as principais razões identificadas foram facilidade de
recebimento e segurança.
A pesquisa evidencia a contribuição do Pix para a digitalização dos
pagamentos no Brasil, promovendo maior eficiência e inclusão
financeira. No entanto, 17,3% dos entrevistados não usaram o Pix nos 12
meses anteriores à realização da pesquisa. O principal motivo para isso,
sinalizado por 37,3% dessas pessoas, é a falta de conhecimento sobre o
uso do meio de pagamento. Até mesmo entre as pessoas que usam o Pix,
existem certas situações em que outro meio de pagamento é escolhido:
33,5% dos entrevistados escolheram pagar com outro meio por ser mais
rápido, e 24,2% escolheram pagar com outro meio por dificuldade de
acesso à internet. Para superar essas barreiras, novas funcionalidades,
como o Pix por aproximação, estão sendo implementadas para facilitar
e para acelerar os pagamentos no comércio físico.
Assim, ao mesmo tempo em que os dados evidenciam a consolidação do
Pix como um dos meios de pagamento mais importantes para a maioria
dos brasileiros, eles mostram que ainda existem barreiras para a não
utilização do instrumento, como falta de conhecimento, dificuldades
de acesso à internet e preocupações com a segurança. O BC usa os
resultados obtidos nessa pesquisa para definir e priorizar os produtos e
as funcionalidades a serem desenvolvidos nos próximos anos.
3. O Futuro do Pix
Desde a sua criação, o Pix foi concebido como Infraestrutura Pública Digital
dinâmica e capaz de se adaptar às transformações tecnológicas, às mudanças
nos hábitos de uso de meios de pagamento e às necessidades de pessoas,
de empresas, dos participantes e de entes governamentais. Com o passar
do tempo e o desenvolvimento de soluções de pagamento a partir do
compartilhamento de dados bancários, houve uma convergência entre o Pix e
o Open Finance que trouxe mais funcionalidades e mais comodidade para os
usuários. O sistema financeiro do futuro agrega também os ativos tokenizados
a esse universo, combinando dados, liquidação em tempo real e representação
digital de bens e moedas e permitindo o controle das finanças em um único
ambiente integrado, com transações inteligentes e automáticas.
Nesse contexto, sustentado pelo mesmo espírito colaborativo e inovador
que marcou sua criação, há um planejamento de curto, médio e longo prazo
voltado à ampliação dos casos de uso do Pix, ao aprimoramento contínuo da
experiência dos usuários e ao seu fortalecimento nos aspectos operacional,
regulamentar e de segurança. Esse planejamento envolve não apenas a
expansão das funcionalidades e dos produtos, mas também a evolução
permanente da infraestrutura que sustenta o Pix, assegurando elevados
padrões de confiabilidade, de resiliência e de segurança. O futuro do Pix,
portanto, representa a continuidade de um projeto que transformou a forma
como o país paga, recebe e se relaciona com serviços financeiros, ancorado em
governança robusta, diálogo permanente com a sociedade e foco em objetivos
públicos. Nesse sentido, o Fórum Pix segue exercendo um papel fundamental
na construção do ecossistema de forma colaborativa e transparente, levando
sempre em consideração as contribuições dos diversos entes que participam
dessa construção.
3.1 Agenda de novos produtos e funcionalidades
A agenda evolutiva do Pix reúne iniciativas em diferentes estágios de
maturidade. Os temas apresentados, a seguir, abrangem ações em
implementação ou em fase avançada de desenvolvimento, além de frentes
em estudo e de direções estratégicas de horizonte mais longo, que orientam
sua evolução futura. A agenda evolutiva do Pix não se restringe aos projetos
detalhados nesta seção. Outros itens também fazem parte da agenda, mas
eles não estão detalhados por estarem em um nível menor de maturidade
de discussão. À medida em que as discussões se intensifiquem, outros itens
poderão ser incluídos na agenda evolutiva e ser detalhados em edições futuras
deste relatório de gestão. Além dos produtos cujas regras são definidas
e padronizadas pelo BC, as instituições participantes têm liberdade para
desenvolver novas soluções para seus clientes utilizando a infraestrutura
construída e operada pelo BC, o que incentiva a inovação e a competição na
prestação do serviço de pagamento.
3.1.1 Expansão dos casos de uso e da experiência dos usuários
Cobrança híbrida
A Resolução BCB 443, de 12 de dezembro de 2024
22
, autorizou a apresentação
do boleto de forma a possibilitar o seu pagamento por intermédio de outros
arranjos autorizados ou operados pelo BC, como o Pix. Nesse contexto, o
BC avança na regulamentação da cobrança híbrida do ponto de vista do
Regulamento do Pix para padronizar a experiência, já disponibilizada pelo
mercado, que permite que uma cobrança seja paga por boleto, usando
o código de barras, ou por Pix, usando o QR Code, a partir de um único
documento, físico ou eletrônico. A iniciativa amplia a flexibilidade para os
usuários pagadores e aumenta a eficiência do processo de cobrança dos
usuários recebedores.
Para viabilizar essa funcionalidade, o BC atua na definição dos requisitos
regulamentares e técnicos necessários para a adequada operacionalização
da cobrança híbrida, com foco na definição clara das responsabilidades entre
os agentes envolvidos e na preservação dos padrões de confiabilidade e de
experiência do usuário do Pix.
Pix por aproximação em ambiente off-line
Dando continuidade à expansão do Pix por aproximação, o BC avalia a
incorporação de um modelo que permita a iniciação de transações Pix sem
a necessidade de conexão à internet por parte do usuário pagador. Essa
evolução tem potencial para ampliar ainda mais o alcance do Pix, atendendo
usuários em contextos de conectividade limitada e viabilizando novos casos
de uso, sempre observados os requisitos de segurança e de confiabilidade.
Por meio dessa solução, espera-se que transações Pix possam ser iniciadas
por meio de qualquer dispositivo com tecnologia NFC, o que inclui, além
dos próprios telefones celulares, cartões de plástico, tags e wearables, como
relógios e pulseiras. Eventualmente, soluções que usem cartões com chip
também poderão ser desenvolvidas. Criar novas formas de iniciar transações
ataca um dos principais obstáculos identificados para ampliar o acesso do Pix
para a população brasileira, principalmente para a parcela com dificuldades de
conectividade e com menor educação digital.
22 Disponível em Resolução BCB 443, de 12 de dezembro de 2024.
FIGUR A 3 – Relatório da pesquisa
Obrasileiro eos
hábitos de usode
meios de pagamento
FoconousodoPix
Pesquis a
2023
24
APRESENTAÇ ÃO
SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
Aprimoramentos do Pix Automático
Uma das ações relevantes no contexto do aprimoramento dos produtos diz
respeito à inclusão das contas salário como iniciadoras de operações do Pix
Automático. Após a Resolução BCB 505, de 25 de setembro de 2025
23
, prever a
adoção do Pix Automático em substituição ao débito em conta para transações
interbancárias, o BC passou a estudar as alterações no Regulamento do Pix e
os ajustes operacionais necessários para a operacionalização dessa medida.
Além disso, avalia-se a introdução de um novo conjunto de funcionalidades
voltadas à ampliação da flexibilidade e à melhoria da experiência dos usuários
pagadores, como a possibilidade de pagamento parcial da cobrança e o
estabelecimento de novas regras para a alteração da recorrência. Estuda-se,
ainda, o uso do Pix Automático em situações em que não há uma periodicidade
previamente definida. Busca-se também criar soluções que permitam a
portabilidade de autorizações entre instituições, tanto do ponto de vista do
usuário pagador quanto do usuário recebedor.
A evolução dessas funcionalidades requer, de forma concomitante, o
fortalecimento contínuo da infraestrutura do Pix, de modo a assegurar que
as inovações regulatórias e operacionais sejam sustentadas por uma base
robusta e preparada para o crescimento do volume transacional.
3.1.2 Governança do ecossistema e uso responsável do Pix
Intermediação de pagamentos no ecossistema Pix
Apesar de o Pix ter sido criado para possibilitar a transferência de recursos
entre contas de usuários finais envolvidos na transação, alguns modelos de
negócio incluem a atuação de um agente intermediário, convencionalmente
chamados de intermediários de pagamentos no Pix. Esse agente recebe e
processa pagamentos em conta própria, mas em nome de um destinatário
final. Esse modelo de negócio é, em alguns casos, utilizado por fraudadores,
pois o recebedor final não é identificado, inviabilizando o uso do MED.
A crescente participação de intermediários nas cadeias de pagamento exige o
aperfeiçoamento do arcabouço de regras, com vistas a reforçar a transparência,
a rastreabilidade das operações, a visibilidade dos beneficiários finais dos
recursos e as responsabilidades dos agentes envolvidos. Adicionalmente,
modelos em que os intermediários fazem parte do fluxo financeiro da
transação, retendo recursos do beneficiário final, introduzem risco de crédito
desses intermediários, sem garantias de recebimento pelo beneficiário final
em caso de falhas.
23 Disponível em Resolução BCB 505, de 25 de setembro de 2025.
A evolução das regras associadas a esse tema busca fortalecer a governança
das estruturas que intermedeiam transações, reduzindo riscos operacionais, de
crédito e de integridade, inclusive no que se refere à prevenção a fraudes e à
lavagem de dinheiro. O BC vem trabalhando em aperfeiçoamentos de regras
e operacionais direcionados à atuação de modelos de negócio baseados na
intermediação de pagamentos no Pix, tais como marketplaces e agentes de
coleta, para assegurar a transparência das transações e a rastreabilidade dos
recursos transferidos da origem ao destino, mitigar o risco de crédito e esclarecer
as responsabilidades dos agentes envolvidos em todo o fluxo financeiro.
Uso do campo de mensagens nas transações Pix
A evolução do Pix também envolve medidas relacionadas ao seu uso responsável.
Nesse contexto, o BC colocou em pauta a discussão sobre a utilização indevida
do campo de descrição das transações. Originalmente concebido para que o
pagador registre informações objetivas sobre o pagamento, esse campo tem
sido utilizado, em algumas situações, para fins alheios ao propósito original,
como veículo para mensagens ofensivas, intimidatórias ou ameaçadoras,
frequentemente associadas a transferências de valor irrisório.
Diante desse cenário, o BC instituiu, em 2026, um grupo de trabalho no
âmbito do Fórum Pix com a participação de associações representativas do
ecossistema, com o objetivo de discutir alternativas e encaminhamentos
voltados à preservação da integridade do instrumento e da boa experiência
dos usuários, sem comprometer as características essenciais do Pix. Com base
nas conclusões desse trabalho, o BC avaliará e instituirá, se julgar necessário, as
medidas regulamentares adequadas para coibir o uso inadequado do campo
de mensagens.
3.1.3 Integração do Pix com outros serviços financeiros
Split tributário nas transações Pix
Em decorrência da aprovação da reforma tributária que instituiu o chamado “split
tributário”, a agenda evolutiva do Pix passou a incorporar o desenvolvimento
dessa medida a partir de 2025, com foco na ampliação da transparência para
os usuários pagadores quanto à composição dos valores pagos em tributos
e na simplificação do recolhimento desses valores pelos recebedores. A
implementação do split viabilizará a retenção automática de tributos incidentes
sobre transações elegíveis a partir da integração de informações estruturadas
entre os participantes da cadeia de pagamentos e os agentes tributários.
O BC acompanha e avalia os ajustes nas regras de funcionamento do Pix e na
sua infraestrutura que serão necessários para viabilizar essa funcionalidade,
observando sua aderência aos princípios do Pix e a preservação de uma
experiência simples, transparente e segura para os usuários.
Duplicatas escriturais no âmbito do Pix
Entre as iniciativas da agenda evolutiva, destaca-se o desenvolvimento de
soluções voltadas à ampliação dos casos de uso do Pix e a sua integração
com outros serviços financeiros, inclusive em contextos relacionados a
transações comerciais a prazo. Nesse contexto, a emissão de duplicatas com a
possibilidade de pagamento via QR Code do Pix poderá acelerar e modernizar
a liquidação das duplicatas escriturais, trazendo mais flexibilidade ao pagador,
agregando liquidez imediata, conciliação automática em tempo real, redução
de custos bancários e maior segurança jurídica ao ecossistema de crédito B2B,
sem perder a rastreabilidade do registro digital.
Espera-se que esse desenvolvimento contribua para a redução de fricções
operacionais, o aprimoramento da gestão financeira dos agentes econômicos e
a criação de condições mais favoráveis à integração entre pagamentos, gestão
de recebíveis e demais serviços financeiros. Assim, a iniciativa reforça o papel
do Pix como uma infraestrutura em contínua evolução, apta a suportar novos
modelos de negócio e a ampliar os benefícios gerados tanto para os usuários
finais quanto para os participantes. Além disso, representa uma inovação
importante no âmbito do Pix por ser a primeira vez em que há vínculo do meio
de pagamento com um ativo financeiro e por garantir que o crédito será feito
em benefício do detentor final do crédito, que porventura tenha sido objeto
de negociação após a emissão da duplicata.
Pix como instrumento de apoio ao crédito
No que se refere à integração do Pix ao mercado de crédito, destaca-se o
desenvolvimento de solução que permita a utilização de fluxos futuros de
Pix como garantia em operações de crédito. A iniciativa busca viabilizar que
informações e fluxos originados no ecossistema do Pix possam ser utilizados
como suporte a operações de financiamento da atividade econômica.
Como resultado esperado, a solução pode contribuir para a melhoria da
qualidade das garantias e para a redução do custo do crédito, especialmente
para empresas com forte uso do Pix. Dessa forma, reforça seu papel como
elemento integrador entre pagamentos e outros serviços financeiros,
ampliando seu potencial de geração de eficiência e de inovação para o SFN.
Além disso, o BC acompanha e monitora as soluções desenvolvidas pelos
agentes privados para ofertar operações de crédito durante a jornada
de iniciação de uma transação, permitindo que seus clientes parcelem
pagamentos e transferências por meio do Pix. O BC também monitora como
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SUMÁRIO
EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
as instituições participantes fazem a cobrança das parcelas das operações de
crédito contratadas e poderá atuar em relação ao tema como consequência
de seu acompanhamento e monitoramento das soluções desenvolvidas pelos
agentes privados.
3.1.4 Inserção internacional do Pix
No rol de ações voltadas à ampliação dos casos de uso do Pix, o BC acompanha
os diversos modelos de transações transfronteiriças que vêm sendo
implementados pelos agentes privados, em parceria com instituições de outras
jurisdições, que já estão viabilizando o uso do Pix por brasileiros em outros
países e o uso do Pix no Brasil por não residentes a partir dos aplicativos de
instituições estrangeiras.
Além do monitoramento desses modelos, o BC avalia a interligação do Pix com
sistemas de pagamentos instantâneos de outras jurisdições. Estão em discussão
tanto interligações bilaterais como a participação em hubs multilaterais.
Essas interligações permitiriam a realização de remessas internacionais e de
transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em
poucos segundos. A interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem
o potencial de diminuir as tarifas, aumentar a velocidade, ampliar o acesso e
melhorar a transparência de transações transfronteiriças.
3.2 Agenda de segurança
A agenda evolutiva relacionada à segurança do Pix merece destaque. Diversas
ações estão previstas para aperfeiçoar as funcionalidades existentes, facilitar
a atuação das instituições participantes do Pix e, principalmente, prevenir
a efetividade de fraudes e golpes. Além disso, o BC está atuando para
garantir que as instituições participantes do Pix implementem mecanismos
e procedimentos robustos de gerenciamento de riscos e prevenção à fraude,
sob pena de serem excluídas do ecossistema. Nesse sentido, destacam-se
nesta seção algumas medidas em desenvolvimento e em fase de discussão. É
importante ressaltar que a agenda de segurança do Pix é permanente e está
sujeita à incorporação de novos itens.
Critérios objetivos mínimos para a definição de fraude
O BC tem a intenção de estabelecer critérios objetivos mínimos para a definição
de transações com suspeita de fraude e de transações com fundada suspeita
de fraude. O Regulamento do Pix traz diversas obrigações às instituições
participantes em situações de fundada suspeita de fraude, como a obrigação
de rejeitar transações e de aceitar uma notificação de infração contra um
usuário; e em situações de suspeita de fraude, como a obrigação de bloquear
cautelarmente recursos na conta do usuário recebedor ou utilizar o limite
máximo diferenciado de tempo para autorizar uma transação.
Atualmente, esses critérios ficam a cargo das políticas de cada instituição.
Isso gera comportamentos heterogêneos e permite que diversas transações
que deveriam ter tratamento diferenciado, como transações de elevado valor
durante horário não comercial, sejam autorizadas sem uma avaliação mais
cuidadosa, o que eleva o risco de concretização de fraudes e de golpes. Para
tratar esse problema, pretende-se avaliar a definição de critérios objetivos
mínimos para a identificação de transações com fundada suspeita de fraude e
com suspeita de fraude, de forma a reduzir a subjetividade e a heterogeneidade
das avaliações pelas instituições participantes e, assim, diminuir o risco de
autorização de transações fraudulentas.
Desenvolvimento de indicador de probabilidade de fraude no Pix
A medida visa, com base em informações que o BC detém acerca das marcações
de fraudes em transações Pix e de todas as transações realizadas, desenvolver
um indicador que aponte a probabilidade de uma transação ser fraudulenta.
Esse indicador, a ser calculado de forma centralizada pelo BC em tempo real para
todas as transações, será construído com base em modelo de machine learning
e deverá ser disponibilizado às instituições participantes para alimentarem
os seus sistemas antifraude. Continuará sendo responsabilidade de cada
instituição decidir pela autorização ou pela rejeição de cada transação. Ao
BC continuará cabendo o papel, como acontece atualmente, de compartilhar
informações para servir de insumo para a decisão das instituições participantes.
O desenvolvimento do indicador não implica necessariamente que ele será
disponibilizado para as instituições participantes. A disponibilização vai
depender da confiança do BC no ajuste do modelo e de avaliação jurídica sobre
a possibilidade de compartilhamento desse tipo de informação.
Aprimoramentos no bloqueio cautelar
Essa ação visa aprimorar o fluxo de informações entre o participante do
usuário recebedor, que efetivou o bloqueio cautelar, e o participante do
usuário pagador, que iniciou a transação. A criação de um fluxo direto e
automatizado entre as instituições permitirá a troca fluida e tempestiva de
informações, o que irá facilitar a avaliação sobre a transação, de forma a
aumentar a assertividade na detecção de fraudes.
Ampliação do rol de medidas cautelares
Quando instituições participantes do Pix colocam em risco o regular funcionamento
do arranjo de pagamentos, o BC pode aplicar suspensão cautelar a essas instituições,
que ficam sem acesso à infraestrutura do Pix. Porém, o rito procedimental para
aplicação da suspensão cautelar não é sempre tempestivo e a suspensão possui
efeitos demasiadamente gravosos sobre as instituições participantes. A despeito
dessas caraterísticas, foi observado o uso crescente desse mecanismo em
participantes com procedimentos precários como forma de aprimorar a segurança
do ecossistema.
Todavia, entende-se que é necessário ampliar o rol de medidas cautelares
no âmbito do Pix que sejam mais brandas e que possam ser aplicadas de
forma mais tempestiva. Entre as novas medidas cautelares que poderão ser
implementadas, destacam-se a restrição de cadastro de novas chaves Pix, a
restrição de acesso ao DICT, a imposição de limites de valor para transações e
a restrição de horários para o envio e o recebimento de transações.
Alerta de golpe
O alerta de golpe é uma funcionalidade já utilizada por algumas instituições
participantes do Pix para alertar seus clientes de possíveis fraudes no
momento da iniciação da transação de acordo com critérios identificados
como suspeitos pela própria instituição. O BC está discutindo com o
mercado, no âmbito do Fórum Pix, como padronizar essa experiência,
visando tornar essa padronização obrigatória por meio da definição de
critérios mínimos para emissão desses alertas e da forma como devem ser
enviados para os clientes.
Criação de novos fluxos na gestão de chaves Pix
Atualmente, a gestão de chaves Pix, como a criação, a alteração de informações
e a exclusão, é feita exclusivamente pelas instituições participantes. O BC é
responsável pelo provimento da infraestrutura e pela operacionalização dos
comandos recebidos. Como as ações relacionadas às chaves nem sempre são
executadas tempestivamente, o BC detectou a necessidade de criar novos
fluxos para poder atuar de forma mais ativa no bloqueio e na exclusão de
chaves com algum tipo de problema, sejam relacionados ao uso de chaves
para cometimento de golpes, fraudes e crimes, como estelionatos, sejam
relacionados à conformidade entre as informações vinculadas às chaves Pix e
às bases de CPF e de CNPJ da Receita Federal do Brasil.
Aprimoramentos em processos relacionados ao DICT
O DICT armazena as informações de nome e de CPF ou de CNPJ vinculados
às chaves Pix registradas. As instituições participantes devem garantir que
essas informações estejam em conformidade com as informações registradas
nas bases de CPF e de CNPJ da Receita Federal do Brasil. Como uma segunda
linha de defesa, o BC irá desenvolver uma solução para garantir que todas as
novas chaves registradas estejam com as informações constantes nas bases
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APRESENTAÇ ÃO
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EVOLUÇ ÃO
NÚMEROS
FUTURO
da Receita Federal do Brasil. A intenção é que chaves que não estejam em
conformidade sejam bloqueadas até que as informações vinculadas às chaves
sejam corrigidas.
Outra ação prevista é o aprimoramento na tipologia de fraudes do DICT. Essa
medida prevê o refinamento da taxonomia de fraudes atualmente existente,
de forma a assegurar a relevância, a abrangência e o detalhamento adequado
face à constante inovação de fraudes e de golpes digitais. Busca-se, dessa
forma, subsidiar os mecanismos antifraude das instituições participantes
com informações mais detalhadas sobre as fraudes ocorridas no âmbito
do Pix, além de guiar a atuação do BC, tanto no monitoramento quanto no
desenvolvimento de soluções para resolver fraudes e golpes específicos que
estejam causando maiores danos à população.
Inclusão dos iniciadores de transação de pagamento no MED
As transações Pix realizadas por meio da iniciação de transação de pagamento
cresceram significativamente em 2025 e tendem a continuar crescendo com
a consolidação das soluções desenvolvidas no âmbito do Open Finance.
Atualmente, as instituições que prestam serviço de iniciação de transação
de pagamento não estão integradas ao MED. Isso dificulta o acionamento
do mecanismo nas transações em que os iniciadores estejam envolvidos,
além de restringir a capacidade de o BC monitorar a ocorrência de fraudes
nessas transações. Por isso, o BC irá desenvolver uma solução para incluir os
iniciadores no MED.
3.3 Visão de futuro
Além do aprimoramento dos produtos já disponíveis, novas funcionalidades
e novos produtos serão agregados nos próximos anos, promovendo a
evolução contínua e permanente do Pix de forma a atender cada vez
melhor às necessidades de pagamento de pessoas, de empresas e de entes
governamentais. O objetivo do aprimoramento evolutivo é ampliar os casos
de uso atendidos pelo Pix e alavancar ainda mais o seu uso, uma vez que o Pix
foi criado para permitir ampla diversidade de casos de uso.
O futuro do Pix está ancorado na consolidação de uma Infraestrutura
Pública Digital que sirva como base para o desenvolvimento de diversidade
de modelos de negócio. Ele é um meio de pagamento multipropósito, com
potencial de universalidade, capaz de atender a transferências e a pagamentos
de diferentes naturezas, valores e contextos. À medida que desafios
tecnológicos, regulatórios e comportamentais são superados, abre-se espaço
para que usuários e empresas explorem de forma mais criativa e eficiente as
possibilidades oferecidas pelo Pix.
Nesse processo, o BC segue atuando como coordenador e indutor do
ecossistema, promovendo inovação, competição e inclusão financeira, ao
mesmo tempo em que preserva a estabilidade e a segurança do sistema de
pagamentos. A evolução do Pix reflete, assim, um esforço contínuo e coletivo,
orientado por objetivos públicos e pela busca permanente por soluções
que ampliem a eficiência do mercado de pagamentos e gerem valor para a
sociedade brasileira.
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