O sistema financeiro depende cada vez mais de poucos provedores globais de nuvem enquanto regulações apertam exigências de continuidade, portabilidade e transparência. A discussão tornou-se estratégica: multicloud é escolha, imperativo de negócio ou obrigação regulatória? Como equilibrar eficiência e soberania em ambientes híbridos? Como evoluir contratos, auditorias e SLAs para cenários de IA e automação massiva? Resiliência deixa de ser apenas atributo técnico e passa a ser princípio estratégico. Como preparar bancos para incidentes de larga escala envolvendo clusters de IA, APIs críticas e múltiplas nuvens? Qual o papel de automação, failover inteligente, segmentação, simulações de caos e observabilidade preditiva? No Brasil, a distribuição entre zonas de disponibilidade, a coordenação entre bancos, provedores e autoridades e as exigências regulatórias de continuidade reforçam a necessidade de uma infraestrutura distribuída, auditável e capaz de manter operações mesmo diante de falhas massivas.
Transcrição e Conteúdo
Bom, pessoal, estamos aqui mais um ano para falar de um tema que interessa a todo mundo. Eh, cada vez mais o sistema financeiro roda sobre poucos provedores. A pesquisa Febraaban traz um detalhe eh revelador. A nuvem é prioridade para 84% dos bancos, mas entre os benefícios percebidos, a ação de cloud, resiliência e recuperação de desastres aparecem atrás de outros ganhos. É esse ponto que o paine...
Bom, pessoal, estamos aqui mais um ano para falar de um tema que interessa a todo mundo. Eh, cada vez mais o sistema financeiro roda sobre poucos provedores. A pesquisa Febraaban traz um detalhe eh revelador. A nuvem é prioridade para 84% dos bancos, mas entre os benefícios percebidos, a ação de cloud, resiliência e recuperação de desastres aparecem atrás de outros ganhos. É esse ponto que o painel quer virar do avesso. Resiliência. não como efeito colateral e sim como princípio estratégico. O regulador já despertou as soluções editadas, as resoluções, perdão, editadas em dezembro em vigor desde março, apertaram as exigências de continuidade, portabilidade e transparência e fixaram um princípio duro. a execução não transfere responsabilidade e a gente sabe disso bem quando a gente tá lá do outro lado como pessoa física, né? Por isso a pergunta que abre a conversa. Multicláudde é escolha de arquitetura, imperativo de negócio ou obrigação regulatória? E soberania deixou de ser discurso e já virou arquitetura? Para debater, eu recebo ao palco Patrícia Cortez, superintendente nacional de serviços de TI da Caixa, André Palma, diretor de tecnologia do Itaú Unibanco. Marcos Siqueira, CO e Red de estratégia daent e Bruno Asaf, diretor de ACUD Cyber Backup, Data Center da Del Technology do Brasil. Eu ia brincar que o Bruno é um ISD, mas depois eu brinco com ele. Quero saber o que que é o ASD. Vamos lá. Primeira pergunta. Vamos começar pela pergunta que dá nome ao debate. O setor financeiro opera em um ambiente concentrado em poucos e grandes provetores globais de nuvem. Enquanto a regulação reforça exigências de continuidade, gestão de riscos e estratégia de saída. Diante disso, multicloud é escolha de arquitetura, imperativo de negócio ou já virou obrigação regulatória? André, começando por você, para um banco do porte do Itaú e olhando também pra lente e de outros provedores, multicláud estratégia, necessidade ou exigência? que que pesa mais. >> Boa tarde, obrigado pela pergunta. Boa tarde o pessoal também que tá com a gente acompanhando. Eh, é estratégio e é negócio. É sobre continuidade do sistema financeiro brasileiro, né? Então eu acho que o regulador, né, quando teve essa alteração eh mais recente, né, para deixar ainda mais robusto o nosso sistema eh financeiro, eh é muito sobre continuar garantindo a continuidade eh de todo o serviço desse nosso ecossistema eh financeiro. É, eu vejo que quando a gente olha pra multicloud, né, as próprias clouds é public clouds, né, o Itaú já vem desde 2014 com sua private cloud, né, onde a gente teve a oportunidade de aprender e muita coisa, né, ainda com o ambiente on, né, tava falando há pouco ali sobre nosso ambiente on premises também. E quando 2018 teve a regulamentação, né, do Banco Central autorizando usar eh public cloud, a gente começou a fazer um processo de modernização eh bastante relevante e cai um pouquinho na pauta da nossa conversa de hoje, né, porque quando a gente concentra eh muito em um único parceiro, né, isso pode trazer, né, eh pontos aqui de disponibilidade. Ao mesmo tempo, quando a gente olha pro nosso data center, né, o banco trabalha desde 2015, é, 14 para 15, é, com três data centers, né, teve inauguração também do data center do Itaú em Mogimirim. Eh, e a gente trabalha com disaster recovery aqui em São Paulo, né? Então são dois data centers ativo ativo e um data center remoto para DR. Eh, quando a gente vai pra cláud hoje com os nossos principais provedores, a gente tem 12 datacentes, >> caramba. >> Então, esse aumento às vezes a gente não tangibiliza também e traz o número com essa clareza e o fato de ter 12 já traz uma resiliência considerável, né, para toda a nossa infraestrutura. e multicloud na nossa perspectiva, né? Eh, é algo também muito importante e relevante, porque pode em algum momento eh ter uma falha e desse provedor, dessa concentração e eh ter o equilíbrio aqui também pros serviços mais críticos. Por isso que toca estratégia e negócio eh pros nossos clientes é fundamental pra gente garantir essa continuidade, né? Mas eu posso falar um pouquinho mais sobre isso também? >> É, então além de regulatório é imperativo estratégico e de negócio. >> É isso >> aí. Beleza, Patrícia. Num banco público, como é que a soberania entra nessa equação desde o início? >> E boa tarde a todos. Eh, num banco público, essa equação, ela começa desde a definição de estratégia e definição de arquitetura, né? a gente eh realmente precisa estar preocupado com essas questões, né, em decorrência de todo o portfólio de serviços que a gente oferta, né, pra sociedade. Eh, mas a alhando sobre o ponto de vista de soberania, é importante destacar que a soberania não significa eh ter tudo dentro do banco. a gente precisa de fato, né, contar com os provedores globais, são muito importantes, né, a partir deles foi possível acelerar muitas coisas, ter acesso a muitas tecnologias que dificilmente a gente conseguiria ter se não fosse, né, com essas parcerias. Entretanto, a gente precisa ter sim condições de executar esses serviços independente deles, né? Eh, é importante eh, desde o momento em que você pensa arquitetura e define estratégia, quais são as condições que a gente estabelece para que em situações críticas e situações principalmente de incidentes, a gente tem a condição de retomar serviços e fazer com que o impacto ele seja o menor possível, né, pros nossos clientes. Então, a gente eh quando pensa sobre eh essa questão da soberania, a gente pensa desde a definição estratégica até a parte de arquitetura e como que tudo isso vai funcionar, né, no decorrer desse processo, né, dessa parceria para que possíveis incidentes, possíveis eh ações que ocorram no decorrer dessa parceria sejam minimizadas, né, por todo um portfólio de nuvem pública, nuvem privada, nuvem soberana. E tudo isso passa eh pelo definições mesmo de como que você vai fazer a melhor alocação, né, dos serviços dentro desse portfólio que a gente tem disponível. >> Perfeito. Marcos do ponto de vista de que opera a infraestrutura, né? Eh, essa corrida multicloud muda o quê do ponto de vista de um provedor local? >> Boa tarde a todos. Na verdade, o que a gente tem observado cada vez mais não é apenas uma busca pelo multicloud, mas também uma busca por soluções onde o parte do ambiente está em nuvem. Então aí sim você tem uma parte do multicloud, mas você também tem uma parte da solução que tá no One Primes. O ambiente físico ele continua existindo e existindo de uma forma muito sustentável. Então, o que tem mudado cada vez mais é a necessidade dos clientes. E olhando pro segmento financeiro propriamente dito, a gente tem visto um grande eh envolvimento, uma grande busca do do agente financeiro para que as soluções físicas possam se possam se conectar com bastante resiliência, mas principalmente com muita governança para o ambiente do multicloud. Então, o que tem mudado cada vez mais é o interesse de muitas empresas querendo estar não apenas conectado com as nuvens públicas, mas com a menor latência possível e com melhor com as melhores possibilidades de governança, porque principalmente para quem é regulado, como este segmento, tudo que você puder ofertar do ponto de vista de certificações de infraestrutura, certificações de continuidade de negócio, certificações de segurança da informação. Tudo isso é o que tem dado muito respaldo para que o próprio segmento financeiro possa usar cada vez mais soluções híbridas, não apenas o multicloud, mas principalmente soluções híbridas, porque o mundo físico tá falando com o mundo virtual a todo momento. >> Muito bom, Bruno, olhando pro mercado aí como um todo, né? Eh, você diria que Multicloud já é padrão no sistema financeiro ou ainda é uma exceção bem executada? >> Boa tarde a todos. a gente tem uma realidade que foi mudando bastante ao longo do tempo e por óbvio, quando a gente fala de tolerância à falha, tudo isso tá muito bem implementado no segmento financeiro há bastante tempo, mas essa busca pela nuvem, ela tinha por princípio buscar agilidade, elasticidade e principalmente a inovação das APIs e do desenvolvimento. Paralela um pouco ao custo que não se realizou tanto. E essa dinâmica, ela na prática de multicloud, ela é muito difícil de você fazer entre clouds diferentes, n? As aplicações t muitas conexões entre as APIs e etc. Então você faz a sua redundância. E o que a gente tá vendo agora cada vez mais, como o Cira comentou, é uma busca do seria o novo on pessoal pensa: "Não, OMP Prem eu tinha lá dentro de casa no meu datacenter, etc. Hoje, cada vez mais você tem modelos em que você paga por uso, que você consome, que você coloca de forma adjacente a essas grandes nuvens dentro de data centers, como o cent, por exemplo, e que com isso você busca ter essas mesmas flexibilidades e que agora no mundo da IA, que vem crescente à medida que você sai da experimentação para produtividade e inovação, esse multicloud ele é mais natural porque as demandas e os workloads de inteligência artificial, eles são mais facilmente portáveis entre diferentes lugares. Então eu posso estar numa Openi, posso estar numa Microsoft, posso estar numa fábrica de a que a Del pode prover dentro de uma sente ou dentro de qualquer lugar de uma maneira muito mais simples do que era no passado. Então, tudo aquilo que a gente quis fazer, eu diria que agora esse é o momento que a gente vai conseguir fazer de uma forma muito mais tranquila e muito mais necessária. >> Perfeito. Bom, vamos olhar para a resiliência agora, né, que é o tradeoff central aqui do nosso papo. Eh, a gente já sabe, pelo que vocês falaram aqui, que o modelo híbrido é o melhor, né, para garantir que tudo funcione muito bem. Agora, como é que a gente equilibra resiliência, a nuvem híbrida, a inovação global e o controle nacional? Vou começar com a Patrícia. Como é que funciona lá a nuvem soberana na prática e porque ela importa para um banco como a Caixa, que guarda muito aí dos nossos eh dados de brasileiros de todos os níveis, né? Bem, eh, nuvem soberana, né, ela precisa combinar um conjunto de capacidades, né, eh, a nuvem, a gente precisa, eh, efetivamente saber quem processa, onde processa, quem controla, quem tem acesso às chaves, eh, quem são os os fornecedores, né, todos os parceiros que fazem parte, né, dessa dessa cadeia de prestação de serviço. Então, eh, a nuvem soberana, eh, e todo o portfólio, né, de nuvens, ela nos dá a condição de fazer o melhor gerenciamento, entrega dos serviços. Eh, sobre o ponto de vista da Caixa, né, que a gente além de operar serviços bancários, né, também operamos eh serviços de públicos, eh isso tem um peso ainda maior, né, uma indisponibilidade dentro do nosso serviço, ela vai além das questões bancárias, né, ela compromete realmente a prestação de serviço para toda a sociedade, né, tendo repercussões, né, para empresas, para toda a população. E isso traz realmente eh um diferencial sobre o ponto de vista da importância da disponibilidade desses serviços. Então, trabalhar eh a parte de soberania e disponibilidade, ela vai além de questões e requisitos técnicos, né? Ela passa a ser realmente uma responsabilidade é da instituição diante, né, da magnitude desses serviços que a gente eh opera e está sob responsabilidade da instituição. >> O que que entra na soberania? A soberania, ela nos dá a condição de eh manter o controle, né? a gente eh pode terceirizar e ter parcerias, né, sobre o ponto de vista desta prestação de serviço, mas é imprescindível que o controle, que a instituição entenda, conheça, eh saiba a como que toda essa arquitetura está desenhada, quem tem acessos, quem são os provedores, né, e toda a cadeia eh de fornecedores que estão ali eh prestando esse serviço, né? Isso é muito importante porque eh normalmente coisas que podem ser muito eh incidentes muito graves eh você passa a ter apenas naquele momento eh uma noção ou realmente uma visão de fato de quais são todos os componentes, né, daquela daquela situação. Então, a a conhecer o serviço, a arquitetura, todos os entes que fazem parte dessa prestação de serviço é fundamental para que você consiga ter soberania e ter controle do serviço que tá sendo ofertado. >> Bacana. André, falando em arquitetura, como é que o banco decide o que que fica ones, o que que vai pra nuvem privada, o que que vai pra nuvem híbrida? O que que vai pra nuvem aberta? a nossa estratégia, eh, ela já percorre nesses últimos anos uma modernização full do banco completa. Eh, a gente acredita muito que a estratégia que a gente vem adotando, né, tanto de metodologia, de visão de produto, de design, de experiência do cliente, de processamento, ela traz pra gente o diferencial eh de futuro competitivo bastante relevante. Eh, quando a gente olha para nossos sistemas legados, né, dos data centers que eu comentei e há pouco, 70% dele hoje já roda em novo, né? E a nossa estratégia é continuar com essa modernização e migração para justamente e extrair o melhor benefício. E quais são eles, né, tentando tangibilizar um pouco. De 2020 para cá, quando a gente começou a fazer essa modernização, a gente conseguiu reduzir 99% dos incidentes mais críticos para os nossos clientes, né? Quando a gente olha paraa velocidade de implementação comparado o ambiente a um prime tradicional, mesmo com aquela private cloud que tinha mesmo, né? Para mainframe, para todo ambiente legado, eh hoje a gente faz mais quase de 3.000% de mudanças no ambiente eh de produção, chegando esse ano aqui a quase 600.000 mudanças eh no nosso ambiente produtivo que traz mais velocidade do que a gente entrega de feature pro cliente, traz a evolução na experiência, traz transformação, né, com IA agora também, né, uma série dessas, milhares dessas inclusive já também trazendo eh o o IAI, inclusive, que a gente lançou, né, há poucos há poucas semanas. Então, a gente acredita muito que essa transformação, ela tá pautada diretamente na melhor experiência pro cliente e na evolução do banco, né, e do sistema financeiro como um todo, trazendo bastante robustez para tudo isso, né, para de novo, reforçando o nosso ecossistema, eh, financeiro brasileiro, né? Hoje somos mais de 70 milhões de clientes, né? E como Patrícia comentou, né? Disponibilidade e garantir, né, o serviço bancário eh disponível, né, domingo a domingo, né? O Pix é um exemplo super legal, né? Porque o Pix trouxe mais forte, né? questão da disponibilidade, né? Cartão de crédito, débito, conta corrente, já tinha esse viés, mas aí com PX isso ficou ainda muito mais forte porque é justamente transformação, né, que o mercado vem passando, que os clientes vem passando e que a indústria, né, de entregar algo diferenciado pros nossos clientes, seja em qual indústria for, tem gerado, né? Então é isso que a gente acredita. Então esse híbrido que a gente falou há pouco para nós aqui contra Itaú, a gente realmente acredite num caminho mais fluído eh com cláude pública e com um desafio importante de concluir essa modernização e migração aí nos próximos anos. >> Bacana. Bruno, já que ele trouxe a pra mesa, aí eu vou perguntar para você, né? Eh, enquanto dessa infraestrutura privada de IA eh, soberana de verdade, né? e o quanto toda essa questão do híbrido entra nessa nesse universo de soberania da IA também, >> sem dúvida. E mudou bastante, muito rápido, né? Para dar um panorama, a Dela era uma empresa de até 2 anos atrás que faturava 90 bilhões de dólares por ano. Quase metade disso para laptops e computadores e a outra metade para arquiteturas, vamos dizer assim, tradicionais de onpram e nuvem privada, como o Palma comentou nesses últimos dois anos. Esse ano a nossa previsão que vai ser atingida é de mais 60 bilhões de dólares em infraestrutura para IA, que se dividem entre os criadores da infraestrutura de IA, como a Open AI, Elon Musk, enfim, Neclouds que estão vindo se instalar no Brasil, inclusive para prover serviços de inteligência artificial e GPU para outros clientes. E nós já temos mais de 6.000 clientes ao redor do mundo que tem o que nós chamamos de fábrica de são conceitos novos, são diferentes daquelas tecnologias do passado de On e que ainda existem e tem um custo muito eficiente, mas cujo propósito é ter altíssima agilidade, um local onde você pode conviver com múltiplos modelos e múltiplos agentes. É mais portátil, porque nós vemos hoje a inovação vindo de todos os lugares. Quando a gente fala de open claw, que é a revolução que possibilitou tudo que a gente tá vendo aqui de agentes, ele surgiu, não foi de uma empresa, ele surgiu do ecossistema de comunidade. Então, a gente vai ver cada vez mais inovação vindo de lugares diferentes e a necessidade das empresas de ter um lugar onde essa inovação possa florescer e ela possa ser múltipla, aproveitando o que tem de melhor de cada um de uma forma segura. E o que tá motivando isso nessa brincadeira toda é ter isso com os tokens mais inteligentes e mais baratos. Então, cada vez mais a gente vai ouvir falar de tokenomex, que é como eu posso fazer para que a minha empresa tenha os neurônios do Einstein pelo melhor preço possível e eu não tenha que me obrigar a usar neurônios de rato porque eu não tenho como pagar. >> Mais do que isso, né? também neurônios seguros, que a gente tá falando de soberania aqui, >> sem dúvidas, do e que preservem a propriedade intelectual, porque um tema interessante que às vezes a gente se esquece >> é que se existia uma preocupação antes com os sistemas de negócio, o que a gente tá colocando agora na IA é o que tá aqui dentro, é o que faz as nossas empresas serem as nossas empresas, são os nossos processos de negócio, são os nossos conhecimentos, não são só os dados. Perfeito, Marcos. O Brasil tem hoje infraestrutura física, data center, zonas de disponibilidade, energia para sustentar essa soberania que a gente tá falando? Olha, o mercado de data center tem crescido muito nos últimos anos, de fato, o exemplo real, a tem 15 anos de existência e inauguramos 21 data centers no Brasil ao longo desses 15 anos. Então isso mostra o quanto existia uma demanda reprimida. o mercado foi mudando, foi demandando cada vez mais, mas infelizmente a resposta é não. Nós não temos todos os data centers necessários para suportar tudo isso. Um exemplo que eu posso compartilhar sobre isso, o próprio ministério eh trouxe isso o ano passado quando começou a falar um pouco sobre redata, que hoje mais ou menos 60% do cloud utilizado no Brasil não está hospedado no Brasil. Isso é um pouco pelo fato de muita infraestrutura ainda está rodando lá fora, porque não tem data centers suficientes aqui no Brasil, não tem todo esse investimento realizado. No entanto, o Brasil sim tem condições de trazer tudo isso para cá. À medida que toda essa demanda acontece, à medida que todo o tema de soberania como continua acontecendo, naturalmente as grandes, as bigtechs trarão mais funcionalidades, trarão mais serviços, vão criar mais zonas de disponibilidade no Brasil, porque o Brasil ele pode ter essa grande oportunidade. Primeiro, custo de energia no Brasil é metade do custo de energia em outros países. A matriz renovável do Brasil, ela é quase 90% já renovável, ou seja, tudo que o Brasil gera de energia já é renovável, mas ainda assim dá oportunidade para empresas como a se quiser trabalhar com 100% energia renovável, pode fazer. Então, a hora que você vai somando estes aspectos, faz com que o Brasil esteja muito bem posicionado para atrair tudo isso. Um outro ponto que é bastante importante, principalmente para grandes empresas, como eu tô acompanhado aqui nesse painel, que tem um pouco da responsabilidade de sustentabilidade. Data centers no Brasil não consomem água. >> Isso ia te perguntar. >> Isso é um tema que toda hora tá sendo ventilado, que data centers consome muita água. Isso pode ser uma verdade. No Brasil isso não é uma realidade. >> Por quê? >> Porque no Brasil todos os data centers usam circuitos fechado. Então você coloca a água uma única vez na inauguração do data center e aquela água simplesmente recircula. Isso faz com que você não tenha desperdício nenhum. >> Perda residual. >> Zero. >> Por que que por que por que que nós escolhemos fazer isso? Um dos motivos que nós escolhemos é porque o custo da energia no Brasil é muito mais barato que em outros lugares. Isso faz com que os data centers construídos em outros países, eles preferiram perder água do que ficar gastando muito com energia. Então, todos esses aspectos, do ponto de vista ambiental, que o Brasil tá muito bem e estabelecido, também possibilita com que a gente consiga trazer cada vez mais data centers para cá. E termos e ter data mais data centers aqui vai favorecer com que empresas, como aqui representado, poderão ter cada vez mais os dados dentro do território nacional a um custo competitivo, com previsibilidade de custo em função da moeda. Ainda assim, você sabendo exatamente onde está instalado o seu dado, ainda que você utilize um grande cloud provider. Então, todas essas oportunidades, o Brasil tem trabalhado positivamente nesse sentido e me dá as a tranquilidade de afirmar, embora hoje não tenhamos todos os data centers suficiente, nós temos grandes possibilidades de ter esses data centers num futuro bem próximo aqui. >> Olha, tomara que você esteja corretíssimo. É tudo que a gente quer, sobretudo pela outra pergunta que vem aqui, né? o coração do painel que é um grande incidente eh em larga escala, um cluster de IA, uma AP aí crítica, uma nuda inteira falham. De repente a gente viu algum pouquinho disso acontecer no final do ano passado, muita gente eh ficou preocupado e o efeito respinga no sistema como um todo, né? Eh, a descrição desse painel lista a caixa de ferramenta, automação, flavor inteligente, segmentação, simulações de caos, observabilidade preditiva, o que que já é realidade operacional e o que que ainda é promessa. Vou começar com o André. Você mantou a disciplina de gestão de incidentes no Itaú, né? Eh, como é que o banco se prepara para uma falha massiva sem depender da sorte do provedor voltar rápido? >> Pergunta fácil, né? Tranquilo. >> Tá certo. >> O pessoal me zoava já, falava que eu era o incidente em Peta, às vezes, né? Eh, acho que vale eh trazer um pouco da perspectiva de cloud e e soberania também para essa para esse ponto. Eh, desde que a gente começou essa modernização e a migração toda pra cloud em 2020, eh, logo na sequência a gente já começou a debater a nossa estratégia de multicloud, né, e o que que seria eh eh um caminho técnico, estratégico e comercial adequado para suportar o futuro do banco, né? Então a gente em 22 tomou a decisão de ter um segundo provedor de cloud, né, como foi comentado, né? Aí você fica com dependência eh do que cada um tem pela sua especialidade, pelo seu benefício técnico, né, de utilizar eh serviços que aceleram a jornada da engenharia do software, aceleram também eh a realidade toda de observabilidade, de predição, de eh disponibilidade. E aí a gente eh começou a desenvolver, né, nesses últimos três, 4 anos, uma plataforma, né, chamada camada zero, inclusive é pública. Quem tiver mais curiosidade depois de pesquisá-la aí, camada zero, eh, Itaú, AWS, inclusive se colocar, porque aí tem um um vídeo de um especialista nosso detalhando mais sobre a plataforma. É uma plataforma baseada em arquitetura celular. é uma plataforma que ela abstrai tudo que um provedor de cloud tem dos seus benefícios e das suas especialidades e abstrai também tudo que a outra tem dos seus benefícios, das suas especialidades. Com isso, permitindo que serviços, que são, usar o termo extremamente críticos pro nosso cliente, eh, e que garantem a continuidade do banco, estejam operando nas duas clouds, eh, ao mesmo tempo. É, não é trivial fazer um negócio desse, né? A gente continua na jornada, mas é algo que a gente acredita muito e confia de que é é um caminho que traz, né, essa melhor qualidade e disponibilidade para uma situação como essa, né, no final do ano passado ou outras, né? Eh, e e de novo, né, lembra que quando a gente falava do eh do ambiente legado, incidentes também acontecem, ainda acontecem e aconteceram. Sim, >> né? E aí acho que tá muito associado também com a com o pedaço da tua pergunta que é sobre que que hoje tem de realidade para ser mais rápido, porque no fundo eh os incidentes eles vão acontecer e na hora que ele acontece é o que que a gente faz, como que qual que é o nossa, qual que é a nossa tempestividade e agilidade de colocar o serviço de volta no ar, seja por uma situação mais catastrófica de recuperação, né, ou seja para um uma disponibilidade de alguma peça técnica. técnica importante que deixou de funcionar. Então, para isso, né, quando a gente fala de observabilidade, fala de chaos, fala de todas as disciplinas e métodos hoje eh existentes pra gente conseguir ter um software é cada vez mais robusto, cada vez mais estável, é uma realidade, né? dentro do banco, a gente vem investindo bastante também nesses últimos anos, é, em plataforma de engenharia, né, onde a gente tentar garantir que todo o ciclo de vida do software e daquilo que a gente vai entregar pro cliente, a gente chama de all design, né? Tudo feito já no momento de construção, né? Seja para eh eh disponibilização do dado para depois aí a consumir, eh seja na observabilidade adequada, seja eh na resiliência, né? né? Quais são os requisitos de resiliência em todas as as zonas de disponibilidades que eu tenho que ter? Se é um serviço é multicloud em camada zero, como que ele vai já para uma arquitetura celular by design, né? Então, eh tirando e desonerando também os times de engenharia para se preocuparem com esse nível de construção naquele momento que estão desenvolvendo uma nova afit para nosso cliente, né? Então eu eu acho que n pontos que você trouxe todos eles já vejo como realidade, né? Acho que não só limitado a gente aqui como Itaú, mas eh nos bancos aqui, acho que mercado financeiro como um todo, né? Sempre subindo a régua tecnológica, né? Acho que no Brasil e também no mundo, né? Quando a gente compara com outros bancos fora, né? Falou de data center, né? Crise energética que a gente observa hoje na Europa, por exemplo, né? Algumas algumas cidades americanas também já colocando restrições para construções de data centers. Então, >> eh, ter esses ativos e ter o controle sobre tudo que tá rodando, né, que Patrícia também comentou, né? o acesso, a chave tá com a gente aqui, né? Então isso tudo traz, né, essa eh de garantia disponibilidade, garantia de continuidade e concentração do nosso serviço aqui com a gente, cuidando com bastante responsabilidade, né? É, >> porque tudo que a gente quer é chegar aqui na porta, pagar o táxi com Pix num boa, né? >> Pra maior tranquilidade. Bruno, >> recuperação cibernética tá no seu cargo, né? Aí você vai ter a oportunidade de dizer o que que é um ASD. Bom, depois de um incidente massivo, o que que separa quem volta em horas de quem leva semanas para voltar? Por incrível que pareça, ainda existe, né, essa volta em semanas. Eh, e doal, né, todo que a gente falou aqui, flavor, caos de observabilidade preditiva, tudo isso eh que entrega resultado hoje. >> Legal. A SG é parte cidadão de servidores, armazenamento, nuvem e a cybersegurança. E esse é um assunto, o assunto da indisponibilidade histórica, eu diria que ele é um assunto bastante bem resolvido, a gente sempre tem que se preocupar, né? Não importa aonde, se é na nuvem pública, se é na sua nuvem própria, se é na sua estrutura, mas que as nossas, o Brasil ele é muito competente pela história toda que nasceu, inclusive no segmento financeiro há mais de 30, 40 anos, em como pensar estruturas resilientes. O que separa muitas vezes aqui o o Cos que essas indisponibilidades elas são resolvidas e não importa de onde elas vêm. O que tem sido cada vez mais frequente são os casos em que você tem invasões deliberadas e invasões de Hansonware e invasões cibernéticas e que aí sim o que separa o caos é você ter uma estratégia de cofre cibernético em que você tenha uma proteção isolada em lugares separados e que preserva os dados e que você sabe que eles de fato estão íntegros para fazer uma recuperação se o pior acontecer. Então, óbvio que todas as disciplinas são importantes, mas a tecla advento, da cada vez mais nós temos estamos preocupando com o retorno. E esse tipo de cofice cibernético é uma tecnologia cada vez mais prevalente. Todas as instituições financeiras americanas são de porte, são, é mandatório que elas usem. Isso tá sendo adotado ao redor do mundo, cada vez mais. E a gente vai ter agora um terceiro, uma nova preocupação que essa a gente já conhecia, que é com relação aos agentes de a, mas não da forma que a gente imagina pelas notícias em geral, que é, ah, não, o que que eles vão fazer? Teve o agente a que fez um um processo ali errado, mas muito mais o agente a como potencializador da nossa força de trabalho, porque à medida que todos nós estamos usando os agentes nos processos de negócio, cada vez mais, a gente tem que começar a imaginar um mundo em que o que que acontece se os meus agentes já não vierem trabalhar hoje, se eles ficarem parados porque o trem, o transporte público de hoje, ele parou, só que o trem dele é outro. O que que vai acontecer nesse sentido? Isso vai ser cada vez mais um alvo, porque antes os malfeitores tinham o alvo da busca da credencial, da vantagem econômica. Agora eles vão ter por alvo como é que eu faço para disruptar os processos de negócio? E aí sim que é importante você ter esse multiá que a gente falou que pode ser o IA uma combinação do você tem na nuvem totalmente pública, numa nuvem intermediária ou no que seja, de forma a garantir que você tem o domínio, controle, como a Patrícia falou, a dominância do processo, como o Palma falou, e não ficar a mercedência e um benefício cada vez maior da IAP. Perfeito. Bom, já que a gente tá falando de A, vamos falar dos contratos, né? A maior parte dos contratos que estão aí foram inscritos pro mundo sem a IA, rodando na escala que a EA já começa a rodar hoje. Então eu queria saber de vocês, principalmente Patrícia e Martens, eh como é que a gente evolui contratos SL e auditorias para essa era de A e automação massiva que o Marcos descreveu? Patrícia, começando por você que contrata e audita a serviço de TI em escala nacional, né? Eh, assim, você tem n realidades para lidar. O que que é inegociável no contrato de um banco público? O que que muda quando quem consome o serviço é um agente de IA operando em massa? Bem, eh, sobre o ponto de vista, né, de acho que um dos principais aspectos que a gente tem que considerar e souu? >> Oi. Oi. >> Vocês me ouvem? >> Sou meu parou. >> Meu tá funcionando. >> Ouv? >> Não. Sumiu. Sou falando de disponibilidades. >> É, >> não dá pra gente falar. >> Alô, alô, >> alô. >> Olá. >> Sumiu tudo. >> Será que foi no prêmio? Será que foi? >> Agora voltou. >> Voltou. Falando incidente. Quem ficou falando de novo, >> sumiu de novo. >> Vamos lá. >> Eu fui a culpa é minha, eu dei ideia, né? >> Tá vendo? >> Incidente na prática. >> Incidente na prática. Estamos resolvendo a prática. >> Alô. >> Olá. Me ouvem? >> Sim. Bem, eh, sobre o ponto de vista de contratos, eu acho que um dos aspectos, eh, bastante relevantes que a gente deve considerar é sempre geral >> voltou. Será? >> Às vezes é o mero no break, né? Nadinha >> parece. >> Vamos tentar. >> Parece. Vamos lá de novo. >> Vamos tentar >> é >> aquela música. Vamos começar tudo de novo. >> Ah, gan. >> Vamos ver se o incidente foi efetivamente resolvido. >> Tickets abertos. >> Vamos lá. Ih, acho que não querem que você fale. Falar de contrato dá problema. Vamos lá tentar mais uma vez. Bem, sobre o ponto de vista de contrato, 43 >> para, né? Esse é aquele problema fácil de diagnosticar aquele intermundo. É, tá intermitente. >> Eita. >> Só quem, só quem não para é o cronômetro. O cronômetro não me segue, né? Que chorava. De novo. >> E agora vamos. Tá difícil. Voltou. Não voltou. >> Não voltou. Aqui ainda não. Agora vamos lá. Tenta mais uma vez. >> Vamos sentar. Espero que dê certo. Ih, não deu. >> Vai mais uma vez. Começou falou a palavra contrato. >> Ah, tá bom. A velha solução, velha solução. >> É a solução padrão. Sai todo mundo entra de novo. >> Quando desliga o microfone, liga de novo. >> Ai ai. Será que vai fala a palavra contrato? Eu falei foi >> bem. Vou tentar novamente. Eh, sobre o ponto de vista de contratos, eu acho que um dos itens que a gente sempre deve pensar quando vai construir um contrato é que o contrato ele é o meio, né? Então, nunca pode se deixar eh fora da equação o fato de que a responsabilidade pela prestação de serviço é sempre da instituição. Então, a partir disso, eh, algumas coisas têm que ser observadas dentro dessa prestação de serviço e dentro dessa parceria, eh, sobretudo questões voltadas paraa transparência, né? eh quem opera, quem tem acesso, quem são os os eh fornecedores envolvidos nessa prestação de serviço, como que você faz para ter acesso a informações de auditáveis, né, de controle, de eh ajustes de infraestrutura, de comandos, enfim, né, toda uma trilha que dá a condição de você realmente entender e conseguir eh ter informações, né, para eh ter de fato uma visibilidade do que tá acontecendo dentro desse ambiente. e a parte de resiliência, né? Eh, obviamente incidentes acontecem e a gente precisa ter uma condição de conseguir fazer a portabilidade eh do do desse serviço, dessa carga eh para outra estrutura ou eh você precisa ter a consciência se aquela carga é uma carga realmente que ela precisa ser portável, ela precisa ter uma condição, né, de impacto e relevante dentro desse ecossistema. Então, quando vai se desenhar e pensar em contratos, né, todos esses requisitos, eles precisam estar ali estruturados e postos. E, inclusive no momento em que, eh, fazer a previsão do final dessa parceria é contratual, né? Então, desde o momento da concepção do contrato, você tem que pensar, né, como é que se dá toda essa relação durante essa prestação de serviço e sobretudo como que vai ser a portabilidade dessas informações, como é que você gasta. Así. >> Vamos lá. Bom, e agentes de A muda alguma coisa? >> Sim, mudam bastante coisa. Eh, os agentes de A, né, pela pela quantidade de chamadas e intervenções dentro desse ecossistema, eh, é, seria realmente impossível. >> Tá difícil. Vamos tentar. Vou tentar. Eh, os agentes de A. >> Não tem agente de A cuidando aí não. Espera. Difícil. Ainda bem que a gente tá bem adiantado. Vamos lá. Agente. Bem, retomando, eh, os agentes de a eles mudam sim consideravelmente, né, a forma de relacionamento com esse ecossistema. são milhares de chamadas, né? São milhares de decisões, recomendações e no final das contas, eh, se os limites não estiverem bem estabelecidos, se os guatireis não estiverem postos, é praticamente impossível, né, que um agente, um humano consiga fazer frente, né, a a essas questões todas voltadas eh em relação aos agentes de a porque são realmente muitas eh muitos aspectos a serem considerados. Então, numa situação onde eh há, por exemplo, tomadas de decisão que são que podem trazer impactos, eh seria muito difícil o humano conseguir fazer uma contenção rápida, né? Então, é muito importante que se tenha toda um desenho arquitetural, que se tenha todo um controle, porque por mais que você tenha esta esta questão, né, do dos agentes de trabalhando ali o tempo todo, né, sobre o ponto de vista do que foi pensado, no final das contas é possível que se tenha eh desvios. Então, no momento desses desvios, vai ser toda a arquitetura e tudo que se planejou que vai fazer a contenção dessa situação. E além do mais, também entra um outro aspecto muito relevante que é a questão de FINOPS, né? se o agente de A ele tem uma tendência eh de aumentar o custo. Então, se você também não tem uma situação onde você tenha este controle, onde você não tem essa visibilidade, você também tem outros eh aspectos que precisa lidar, né, além das questões todas de disponibilidade e e decisões tomadas, que são as questões financeiras envolvidas também eh em relação a a aos contratos. Então, no final das contas, o que a gente precisa observar é que quanto mais eh tecnologia, quanto mais autonomia se tem, mais controle é necessário também que se tenha. Então tudo isso precisa ser previsto contratualmente, desde o momento em que você vai fazer implementações, definição de cargas, até o momento em que você eh eventualmente vai finalizar essa parceria e vai garantir que aquele serviço vai ser portado, migrado e vai ter continuidade em algum outro ambiente. >> Então a complexidade cresceu até lá na letra fria, né, do contrato, >> sem dúvida. >> Aí, Marcos, a pergunta para você é bem clara. O que que mudou nos últimos anos em termos de exigência de SLA? Enfim, o que que os bancos estão te exigindo hoje que não te exigiam há 1, 2, 3 anos atrás? >> Olha, do ponto de vista de resiliência, não vou falar que mudou muita coisa. Eu eu até costumo dizer que para quem trabalha com o data center entregar resiliência eu não posso nem negociar, é obrigação. Essa é uma decisão que nós tomamos, por exemplo, algum a no começo da empresa, acreditem, o nosso SLA com os nossos clientes para infraestrutura é de 100%. Um data 100% é isso mesmo, porque um data center certificado, ele por norma ele vai falar 99,982. Se eu perguntar pros meus colegas aqui, banco, o que que significa a diferença de 99,982 para 100? São milhões. São bilhões ou em prejuízo direto em função dos clientes ou em penalidades. Então a nosso o nosso racional é tem que entregar 100%. Então essa discussão de SLA nós não fomos impactados. No entanto, o que o segmento cada vez mais tem exigido são pontos associados à governança, segurança da informação e, principalmente continuidade de negócio. Porque no final do dia, se o incidente, nós acabamos de vivenciar aqui um incidente, quando nós vivenciamos qualquer incidente na vida, a única coisa que você quer saber é se o outro lado vai responder da forma correta. Então, o que a gente tem trabalhado cada vez mais com os nossos clientes é como que nós conseguimos mostrar para eles governança que dê conforto suficiente e que os nossos processos estejam totalmente aderentes aos processos deles. Então, tudo isso daqui passa por continuidade de negócio. Ou seja, cada um dos executivos quando vai tomar sua decisão, se eu vou colocar no cloud privado, um cloud público, se eu vou colocar dentro de casa, se vai ser no data data center da ou se vai ser no data center do próprio banco, no final do dia você tá olhando um processo, você tem que entregar o nível de serviço e você precisa enxergar com que cada uma dessas partes falem entre si. Então, o que a gente tem trabalhado cada vez mais são esses aspectos e ao mesmo tempo dando a tranquilidade para o meu cliente também associado à segurança da informação, inclusive como que eu, enquanto data center de conectividade consigo ajudá-lo com eventuais temas de cybersegurança e por aí vai. Então, tudo é uma grande combinação que parte da estratégia do próprio cliente e como que eu, enquanto provedor de infraestrutura e conectividade consigo fazer parte dentro desse processo para que ele tenha tranquilidade, que no momento que ele tiver um incidente e ele vai ligar lá um vai vai startar um warro, ele vai ter inclusive esse parceiro presente no Warro, ainda que o incidente não seja comigo, mas eu tô aqui disponível porque para qualquer necessidade que ele tiver, eu posso poss viabilizar o processo o mais rápido possível. Então, em resumo, do ponto de vista de resiliência, para nós não mudou muito, mas do ponto de vista de preocupação com governança, certificações as mais diversas possíveis, isso a gente tem visto uma mudança significativa. >> Bacana. Bom, eu tenho uma pergunta aqui que eu vou juntar com duas, né? Eh, que é, eu já fiz a provocação paraa Patrícia, vou fazer para todos. Olhando para cada uma das instituições que vocês representam, o que que é soberania? E aí eu vou juntar com uma outra pergunta. Qual é o mito sobre soberania que você gostaria de derrubar hoje? Começando lá pelo Bruno. >> Bom, soberania nessa nova era algo bastante importante e acho que começa de onde a gente gostaria de estar. O que que a gente quer com a IA? A gente quer, obviamente, a gente quer utilizá-la, a gente quer que ela esteja disponível, a gente não quer que ela tenha indisponibilidades, a gente nós queremos que ela seja eficiente, nós queremos que ela seja multimodelo, nós queremos usar cada vez mais e que os nossos talentos possam se aproveitar dela. Então, soberania é criar as condições para que isso aconteça. E aqui no Brasil nós temos uma situação muito boa, porque nós temos umas várias camadas, nós temos data centers, nós temos indústria de tecnologia de infraestrutura, nós temos desenvolvedores, nós temos instituições sólidas e a Iala proporciona você reduzir a distância entre o que as empresas gigantescas faziam e as outras. Então, OpenC surgiu de outros lugares, a inovação tá surgindo de outros lugares. Então, isso é uma grande oportunidade para nós como país. O mito que eu gostaria de tirar é que a gente imagina a questão de custos e a gente não vê como isso tudo mudou. Então, hoje é possível você ter a sua fábrica de ar pequena ou grande. A gente forneceu desde ali para SpaceX e muitos outros. Até a sua fábrica de pode começar com R$ 50.000 por mês. Segura, escalável, previsível, com tokens mais eficientes, multimodelo e que tá ao alcance de todos nós aqui. E que não é mais aquele on do nosso avô. Vamos fazer uma brincadeira aqui agora. É uma nova forma de fazer as coisas. Então, temos tudo como país para sermos um país relevante e importante nessa era de a cabe >> lá, Marco. Soberania digital para Sente. >> Eu diria o seguinte, que é dar a opção para o cliente de escolher efetivamente onde ele quer colocar os dados. Uma das perguntas que você me fez alguns minutos atrás é: temos a capacidade necessária no país? E eu vou respondir. No meu ponto de vista, não. Então, desta forma, eu não tô dando, não tô dando a possibilidade dos executivos eventualmente escolher operar determinado serviço dentro do território nacional, porque tem determinadas funcionalidades que só estão disponíveis, seja em cloud ou inteligência artificial, só estão disponíveis se você contratar em um data center que está lá fora. Então eu começo por aqui. Se isso tudo estiver disponível, cada um dos executivos vai ter a opção de escolher: "Eu quero hospedar em território nacional ou eu quero hospedar em qualquer outra parte do mundo." Aí cada empresa vai ter a sua estratégia, mas começa por este aspecto de você poder escolher efetivamente onde colocar os seus dados, não ficar refém da solução que você precisa usar e a consequência os seus dados estarão aonde você não escolheu. eles estão aonde está disponível. Então eu começaria por esse aspecto e do ponto de vista de mito, não associado a isso, mas eu repito aquela frase que eu falei, data center no Brasil não usa água. Isso é um grande trunfo para nós, primeiro para nós brasileiros. E é um grande trunfo para todos nós que dependemos e precisamos de infraestrutura, que dependemos de tecnologia. trazer, nós nós temos que trazer cada vez mais soluções de inteligência artificial em grande escala pro nosso país. Isso vai possibilitar com que a empresa pequena ou a grande empresa possa usar essa solução e isso vai possibilitar que o Brasil consiga também se digitalizar em todos os aspectos. Caso contrário, a gente vai ter, vai continuar com uma barreira de digitalização, uma barreira tecnológica cada vez mais, mais distante. Eu vou tirar uma onda com Siqueira, vou falar, não tá disponível, mas vou tirar uma onda que se você quer fazer a sua nuvem de aqui no Brasil dentro da cent, é só ligar pro meu pessoal que a gente põe ela no mês que vem com as GPUs da Nvidia. Ela está disponível, é só ligar pra gente. >> André, do ponto de vista do Itaú, quando se fala em soberania, se tá falando do quê? a gente fala de soberania, a gente tá falando de garantir a continuidade do dado da informação do nosso cliente disponível eh o tempo todo que ele precisa saber se a conta dele tá lá, ele conseguir usar os serviços todos e soberania. Acho que concordo bastante com o ponto de estar aqui ou não estar aqui, né? onde você processa essas informações, eh, que uma sanção eventualmente governamental, eh, pode trazer prejuízos relevantes para operação, né, dos bancos e de todas as empresas no Brasil, né? Eh, soberania é um tema muito amplo, né? Não é um tema eh simples da gente eh abordar e tratar, porque eventualmente uma intervenção qualquer, e a gente não tá falando de parar o data center, né? A gente tá falando de parar o nosso celular aqui, né? Tem coisas que do nosso aparelho do dia a dia vai parar de funcionar, né? Serviços que a gente usa dos nossos computadores parariam de funcionar. Então, eh, o que a gente olha muito para e acredita com a soberania é conseguir preservar o serviço para manter o sistema financeiro no ar, né? Todos os dados e toda a operação do Itaú roda no Brasil, né? Tudo que tá em public e cloud também a gente por determinação e até por convicção a gente roda eh processa localmente. Isso tem muito a ver também com a experiência que a gente entrega pro nosso cliente em termos de eh tempo de resposta. Eh, >> não, >> o setor regulado como banco é obrigação, >> latência e enfim. Então, tudo aqui. E quando olha do mito, eu eu acho que eh é um pouco dessa amplitude do tema. Eh, eu acho que a gente precisa, porque tem muita gente que confunde só com a questão do dado, só que é sobre o meu controle, o nosso controle e governança em cima eh daquilo que está disponível pra gente poder usar como tecnologia, infraestrutura e processamento. Então, às vezes eu vejo algumas confusões sobre putz, mas não é sobre eu ter o meu dado aqui, ter o meu dado aqui, eu preciso ter eh redundância de dado eh num data center físico que vai ter uma manutenção. É, poderia estar usando isso para eventualmente GPUs que a gente estava falando há pouco ali também para conseguir suportar ainda mais IA. Então eu acho que a gente tem que desmistificar um pouquinho realmente o que que a gente precisa atacar nessa frente eh toda de soberania para poder garantir o bom entendimento colegiado aqui do sistema financeiro. >> Perfeito. Bom, você já falou de controle. Vamos lá. Bem, sobre o ponto de vista eh de soberania, eh realmente eu acho que o ponto mais eh importante é o controle a gestão e a governança. Eh, um dos mitos que eu citaria é a questão de eh questão territorial, né? É um fator relevante, importante, sem dúvida, mas ele não é o determinante, né? Se a instituição não tem controle, não conhece arquiteturalmente o serviço, se não tem uma condição de fazer com que o serviço se recupere, né, nos no nos moldes necessários, eh não tem soberania. Então, a soberania ela tá voltada para questões realmente estratégicas de governança e de gestão daquele serviço como um todo. >> Muito legal. Bom, eh, eu acho que a gente tem um tema bastante amplo aqui, eh, pelo que vocês todos falaram. Cada um tem uma ideia de soberania na cabeça. Realmente tá muito longe de ser soldado dentro do país, né? A gente tem outras questões importantes que a gente tem que endereçar, por exemplo, sistêmica mesmo, né? eh quais são os softwares que a gente tá usando e qual sanção pode tirar um software desse eh do nosso alcance e o que que isso pararia nos nossos eh sistemas? A gente shift pensa muito nisso. Eh outro dia eu tava imaginando assim, caramba, se o cara puxar o plug lá, a gente pensa no plug da internet, né? Puxou o plug da internet, será que a gente tem condição de manter a internet funcionando aqui? A gente foi atrás de manter a internet funcionando aqui. A gente agora precisa ir atrás de manter outros sistemas, dados e tudo funcionando também internamente. Olha, super obrigado, Patrícia, André, Marcos, Bruno. Estamos entregando com 15 segundos, apesar de tudo que a gente eh passou aqui cumprindo o horário. Muito grato a todos vocês. E é um tema, gente, que eu acho que todo mundo vai ter que endereçar. dentro de casa, né? Bacana. >> Obrigado. Obrigado. >> Obrigado. >> E parabéns, Patrícia, pela sua resiliência, porque você foi a mais afetada. >> Com certeza. Vivenciando como ela é.
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