Da estratégia à execução: casos reais de financiamento da transição
Sumário Regulatório
Conhecemos casos reais de financiamento da transição sustentável com:
- Fabiana Costa, superintendente de Sustentabilidade do Bradesco / C.A.S.E
- Nabil Kadri, Superintendente de Meio Ambiente e Gestão do Fundo Amazônia do BNDES
- Fátima Lima, Diretora de Sustentabilidade da Mapfre
- Fabiana Silva, Head de ESG do Banco ABC do Brasil
- Fabio Guido, Superintendente de Sustentabilidade do Itaú / C.A.S.E
O painel fez parte do II Fórum de Finanças Sustentáveis, promovido por Anbima, CNseg e Febraban durante a semana do clima de São Paulo, em 5 de agosto de 2026. O evento consolidou um espaço de diálogo estratégico entre o setor financeiro e a economia real, com foco na viabilização do financiamento da transição climática no Brasil.
Transcrição e Conteúdo
E acho que agora nada melhor do que um painel com representantes do setor financeiro para falar um pouquinho dessa implementação na prática, trazer a visão, trazer a visão do setor também sobre essa implementação. Vou só aguardar aqui o pessoal finalizar as fotos. Então, para dar continuidade ao nosso evento, como eu comentava, nada melhor do que ouvir o setor financeiro falando sobre a implementa...
E acho que agora nada melhor do que um painel com representantes do setor financeiro para falar um pouquinho dessa implementação na prática, trazer a visão, trazer a visão do setor também sobre essa implementação. Vou só aguardar aqui o pessoal finalizar as fotos. Então, para dar continuidade ao nosso evento, como eu comentava, nada melhor do que ouvir o setor financeiro falando sobre a implementação na prática também. Então, eu convido meu querido Fábio Guido, superintendente de sustentabilidade do Banco Itaú, para moderar esse painel. Implementação na prática da estratégia à execução, casos reais de financiamento. E para compor a mesa junto com Fábio, eu convido Fabiana Costa, superintendente de sustentabilidade do Banco Bradesco. Obrigada, Fabi. Fabiana Silva, Red de SG do Banco ABC. Fátima Lima, diretora de sustentabilidade da MAFRE. >> [aplausos] >> Inabil Cadre, superintendente de meio ambiente e gestão do Fundo Amazônia do BNDS. Obrigada. [aplausos] Bom painel, pessoal. >> Obrigado, Cíntia. Bom dia, pessoal. Eu sou Fábio Guido, superintendente de sustentabilidade do Itaú. Sou um homem branco, tô usando uma calça cinza, um blazer preto e uma camiseta preta com os nossos pilares de sustentabilidade, que é eh a transição climática, a o desenvolvimento e as finanças sustentáveis e diversidade e inclusão. Muito bom táar aqui nesse fórum. A gente passou por vários temas falando sobre regulação. Ouvimos a CNSEG, a febrabanhabima falando que a gente não faz isso sozinho. Eh, a taxonomia entrou aqui como uma das peças importantes que a gente vai trazer alinhamento. E eu queria dizer para vocês, não sei se vocês já sabem sobre isso, que a transição climática que a gente tanto almeja não será feita pelos compromissos que já estão em eh assumidos por aí. Também não será feita por novos compromissos. nem por novas parcerias. Ela será feita exatamente pelos projetos que a gente conseguir tirar do papel. E é por isso que a gente tá com esse painel especialíssimo com pessoas que atuam na economia financeira, que estão ajudando a economia real a fazer os seus a os seus projetos, a a fazer os seus financiamentos e entendendo quais são os tipos de capital que a gente precisa para cada fase desses financiamentos. E para isso eu queria ouvir um pouquinho essa turma, entender um pouco mais sobre como é que esses bancos estão trabalhando nessa agenda. Vou começar com as Fabis aqui, Fabi do ABC, Fabi do Bradesco, eh, com uma pergunta que é: "Tá bom, dado tudo isso que a gente ouviu, a gente falou de regulação, a gente falou de taxonomia, framework e reconhecimento internacional, tem a indústria de seguros na ponta, quais são os gargalos que estão impedindo o financiamento desses projetos? É capital? É falta de estrutura, é falta de bom projeto. Como é que vocês estão vindo isso, Fabi, do ABC? Vamos lá. >> Vamos, primeiramente, bom dia. É um prazer estar aqui compartilhando esse painel com e para referências do mercado. Obrigada, Teniseg, Febraban, Bima, pelo convite, Pubo, Fábio, enfim. Eh, vamos lá. Eu acho que não é um gargalo apenas, né? Eu acho que todos os mencionados eles se complementam, né, dependendo do momento do projeto, dependendo do estágio do projeto. Existem e projetos que t um mérito ambiental excelente, mas falta maturidade técnica, às vezes financeira, de governança, outros que têm uma tese econômica maravilhosa, mas, né, que que falta, né, uma análise de risco mais detalhada, né, para que a gente analise a viabilidade do lado de bancos. Então, nesse sentido, eu acho que o setor financeiro tem um papel fundamental, não apenas, né, de financiar o projeto, mas mais do que isso, de ser extremamente técnico e trazer pro cliente quais são os riscos e quais são as oportunidades relacionadas que garantam a viabilidade financeira desse projeto. E nesse sentido, essa tem sido a nossa estratégia, né? Aproveitar o relacionamento, a proximidade com os nossos clientes, a para a partir dessa demanda oferecer soluções que viabilizem os projetos apresentados. Existem desafios técnicos, né, de dados, né, de estratégia, ah, de planos de descarbonização. Às vezes, com esse desafio superado, assim, um desafio ah financeiro, né, eu acho que cabe a nós também direcionar qual que é a melhor estrutura, é o acesso ao mercado de capitais. Eu particularmente acredito muito no mercado de capitais como viabilizador, né, dessa agenda de transição, mas temos também, né, as linhas direcionadas do BNDS, então Fundo Clima, F de Energia, Finome, baixo carbono, o próprio, né, Ecoinveste, né, essa, eu acho que essa estrutura, essa arquitetura financeira é uma é uma arquitetura que tem se mostrado, né, bastante importante até mesmo pela atração de de fã também internacional, que é importantíssima. Enfim, eu acho que não dá para escolher, né, entre qual gargalho é importante de fato, né, que tanto projeto, custo e capital se conversem para que a gente possa viabilizar essa agenda e escalar. >> Bom dia a todos e todas. Prazer participar aqui desse painel de pessoas queridas, de amigos. Gostaria também de parabenizar aí o Itaú por mais uma semana do clima. O Itaú tem junto com o Cubo tem sido protagonista dentro dessa agenda aí ao longo dos anos e aí dado esse momento super importante da gente setorialmente tá demonstrando o que nós estamos fazendo dentro dessa agenda de finanças sustentáveis. Eu acho que a sua pergunta foi excelente até depois, né, dos painéis que nós ouvimos. Acho que gargalos eles são muitos, mas a gente tá falando de uma agenda de desenvolvimento e uma agenda que ela não é trivial. Acho que dentro da nossa experiência no setor financeiro, a gente tem visto que cada vez é menos sobre produtos de prateleira e mais sobre jornadas dos clientes. E eu acho que ao longo desses últimos anos a gente também tem evoluído muito sobre a importância de conectar o nosso tema à economia real, né? Eu acho que a Natalie trouxe muito isso. A sustentabilidade não pode ser uma agenda de custo, mas uma agenda de oportunidade, de desenvolvimento de core business. Então, quando a gente pensa em gargalo, isso não pode ser algo que vá trazer cada vez mais um custo de observância, um custo ali pra empresa, mas uma agenda que vai apoiá-la a destravar a sua estratégia de atuação. Eu acho que o principal, assim, primeiro passo de tudo isso é levar de forma muito adequada para cada setor que você vai conversar. Então, no Bradesco a gente é um banco presente em todo o Brasil, com diferentes níveis de clientes e com uma preocupação de atuação macro, né? Então, como que a gente atende todos esses diferentes perfis numa agenda de finanças sustentáveis? E o que a gente tem feito ao longo desses últimos anos é trabalhar muito próximo aos clientes, com bastante engajamento, capacitação e também capacitando e engajando os nossos times comerciais, porque não é uma agenda trivial. Falar de sustentabilidade não é simples. Falar de sustentabilidade para um CFOL não necessariamente é o dia a dia deles e é muitas vezes quem tá tomando a decisão, quem tá fazendo ali todas essas demandas de operação. Então acho que um primeiro passo para que a gente sane esse gargalo é ter clareza nas informações e levar isso de forma desmistificar o conceito, desburocratizar-lhe o que é sustentabilidade e como isso tá conectado ao que a empresa tá fazendo. Eu acho que um outro formato é entender a real necessidade do cliente. Para que que ela precisa do funding, né? Então, a empresa ela precisa do funding para melhorar a eficiência, para acessar outros mercados, para trazer ali novos produtos e serviços. Então, qual que é a melhor linha? Ou muitas vezes não é nenhuma linha, é um advisory daquilo que ela precisa. e a gente trabalhar de forma muito articulada entre os times de sustentabilidade, crédito, riscos, né, e e os produteiros, porque é isso, assim, a gente tá falando de uma agenda em constante transformação. Ao longo dos últimos anos, a gente passou aí por um uma grande alavanca, assim de várias coisas que aconteceram, de novos produtos, novos serviços, novas demandas, novos instrumentos financeiros. Então, acho que os gargalos foram surgindo muito porque muitas vezes não olhava ali a real, a economia real de fato, né? Então acho que a medida que a gente consiga ter essa clareza, isso facilita e acho que dados, gente, é essencial para essa agenda. E dados qualificáveis. Quando a gente tá falando de uma operação estruturada, de uma operação ISD, a gente tá falando de uma operação que ela precisa de fato comprovar seus Kipi, suas métricas, qual que é a agenda de desenvolvimento que ela tá promovendo. E a gente tem uma carência de dados, né? Eu achei legal que no painel de regulador, é, isso ficou muito forte e tinha uma pessoa do meu lado falou assim: "Nossa, mas ainda é inventário, né?" Daí eu falei: "Pois é, muitas empresas não t o passo um, que é o inventário de gás de efeito estufa, né? Então a gente tá falando ali de reporte, de sustentabilidade, mas a gente tem empresas no Brasil que não tem o primeiro passo, que são seus inventários. Muitas empresas aqui não sabem qual que é a sua contabilidade de carbono. Então, como nós, o setor financeiro, vai conseguir fazer esses portes super comparáveis, qualificados, se a economia real de fato também não se movimentar. Então, a importância de trabalhar esse ecossistema, de trabalhar de forma unificada e apoiar as empresas, os clientes nessa jornada, ela é essencial. A gente tá falando aqui de uma agenda de desenvolvimento econômico. Acho que esse grupo aqui de bancos tem se unido muito junto a Febraban para que a gente trabalhe isso de forma padronizada. Então, eu não tenho nenhuma ambição de ter os inventários das empresas só no Bradesco. A gente tem feito essa jornada de dados de emissões desde 2019. Tudo que a gente aprendeu ao longo dessa jornada, a gente tá levando de forma muito colaborativa pros outros bancos, paraa Febraban, porque isso tem que ser uma agenda de mercado, uma agenda de Brasil. E como a gente pode ajudar realmente as empresas a terem esses dados quantitativos, ter a sustentabilidade como algo econômico e uma agenda de oportunidades. Não é uma agenda só de riscos, é uma agenda de muita oportunidade, é uma agenda de abertura de mercado, é uma agenda que a gente vai atrair cada vez mais investimentos, mas eu acho que o principal gargalo é esse. a gente precisa sim desmistificar a sustentabilidade, mostrar que é um fator econômico, contribui com o desenvolvimento sustentável e que as empresas utilizam a sustentabilidade com uma alavanca de negócios, com um olhar de oportunidade para levar o Brasil cada vez mais como protagonista nessa agenda. >> E a eficiência, né, Fabi, acho que essa é a mensagem também, não é uma requisição por mais uma requisição, não é gerar mais um dado que a empresa vai ter que administrar. a gente tá falando da sua própria governança, então, eh, colaboração, dados, que o painel da Enel trouxe super bem aqui essa conversa também. A gente precisa dos dados, mas a gente precisa também usar os dados. Eu tenho visto também muitas avaliações eh sendo colocadas que não estão sendo usadas. Então você tem um relatório de serviços ecossistêmicos, de impacto, de geração eh eh de risco por unidade federativa, mas isso não é usado na tomada de decisão. E além dos dados, a gente também precisa de exemplos, né? Então a gente tem aqui na B do BNDS, a gente tem a Fátima da seguradora da MAFRE. E eu queria que eles trouxessem paraa gente agora um exemplo de como esses temas de transição climática, sustentabilidade, já estão sendo usados para gerar oportunidades de negócios que sejam boas para o país e boas para as companhias também. >> Obrigada. Obrigada pela pergunta. Bom, quero agradecer, né, primeiro aos organizadores aqui, Febraban, CSEG, AmbIM, enfim, todos. Acho que não faz muito tempo que o setor de seguros não era incluído, né, nas discussões aqui, né, do setor financeiro. Acho que isso é fundamental, né? O setor de seguros, ele vem ganhando protagonismo nessa agenda de transição climática e, enfim, sem seguro não há projetos, né? O seguro é um grande habilitador de projetos, né? redução de risco. Então, eh, CISEC tem feito aqui um trabalho excelente, incrível, né, de realmente eh integrar as questões ASG no modelo de negócio. O órgão regulador também foi um grande incentivador, né, para que o setor de seguros pudesse olhar com mais claridade, né, as oportunidades de negócio decorrentes da transição climática, como que as seguradoras vem integrando de fato, né, os riscos e, enfim, levando para dentro de casa isso como uma grande oportunidade de desenvolver soluções que possam aí eh resolver, solucionar essas demandas e problemas socioambient entais que a gente vem vem vem passando. Enfim, a transição climática, ela é sim um vetor enorme, né, de geração de valor, tá? Eu acho que não só aí o setor de seguros, mas eh os demais setores econômicos já vem enxergando a transição climática eh como um gerador de grande negócio, grandes negócios, quando identificam novos clientes, enfim, potenciais de crescimento também eh diferentes, enfim, já começam a enxergar também fontes de crescimento, né, diferentes. Bom, a agricultura de baixo carbono, né, as soluções baseadas na natureza são exemplos claros aí, né, de como a transição eh climática já vem gerando valor econômico. Eu posso citar aqui para vocês um exemplo é claro da MAFRE, por exemplo, a MAFRE eh enxergou, né, que a floresta em pé gera valor e aí a gente lançou aqui um seguro de proteção para projetos de reflorestamento e restauração ambiental, que é o biosseguro, tá? eh especialmente para aqueles projetos voltados à geração de créditos de carbono, tá? E e a recuperação também de ecossistema. Então, o foco aqui é o ativo ambiental, né? E e isso tudo se falou muito aqui de relacionamento também com clientes, né? O biosseguro ele foi, enfim, fundamentalmente criado a partir de conversação com os nossos clientes, com as grandes empresas empresas, né, desse ecossistema eh ambiental. Então, a relação cliente seguradora é extremamente importante para que a gente possa criar soluções, né, inovadoras e viáveis para paraa transição climática. Bom, eh, a transição climática, como a gente sabe, né, e já foi citado aqui, muitas vezes, né, ela é vista apenas como um, enfim, um custo a mais ou obrigação regulatória, né? E na prática, como eu já falei, ela abre novos mercados, novas oportunidades de negócio. O biosseguro, né, criado pela MAFRE, que foi realmente uma atitude, uma ação que a gente adotou, ele mostra que quando a gente inova, né, para atender atividades alinhadas aí à bioeconomia, a preservação de ecossistemas, tá? a gente cria sim eh oportunidades de negócio e desenvolvimento econômico principalmente. Bom, para mim eh acho que esse é um dos exemplos mais claros de que a transição climática já vem gerando valor, né? E e é um exemplo aí concreto de como o seguro ele passa, né, a acelerar bem a transição climática, né, e a transformação, consim, a conservação ambiental num como um ativo econômico e gerando realmente a confiança aí do investidor e do financiador. >> Obrigado, Fátima Nabil. >> Fábio, primeiro agradecer mais uma vez ao Itaú na figura da Luciana que tá aqui, ao Mauri, na figura da Febraban. Cláudia CEG pelo convite do BNDS, tá aqui presente mais uma vez, né? O ano passado tive oportunidade de também estar aqui no Fórum de Finanças Sustentáveis para dividir um pouco do nosso trabalho, da nossa expectativa em relação ao tema, né? Tem um aspecto importante que eu queria dividir minha fala em duas. A primeira delas são os exemplos práticos. E aí falar do BNDS é interessante porque a gente, claro, financia projetos como uma instituição financeira eh convencional também financia projetos, mas o que nos diferencia bastante é a oportunidade de ter um olhar setorial que liga tanto a questão das políticas públicas, a regulação, quanto a atividade privada que tá sendo financiada. Então, a gente eh geralmente quando eh eh começa a trabalhar com o setor, a gente vai em todos os aspectos que tem algum tipo de ação que precisa ser feita. Então, a gente tem instrumentos de equity, temos instrumentos de crédito, temos instrumentos de garantia e, ao mesmo tempo a gente tem essa interface com as políticas públicas e o setor regulador. Então, o banco ele acaba eh favorecendo a criação de novos mercados na agenda verde até paraa entrada de outros parceiros do setor financeiro para atuar no segmento. É, o caso de florestas nativas e restauração, eu acho que ele vai ser um caso a ser bastante estudado daqui pra frente, até porque quando a gente começou a trabalhar de maneira mais intensa, eu diria, no tema em 2023, eh nós sempre dialogamos muito para ter cofinanciamento, não financiar sozinho. A gente faz muitas operações em cofinanciamento. E naquele momento a gente tinha poucas instituições com projetos em carteira sendo financiados com essa temática. E hoje, 3 anos depois a gente já vê, já vê, não, já temos contratos de cofinanciamento com seis outras instituições financeiras apoiando mais de 17 grandes projetos de investimento voltados para esse tema, que era uma carteira que era zero. É, ou seja, é quando a gente dá essa abordagem setorial, essa visão de setor e consegue trazer os atores, seja os implementadores, seja os agentes financeiros, mercado de capital, a gente percebe que a gente mobiliza. Isso tá acontecendo, deu o exemplo de florestas, mas isso tá acontecendo no eh eh combustível de aviação, que é o famoso SAF. Isso aconteceu com as eólicas, isso aconteceu com as solares. Ou seja, existe essa tradição do BNDS de ter um olhar setorial que movimenta os diversos atores. E a gente tem também essa trajetória de sempre eh olhar para esses setores portadores de futuro pro desenvolvimento nacional. Então, a gente acredita que a agenda de restauração florestal é uma agenda portadora de futuro, como a gente vê a agenda de combustível é sustentável de aviação como uma agenda portadora de futuro, com tecnologia, com renda, com eh encadeamentos industriais importantes. Por outro lado, eu pego um trecho da falhina da Fabi, é o dinamismo dessa agenda. Então assim, há muitos anos a gente trabalha, né, nesse nesse tema e o quanto que ele avança. Então não existe monotonia. Então, se a gente tá falando de mitigação, a gente tá falando de de eh desenvolvimento desses setores portadores de futuro. Mas a agenda já migrou pra agenda também da gente ter instrumentos de financiamento, de adaptação, porque os eventos climáticos extremos já estão acontecendo. a gente precisa ter cidades mais resilientes, empresas mais resilientes, projetos mais resilientes às interpeles climáticas, a agenda de transição e a gente tem que estar preparado para financiar essa trajetória de transformação para adaptação. E a gente já tá sendo atropelado pela agenda de perdas e danos, né? Então a gente vê o que aconteceu no Rio Grande do Sul, a gente vê o que aconteceu em Juiz de Fora. Então, às vezes eu fico meio nostálgico, lembrando assim no início da da minha carreira em finanças sustentáveis que a gente ainda tava discutindo criar o acordo de Paris, que nem existia o acordo de Paris e ali era o quê? Era mitigação, mitigação, mitigação. Hoje a gente tem que ter um uma agenda de produtos e soluções financeiras que dem conta da mitigação, da resiliência, da adaptação, da reconstrução e perdas e danos. Ou seja, a coisa só tá aumentando em vez da gente tá de fato, né, ter resolvido o problema. Se a gente tivesse resolvido o problema, a gente não teria com essa animação toda eh pela frente. Mas o BNDS tem tido a oportunidade de trazer exemplos, né, e inovações financeiras na gestão dos fundos, como Fundo Clima em parceria com as instituições privadas. De novo, a gente faz operações com o Bradesco, operações com o ABC, com o Itaú, com toda a rede financeira, com recursos do Fundo Clima, mas ao mesmo tempo também trazendo essa entendimento de qual é o problema naquele território, qual é o problema daquele setor e o que precisa ser desenvolvido. Para fechar o ciclo da minha fala, voltando à questão de florestas, para vocês terem uma ideia, quando a gente fala assim: "Não, então vamos desenvolver o setor, a gente precisa de um crédito barato". Geralmente é isso que olham quando pensam no BNDS, né? crédito barato. Só que não é só o custo do dinheiro que importa nesse caso. O que importa é você conseguir identificar os modelos de negócio e como que os instrumentos financeiros, os instrumentos, não, o instrumento se casam naquele modelo de negócio que tem uma carência mais longa, que tem um prazo de maturação diferente, que tem recebíveis que são novos. Os contratos de compra e venda de carbono, o quanto mais a gente ouvia era a questão da bancarização deles. A gente lançou para o Floresta Mais com contrato público de offtake de carbono para dizer: "Esse contrato aqui é bancarizável, a gente aceita ele como garantia". Todo mundo sabe. Foi. Eh, eh, mas é esse tipo de solução, esse tipo de solução pública que a gente acaba adotando para que inclusive todos os outros bancos possam usar de forma igual, né? Então é isso, para começar eu acho que já tem algumas pitadas aí de >> e a agenda de de adaptação veio para ficar, né? A gente tem ouvido muito falar eh sobre florestas. Ah, essa semana a gente teve com o Eduardo Assad, ele falou, trouxe pra gente que e a tecnologia mais importante paraa resiliência climática é plantar árvore. E isso é o que vai fazer a nossa economia continuar forte e olhando pra frente. E para ficar nesse tema de floresta, eu gostei muito do biuro aqui da da Mafre. Eu volto pra Fátima, queria que ela trouxesse pra gente assim, muitas vezes a gente pensa no seguro como um instrumento de proteção e somente para por aí, né? E ele pode ser um habilitador de novos negócios, ele pode ser um instrumento financeiro para que esses projetos sejam colocados de pé. Conta um pouquinho pra gente o que que vocês têm percebido por esse olhar. >> Eu acho que além dessa função, né, eh, do seguro de proteção financeira, eh, ele já começa a ser percebido como uma plataforma aí de gestão de risco, de desenvolvimento econômico social e também da própria geração de valor, né? Mas assim, a gente passa também por uma cultura de seguro também muito forte, né? Também já foi tratado aqui. Eu acho que a nossa função é de estreitar também essa brecha de proteção tanto social quanto ambiental, né? Olhando essa agenda de transição climática, é uma responsabilidade da seguradora, né? Levar também a educação financeira e seguradora pra sociedade como um todo, né? Isso eu também eh venho fazendo muito com os clientes da MAF. né, com as grandes empresas, olhando um pouco também o nosso próprio portfólio de produtos para entender se o que a gente tem hoje dentro de casa tá atendendo essas demandas sociais. Então, é uma e ambientais, obviamente. Então, assim, é uma troca, né? Hoje as empresas também começam a chamar a máfo, né? eh, se, né, o produto X ele pode ter algumas adequações frente, né, aos potenciais riscos crescentes que a gente já tá vivendo, né? Então acho que o seguro, né, também respondendo essa a sua pergunta, o seguro ele atua realmente como mecanismo de redução de risco, como habilitador de projeto, né, e fundamentalmente porque ele também destrava, né, o capital a partir do momento que você reduz o risco. Então, assim, muitos dos projetos de transição climática, como a gente já falou aqui, exige volumes inéditos também de investimento, né, energia renovável, eh, biocombustível, enfim, hidrogênio verde. Então, o desafio, né, eh, é que muitos desses projetos envolvem também tecnologias novas, riscos operacionais ou exposição, né, a eventos climáticos extremos e sem mecanismo de proteção, de gestão de risco adequado, né, a o capital ele tende realmente a ser mais caro ou simplesmente ele não chega no projeto, né? Então a gente também percebe muito isso. Então nesse contexto a gente percebe aí claramente que o seguro ele atua sim como um instrumento habilitador, gerador de confiança, né, pro investidor e pro financiador. Então enfim, reduz incerteza, melhora inclusive a previsibilidade, né, dos fluxos financeiros e aumenta também a confiança, como eu já falei, do investidor e também do financiador. Então, é particularmente relevante isso daí, porque os investidores eles eh tão cada vez mais preocupados, né, não apenas com retorno do ativo, mas também com a capacidade, né, de resistir a esses eventos climáticos extremos. Então, o seguro ele reduz o custo de capital e também fortalece aí a resiliência dos ativos financeiros. >> Muito bom. E e com esse evento, é um ninho se aproximando aqui forte, a gente vai precisar de muito seguro para garantir aí a nossa economia, né? Então estamos olhando para isso. Fabi do ABC, conta pra gente um exemplo de produto que vocês tenham apoiado aí na descarbonização de algum cliente ou alguma ação que vocês já estão desenvolvendo nessa linha? Claro, ao invés de trazer, né, um produto específico, Fábio, se você me permitir, eu queria falar um pouquinho da estratégia de negócio sustentáveis focado, né, em descarbonização da ABC Brasil. Eh, desde 2024 nós estruturamos uma mesa, ela já teve alguns nomes, agora eu gosto de chamar ela de mesa de soluções de descarbonização. E o objetivo é que ela seja um hub de soluções, de fato, mais um hub, né? Porque como a Fabi trouxe, essa agenda é extremamente colaborativa, né? o meu cliente potencialmente é o cliente do Bradesco, do Itaú, enfim, no caso da mesa, ela começa, né, ela acompanha todas as fases de maturidade do cliente na agenda. Então, desde, né, do apoio ao entendimento das suas emissões diretas e indiretas, de fato, o inventário ainda não é algo que está, né, a no dia a dia dos nossos clientes. Então, a gente tem procurado trazê-lo. Afinal de contas, a o inventário dos clientes impacta diretamente, né, as emissões dos nossos clientes impacta diretamente o nosso escopo três, nossa cadeia, né, nossas emissões financiadas, que é importantíssimo pra nossa descarbonização. E a partir desses dados, de novo, né, a falando um pouco do que a Fabi trouxe, dados é essencial, né, porque no final de do dia um mais um ser dois, né, até para que a gente possa defender essa agenda. E a partir disso a gente tem desenvolvido soluções que consigam, né, suprir a demanda do cliente e corroborar, né, com essa agenda de descarbonização. Vou citar aqui duas delas, né? Uma foi a CPR, a carbono compensado, que a gente lançou há alguns meses atrás, conectando, né, agenda do agro à agenda descarbonização. O ano passado também nós tivemos o CDC Carbono neutro, também muito focado na na no setor de transporte e logística. Eu não posso deixar, né, de citar e faz parte dessa mesa de soluções. Primeiro Ecoinvest, segundo, né, as linhas do BNDS, mas também o mercado de carbono, né, a gente tem atuado bastante no mercado de carbono voluntário, né, no mercado voluntário, nos preparando e preparando os nossos clientes pro mercado regulado. No mercado voluntário, a gente tem conectado, né, projetos de alta integridade, não só com investidores no Brasil, mas também com investidores ah internacionais. Enfim, essa é uma mesa que ela está o tempo todo mudando e trazendo novos negócios, né, que estejam customizados com o momento e com o setor, né, que a gente tem trabalhado. Em geral, além de acompanhar, né, o mercado dia a dia, a gente tem estado ainda mais próximo do nosso cliente para pegar na mão literalmente e trazê-los para essa agenda de carbonização. >> Muito bom. Eh, queria ouvir o Bradesco agora de novo para que a Fabi nos conte o que que diferencia um projeto que encontra financiamento bancário daquele que fica só no planejamento. O que que tem de diferente entre um e outro? vontade, eu acho que resumindo bem, vontade nossa vontade do projeto, acho que o Nabil trouxe muito aqui a questão do fundo clima, de alguns projetos estruturados e ao longo dessa jornada a gente tem acompanhado muito assim o quanto é importante ter vontade do lado do banco e vontade do lado do cliente. O ano passado a gente teve um case super legal ali com BNDS de uma fiança que nunca tínhamos feito, gente. Foram assim meses de estudo, de análise, de entendimento, porque não tinha modelagem de crédito, não tinha um outro projeto semelhante. Ali a gente precisou fazer uma imersão muito forte ali para que a gente conseguisse tirar esse projeto do papel. E hoje esse projeto é um case aí, né, que é regreen aí, vocês conhecem, mas não foi simples, né? Então acho que os nossos times comerciais ali trabalharam de forma muito assertiva, que a importância também do time de risco saque, né, deburuçado, apoiando ali, eu acho que é uma agenda que demanda assim vontade. Eu acho que os clientes muitas vezes chegam para nós eh com ah, eu gostaria de fazer uma operação rotulada e a gente volta para eles assim, mas você sabe o que significa, né, essa operação? se realmente a sua empresa tá nesse nível de maturidade para se comprometer com essas metas, mostrar o que tem no mercado, o que tem no portfólio, a gente que é um dos maiores repassadores do fundo do clima e cada projeto é um projeto, né, Nabil? Assim, é um aprendizado ali constante. Então acho que a gente tem aqui no no Bradesco aprendido muito com os clientes, né? A importância de de estar na ponta. A gente faz muita questão, assim, a gente tem operação no Brasil inteiro, na Amazônia, a realidade do cliente é completamente diferente da realidade do cliente que tá aqui em São Paulo. A gente vai muito a campo conversar e eu falo que cada reunião com o cliente eu volto ali com muita cabeça fervendo ali de muito aprendizado, porque a gente fica dos nossos escritórios, com as nossas teses, não tá ali na ponta, né, na aplicabilidade daquilo. Eu acho que a vontade é um primeiro passo e um segundo, como que a gente também apoia a empresa, porque muitas vezes ela não tá no estádio de maturidade para receber o crédito, como nosso papel essencial do setor financeiro também desenvolver essa empresa, né, apoiar ali com uma jornada. Então, muitos casos hoje no Bradesco, como como no Itaú, vários bancos, a gente tem uma meta de negócios sustentáveis, mas que que a gente percebe antes de atingir, de chegar, né, ali no na ponta final com o cliente na meta, a jornada que a gente precisa fazer de education mesmo, de de sentar com o cliente, mostrar, não deixar o cliente eh fazer qualquer operação rotulada, achando que ele vai conseguir cumprir aquela meta, tem que ser relevante para ele. Então a gente tem uma preocupação, a gente tem um time hoje que trabalha muito com com os clientes na construção dos frameworks, né? E o framework muito atrelado a estratégia de cada setor que a gente tá atendendo e 100% das nossas operações rotuladas também passam por um SPO, porque é importante, é uma garantia ali pra empresa, é um posicionamento de mercado, é esse double check, essa dupla checagem mesmo daquela métrica que o cliente tá se comprometendo e operações de longo prazo, né? O próprio caso do Ecoinvest, nós estamos presentes no Ecoinvest 1, 2, 3 e 4. Agora eu brinco com o pessoal do tesouro que cadainvest é quase uma dissertação que a gente tem que fazer, né, de estudar manual, as teses, tudo não é trivial, gente. Nós também estamos aprendendo. Então, acho que aqui e o vamos aprender juntos, né? Eu acho que a gente tem atuado muito nisso, assim, a vontade de fazer, a vontade de aprender junto, o comprometimento da empresa de realmente entregar aquilo, não fazer uma operação rotulada para posicionar no relatório, não é o que nós queremos como instituição financeira, é fazer uma operação de de finanças sustentáveis para posicionar o Brasil, para realmente a gente conseguir alocar cada vez mais recursos, ter mais projetos, extravar bandings para que a gente posicione uma agenda que realmente é econômica e de desenvolvimento, uma agenda de negócios, né? né? Eu acho que parte dessas métricas precisa ser, como a empresa tá avançando, você trouxe super bem, eficiência, né? Então acho que eficiência é sustentabilidade, competitividade é sustentabilidade, inovação, tecnologia, né? como que a gente apoia as empresas realmente a alavancarem tudo. I. Então, acho que é uma agenda que tem sido muito desafiadora, mas nós aqui que trabalhamos com tema muito prazerosas e vocês representantes das empresas tem um papel fundamental porque vocês conhecem o dia a dia, tem que trazer para nós para que a gente consiga aprender isso junto e construir essas teses. Eu quero fazer muitas regreens, muitas fianças aqui com BNDS, mais fácil, mais rápido, mais ágil, né? como a gente replica esses modelos, como a gente traz esses cases para todo mundo, né? Então, acho que que é um pouco desse contexto de de quanto é importante de novo, né, trabalharmos juntos ali para desenvolver da education a efetivação do negócio. É preciso vontade. >> Muito bom. Fabiceto investe, que é um instrumento importante de financiamento da sustentabilidade, combina aí recursos públicos, potencializa isso atraindo o capital privado, capital internacional, inclusive. Eu queria ouvir o Nabil agora sobre blended finance. A gente sabe dessas necessidades, da característica do blended finance, mas como é que a gente pode potencializar ainda mais para que todo esse recurso de fato atenda uma transição, que eu acho que é a grande questão que tá por trás agora, temos recurso, estamos trazendo capital internacional e esse capital está de fato atuando nos desafios dessa agenda que precisam ser solucionados. Fábio, a gente tem a oportunidade de estar num país que é um celeiro de inovações financeiras. Então, é muito importante a gente ter clareza de que no cenário internacional, o Brasil sempre tá muito bem posicionado para trazer exemplos de eh instrumentos ou produtos financeiros que atendam as necessidades para transição para uma economia de baixo carbono. E isso aconteceu quando o Brasil criou o Fundo Clima em 2009. É importante a gente lembrar isso. O Fundo Clima, ele é um instrumento de blended finance. Quando ele já é criado, ele tem a parte reembolsável e a parte não reembolsável. parte não reembolsável gerida pelo Ministério do Meio Ambiente, a parte reembolsável gerida pelo banco com as taxas de juros eh abaixo das taxas eh convencionais, mas adequadas ao custo de capital para transformação, porque eu acho que isso que é importante, o custo do fundo clima, ele é um custo eh adequado ao risco daqueles setores emergentes que precisam desse capital mais barato para conseguir se viabilizar economicamente. senão a gente não consegue essa eh disrupção tecnológica, por exemplo. E o Brasil inova novamente quando ele cria o as captações com os títulos soberanos para inserção desse recurso dentro do fundo do clima. Porque o que que é importante falar disso? Para eu chegar no Ecoinvest, antes da criação do Ecoinvest, a emissão do título soberano brasileiro foi internalizada no Fundo Clima em reais, assumindo a taxa de eh captação internacional. Eh, nenhum outro país fez nada parecido. Pegou R$ 10 bilhões deais numa captação internacional a mercado com taxa de marcação de 6.25% ao ano. Geralmente o que acontece? Você empresta em dólar, você repassa isso em dólar. Aí o risco cambial é todo ou do agente financeiro ou do tomador. O que o tesouro fez foi eu assumo o risco cambial, eu internalizo esse dinheiro a 6.25 25 em reais pra gente poder financiar essa transformação. Eh, então o Brasil faz isso, dá esse passo eh já trazendo essa inovação. E quando o Ecoinvest ele eh ele é lançado por dentro do Fundo Clima, porque o Ecoinvest é por dentro da lei do de criação do Fundo Clima, ele traz a questão da alavancagem nos leilões públicos. Então os leilões são públicos, todos participam. banco público, privado, BNDS compete com Bradesco, compete com, tá todo mundo competindo em igual situação ali e nos com direcionamento muito claro e determinado com uma taxonomia. Você tá dizendo para onde aquele recurso vai. aquele recurso concessional, ele tem um propósito, ele tem um porquê de ser eh eh concessional, não é só a viabilização do empreendimento privado, mas é fazer essa transformação de alguns setores como um todo. E o que eu tenho trazido de inovação, talvez nessas eh falas, é que a gente fala muito do blended finance eh no aspecto específico do produto ou do projeto. Então, é o que que a gente consegue colocar de capital paciente para conseguir ter o retorno financeiro adequado para aquele projeto parar de pé. Geralmente a discussão é essa. Mas o que eu tenho trazido também de conceito é o seguinte: quando a gente faz o blend setorial, o que é que você faz para diminuir o risco do setor como um todo para que outros entrantes consigam participar? Eh, então a a a lógica de olhar essas diferentes camadas, a camada do projeto no blended, a camada do produto, às vezes é um fundo de blender e não é o projeto, e a camada do setor, o que é que tá sendo feito para diminuir o risco setorial, para que ele possa se desenvolver e ter novos, seja atores, eh, novos empreendimentos acontecendo. BNDS tem tentado atuar nessas diferentes escalas. E de novo eu volto a eu vou insistir, você monotemático, volto a insistir na questão da agenda de florestas nativas como um case. Era uma carteira que não existia, que hoje ela já é composta de 18 contratos ativos, eh grande parte deles cofinanciados, mobilizando R bilhões de reais com nove produtos/ra estratégias sendo implementadas para que isso aconteça. desde a chambada de clima de participação em fundos eh acionários até recursos não reembolsáveis. Então assim, é olhar pro pra floresta de novo e não só ali pr pra árvore. Muito bom. A gente tá chegando no final do nosso painel e eu queria eh deixar uma reflexão ou que vocês deixassem uma reflexão paraa COP 31. A gente falou da COP 30 sobre implementação, temos aí diversos instrumentos sendo colocados na mesa. A presidência da COP tá puxando três grandes roadmaps aí de financiamento climático, de distanciamento combustível fóssil e contra o desmatamento, né? Então, eh, a gente tá, esses gargalos estão caminhando eh para serem discutidos, não sei se resolvidos, mas discutidos a gente tem. E o que que a gente gostaria de ver na COP 31? O que que vocês gostariam de ver resolvido ou discutido na próxima COP que aceleraria esse essa transição para uma economia mais sustentável? Eu acho que de fato tem que ser uma COP de execução, tem que ser a COP onde o mercado de carbono, né, a implementação esteja muito mais próximo daquilo que, né, que a gente precisa para viabilizar, né, o mercado, o mercado de carbono, ele é core, né, para que a gente possa viabilizar também a transição. Então, eu acho que tem que ser a COP do mercado de carbono, a COP da execução. >> Olha os ritmos aí. Teremos discussão na sexta-feira sobre mercado de carbono. Todos convidados aqui de manhã. Vamos lá. >> Acho que para não ser repetitiva, eu acho que é implementação, mas eu dividiria em duas etapas até. Eu acho que a gente tem uma implementação global, né, o mundo falando sobre isso, mas uma oportunidade muito relevante de posicionar novamente o Brasil com o seu diferencial competitivo. Nós estamos falando de uma taxonomia sustentável, de mercado de carbono, de uma agenda de reporte transparente, uma uma alavanca regulatória muito relevante pro nosso país e cases concretos, né? Eu acho que todos que estamos aqui temos feito muitas coisas ao longo desses últimos anos e muitas vezes a gente ouve: "Ah, o Brasil tem muito potencial, pode fazer". Não, nós já estamos fazendo, nós temos aqui dados quantitativos, nós temos informação, nós temos um diferencial competitivo muito rico. Então eu tenho essa ambição de NOCOP 31 ter não só uma discussão sobre a implementação, mas posicionar o nosso país como alguém que não vai começar a fazer, mas que já está fazendo e já fez muita coisa e e é uma referência hoje pro resto do mundo. >> Bom, eu acho que é isso, né? Não sendo repetitiva, mas eh eu espero ver mais casos concretos, né? materiais. Acho que a gente teve na COP e a gente percebeu quanta oportunidade, né, de novos negócios a gente tem pro mercado, principalmente seguros, né, potencializar e a gente precisa acreditar a atitude, ter coragem em fazer. Eh, nós somos gestores tomadores de risco, né? E a gente precisa tá aberto, né, a escutar a a outra parte, né, e levar tarefa para dentro das nossas empresas e, enfim, a, enfim, e, e concretamente abrir espaço para novas soluções. Então, na COP, eu acredito que a gente possa ver aí um pouco mais de projetos concretos relacionados principalmente à transição climática. Eh, eu espero que a gente consiga reforçar aquela inovação que o Brasil foi capaz de construir na COP de Belém, na COP 30, que são os mapas do caminho. Eh, a gente tá na COP 31 e aquilo que eu falei no início, né? Eu, bom, eu trabalho nessa agenda há 20 anos e ao invés da gente ver os resultados, a gente vê muito resultado, mas aquilo que se previa que aconteceria em 2050, 2040 já tá acontecendo. Então assim, já está acontecendo. Então a gente já está tendo que lidar com múltiplas eh agendas que a gente não imaginava, como eu falei, adaptação, perdas e danos do jeito que tá. Então, é muito importante a gente reforçar e eu espero que os mapas dos caminhos sejam eh de fato adotados como uma estratégia de apontar para convergências, porque nessas 31 edições da COP o que eu mais acompanhei foi eh gasto de energia para se chegar em algum tipo de acordo que depois não era cumprido e que depois também não tinha punição e depois não tem assim consensuar [limpando a garganta] uma trajetória comum e perseguir elas alinhando expectativas e alinhando o comportamento, né, de governos e setor privado, terceiro setor. Então, eu espero que todo mundo abrace os mapas dos caminhos. >> Também espero. A gente chega no final desse painel eh com uma mensagem clara. Acho que o mercado financeiro, o mercado de capitais, mercado segurador caminham junto na construção das soluções necessárias para essa transição. Eh, o painel deixou claro que é uma agenda de oportunidades, óbvio que é uma gestão de risco, mas ao gerir o risco a gente encontra oportunidades de fazer novos negócios. Acho que no Brasil a gente já tem eh, e concordo muito com a Fabi, a gente precisa posicionar melhor o país lá fora, porque matriz energética, produção de alimento, biocombustíveis, as nossas florestas, isso precisa ser vendido de maneira correta e e bem entendida lá fora. Às vezes a gente não entende porque tanta resistência nas nossas agendas aqui, principalmente no mercado europeu. E a gente tem também inteligência artificial. A gente é muito bom nisso. A gente tem desenvolvido muita tecnologia. Setor financeiro é exemplo no mundo de quanto a gente avançou e é um dos mais modernos que existe hoje. E a gente precisa trazer isso pro também paraa transição sustentável. Então, muito obrigado aos meus colegas. Foi um prazer estar com vocês nesse painel. E eu passo a palavra aqui pra Cíntia para continuar eh o fórum. >> [aplausos]
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