Transição climática como propulsora de desenvolvimento socioeconômico do Brasil, com Ana Toni
Sumário Regulatório
Ana Toni, CEO da COP30, falou sobre como a transição climática pode impulsionar o desenvolvimento socioeconômico do Brasil durante o II Fórum de Finanças Sustentáveis.
O evento foi promovido por Anbima, CNseg e Febraban durante a semana do clima de São Paulo, em 5 de agosto de 2026. O evento consolidou um espaço de diálogo estratégico entre o setor financeiro e a economia real, com foco na viabilização do financiamento da transição climática no Brasil.
Transcrição e Conteúdo
E dando sequência à programação, chamaria ao palco nossa convidada especial, que tem desempenhado um papel central na agenda climática brasileira e internacional. Por favor, recebam Ana Tony, CEO da COP 30 para falar sobre a transição climática como propulsor do desempenho socioeconômico do Brasil. [aplausos] >> Bom dia a todas e todos. Um super prazer tá aqui. Eh, vou complementar muito do que já...
E dando sequência à programação, chamaria ao palco nossa convidada especial, que tem desempenhado um papel central na agenda climática brasileira e internacional. Por favor, recebam Ana Tony, CEO da COP 30 para falar sobre a transição climática como propulsor do desempenho socioeconômico do Brasil. [aplausos] >> Bom dia a todas e todos. Um super prazer tá aqui. Eh, vou complementar muito do que já foi falado, super interessante. Parabenizar a Febraban, Ambina, SNSG, o Cubo, o Case. Agora a gente já tem tantos exemplos de tantas cooperações, então é muito, muito bom tá aqui. E eu adorei o mote soluções e implementação. Todo mundo sabe pra COP 30 implementação foi nosso grande morte, continua sendo nosso grande de morte, vai continuar. E me pediram para falar, o título do que pediram para eu falar era transição climática como eh propulsora de desenvolvimento socioeconômico. Eu adorei o que foi pedido porque a gente sabe que o Brasil tem todas as vantagens comparativas. A gente já falou isso 500.000 vezes, né? a gente, só que a vantagem comparativa brasileira, ela não é destino, ela é a base. O que que a gente vai fazer com esta base depende de cada um de nós. E a gente sabe que para transformar essa vantagem eh comparativa em vantagem competitiva, precisa dessa cooperação, precisa de planejamento, precisa desta ação. E eu acho que assim, eu sou obviamente tendenciosa porque trabalho pro governo, não souci CEO da COP, mas eu acho que o maior avanço que teve no Brasil nos últimos anos foi reposicionar a agenda climática como uma agenda de desenvolvimento. Desde o comecinho a gente colocou esta agenda climática, não como niche, mas como uma agenda de desenvolvimento. É dentro do governo, na sociedade, no setor privado. a gente começou essa agenda não como uma agenda ambiental nos últimos anos, o que é fundamental e acho que a COP 30 foi um grande momento da gente apresentar esse Brasil como um provedor de soluções climáticas para o seu desenvolvimento e pro desenvolvimento de outros países em desenvolvimento. Então vou dividir um pouquinho aqui em tanto na área nacional, o que a gente tem feito nacionalmente, que já foi mencionado, como nas oportunidades internacionais. Quando a gente olha aqui pro Brasil nesses últimos anos, acho que Kaká, Isaac, Cláudia já mencionaram muito, a gente tá num bom momento, a gente construiu políticas públicas, eh regulamentação, a gente tem a sociedade bastante mobilizada, tem instrumentos econômicos, uma visão de Brasil que veio com o plano de transformação ecológica. Eh, temos ali o alguns instrumentos, o Ecoinveste, o fundo clima, a taxonomia, mercado de carbono, temos diversos planos, o plano clima, logicamente, mas também o plano da nova indústria. É, temos os planos de biodiversidade, então temos regulamentação, eh, e métodos, eh, como taxonomia, que a gente tá aprimorando cada vez mais, ligados a a as melhores metodologias internacionais. Temos alguns instrumentos, instrumentos econômicos já estão na base, temos os planos de governo e temos a sociedade muito bem organizada. Então, acho que assim, estamos bem. Estamos bem, mas como eu falei, temos vantagens comparativas, temos agora políticas públicas, então o que que a gente precisa fazer no Brasil para tá melhor? É, acho que é essa que é o mote daqui. Acho que a gente precisa fazer algumas coisas. Primeiro, dar continuidade no que começou. a gente sabe que eh essa trajetória ela não é linear, ela não acontece por acaso, ela tem erros e acertos, ela vai e volta, tem a geopolítica que nos coloca mais para lá, mais para cá. Então, ter consciência que não vai ser uma trajetória linear, eh, e vai ter erros e acertos e poder debater em fóruns como esses esses erros e acertos de uma maneira muito aberta. é fundamental para isso. Tem, ela tem que ter continuidade. Tá tendo uma eleição. Agora, independentemente da eleição, a gente precisa como sociedade continuar acreditando que nessa vantagem nossa comparativa pode e deve ser transformada em competir eh dos maravilhosos casos de excelência, sair do piloto para ir pro pipeline. Temos muitos pilotos muito maravilhosos. A gente tem que sair do piloto e ir pro pipeline. Escala é, foi falado aqui pelo Isaac, fundamental. A gente sabe que no Brasil a gente acredita nos pilotos, a gente faz os belos pilotos, mas a gente não pensa num piloto para já virar a escala. A gente tem que mudar isso e acho que a gente tem todas as condições de fazer isso. Segundo aqui no Brasil, a gente também sabe se estamos aqui entre nós, nós não somos os mais pragmáticos. Algumas vezes a gente tem sonhos altos, mas a gente eh acaba glamorizando algumas agendas e não implementa na base, que é o mais difícil. Então, a gente tem que valorizar quem está eh implementando na base, naquele pragmatismo, trazer essas pessoas que estão na base com o CAS é um dos dos que tá fazendo isso junto com outros, contar cada um desses casos pra gente aprender com eles. E terceiro, a gente tem muito é que essa junção da política pública com o setor privado. Temos que fazer políticas públicas entendendo as dificuldades do setor privado. E o setor privado tem que fazer o que já faz essa implementação, entendendo as dificuldades também do setor público. Cada vez mais a gente alinhar o que o setor privado está fazendo com com o que o setor público tem que fazer é absolutamente fundamental pra gente chegar na implementação. E como é que a gente pode fazer isso? Já tem diversas, eu acho que essas iniciativas agora, Dambima, Febraban e CSG são maravilhosas, o CAS, então a gente já tá aglomerando algumas iniciativas que estão muito muito importantes. Acho que a gente pode fazer isso também pensando setorialmente. Vamos olhar todos os problemas da agricultura, desde regulamentação, eh, até as metodologias de taxonomia, até o pipeline de projetos, trabalhando junto com os bancos. Vamos fazer isso para uma cadeia específica. Eu acho que se a gente resolver, não tentar fazer tudo, mas começar fazer algumas dessas cooperações por cadeias específicas, eu acho que a gente começa a ser mais concreto. A gente pode fazer também por instrumentos econômicos mais específicos. O Ecoinvest, um grande sucesso, já foi mencionado, já estamos na sexta edição. A gente tem tentado ter uma comunicação muito fluída com o setor privado. Como é que a gente melhora o Ecoinveste? como é que a gente amplia o Ecoinveste para outros setores, começar a pegar alguns instrumentos econômicos pra gente poder, eu acho que a gente tá no caminho certo e tem que continuar, mas eu acho que a gente tem que ser escala, pragmatismo e o público privado sempre junto. Esse problema não vai ser resolvido só no privado ou só no público. Temos que fazer juntos. Agora queria passar paraa parte um pouco mais internacional daqui, como a gente falou, para pra COP 31. Eh, na COP 30, eu acho que o nosso grande grande legado é a implementação. Isso pegou, pegou não só no Brasil, pegou no mundo inteiro. E fico muito muito contente que a gente viajando ali, eh, fomos ali para Londres, eh tenho viajado bastante paraa Turquia e para Etiópia, paraa Austrália, por razões óbvias, né? COP 31 e COP 32. E o tema e o leme implementação, aceleração da implementação, mais do que pegou, todo mundo quer. E eu acho que o Brasil é visto internacionalmente como uma liderança eh nesse tema. Então, a gente tá pensando muito o que fazer e o que pode ser feito e tem diversas oportunidades no internacional pra gente poder fazer isso. Eh, vou mencionar algumas aqui antes de chegar em BAC. Primeiro lembrar que nós estamos como presidência da COP fazendo a continuidade daquele instrumento que é o Bacut o Belém 1.3 Tri, a mobilização de 1.3 Tri. A gente, como naquele documento todo mundo viu, tem lá os 5Rs, a gente precisa trabalhar mais próximamente do setor privado, nacional e internacional, porque para mobilizar um ponto três tri, a gente tá olhando da onde vai vir o dinheiro. Então, quanto vai vir de dinheiro concessional dos países desenvolvidos, quanto vai vir do mercado de carbono? Quanto vai vir eh do setor privado, para que setores tá indo mais? É mais paraa energia. Então a gente tá entrando numa granularidade muito maior. Então esse vai ser um instrumento que a gente vai entregar na COP 31. Eh, e a gente já acredita que o pessoal da Austrália vai dar continuidade. Então esse é um caminho pra gente trabalhar mais próximo. Já é um convite, eh vamos ter alguns eventos aqui em São Paulo para trabalharmos mais próximos sobre esse instrumento do roadmap de 1.3. Estamos também fazendo o de floresta e o de transitioning away de fo, né, que também convida o setor privado, mas acho que esse de 1.3 tri é absolutamente fundamental. na COP eh 30, na nossa COP 30, a mobilização de 1.3 Tri, eu não sei se vocês perceberam, no acordo do multirão, fala que para a gente conseguir 1.3 Tri não é mais um um trabalho que só governos farão. Ele conclama a todos e principalmente o setor privado para entrar junto. Então eu fiquei aqui pensando como ideia eh a o que poderia sair aqui no no Brasil é uma contribuição desses setores aqui. Eh, o que que o setor sugere que para mobilizar recursos internacionais pros países em desenvolvimento que que precisa ser feito? A gente tá fazendo o nosso BACUT Belém, implementação, mas da perspectiva do setor privado, o que que tem que acontecer? Seria muito, muito bom poder ouvir, a gente ter eventos que fale do Bacu Belém, dos da perspectiva do setor privado. Segundo lá no no acordo lá de do Multirão, foram colocados pela primeira vez um debate muito mais amplo sobre mobilização de recurso, chamado artigos eh 2.1C. E aí foi pensado, vão ter eh diversos eventos formais eh dentro da das negociações e informais. que são os veredas da Xingusalogs, que é sobre mobilização do setor financeiro e internacional pra gente captar esse recurso. Convido novamente que o setor privado participe tanto do Veredas da Aalog quando do Xingu da Aalogs. A nossa vontade foi tão grande de sair um pouco do âmbito dos negociadores, né, que o debate ali é um um eh mais fechado. E o Xingu dialog tá acontecendo junto com aqueles encontros do Banco Mundial e do IMF, que o primeiro foi em Washington em março, e o segundo vai ser em Bangkok também dentro daquele âmbito. esses momentos internacionais, a gente traz os bancos multilaterais, os o as instituições financeiras globais e seria muito importante que o setor financeiro brasileiro tivesse presente ou participasse conosco através do Itamarati, que vai ser representando, a gente tá trazendo mais agora o o Ministério da Fazenda também, mas que se aproprie desses debates internacionais sobre eh mobilização. A gente fez isso na na COP 30, a SB, junto com a SBCOP e com outros. Então eu acho que a gente tem uma oportunidade grande de chegar na COP 31, primeiro mostrando o que que a gente implementou da COP 30 paraa COP 31. Acho que isso vai ser muito importante. O que que aconteceu da COP 30 a COP 31? O que que aconteceu aqui no Brasil pra gente poder contar que a gente não fez só essa mobilização através da maravilhosa agenda de ação nos seis eixos? O que que aconteceu em cada um dos eixos? Quantos projetos foram financiados entre COP 30 e COP 31? Dá pra gente mostrar que o Brasil sim é bom de implementação. Dá para mostrar quanto foi mobilizado? Cadê os projetos na ponta? Acho que pode ser um produto que a gente queira e possa trazer paraa COP 31. A gente vai tá planejando como governo, a gente acaba, né, como COP 30 no dia 9 de novembro. COP 30 desaparece na no dia 9 de novembro, mas a gente espera, a gente vai fazer um grande pavilhão, eh, um grande pavilhão Brasil na COP 30. Já convido a todos e todas para quem for para eh para Antália participar dos eventos, a gente quer fazer dois grandes pavilhões, um deles totalmente dedicado à agenda de ação, para que a gente mostre o que o setor privado brasileiro conseguiu, está fazendo e o que foi implementado da COP 30 para COP 31. Eu acho que é fazer, a gente já sabe, foi dito, o de a direção tá dada, a gente sabe que essa agenda vai aumentar na área de mitigação e adaptação. Adaptação tá um pouco atrás. A gente tá correndo com a agenda de adaptação pros projetos concretos. a gente tem uma oportunidade impressionante de mostrar pro mundo, o Brasil como esse eh provedor de soluções climáticas, as soluções eh existem, mas para isso a gente precisa aumentar a escala, continuar essa relação público e privada e ser esse pouco mais pragmático pra gente conseguir chegar na ponta. Eu tô muito feliz de estar aqui. Quero aprender muito o que está acontecendo paraa gente poder chegar eh na Turquia juntos. Vocês sabem que a que a Turquia manteve os nossos seis eixos. Então a agenda de ação ela tá absolutamente mantida por 5 anos. Foi um grande legado eh da COP 30 manter a agenda de ação separada nos seis eixos. O que a Turquia fez, escolheu alguns temas dentro dos seis eixos. Por exemplo, o tema de eletrificação vai ser bastante debatido, economia circular bastante debatido, oceano bastante debatidos, que estavam dentro daqueles nossos 30 objetivos. Então eles estão mantendo e dando um passinho a além para trazer os projetos da base desses temas que eles escolheram. Então, convido a todos para quem vai paraa Turquia, vamos fazer juntos, mas antes, como foi dito, temos ali Nova York, mas eu acho que agora é chegar no muito concreto, senão a gente vai eh eh dar essa impressão pro mundo que nós somos excelentes parceiros paraa grande visão, paraas mudanças institucionais, mas talvez eles não ainda confiem muito como esse grande implementador. Eu acho que aonde a gente tem um grande desafio. Muito obrigado e vamos seguir aqui com o evento. >> [aplausos]
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
Acesso Exclusivo para Assinantes
Cadastre-se ou faça login com sua conta do Radar Finsiders Brasil para visualizar esta regulação na íntegra, fazer download dos arquivos e ter acesso a relatórios exclusivos do mercado financeiro.