Do risco à oportunidade: a agenda climática como vetor de negócios
Sumário Regulatório
A transição climática traz muitos riscos, mas também é uma agenda repleta de oportunidades. Como as empresas podem investir em um futuro mais sustentável e fazer negócios com isso? Debateram sobre:
- Giuliano Alves, diretor do Instituto de Estudos do Agronegócio (IEAG)/ABAG
- Rosana Santos, CEO do E+ Transição Energética
- Davi Bomtempo, Superintendente de Sustentabilidade da CNI
- Maria Eugênia Buosi, diretora de Projetos da Climate Ventures NIL (Nature Investment Lab)
O painel fez parte do II Fórum de Finanças Sustentáveis, promovido por Anbima, CNseg e Febraban durante a semana do clima de São Paulo, em 5 de agosto de 2026. O evento consolidou um espaço de diálogo estratégico entre o setor financeiro e a economia real, com foco na viabilização do financiamento da transição climática no Brasil.
Transcrição e Conteúdo
Eu gostaria de convidar a Maria Eugênia Bose, diretora de projetos da Climate Ventures do Nil Nature Investment Lab, para moderar esse fire chat o tema do risco a oportunidade, a agenda climática com o vetor de negócios. Obrigada, Maria. Uma salva de palmas para Maria, por favor. [aplausos] E para compor esse painel com a Maria, eu convido Davi Bontempo, superintendente de sustentabilidade da CNI....
Eu gostaria de convidar a Maria Eugênia Bose, diretora de projetos da Climate Ventures do Nil Nature Investment Lab, para moderar esse fire chat o tema do risco a oportunidade, a agenda climática com o vetor de negócios. Obrigada, Maria. Uma salva de palmas para Maria, por favor. [aplausos] E para compor esse painel com a Maria, eu convido Davi Bontempo, superintendente de sustentabilidade da CNI. Obrigada, Davi. [aplausos] Giuliano Alves, diretor do Instituto de Estudos de Agronegócio da ABG, Associação Brasileira do Agronegócio. Obrigada, Juliano. [aplausos] E Rosana Santos, CEO da EMA Transição Energética. Obrigada, Rosana. Um bom painel, pessoal. Esse aqui tá funcionando, tá? Por favor, fica à vontade. Bom dia. Obrigada a organização Febraban, Ambima, CEG. É sempre um prazer tá nessa casa. Obrigada aí ao pessoal do cubo, do Itaú. Então, eh, é muito importante a gente moderar esse, para mim moderar esse painel e trazer essa discussão para essa agenda de finanças sustentáveis, porque a gente tá aqui com o cor da economia real brasileira, né? A gente conseguiu reunir nesse painel representantes do setor do agronegócio, de energia e de indústria, que considerando o nosso PIB, considerando a nossa vocação econômica, considerando as nossas perspectivas de oportunidade de crescimento, sem dúvida nenhuma são três dos setores que a gente tem aqui mais relevantes para debater. É, e a ideia aqui é que a gente de fato faça essas conexões da agenda de clima, da agenda de sustentabilidade com essa economia real, com a necessidade que a gente tem de olhar pros gargalos e pras oportunidades de negócio dentro dessas agendas. Então, muito obrigada também aí aos nossos três super panelistas. Eh, eu vou começar aqui fazendo, né, uma pergunta pro Juliano da Bag. E, Juliano, a gente tem no nosso agronegócio 25% do PIB brasileiro, né? São R trilhões de reais de PIB no agro mais 1.14 trilhões de PIB na pecuária e esse setor cada vez mais interagindo com a agenda de clima e de sustentabilidade pela, né, importância dentro desse tema. E o agronegócio brasileiro frequentemente muito visto ainda, né, tanto como parte do desafio como parte da solução. Talvez de fato seja mesmo um olhar para as duas coisas, né? O que eu queria ouvir de você, principalmente na sua visão, onde que estão as maiores oportunidades de geração de valor pro nosso agro, né, quando a gente fala de uma transição paraa economia de baixo carbono e na sua visão também aí quais as condições que a gente precisa criar. Aproveita que tem um monte de banco aqui, um monte de investidor, eu tô vendo um monte de gente aqui com cheque bom, né? Qual que a gente precisa ter de condição para capturar essas soluções em escala no nosso país? Bom, eh, bom dia a todos. Acho que antes de tudo queria agradecer o convite da CISEG para participar aqui desse debate tão importante com vocês. Parabenizar a Ambima, parabenizar a Febraban também pela organização. É, eu acho que é uma pergunta muito importante e a BAG, para quem não conhece, que é a Associação Brasileira do Agronegócio, ela é uma das únicas associações do setor do agro que representam a cadeia como um todo, todos os elvos da cadeia, desde antes da porteira, quando a gente tá pensando em pesquisa e desenvolvimento, a gente tá pensando na na indústria de insumos dentro da porteira com cooperativas, associações de produtores, mas também depois da porteira, quando a gente tá pensando na questão da do processamento do setor de alimentos, de serviços, de tecnologia. Então, eh é é uma associação bastante transversal e quando a gente pensa numa agenda de COP, é uma agenda que impacta todos os da cadeia. Então, desde da, como eu falei, antes da porteira, dentro e depois da porteira. E desde o ano passado, na verdade, alguns anos, mas eu acho que ano passado a gente eh reforçou bastante a mensagem de que o agro faz parte da solução. E por que que é isso? Porque quando a gente pega pelo menos uma agenda de mitigação e uma agenda de adaptação, a gente percebe que o agro ele possui práticas que atendem essas duas categorias. Então quando a gente pensa numa agenda de mitigação, a gente tá falando de boas práticas principalmente do plano ABC+. Quando a gente pensa numa agenda de adaptação, a gente tá pensando principalmente na melhor utilização [roncando] de recursos hídricos. a gente tá pensando obviamente na saúde do solo e tudo isso corrobora, não somente com agenda mental, mas também com a redução de risco atrelado às mudanças climáticas e que é muito importante. São coisas diferentes. Uma coisa é você reduzir as emissões, outra coisa você estar preparado para esses eventos climáticos. E essa agenda ela não tá eh independente, ela não tá solta de uma agenda de oportunidades econômicas e sócio também ambientais. Então, quando a gente pensa, por exemplo, na implementação, e é um estudo da GV Agro que a gente apoiou junto com o Instituto Equilíbrio, se a gente pensar na agenda de implementação só do plano ABC+ até 2030, a gente tá falando de um impacto na economia brasileira de cerca de R5 bilhões deais. A gente tá falando da criação de R.000 novas ocupações diretas, o que significa, obviamente, de novo, ressaltar esse impacto econômico. Então, é uma oportunidade real que a gente tá falando aqui. A gente não tá dizendo apenas que essas boas práticas são importantes para uma agenda eh unicamente ambiental, unicamente eh quando a gente pensa em termos de de redução de de emissões. Eh, então, acho que esse era o primeiro ponto que eu queria trazer. Eh, o segundo ponto, quando a gente pensa também para tentar escalar esse tipo de solução, obviamente a gente precisa de eh eh respostas integradas. A solução, o desafio, ele é complexo. Desafio, ele tá atrelado obviamente a diversos setores. Ele é multissetorial, ele é multifatorial. E a resposta ela não vai ser simples. A resposta é uma construção, uma construção de rede de eh de atores que talvez sejam interdependentes, mas que corroboram pra mesma saída. a própria CEO da cópia, Anatoni, falou isso um pouquinho e eu acho que esse é um dos grandes papéis da BAG também. Eh, muitas vezes a agricultura ela é vista de maneira separada da indústria e no final das contas e eh essa integração entre os dois setores é de extrema importância pra gente conseguir chegar onde a gente precisa. Eh, eu eu acho que esse é o primeiro ponto, então, para que a gente consiga escalar essas soluções, é exatamente essa interconexão de atores que são responsáveis, obviamente, para para chegar num uma solução final. Eh, outra coisa, obviamente, né, a própria Maria comentou que é é necessário o financiamento e e essa agenda de COP e 30 até a COP 31, ela é marcada principalmente pelo desenvolvimento de três roadmaps. A própria também CEO da COP 30 eh comentou a a roadmap de e finanças, financiamento 1.3 Tri, mas a garantia da implementação e não do aumento da meta. A gente viu nas últimas COPS que essa meta foi sempre sendo eh elevada. o valor sempre foi aumentando, mas no final das contas a gente precisa implementar. E eu acho que essa é a agenda principal. Segundo roadmap é a questão do desmatamento e o terceiro roadmap é o faceout de combustíveis fósseis. E eu acho que essa agenda principal de combustíveis fósseis é é essencial. A gente, pelo menos na BAG, a gente tá trabalhando muito numa agenda de ação, porque o nosso vice-presidente Caio Carvalho, ele foi nomeado também enviado especial e ele tá responsável por fazer contribuições importantes nessa agenda de faceout de combustíveis fósseis, focando bastante no desenvolvimento de biocombustíveis. E de novo entra nessa parte de que o agro ele faz parte da solução. A agenda de biocombustíveis, independentemente da rota, faz parte da solução, ainda mais encarando o Brasil como um potencial sucroenergético, como a gente eh, enfim, percebe. E eu acho que é importante, nesse caso específico distinguir que não existe aquele debate de food versus fel. A gente vem falando muito também que é feel. Uma vez que você tem, por exemplo, um etanol de milho que gera um coproduto que é o DDG e que esse coproduto serve para alimentação animal e principalmente serve obviamente também paraa alimentação humana. E isso a gente tá falando de segurança energética e segurança sedimentar. Então no caso do Brasil a gente não pode distinguir ou um ou outro. São os dois, eles são interdependentes e um puxa o outro. Então eu acho que isso é importante. De novo, não é parte eh somente de um desafio. Obviamente que todos os setores têm esses desafios, mas ele é parte também da solução. E eh eu acho que para encerrar de novo, né, trazendo essa parte de financiamento, a gente viu muitas ações importantes, como por exemplo foi mencionado aqui o Ecoinvest. Eu acho que o desenvolvimento de novos mecanismos privados de financiamento são muito relevantes também. a gente tá falando, por exemplo, do Fiagro, que que surgiu e que tá em fase também de implementação. A gente vê alguns estados brasileiros adotando essas esses fundos para viabilizar eh taxas de juros mais baixas para produtores que obviamente comprovem essas eh boas práticas. Então eu vejo que essa construção também de integração entre eh o setor financeiro com os outros setores que são responsáveis por essa eh atividade para corroborar com essa transição energética, esses setores da economia. Eu acho que isso é muito importante e e de certa maneira foi falado também nos painéis anteriores, quando a gente vê obviamente a a a necessidade da gente conseguir fazer o MRV, correto, comprovar essas boas práticas, comprovar os efeitos, os impactos e trazer isso de uma maneira muito palatável pro eh principalmente produtor, porque tem um papel ali muito importante da extensão rural, da transferência de de conhecimento, para que ele consiga realmente entender na prática como executar e qual benefício ele vai ter com tudo isso. Então eu acho que de novo são é um problema é complexo, é necessário obviamente diversos atores, uma rede de conhecimento eh muito importante para que a gente consiga realmente implementar aqui essa agenda até a COP 31. >> Obrigada, Juliano. E acho que você fez algumas pontes importantes, né, quando a gente tá falando de segurança energética, da vocação brasileira, né, para essa agenda. E a gente tá aqui com a Rosana, né, que traz essa visão do setor de energia tão consolidada e a gente vê hoje, né, a transição energética sendo considerada mundialmente como principal motor, né, pra gente atingir uma economia de baixo carbono. A gente chegou a atingir alguns dados recordes aí no mundo, o investimento de 2.3 trilhões, né, em em eficiência energética, em descarbonização. do Brasil. Uma pesquisa da EP que traz aí dados de que a gente precisa para promover a nossa transição energética de investimentos de três para 4 trilhões deais até 2034, R 6 trilhões deais até 2050, segundo o nosso plano de descarbonização. Por isso que é importante trazer isso no painel de finanças, né, Rosana? E aí, o que eu queria te perguntar dentro dessa dessa tua agenda, eh, hoje, onde estão as maiores oportunidades paraas empresas brasileiras na transição energética, na transição para uma economia de baixo carbono, né? E também aqui como que a gente precisa criar melhores condições para aproveitar essas oportunidades no nosso mercado. >> Enquanto bom, primeiro muito obrigada por pelo convite, CEG, por estar aqui com você. Davi, eu já conheço já faz algum tempo. É sempre bom dividir um painel, né? Davi é onipresente, Pato. Davi é onipresente. Eh, enquanto o colega falava, eu fiquei pensando como é que eu começo a minha fala, né? Porque é tanta coisa que passa na minha cabeça aqui para falar de relevante, né? Então eu vou começar a falar, já que tem um monte de banqueiro aqui, como você falou, né? O dinheiro tá aqui. Então, hã, antes de falar do fato de que sim, o Brasil é um celeiro de energia a de baixo carbono, é importante a gente entender que a energia de baixo carbono não é só energia elétrica de baixo carbono, a gente tá falando também de bioenergia de baixo carbono. E aí tem um convencimento internacional que tá difícil porque embora aqui Food versus Felu, né, mas não tá resolvido fora, então as batalhas fora para que a gente introduza essa esse esse caminho de descarbonização ainda não estão ganhas, muito pelo contrário. Mas falando de financiamento e falando da como que a gente vai aproveitar esse fato de que a gente tem um celeiro de eh energia verde, né, em geral, primeiro de tudo, o que você vai financiar tem que fazer sentido econômico, tá? As empresas que vão embarcar em usar essa energia verde para fazer eh a sua atividade, descarbonizar a sua atividade, elas têm que ver que faz sentido econômico para elas ir nessa direção. E para que isso faça sentido econômico, as empresas também têm que entender e tem que enxergar onde tá o mercado para aquilo que elas estão querendo vender. Então, eh, assim, não é uma solução só que vai nos levar para o paraíso de sermos o aproveitador mor do Power Shoring e da energia verde do Brasil. É um combo de políticas, é um combo de política pública, uma integração entre estado e setor privado que vai nos levar a esse ponto da gente conseguir usar o fato de que a gente é um celeiro de energia verde, né? E aí a segundo ponto é além de que fazer sentido econômico, a gente tem que construir as nossas políticas para aumentar a demanda por essa energia verde. a gente tem que construir os nossos incentivos, a gente tem que construir os nossos o nosso debate mesmo em cima de tecnologias e eh caminhos que são a na verdade adaptados e coerentes com a realidade brasileira. O que eu vejo é que a gente às vezes se perde discutindo, tentando financiar algo que não faz sentido técnico para o Brasil. E aí a gente fica se debatendo porque a coisa não faz, não vai, não fecha a conta e a gente entra num num ciclo. Eh, então, a para responder pragmaticamente, primeiro, sentido econômico. Segundo, eh, temos que tá financiando a tecnologia correta, né? A tecnologia que faz sentido. E, eh, terceiro, a gente tem que entender que esse push pela transição energética tem que ser uma transição energética pelo lado da demanda. Ou seja, o que que eu consigo vender? O que que eu consigo fazer que aproveita o fato de eu ter amanhã matriz verde? Então, se é no painel que eu vou tá com Davi aqui à tarde, que ele tá organizando, se é aço de baixo carbono, então a gente tem que pôr o nosso Ministério de Relações Interiores, a PEC, sei lá, todo mundo, o setor privado, para ir fechar contrato mundo afora para quem queira comprar o nosso aço de baixo carbono. Por que isso? Porque isso vai aumentar a demanda pela nossa energia. Ou seja, vai ajudar a financiar a transição, vai ajudar a financiar os trilhão que você falou aí, né? Eh, vai ajudar a financiar, porque aí vai fazer sentido econômico e mais do que isso, vai ajudar as nossas empresas a se manter de pé, porque do jeito que tá, a gente não usa o nosso atributo ambiental. a gente tá morrendo na mão de importações, não vou falar do país, mas tá morrendo na mão de importações aqui que estão matando um pouco alguns setores da da indústria brasileira ou dificultando a vida, né? E eh esses setores eles têm condição de abarcar esse mercado internacional, mas não é o mercado internacional todo. Aí pegando um pouco o que falou a Ana no começo, que até foram vários papos que a gente teve, é a escolha. Vamos escolher o que que a gente vai brigar. Por exemplo, aço acho que é uma boa briga, tá? Apesar de est o mundo sobrecratado com aço, mas não está sobrecontratado com aço verde, temos que brigar pelos caminhos que a gente vai chegar nesse aço verde. Não é só com hidrogênio que se chega em aço verde. Tem outras formas de se chegar ou pelo menos descarbonizar um pouco essa essa essa indústria. Tem alguns mercados que vão comprar o nosso aço. Tô usando o aço aqui como exemplo. Tem alguns mercados que vão comprar o nosso aço porque ele é verde. Talvez o Japão, não sei, entendeu? Tô jogando aqui, tem alguns mercados que, na verdade, a gente pega parte do minério que a gente tá exportando bruto e em vez de exportar bruto, a gente cria alguma coisa daquilo e exporta alguma coisa um pouco mais na frente, na cadeia, para depois exportar mais aço verde. Ou seja, a gente tem que ir comendo pelas beiradas. Em suma, a transição energética do Brasil vai ser tão rápida quanto a gente consiga usar o mercado [limpando a garganta] internacional e um pouco de compras públicas no Brasil para fomentar a demanda da indústria por aquilo que a gente quer vender. Porque sem demanda não vai rolar. Sem demanda não faz sentido econômico. A gente pode ter uma mania de ficar resolvendo as coisas tudo pelo lado da oferta, né? Não é? A gente tem que ter alguém que queira comprar o que a gente quer vender, porque se ninguém quer comprar o que eu quero vender, meu amigo, nós vamos financiar algodão, porque assim, não vai dar certo. Então assim, pro agronegrócio, já vou terminar, pro agro, por exemplo, tudo que é biomolécula, e aí eu não tô falando só de bioenergia, tudo que é biomolécula é importante pra descarbonização. Nós não vamos conseguir descarbonizar a economia global só baseada em eletrificação e hidrogênio. Não vai, vai ter que ser um combo. E o Brasil é o lugar do combo. Agora vamos decidir que é esse o caminho. Vamos entender que a gente tem minério, a gente tem energia verde, a gente tem um capital humano bom. Nós temos um sistema bancário bonito, que tá todo mundo aqui sentado. Eh, além disso, a gente tem agora uma janela onde o mundo começa a ficar interessante. Realmente minha última frase é a gente, eu vi sentado na plateia uma pessoa que trabalhou no EMA, a Paloma, que tá lá atrás, ela eh junto com outras pessoas demais, nós fizemos um estudo bem grande sobre o SIBAN europeu pro bem e pro mal, mas é uma tendência, a gente consegue, começa a ver mais e mais mecanismo, goste ou não, que comecem a começam a valorizar o fato de que você consegue produzir com menos emissões por tonelada de carbono, por tonelada de produto, desculpe. E o Siban pro bem ou pro mal está setando uma cena internacional de mercado, um mercado que a gente pode sim ir atrás se a taxonomia não for toda enviezada e não aceitar por causa de food versus fio o que a gente pode oferecer. >> Eu gosto que a Rosana já moderou para você, já falou pelo Juliano também. Ra deu uma amarrada aqui que facilita minha vida. Imagina. Não, adoro, gente. A gente tá aqui, é bate-papo, chama Fireside Share, aliás, eu adorei o nome. E puxando, foi ótimo, você deu vários ganchos de indústria que o Davi Peg continua aqui. Eh, porque a gente quando fala de indústria no Brasil tem grandes desafios e grandes oportunidades de escalar essa agenda, né? Eh, e aí eu eu saí levantando dado sem estudo aqui. Eh, a gente tem hoje, né, nos planos de descarbonização da indústria uma estimativa de necessidade, é tudo bilhão aqui, né? Legal, porque a gente tem bilhão, trilhão, é um negócio sempre muito megalomaníaco. Mas aqui as estimativas é que a gente tem uma necessidade de investimento de entre 60 e 85 bilhões de dólares ano até 203 para promover os planos de descarbonização da indústria brasileira. E isso deixou de ser uma questão só de sustentabilidade, deixou de ser uma questão institucional e hoje é uma agenda de competitividade estratégia paraa nossa indústria, né? E, e eu queria te perguntar, Davi, como que a gente tá como uma indústria, como a nossa indústria brasileira, trazendo esses desafios e transformando isso numa agenda de competitividade e inovação? Sempre que eu dou aula, eu falo isso. Ontem, inclusive, tá dando aula numa turma de conselho, eu comentei, falei: "Se a gente tiver olhando paraa inovação, que não olha pros principais desafios ambientais e sociais do mundo, será que ela é tão inovadora assim?" >> Bom, vamos lá. Primeiro queria aqui agradecer, né, ao Itaúza, Keis e Cuba na figura do Fortado. Obrigado Fortado aí também pelo convite. CN Sega e Cláudia Gustavo aqui presentes também, Febraban, Bima, enfim, é sempre uma oportunidade de estar aqui falando principalmente sobre finanças e eu acho que é uma oportunidade que a gente tem de dar publicidade ao que a indústria vem fazendo para chegar aí nessa nessa temática de descarbonização. Acho que hoje falar um pouco da CNI, representamos 27 federações de indústria, né? Aqui em São Paulo, a FIESP tá bem representado, né? Temos aí 1300 sindicatos e cerca de 900.000 empresas, né? Que dá uma representatividade grande e um acesso também às regiões até mais remotas, né? Por meio aí de outros braços como SESI SENAI. Então, a ideia é que a CNI trabalhe em termos de influência em política pública, mas sempre com olhar paraa competividade, com sustentabilidade, né? E claro que o no painel anterior foi falado aqui muito da regulação, mas o que a gente espera é uma regulação de alto nível, uma regulação onde se tenha, né, uma segurança jurídica, as regras claras e que pavimente um caminho para que o empresário possa operar com segurança jurídica, né, e possa trazer não só investimentos internacionais, como também aqui dentro de casa. Então, a ideia é que se faça esse trabalho de uma forma bastante contundente, né, principalmente desenvolvendo essas relações não só com o governo, mas também principalmente com o parlamento, né? E se vocês lembrarem no desde o ano de 2023, 24 e 25, foram foi um período o qual a gente encaminhou muitas políticas públicas, né? foi citado aqui o o mercado de carbono, mas trabalhamos também no combustível do futuro, no hidrogênio de baixo carbono, né, em várias temáticas que vão convergir aí para essa economia de baixo carbono. E claro que a gente ainda tem que fazer um trabalho bastante complexo, bastante longo, né? Por exemplo, foi citado aqui a questão do mercado de carbono, que é uma das peças, né, de um plano maior que engloba aí os títulos soberanos, o Ecoinvest, né, a taxonomia que também vem sendo trabalhada e, claro, o mercado de carbono que precisa, né, caminhar a passos largos para que a gente possa efetivamente lançar a mão desse instrumento para modernizar as nossas plantas industriais, os nossos parques fabr e dessa forma ser muito mais competitivo, né? Aí sempre perguntam para mim: "Ah, a indústria brasileira hoje, eh, quando ela fala de sustentabilidade, já está inserido na sua estratégia corporativa?" Eu diria que sim, né? Hoje sustentabilidade é sim um fator de competitividade, é um fator que é orientado não só pelo desejo do consumidor, é orientado por um arcabolso regulatório internacional. Então, já foi citado aí pela Rosana a questão do CBEN. tem as regulações também nacionais, mas tem também oportunidade de negócio, acesso a mercados, né? A gente vê aí os acordos comerciais sendo fechados. Então, hoje eu diria que já tá incorporado e é sim um fator de competitividade que faz toda a diferença, não só para as empresas, mas também para toda a cadeia, né? Claro que grandes empresas têm uma facilidade maior, né, de acesso a recursos, né, de de modernização de plantas, né, e tudo mais, mas a gente precisa também olhar para os pequenos, né? E quando a gente olha para os pequenos, a gente identifica algumas dificuldades, algumas barreiras, entre elas a questão da garantia, né? talvez desenvolver alguns instrumentos de garantias coletivas, né, seja o caminho, né, mais adequado para que esse cluster tenha acesso aí a esse tipo de desenvolvimento. Ontem mesmo a gente estava na FESP também em conjunto com IETA, né, discutindo tanto a parte de CRVS, né, que são o uma parte importante do mercado de carbono, né, são os offsets que entraram, que podem entrar dentro do mercado regulado, mas também sobre a parte de rmos, né, são dois temas que vê cada vez mais sendo discutidos aqui. E e lá quando começou uma discussão sobre risco, rate, integridade, né, se falou muito na questão dos projetos, né, quando a gente vai no setor financeiro, a pergunta é: "Você tem um bom projeto? Porque o recurso tá disponível?" Na verdade, a gente precisa adequar os bons projetos ao que se espera para quem vai emprestar o recurso, né? E um dos itens que foi mais enfatizado foi a questão do seguro, né? Então, talvez implementar essa boa prática em termos de critério, né? daria mais uma segurança jurídica, redução de risco e tudo mais para que a gente possa efetivamente incorporar a questão da segurança dentro dos projetos. Eh, mas enfim, eu acho que hoje a Anatone falou sobre as questões de vantagens comparativas, né? Não vou repetir, mas claro que hoje o Brasil é visto como país do Power Shoring. Lembro que quando eu saí da COP de Glasgow, a gente foi pra Expo Dubai e lá já se falava em segurança jurídica e segurança alimentar. Então são dois temas que a gente vem falando bastante, colocando o Brasil como um dos grandes competidores, mas é claro que a gente precisa aí superar várias barreiras, entre elas as próprias políticas públicas. A gente precisa trabalhar tecnologia e inovação. A gente precisa trabalhar uma temática que na segunda-feira foi bem explorada lá na CI, que é a parte de green jobs and skills, colocar as pessoas no centro, né, dessas competências industriais, essas novas competências. Será que hoje a gente tá preparado para receber essa nova economia em termos de qualificação profissional? é um trabalho complexo, complexo, urgente que precisa ser feito e claro, né, a partir de finanças também, que é um assunto transversal e que toca, né, não só a partir de segurança alimentar, eh, energia, mas também temas mais novos, como a economia circular, né, toda a parte de bioeconomia, enfim, todo um trabalho, um conjunto de temas que vão eh contribuir para a redução cada vez maior das emissões, né? Obrigada, Davi. E bom, a gente tem aqui um belo de um panorama, né? Levantando aqui as coisas que vocês trouxeram, que eu faço um monte de anotação. A gente falou de risco, a gente falou de demanda, a gente falou de acesso custo de capital, a gente falou de regulação, a gente falou dos principais drivers que vão doer nas organizações ou que vão alavancar as organizações dentro das agendas de baixo carbono. A gente ainda tem um pouquinho de tempo. Eu queria que rapidamente eu passasse aqui por vocês três, eh, e que a gente conversasse. Aí já peço até que vocês respondam e façam mensagens finais. Eh, pensando que a gente tá aqui no sétimo Fórum de Finanças Sustentáveis em 2031 e a gente tá olhando para as ações que foram feitas nos próximos 5 anos. Então, nos 5 anos, o que que vocês acreditam que seja a principal ação eh do setor privado, do sistema financeiro ou do poder público ou do combo, né? A gente falou muito de Combo. Eu gosto dessa fala. A gente é mesmo país do Combo, até porque a gente consegue juntar todo mundo na mesma mesa com uma facilidade muito maior do que outras economias que eu já trabalhei, né? Mas quais seriam essas ações que contribuiriam para que a gente possa transformar a agenda climática brasileira numa agenda não de desafio, mas de crescimento econômico, de inovação e de promoção aí do nosso desenvolvimento econômico social. Então, vou começar com a Rosana. A gente, se puder ficar em 3, 4 minutos cada um, a gente fecha o painel aqui no horário. >> É, o para uma fala de fechamento, né, a eu acho que não há como a gente não juntar a palavra prosperidade econômica nas nossas ações de descarbonização, porque sem prosperidade econômica levada ao pé da letra, né? Ou seja, crescimento econômico com aumento de renda média e distribuição de renda. criação de emprego de qualidade, a gente não consegue continuar empurrando eh a nossa agenda que é tão cara que a agenda climática. Mas eu vou pegar um pouco o power shoring, que eu falei, você tinha me pedido para falar um pouquinho, acabei que falei muito ano passando, né? O que que é o power shoring? É a atração eh de investimentos para território brasileiro, baseado no fato de que a gente tem não só uma matriz elétrica muito limpa, por exemplo, o caso de atração pro Nordeste, mas uma matriz energética também. bastante limpa. Só que para que esse eh método de atração de investimento através do Power Shoring funcione, a gente precisa ter uma energia, falando da energia elétrica, por exemplo, uma energia de qualidade, eh, que seja segura e que seja pagável, né? que seja uma energia a custos que não vai tirar a competitividade industrial de quem a gente tá tentando atrair. E para isso a gente precisa começar a tratar e cuidar do nosso setor elétrico com um pouco mais de carinho. Ele tá um pouco a geni, né? Eh, no sentido no que no seguinte sentido, que não cabe mais financiar absolutamente tudo com a tarifa. Eh, a gente precisa se valer das renováveis, mas o curtei tá matando a energia, a indústria eólica, por exemplo, no Brasil. a gente precisa assim olhar o nosso setor elétrico, na verdade como um ativo dessa economia de baixo carbono para a qual a gente quer ir, mas um ativo valiosíssimo, porque pouquíssimos países do mundo tem um setor, um sistema elétrico assim, eh, com o grau de excelência que o nosso setor elétrico tem. Então, a gente tem que parar de, eh, e aí eu falo com o Congresso também, né? parar e olhar com mais responsabilidade o que que a gente vai imputar na tarifa, o que que dá e o que que não dá para fazer. parar de usar o setor elétrico como a como alavanca para outras coisas que são espuras do setor elétrico e eh olhar a energia barata, a energia renovável barata como o principal insumo para que a indústria que o o nosso colega representa ali, possa ter um espaço de desenvolvimento. A gente não tá assim, tá gente? O setor elétrico não tá eh operando tranquilo. Nós estamos sim com algumas ameaças e não é só uma questão de investimento em transmissão. Há uma necessidade de revisão do modelo do setor elétrico brasileiro, revisão profunda paraa nova realidade e uma melhor locação ou otimização da montanha de subsídio que tá pendurado ali. Não cabe tudo e a indústria tá sofrendo. E aí o Power SH não acontece, né? Porque >> bela mensagem, Davi, continua a fala da Rosana, já aproveita, pega aí o >> Mas enfim, eh eh acho que o que a gente vê em termos de perspectiva é muito uma agenda de implementação, né? Acho que os planejamentos, as ideias, os acordos já foram fechados. A gente tem que ter um foco agora na implementação, como foi dito aqui, pela Ana Tô, né? Por isso a gente lançou no ano passado a Sustainable Business Cop, que é uma iniciativa totalmente de setor privado, né? Eu nunca tinha visto uma mobilização de tamanha envergadura, né? Hoje, claro que na CNI a gente tem muitas relações bilaterais com as câmaras de comércio, mas a gente achou um tema comum para aglutinar várias das mais importantes câmaras de comércio do mundo, né? Hoje a gente tem 68 países representados, né? e todas as grandes câmaras de comércio, CIAI, a US Chamber, Business Europe, entre outros, estão presentes dentro dessa iniciativa, dando uma representatividade de mais de 40 milhões de empresas. Então, é uma iniciativa, sim de negócio, né, muito voltado pra competitividade do setor produtivo, né, a gente tem uma envergadura grande, porque o mais importante é a gente ter escala, né? A gente tem hoje uma representatividade para que a gente possa desenvolver recomendações, atrair e endereçar cases de sucesso, porque muito do que a gente vai fazer vai vir pelo exemplo, né? Então, cases que foram aplicados na Malásia, que podem ser replicados em outros países, que podem ser replicados em outros setores eh da economia real, né? Eles vão ser e ser utilizados. ano passado a gente focou muito em case e não em projetos, mas nessa edição agora a gente traz a figura também dos projetos, principalmente tentando elcar, né, um portfólio que seja representativo, né, a Rosana tava falando aqui do Aço Verde e essa é uma coalizão que foi lançada também em Londres e que hoje também começa a ser muito mais consolidada para que possa desenvolver um programa visando, né, a o aço verde como um fator de competitividade. Assim como a gente tá lançando hoje também a coalisão para os biocombustíveis, uma agenda mais Brasil, que é uma agenda também de oportunidade para outros países, precisa de uma ação intensa de comunicação, não só para ser uma alternativa para o SAF, mas também para os combustíveis, né, de transporte marítimo. Então é uma demanda bastante grande, é uma demanda internacional e que a gente tem sim capacidade, né, de prover essas soluções. Então, a SBCOP ela continua numa governança muito mais internacional, né? Hoje a gente trabalha por uma agenda que vai trazer várias temáticas. Então, a gente replicou a agenda de ação, né, da UNF TriC, que foi colocado aqui pela Ana Antô. Eh, mas é claro que a gente traz também especificidades do Brasil, como a questão dos biocombustíveis, a questão do seguro. Então, a gente vai desenvolver essas agendas, né, de forma a ter as recomendações, os cases, mas sobretudo criar uma articulação e uma mobilização para que a partir de um entendimento comum a gente lance em mão dos fatores adequados pra gente fazer valer os interesses desse grupo que tá sendo conduzido dentro da SBCOP. Então são três pontos que a gente vai encaminhar e claro conto com todos vocês para que a gente possa ser cada vez mais efetivo. Obrigada. >> Obrigada Davi. E Juliano, em relação ao agro em 31, o que que a gente fez que deu certo? >> Bom, eu acho que é o que a gente começou a fazer e que eu acho que a gente tem que continuar fazendo, né? Eh, como a gente tá aqui num fórum específico para para finanças sustentáveis, eu acho que eh conforme os meus colegas foram falando, eu fui pensando aqui, fazendo algumas anotações em relação a o que que a gente precisaria avançar talvez de mais urgente. E e eu vejo, e é uma discussão que a gente vem tendo lá na BAG já há algum tempo, que quando a gente pensa pro setor do agronegócio, a gente precisa, obviamente, viabilizar cada vez mais linhas de crédito com juros mais baixos para que os produtores consigam desenvolver suas boas práticas. Hoje a gente tem alguns instrumentos para que para que isso possa ser possa ser de fato realizado, né? a gente tem o plano safra, a gente tem a construção de novos instrumentos de financiamento pelo setor privado. E o que a gente vem percebendo cada vez mais é que o pano safra ele é muito importante, a gente reconhece o seu valor, mas ele é um cobertor curto. Hoje a gente entende que o pano safra é insuficiente para atender toda a demanda do setor. Então a gente precisa com base nesses novos instrumentos de financiamento que eu já falei aqui, a questão do do FIAGRO, a questão de de CRAS, CPRs verdes, a gente precisa fomentar cada vez mais esse mercado para que esses instrumentos sejam dedicados principalmente à aqueles produtores, grandes produtores, médios produtores que têm condições hoje em dia de eh eh comprovar e e atender todos os critérios que muitas vezes os bancos privados demandam. E aí o o Davi falou muito bem, né? E como que a gente olha pro pequeno? O pequeno ele precisa desse impulso que o pano safra muitas vezes pode proporcionar. Então, na nossa visão, é cada vez mais construir eh esse esse sistema privado de financiamento para viabilizar cada vez mais que essas soluções sejam implementadas na prática. Eu acho que esse seria um primeiro ponto. Eh, e a gente já tem, obviamente, exemplos acontecendo, mas a gente precisa acelerar cada vez mais. É algo que a gente discute muito na BAG. Eh, e na próxima segunda-feira, inclusive, já fica o convite, eh, a gente vai ter o nosso Congresso Brasileiro do Agronegócio, acho que é 25ª edição, eh, e que na oportunidade, considerando ano de eleições, a gente vai lançar um documento que é a agenda estratégica do agronegócio eh para esse próximo governo. É, e e eu acho que foi um exercício muito interessante desenvolver essa agenda, porque o que a gente percebeu com base é, na na na consulta com os nossos associados, na consulta com o mercado, é que quando a gente trata principalmente da questão de sustentabilidade, eh, tanto o produtor, quanto a indústria, quanto o setor financeiro estão caminhando, mas ainda falam línguas diferentes. Quando a gente pensa na questão de risco iminente, e aí eu tô falando obviamente do risco climático que a gente tá vendo que vai impactar todos os setores, aí a gente tá mais avançado. Eu tô vendo que a gente tá falando uma língua um pouco mais parecida. Eu acho que a gente tem que se até a isso. Quando a gente pensa num desafio comum, que é o risco climático, é muito mais fácil a gente avançar em projetos eh projetos conjuntos. É exatamente o que o David tava falando. Então, eu acho que eh essa agenda que a gente vai lançar na próxima segunda-feira, ela caminha muito com essas propostas em diversos pilares que vão atender não somente o agronegócio, mas eu acho que todos os setores da economia, porque a gente tá trazendo como que as políticas públicas, como o Davi falou, de uma maneira muito bem estruturada, podem trazer segurança jurídica paraa aplicação desses investimentos, mas a gente também tá trazendo o que precisa ir além, o que que precisa melhorar, o que que precisa avançar. Eu acho que novos instrumentos de financiamento eh em conjunto com pano safra, em conjunto, obviamente com o seguro rural, eh eh eu acho que esse ecossistema funciona bem, mas de novo, a gente precisa entender como direcionar para cada um dos atores e no final das contas eles executam na prática essas boas essas boas ações, essas ações de sustentabilidade, impedindo que essa esse risco climático realmente aconteça. Então acho que é isso. >> Obrigada. Antes da gente fechar, queria passar pra Rosana, que ela tem um convite para fazer paraa audiência. >> É uma, eu esqueci de colocar na minha fala. Obrigada, tá? Eh, na COP 30 a gente participou, o Instituto E participou junto com a UNIDO eh, de uma declaração que chama, eh, Belém Declaration on Green Industry and Green Investment, tá? que tem ali dentro uma série de princípios para fazer o que a gente conversou aqui, tá? Eh, eu convido vocês primeiro a entrar no site da UNID, tá lá, olhem, as instituições podem aderir a Belém Declaration e vai ter continuação na COP 31, tá Davi? Disso daí a gente tá trabalhando com a UNIDO de montar o secretariado. Por que que eu pedi a palavra? Porque ela tem muito a ver com a continuidade da manutenção dessa ideia que a gente conversou aqui ao longo das COPs. Ela é transversal e ela tá lá e pode ser aderida. Nós aderimos também e vamos continuar trabalhando. Obrigada, viu? Belém Declaration on Grain Industry. É só entrar no site da >> da COP. Eu tenho 20 segundos para fechar o painel, mas eu queria trazer primeiro meu agradecimento e dizer que em 31 a gente vai estar discutindo como que a gente conjugou as comunicações e as linguagens que a gente fala entre setor privado, setor público, setor financeiro, para que a gente possa disponibilizar financiamento acessível, que chegue no pequeno e que a gente consiga de forma conjunta promover o intercâmbio de ideias, a troca de cases, o avanço das agendas, eh, levando representatividade internacional e demonstrando a competitividade dos nossos setores e da nossa indústria, reposicionando, reformulando o nosso setor elétrico e tirando os penduricalos existentes para que a gente possa atrair mais capital internacional e chegar numa agenda de prosperidade econômica pro Brasil. Eu diria que é uma bela lição de casa, não é? Muito obrigada a todos, muito obrigada pelo painel. Um ótimo dia. [aplausos]
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