FEBRABAN TECH 2026 | PAINEL - Sustentabilidade, energia e escala
Sumário Regulatório
À medida que IA e cloud elevam a demanda computacional dos bancos, cresce também a necessidade de integrar desempenho, eficiência energética e responsabilidade ambiental. Estamos entrando na era em que estratégia digital é também estratégia energética. Como operar workloads “carbon-aware”? Como repensar footprint físico, adotar resfriamento avançado, modernizar data centers e negociar PPAs de energia renovável? Quais métricas ESG permitem medir impacto real da infraestrutura computacional? A abundância de energia limpa no Brasil cria uma oportunidade estratégica para atração de data centers e clusters de IA, especialmente no Nordeste. Contudo, gargalos de transmissão, limitações de conexão e distância dos principais centros financeiros exigem soluções de engenharia, financiamento estruturado e coordenação público-privada. Construir infraestrutura de alto desempenho passa, portanto, por alinhar escala computacional, sustentabilidade e resiliência sistêmica.
Palestrantes:
Anderson Possa - Caixa
Jonatas Leandro - GFT Technologies
Jorge Arbache - UnB e Fundação Dom Cabral
Lorena do Prado e Silva - Banco do Brasil
Moderação:
Jorge F. Krug - Banrisul
Transcrição e Conteúdo
Então, vamos iniciar nosso painel. Toda a transação no celular parece material, mas não é. Cada Pix, cada consulta, cada decisão de cartão roda num lugar físico, num data center que consome energia, ocupa espaço e precisa ser refrigerado. E a inteligência artificial multiplicou essa conta. Por isso, a frase que resúne este painel, estratégia digital, agora é também estratégia energética, desempenh...
Então, vamos iniciar nosso painel. Toda a transação no celular parece material, mas não é. Cada Pix, cada consulta, cada decisão de cartão roda num lugar físico, num data center que consome energia, ocupa espaço e precisa ser refrigerado. E a inteligência artificial multiplicou essa conta. Por isso, a frase que resúne este painel, estratégia digital, agora é também estratégia energética, desempenho, eficiência, responsabilidade ambiental. deixaram de ser agendas separadas, viraram o mesmo projeto de engenharia. E o Brasil entra nessa história com uma carta rara, uma matriz elétrica com cerca de 88% de fontes renováveis. O interesse do mundo já apareceu. Os pedidos de conexão de data centers à nossa rede superam os 400 GW. Segundo Ministério de Minas e Energia, a oportunidade é enorme em todo o país, com iniciativas já encaminhadas no Nordeste, Sul e Sudeste, mas há agargalos reais, transmissão, conexão, distância nos centros financeiros. A nossa conversa é sobre o sistema financeiro e como ele constrói e ajuda a viabilizar a infraestrutura de alto desempenho dessa nova era, com escala, com eficiência, com responsabilidade e sobre quatro ângulos que se completam. E com isso nós vamos iniciar. Então, e eu tenho o prazer de convidar aqui o palco os nossos painelistas. Chamo aqui agora Lorena do Prado Silva, gerente executiva da diretoria de Tecnologia do Banco do Brasil. Bem-vindo, Lorena. Também o Anderson Possa, vice-presidente de soluções, operações logísticas da Caixa. Bem-vindo, Jorge Arbach, economista, professor da UnB e da Fundação Dom Cabral e criador do conceito Power Shoring. Bem-vindo. E por fim, Jonas Lendo, vice-presidente da GFT. Bom, então vamos começar pelo tamanho do problema. Iá e Cloud elevaram a demanda computacional dos bancos a outro patamar e que isso já mudou na prática, na infraestrutura de vocês e na conta da energia. E aí nós vamos iniciar então com a Lorena. Lorena, como o crescimento das cargas de a, dados e serviços digitais está sendo incorporado ao planejamento de capacidade, a arquitetura e a estratégia energética do Banco do Brasil? >> Jorge, obrigada pela pergunta. Boa tarde a todos. É um prazer estar aqui nesse seleto grupo aqui com meus colegas. Eh, e eu vou começar a resposta, Jorge, colocando que o Banco do Brasil ele tem se preparado para essa esse aumento já tem alguns anos. Por quê? Porque hoje 94% das nossas transações já são feitas no meio digital. Isso eh vem aumentando ano a ano. 23% das transações de PIC do total são feitas no banco. Então é uma carga que a gente já vem se preparando para ela além da IA. Eh, e nesse contexto é importante colocar que a IA hoje a gente tem ela eh em menor parte no data center físico, porque muitas vezes eh ela a gente ao contratar a IA, ao fazer a IA, a gente coloca na nuvem junto com os nossos fornecedores. Então, eh, o Banco do Brasil, ele já vem nessas tratativas de crescimento e crescer um data center em operação, porque a gente não pode parar, os números são muito expressivos, o volume transacional do banco é muito expressivo. Então, quando eu falo em crescimento desse data center, eu tô falando em crescer eh com ele operando e sem tornar indisponível. Nós estamos falando de obra, é sala elétrica, é climatização, é infraestrutura de distribuição e e como eu disse, a IA ela faz parte, ela vem crescendo e vem fazendo parte desse todo e desse todo que já tem esse arcabolso paraa absorção do tráfego digital. Eh, e é importante ressaltar também que esse data center, o nosso data center, ele precisa considerar latência, resiliência eh requisitos regulatórios e disponibilidade. E a gente tá bem preparado para estudo, Jorge. >> É, é interessante ver esse cenário, então, eh, de um banco como o Banco Brasil, um banco público. E aí eu já sigo a pergunta pro pro Anderson da Caixa, eh, e que opera uma das maiores estruturas físicas e e logísticas do país presente em praticamente todos os municípios, cenário nacional. E o que muda em operação e logística quando a demanda computacional explode? >> Boa tarde, obrigado pela pergunta. Boa tarde a todos e a todas. Eh, o impacto ele é muito além da tecnologia. Nós estamos passando por uma transformação muito grande no sistema bancário como um todo e no nossos bancos, Banco do Brasil e Caixa, em especial, que temos estruturas, pelo menos de governança e de governo muito similares. Eh, nós temos, tivemos que reformular toda a nossa, o nosso trabalho de infraestrutura, nosso trabalho de logística e de operações, porque hoje a gente não fala mais somente em criar agências ou transformar espaços para atendimento ao cliente. Hoje nós temos todo um trabalho para esse pro aumento da nossa capacidade computacional e para isso nós temos que atuar em vários setores, especialmente na otimização de energia para que seja possível fazer esse trabalho. Muito bem, Jonatas. Olhando e analisando a GST como uma empresa que moderniza infraestrutura dos bancos na América Latina inteira, os clientes já chegam perguntando de eficiência energética ou isso ainda entra depois e quanto a custo? >> Boa tarde, Krug. Boa tarde, pessoal. Essa é uma pergunta bem interessante, Krug. Eh, na verdade, ela vem vestida de uma outra pergunta. Como é que tá a minha eficiência? como é que eu, qual são os meus gastos relacionados à nuvem, como é que eu, como é que se configura a minha fatura. E isso é muito importante nesse momento que a gente tá vivendo. A gente viu nossos colegas aqui falar de falar de aumento de processamento e isso não pode mais ser um chute na nossa fatura. Isso tem que ser um trabalho que vem desde o começo da criação de um sistema ou da evolução do sistema, aonde se pensa a arquitetura, se pensa a estrutura de dados, se pensa esse consumo todo e isso se deriva para uma para uma para uma fatura que é muito mais previsível. A eficiência energética, ela tá ligada àilo que a gente sabe o que vai acontecer e como aquilo vai acontecer dentro de um sistema. Então, quando a previsibilidade tá eh ela acontece ou ela é realizada através das equipes de desenvolvimento, a gente consegue ter a previsão e consegue ter eficiência. Isso gera um ganho no final. Hoje com IA, com os volumes que a gente tem, quando a gente não tem controle e um produto dá certo no final, com certeza a gente vai ter um um uma surpresa lá na frente, principalmente na fatura. >> É, não tenho dúvida disso, né? Eh, realmente esse esse esse tamanho ele aumenta com a demanda nesse sentido. Agora, escutamos então os dois grandes produtos públicos, escutamos uma empresa que faz a mexida na infraestrutura, vamos escutar agora um professor falando no assunto que é Hor baixo. Do lado macro, o mundo está redesenhando a geografia da computação em torno da energia. O que está em jogo para um país como o Brasil, Arbai? Boa tarde. Boa tarde os meus colegas do painel. Boa tarde a todos os presentes. Obrigado pelo interesse. Eu acho que o que tá em jogo é muita coisa por eh a economia mundial que no passado decidia a geografia do investimento, a geografia onde se para onde se alocavam os capitais, para onde se destinavam os recursos mais importantes, isso por muito tempo foi o custo da mão de obra. Cada vez mais, e quanto mais a gente olha pro futuro, mais a energia vai determinar onde estará a geografia do investimento. Em muitos casos, a IA, os data centers serão decididos a localização dos mesmos para onde existem recursos energéticos, água e espaço. Brasil conta com esses três fatores. Além do quê? O Brasil tá geograficamente bem disposto para que ele seja uma espécie de um hubby eh eh daquilo que é intensivo em energia, né? Além disso, do ponto de vista geopolítico, o Brasil também é um país relativamente privilegiado, que não tá envolvido diretamente ou indiretamente em grandes conflitos, que não tem grandes disputas. Então, por essas razões, o Brasil tem sido considerado cada vez mais com o possível destino de data centers e de outros negócios desenvolvidos eh com energia. Então assim, não é só a quantidade de energia que importa energia sim quantidade, mas energia limpa, segura e uma energia de qualidade. São três coisas diferentes e o Brasil pode oferecer as três. É por isso que pro bem e pro mal, o Brasil tá se tornando palco de uma disputa geopolítica, não como um agente ativo, mas como um agente que se envolve indiretamente por causa da sua riqueza, eh, ou das suas riquezas, o que requer de nós todos uma capacidade de gerenciamento disso e de entendimento dos fatores diretos, indiretos e suas implicações para que o Brasil saia ganhando dessa condição e não ah se colocando numa uma situação complexa. >> Muito bom. Isso dá uma uma um outro painel, uma discussão sobre essa questão geopolítica. Sem dúvida. Mas vamos pro segundo bloco agora e vamos falar agora aqui. Agora a caixa de ferramenta que a descrição desse painel lista. Operar cabalho consciente de carbono, repensar o footprint físico, adotar refriamento avançado, negociar contratos de energia renovável, PPAs e medir tudo com metas que não sejam só marketing, o que já é real e que ainda é aspiração. Vamos iniciar pelo Jonathas agora. Jonas, do que você vê nos projetos? Carbonware, resfriamento líquido, modernização de data centers, o que entrega resultados mensuráveis hoje? Além de energia, como consumo de água entra nessa equação baseado no que o o Arbai já falou nessa questão. Verdade. Verdade. Eh, a tecnologia tá sempre evoluindo. A gente sempre a gente vê isso tanto no âmbito de hardware quanto no âmbito de de software. Eh, água, resfriamento a água é uma coisa muito mais eficiente que resfriamento a ar, por exemplo. E é algo que a gente vê evoluindo nos nos data centers, né? Então, a gente vê diferentes níveis de data center ao redor do mundo e aqui no Brasil a gente já vê esse elemento. O que eu acredito hoje que ganhe o jogo não é necessariamente a tecnologia que tá dentro do data center, porque a gente consegue sempre buscar uma tecnologia melhor, sempre uma tecnologia mais nova e também com um preço mais acessível ao longo do tempo. O que a gente precisa se preocupar, muito é o que a gente tá levando de software para dentro desse data center. Ele é suficiente? Eu tô levando coisas a mais. Eu tô eu estou trabalhando os meus legados para que eles de fato respondam efetivamente ao que é a demanda do dia de hoje, ao que é o comportamento esperado do meu cliente no dia de hoje, ou eu ainda tô trabalhando com processos antigos e processos que remetem a décadas passadas e não são mais tão eficientes. Hoje a gente precisa se preocupar principalmente com duas coisas. Uma é, se eu estou trabalhando com o cliente em 2026, eu não posso entregar para ele um processo legado da década de 80. Preciso conseguir trazer isso pro mundo digital, pro mundo moderno, pro mundo que usa inteligência artificial e ser mais eficiente pro meu cliente. Mas eu também não posso trazer isso de qualquer jeito. A gente tem uma uma medida dentro da GFT, onde a gente sabe que 65% dos sistemas legados têm algum tipo de sobreposição com outro sistema. quer dizer, um código similar roda mais de uma vez dentro de uma infraestrutura. E isso é perda de eficiência, isso é perda de energia, é perda de de processamento. Então, toda vez que eu vou trabalhar o meu processo de eficiência, eu tenho que pensar sim nas melhores tecnologias de hardware, de data center para operar, mas eu tenho que trabalhar e pensar a eficiência do meu software para que ele seja o mais ótimo possível, para que eu não sobrecarregue aquele ambiente com processamento que muitas vezes é indevido ou desnecessário. >> Não, interessante. E aliás, analisando a questão de 2026 pra frente, não realmente um processo de inovação e de melhoria. E nós nem falamos ainda do computação quântica que os em seguida vai est brigando. >> Mas vamos ver a Lorena aqui. Lorena, o Banco do Brasil já alcançou equivalente a 100% da energia elétrica renovável em suas operações aqui no Brasil. como o banco chegou a esse resultado e o que está fazendo na infraestrutura tecnológica para avançar também eficiência energética, redução de emissão e uso responsável dos recursos. Quais são as ações que estão sendo feitas nesse sentido? Bacana, Jorge. Vou começar falando do que você trouxe. O Banco do Brasil hoje em seus data centers a gente tem 100% de energia renovável, como por meio de usinas solares próprias, por meio de Mercado Livre de Energia, que a gente já opera com o Mercado Livre desde 2019, e energia certificada e rec. Dentro dos três pontos que você trouxe, vamos começar pela eficiência energética. O nosso data center, eh, a gente começou em 2010, então, eh, hoje, pela idade do data center, nós temos um PUE de 1,45 kWh, o que é uma boa métrica, eh, considerando a idade e o tamanho. E nós temos hoje nos nossos data centers um trabalho intenso de otimização da nossa infraestrutura de ar condicionado, que que sabemos que para refrigerar ambientes como esse a gente precisa trabalhar nesse nesse tópico. E outra ação que a gente faz é também na nos equipamentos em que a gente instala eh se preocupar com essa questão das empresas fornecedores que têm a a preocupação com a redução da emissão de carbono, bem como das fontes também. Hoje, assim, o equipamento que entra no nosso data center, ele precisa processar mais e consumir menos energia. É uma preocupação que sempre temos. Outro ponto na redução de emissões, eh, o Banco do Brasil ele tem uma agenda eh forte, né? A gente participa ali da agenda 30 e dentro dos compromissos assumidos do BB 2030 para um mundo mais sustentável, eh nós temos ali o compromisso de compensarmos 100% da das nossas emissões de escopo um e dois. E no tópico de de o terceiro tópico que eu quero trazer é o uso responsável de recursos. Então, o Jonatas trouxe aqui a questão da água. Isso é algo que tá sempre em pauta nas nossas discussões e com isso a gente tem feito a substituição das nossas torres de refrigeração para poder trazer isso à tona no nosso na atualidade. E além disso a gente se preocupa muito e fazemos o descarte sustentável dos nossos resíduos e dos nossos equipamentos. É isso, é uma é uma coisa que tem que ser na verdade a todos os datacentes. Acho que o professor Arb já deu uma quase que uma aula para nós muito rápido desse cenário. Mas vamos fazer um bate-bola dos bancos públicos. Agora eu falo com o Anderson. Contratos de energia Anderson e footprint físico passam pela sua área. Como uma instrução do tamanho da caixa negocia energia e recompensa em seu parque físico? Kruger, hoje, eh, a questão da energia, ele não é mais só uma questão de redução de custos, assim como a Lorena falou no Banco do Brasil, nós para nós é uma questão de competitividade estratégica e tudo que a gente pensa e os projetos em torno disso, eles têm que levar que necessariamente nós tenhamos, além da eficiência operacional, que essa eficiência venha casada com a sustentabilidade e possa dessa forma fazer, trazer o crescimento que o banco eh busca no seu planejamento. E a Caixa ela funciona como eh todas as grandes empresas, com a diferença eh que nós temos uma capilaridade muito grande, o que traz uma complexidade na gestão. Então, para poder fazer frente a essa complexidade, nós atuamos praticamente, a gente busca energia nos três mercados disponíveis, o Mercado Livre, a geração distribuída e até o mercado cativo, onde não tenha outra outra opção que nós possamos buscar. Mas com certeza o Mercado Livre hoje para nós é onde a gente mais tá eh buscando a migração eh do nosso parque, sendo que o nosso data center mesmo já foi migrado eh praticamente praticamente não, 100% já pro Mercado Livre. Data center, inclusive, que nós temos uma PPP com o Banco do Brasil e que é um case de sucesso, única PPP hoje no país nesse sentido e que vem funcionando já há mais de 10 anos com todo o sucesso do Silva. Muito bem. Professor Arbach, existe o risco de ascura virarem selos sem substância? O que separa o impacto real de desejo, especialmente considerando consumo de energia e de água? Quer dizer, SG virou um termo que todo mundo usa, mas de forma muito abrangente. Hoje talvez ele tem que dar uma reescalonada em algumas coisas. Não, excelente ponto. Tudo e o SG é o tudo e o nada. Você você pode colocar lá quase que o que você quiser e você pode tirar também quase que o que você quiser. Além disso, tem muito de green washing, né? Muito muita fantasia sobre o que de fato tá acontecendo, o que de fato você tá fazendo, que tem impacto real. É preciso, dois pontos precisam ser comentados aqui. Uma coisa é existem data centers e data centers. Uma coisa é data centers é lá TikTok, que é esse que tá indo pro Ceará a modo de exemplo que vai servir a rede mundial. que não tem nada a ver com a economia brasileira, zero. Que não tem nenhum impacto na economia brasileira, zero. Não tem impacto sobre emprego, não tem impacto sobre receitas tributárias, não tem impacto praticamente sobre as exportações, não tem impacto no terreno em termos de cadeia de valor, não tem impacto em praticamente nada. A outra coisa são datas centras para servir a economia local, a economia doméstica. Data cent, por exemplo, para servir ao Itaú, ao Bradesco, a Caixa Econômica. ao Itaú, que tava aqui mais cedo, ao Banco do Brasil e outros, dentre outros tipos de data cent para servir as universidades, hospitais, ao governo federal, governos estaduais. Então, é preciso separar os efeitos, já que eles são muito distintos. Nós precisamos de muitos data centers, mas é preciso ver os efeitos que esses data centers têm na economia. Peguem a modo de exemplo o que tá acontecendo no Texas, em Nova no estado de Nova York, no estado da Virgínia, dentre outros estados americanos. Peguem que tá acontecendo em Singapura, na Austrália, na Bélgica, na Áustria, dentre vários países que estão controlando os data centers por causa de seus efeitos ISG negativos. Negativos. Exemplo, aumento brutal do preço da energia, falta de energia para atender a setores que têm impacto de fato em cadeias de valor, problemas com preço da água, inflação de água e de energia, falta de empregos que não foram criados como prometidos, dentre vários outros. Então, é preciso olhar a questão do do ISG desde o ponto de vista mais amplo, iniciando com o o tema a que vai a que e a quem vai servir aquele data center. Se aquele data center vai servir a economia nacional, os interesses nacionais, a gente talvez tenha que pagar o preço dos efeitos não tão bons no ISG. Mas se aquele data center vai servir a economia global, a outros interesses, talvez a gente tenha que pensar melhor. Então, eh eh ou seja, não tem uma solução única, uma resposta única. Aqui, como a gente tá falando de muita energia e de muita água, os efeitos são direta e indiretamente complexos, só que é preciso sotesar os benefícios eh e os custos. E o que a gente tem que mirar é o longo prazo. Então assim, o Brasil precisa de data center, sim. E é preciso levar em conta todos os aspectos e fazer uma priorização daquilo que a gente tá olhando. >> Muito bom. Eh, como eu disse, esse painel aqui daria mais um outro painel de debate muito amplo em cima disso. Realmente é uma é uma uma discussão muito forte essa questão dos datacent, aonde estão, para quem estão servindo e quanto que isso realmente o Brasil pode estar fazendo uso disso. Nós vamos para terceiro bloco nosso que tá muito bom. A descrição desse bloco agora painel aponta a abundância de energia limpa como oportunidade estratégica para o Brasil, como já comentado aqui, atrair data centers e clusters de a listas, a elista os seus obstáculos, transmissão, conexão, distância. Bom, agora eu quero ouvir então eh dos dois lados essa moeda. Vamos iniciar de novo pelo Airbaixo, já que fez essa colocação. É importante nós continuar então nesse nesse nesse nosso bate-papo. Orbaio, o começo, então eh quase com você então eh que criou o conceito de power sharing. Qual é o tamanho real das oportunidades para regiões brasileiras como Nordeste, Sul e Sudeste? E o que precisa acontecer na engenharia e na política pública para não escapar? já tava comentando. Vamos seguir um pouco esse esse argumento, >> não? Então, talvez não seja conhecido de todos, mas o país mas o Brasil é um dos países eh do ele é o país do G20 que tem a a a grid mais disparado, mais renovado. É, e quando a gente olha o Brasil no mundo, ele ele ele tá ali no no primeiro, segundo percentil, ou seja, um dos países que tem mais energia renovável já disponível no grid e que tem um potencial de produção gigantesco de mais energia renovável, vento, sol, biomassa e também hidráulica. Tudo isso dá uma condição muito especial ao Brasil para ele converter todo esse toda essa energia já disponível e toda a energia que poderá se estar disponível no futuro como fonte de atração de investimentos que sejam intensivos em energia. Em especial, tem uma região no Brasil que se sai muito bem que é que é a região Nordeste, que é palco da maior parte da produção de energia eólica do país, de uma parcela crescente de energia solar. Eh, o que já coloca essa essa região numa posição de destaque com uma com grande excedente de energia. Então, a região Nordeste é grande exportadora de energia para as demais regiões. Outras regiões do Brasil, como o Sul, por exemplo, várias partes de São Paulo, Minas e outros estados também tem grandes condições de produzir mais energia. A questão que a gente tem diante de nós é como que a gente faz dessa energia que que a cada dia se torna um fator mais relevante paraa trração de investimentos globais, um fator de geração de riqueza, de desenvolvimento econômico e de benefícios para aqueles que são investidores, né? É possível fazer isso? Sim. É possível fazer, sim. É possível sem que isso se converta em um tradeoff, ou seja, para que um ganhe o outro tenha que perder. Não necessariamente tem que ser assim. Então assim, o Brasil ele tá numa condição muito vantajosa. Muito poucos países têm a mesma condição do Brasil, ainda mais na escala que o Brasil pode oferecer de soluções para descarbonização do eh global e para descarbonização do IA. Uma condição muito especial, com grande potencial de geração de rendas e de e de riqueza. Então assim, e e ainda a sua pergunta, Jorge, eh pro bem e pro mal, a região nordeste, que é mais pobre, é aquela que mais pode produzir ou agregar mais energia ao nosso grid e, portanto, pode se tornar eh eh um grande polo de atração de investimentos em data centers e em vários outros setores intensivos em energia, a modo de exemplo e para ir fechando, produção de aço, produção de alumínio, produção de fertilizantes verdes, produção de química verde, produção de cerâmica de cerâmica verde, eh vidro verde, tantas outras empresas com grandes cadeias eh de valor e com muito impacto no terreno. Muito impacto. No caso do IA, a gente só vai converter o os IAS, os data centers em fonte de de desenvolvimento, se em paralelo também nós desenvolvermos o capital emano e as empresas que vão codesenvolver toda a arquitetura que faz funcionar a economia digital, que é isso que importa, não é ter um data centers físico, é ter toda a infraestrutura de pessoas, de conhecimento, de tecnologias e de inovação e de conversão disso tudo em riquezas. É isso que faz falta. E aí e e qual que é a nossa isca? A energia. Então, a gente tem que gerenciar com muito cuidado esse grande trufo que o Brasil tem. >> Sem dúvida. E e a gente vê que realmente o Nordeste fazendo esse movimento, se bem que no Sul tá sendo desenvolvido e construído, inclusive um projeto de 3 B, uma cidade data center no sul Eudorado do Sul, lá na região norte de Porto Alegre. Mas esse movimento ele ele impacta só na na questão de ter energia e ter um cenário positivo. Tem que ter políticas públicas muito estabelecida para que aconteça isso. É diferente quando se fala de de de banco que tem um alinhamento específico disso. Mas sequência disso, eu já vou falar em banco, vou pegar o o Anderson de novo, que hoje é vice-presidente da Caixa, mas já dirigiu o Banco do Nordeste, já teve na frente de outro banco público. E aí, eh, eu pergunto então pro pro Andes, qual é a o que falta para essa oportunidade que nós estamos comentando aqui sair do papel efetivamente? E qual o papel dos bancos públicos nessa reconstrução? Porque é fácil a gente falar paraa banca. Agora nós estamos falando de um cenário em que o país pode estar fornecendo soluções que pode ser pro país e pro mundo. Truga, eh, o banco público com certeza ele tem um papel fundamental nesse aspecto. O banco público ele tem que uma da das grandes missões dos bancos públicos é induzir os mercados, porque aonde no mercado, principalmente em eh tecnologias ou sistemas novos que surgem, enquanto o mercado fica reticente no começo, o banco público, ele tem o condão de transformar a incerteza em risco, porque a incerteza ela não é mensurável. A partir do momento que eu transformo ela em risco, eu posso começar a mensurar ela e a partir da mensuração, eu vou ter como precificar e como fazer o trabalho para que a gente consiga levar funding para bons projetos. Existem bons projetos no país. A gente pode ver isso no Nordeste, no Sul, a gente vê no Sudeste, porque eh o os projetos eles têm o país, o Brasil hoje tem uma das eh tem uma vantagem competitiva, como o professor Jorge falou antes, uma vantagem competitiva na área de energia muito grande. O que falta muitas vezes é quem apoia isso, de que forma isso vai ser apoiado. E não é por nada que o BNDS, o Banco do Nordeste, a Caixa Banco do Brasil foram os principais incentivadores da matriz energética limpa, que dominou, claro, o Nordeste, mas também outras regiões do país. E a Caixa vem fazendo um trabalho eh através da sua capilaridade, onde a gente pega esse poder de capilarização e transforma isso em desenvolvimento. Não adianta só eu ter uma capilaridade muito grande e ao mesmo tempo eu não conseguir atuar e fazer com que aquelas regiões onde eu estou presente elas venham se desenvolver. E a melhor forma de fazer isso é que a gente consiga apoiar bons projetos nessas regiões para o desenvolvimento da energia e assim por diante. Aí nós vamos ter data centers em mais regiões, como o Kruger mesmo falou, temos no Nordeste, mas temos no Sul também a presença de data centers lá em Odourado do Sul, que é um projeto eh eu também conheço esse projeto, um projeto muito bacana que tá sendo feito e para isso os bancos públicos eles têm que estar necessariamente presentes. Pegando agora um outro gancho, vamos outro bloco falando então dessa questão de uma outra peça da descrição que é o financiamento estruturado e a coordenação pública-privada. Infraestrutura dessa escala não se faz só com engenharia, se faz com capital, paciente e regras claras. E aí eu trago o assunto para Lorena. Lorena, o Banco do Brasil ocupa simultaneamente o papel de usuário de infraestrutura crítica e de agente financiador do desenvolvimento. Temos como exemplo a parceria realizada com o Consórcio Nordeste para a industrialização verde da região. Uma experiência do banco na modernização de sua própria infestrutura pode ajudar e avaliar e apoiar projetos de data centers, energia limpa e conectividade no país, já que nós estamos falando do modelo Brasil como um todo apoiado por bancos públicos nesse cenário. >> Jorge, muito bom ponto. E assim, reforçando a experiência do Banco do Brasil no tema e como trouxe aqui Anderson, a nossa parceria na PPP, é muito bom que o banco possa compartilhar essa essa experiência para poder desenvolver e fomentar o tema no país. Então, o que eu trago aqui são quatro pontos em relação a essa questão da experiência, porque para um data center, quem já fez essa modernização eh num ponto em que a gente precisa fazer com o carro andando, né, sem disponibilizar, eh importante trazer que o que eh a gente precisa considerar é o o a avaliação não só do local, mas também do da capacidade energética do local onde esse data center vai Tá? Bem como a linha de transmissão, as conexões, se isso tem ou não tem, porque isso pode atrasar um um projeto de data center. Outro ponto, eh, além disso, é que o contrato de energia ele não é um anexo, ele tem que fazer parte da engenharia financeira. Eh, a gente contrata energia do Mercado Livre desde 2019. A gente tem geração própria, a gente usa certificado, a gente sabe o que é negociar prazo, perfil de energia ou perfil de entrega e garantia. Então, é é isso que a gente entende que o projeto ele precisa considerar. A terceiro ponto é água e refrigeração, que a gente já trouxe aqui hoje, nós já abordamos. Isso não é risco de projeto, não é detalhe operacional, a gente precisa considerar eficiência hídrica. E a quarta é a questão da conectividade, assim como nosso irmão aqui, nosso irmão da Caixa, eh, a o Banco do Brasil tem mais de 3.900 unidades e e a gente tem feito provimento de energia, eh, considerando todos esses aspectos. E aí com essa bagagem que a gente tem participado, né, do fórum junto com o consórcio do Nordeste e o Instituto Clima e Sociedade e E o banco ele leva capital? Leva capital sim. A gente tem a gente já financiou cerca de R bilhões deais em projetos de energia renovável e temos como meta 30 bilhões até 2030. E uma parte relevante disso tá no Nordeste. Eh, e também a gente leva conhecimento técnico. A carta Compromisso do Fórum mira em R$ 77 bilhões de reais investimento industrial de baixo carbono na região até 2030. Eh, temos grupos de trabalho de infraestrutura e financiamento. E financiar é uma coisa, ajudar a estruturar o projeto para que ele se torne financiável é outra. E a gente tem orgulho de participar disso com a experiência de quem opera. E um ponto que a gente considera importante é que a energia eh do Nordeste, como o professor trouxe, ela é abundante, mas ela também precisa eh aproveitar a a janela que nós estamos agora, né? Então, a gente precisa escolher bem, com critério técnico, o que que a gente consegue fazer, entregando mais por desenvolvimento, considerando o valor e e o a a cadeia de valor toda e o que que isso vai gerar em relação ao megaw/h. >> É, o Banco do Brasil é um é um motor nesse processo todo, né? Nós temos então todo esse esse potencial que o país tem de oferta no momento em que nós estamos discutindo eh o aumento de de data centers do mundo, não só aqui. Então essa essa essa jogada e aí eu falo com com o Jonatas, do lado da engenharia, Jonas, e dos projetos, qual é o caminho eh de modernização que equilibra o legado nuvem e eficiência sem interromper um sistema que não pode parar? Lembrando de novo aquele gancho do professor Arbas que até foi você que colocou de 2026 paraa frente que nós temos que rever esse caminho todo, que a velocidade é muito alta. >> Essa essa é uma boa pergunta, Cru. E e você sabe que modernização é uma coisa que sempre esteve nas agendas dos COs, né? acompanha o mercado há muito tempo, tenho mais de 30 anos de estrada aqui, de carreira. E você sempre, eu sempre vi projetos de modernização e o recorrente era projetos de 10, 15, 20 anos e a grande maioria deles cancelados. Por quê? Porque a área de negócio não consegue esperar esse processo de modernização acontecer. Que que tem de diferente? Então, com advento da IA Generativa, esses projetos puderam ser extremamente encolhidos e eles se tornaram factíveis de execução. E aí entra o tema de 2026. Eu não posso simplesmente pegar um sistema escrito décadas atrás, modernizar ele numa tecnologia ou até posso fazer isso, mas eu não vou tirar o melhor proveito possível. Vou modernizar para uma tecnologia nova, colocar em nuvem, mas vou entregar pro meu cliente final o mesmo processo lá de trás. E aí quando eu entrego esse processo, eu continuo entregando ineficiência, continuo entregando a mesma velocidade lá do outro lado. Hoje a gente tem capacidade e a gente tem a obrigação de não só modernizar os nossos sistemas, mas modernizar os nossos processos, trazer inteligência artificial, transformar esses processos em processos agênticos, levar eficiência pro meu cliente, levar eficiência paraa operação e aí conseguir atender todos os mecanismos. Desta forma, a gente consegue trazer paraa mesa não só eficiência energética, eu vou est abandonando processamentos que não são mais necessários, como eu também vou trazer paraa mesa execuções mais rápidas, execuções mais modernas dentro de um ciclo de vida do nosso cliente que tá muito mais palatável para ele. Então esse balanço ele é extremamente importante e o fato da da IAI Generativa me permitir fazer isso dentro de uma escala de tempo razoável me permite trazer isso muito mais rápido e ter projetos desse tipo mais eh frequentes dentro do que sejam dos bancos ou das outras empresas no Brasil ou fora do Brasil. Eh, e isso vai garantir com que a gente consiga trazer esse ciclo como um todo. Obviamente, eu não posso abrir mão de dois elementos na mesa. O primeiro deles é um bom desenho de arquitetura na frente desse projeto. Um bom desenho de arquitetura vai me garantir previsibilidade de consumo, vai me garantir eh capacidade de execução, vai me garantir um um uma fatura mais estável lá na frente e, obviamente, um consumo de energia previsível. depois disso. E o outro elemento que a gente não pode abrir mão é a estratégia de dados. Então, para manter o legado e o novo funcionando e em conjunto eu preciso de uma estratégia de convivência entre esses dois ambientes. E conhecer esses sistemas e conhecer essa arquitetura vai me permitir desenhar a melhor estratégia possível. Quanto menos eu conheço isso, mais eu me aproximo do que é uma replicação completa, mais uma replicação completa me consome me consome energia. Então acho que tem estas preocupações, elas precisam estar na mesa pra gente conseguir fazer um processo de modernização escalonado e contínuo. Muito bom. Bom, nós eh fazendo uma uma análise, né, já estamos aí com chegando já quase no no debate final aqui, nós estamos e sempre se fala nisso, na velocidade que as coisas estão acontecendo. Claro que a a generativa e a ela deu uma acelerada todo no processo da questão social da humanidade como um todo e forçando a necessidade de data centers, seja onde for necessidade. O Brasil tem capacidade, eh, conhecimento, seja através das suas organizações, como bancos públicos, como as empresas privadas, como a academia, universidade, tem condições de fazer um movimento muito forte nesse sentido, tem potencial, um país que tem potencial eh de energia, potencial de água. Tem, nós falamos do Nordeste, tem Sul, tem Sudeste, tem um o país como um todo é um país privilegiado nesse sentido. Agora, não resta dúvida queemos que ter, professor de novo falou do green wash, nós temos que falar coisas reais quando se fala em SG, não só green wash, e também ter políticas públicas eficiente para que tragam modelos para nós. E aí vai uma pergunta, um desafio para vocês todos. Eu quero escutar um pouco de cada um sobre esse assunto, tá? É uma é uma para nós uma bem bem curta. Daqui a 5 anos, nós já falamos até de computação quântica aqui, daqui a 5 anos, onde na ideia de vocês vai tá rodando o core, o core do sistema financeiro brasileiro e movido a quê? Vamos lá, Lorena. Vamos iniciar. >> Vamos. Essa pergunta ela é ótima porque ela ela a gente precisa considerar alguns aspectos, Jorge. A gente precisa considerar principalmente considerando os bancos que hoje dentro até do que o Jonathan trouxe, assim, é uma preocupação dos bancos, a gente ter ali a separação do que é o core bancário. É, e aí eu tô falando de Pix, eu tô falando aquilo que é o transacional, que é muito sensível à latência, eh, do de outras transações que não são tanto. E eu, onde eu quero chegar com isso, que isso é um ponto importante pra gente tomar essa decisão. Tem coisa, eh, transações que são muito sucessíveis à latência. Então, por mais que eu possa ter uma energia mais barata em outro lugar, se ela não tiver a resposta em termos dessa latência ao que eu preciso para atender o meu cliente, eh, não vai adiantar. Então, a resposta vai tá muito ligada a qual é o risco, a latência, a continuidade, o controle, a soberania. E aí quando a gente traz esses quesitos, tem as exigências regulatórias também e vai fazer parte da análise eh do banco, considerar isso, assim, qual aplicação foi modernizada, o que eu consigo colocar aondde? Então essa resposta para hoje ela depende, ela depende disso tudo. E aí, eh, considerando inclusive como que a gente vai usar eh a IA, um exemplo, eu posso usar para algumas coisas em janelas onde eu fortaleço a questão do carbonware, que é eu fazer alguns processamentos do que não precisa ser durante o dia na madrugada, onde eu consigo fazer uma otimização do meu ambiente. Então, eh, a gente também precisa considerar questões que a gente tem hoje, que que já foram tratadas aqui, que é a disponibilidade, mas também as linhas de transmissão. E isso também vai dizer onde é que esse core vai tá daqui 5 anos. E aí o que o que eu penso é que eh talvez eu não esteja em um lugar só. Talvez eu tenha um um uma parte rodando em um lugar, outra parte em outro. Tem a questão da nuvem. Então, é eh é algo que a gente precisa sim considerar e e e reforço um ponto que é a gente precisa considerar a energia por transação, o que que vai compensar, aonde e é esse o cálculo. Então são esses aspectos que que eu entendo que a gente tem que considerar para quando chegar daqui 5 anos a gente ter essa resposta. >> Muito bom. Anderson. Qual é a visão do da caixa nesse sentido? Eu vou eh dando continuidade ao que a Lorena nos trouxe. Na verdade, quando a gente fala do core bancário, onde é que ele vai estar rodando daqui a 5 anos, nós temos vários elementos que podem modificar a nossa visão de hoje, pode modificar no próximo ano, já tendo em vista o desenvolvimento exponencial dessas tecnologias. Tem algumas coisas que são constantes. O dinheiro, com certeza, ele vai continuar sendo digital e cada vez mais ainda onde onde não seja, ele vai passar a ser. Então, para isso, nós precisamos de, podemos falar em tendências, data centers de alta densidade, mas qual é o principal a principal preocupação nossa hoje que foi falado aqui durante todo o tempo do painel e aonde nós vamos buscar energia limpa, firme, sustentável e de baixo custo pra gente poder fazer a gestão disso? que na verdade o core ele pode, como eu falei, pode mudar daqui um ano, dois anos, ter tendências, novas tendências em relação a hoje. Mas como é que a gente vai fazer efetivamente para poder dar vazão a isso, poder tratar e poder eh ter a capacidade operacional necessária para que ele possa funcionar? Eu acho que essa é uma pergunta eh que nos preocupa hoje mais ainda do que qualquer outra coisa nesse sentido. E aí vem, como a gente já falou antes, eh vem a o funding dos bancos públicos, depois também alinhado a capital privado num segundo momento, que possam desenvolver formas de, principalmente de energia e assim a gente possa dar vazão e possa sustentar, seja lá onde o nosso core vai estar naquele momento. >> Muito bom. Bom, a gente falou muito dessa questão de data center, aceleração, acelerar o período por conta da IA. Se nós pegar a a IA generativa do ano de 2023, quando surge panhar todo aquele movimento e pegar o cenário do que nós temos hoje, aliás, tiram fotografia de 2026, janeiro de 2026, agosto de 2026 e vamos projetar para dezembro, o mundo é outro. Então a Iá que se tinha aqueles aqueles são milhares de I cada vez mais acrescenta IAS, surge uma nova função. Aí daqui a pouco surge uma outra Iá que absorve isso. Se falava de a generativa, depois LMS, aí daí vem a agêntica, que é outro modelo que tá trazendo. E junto com isso, aí eu vou já passar a pergunta pro professor Arbach. Junto com isso, nós estamos vivendo uma mudança climática no mundo. Aí já vimos que acontece na Europa, o calor todo no sul, congelante, inundações. E esse modelo de uma tecnologia que surge acelerando um processo eh da cultura e da existência humana como um todo, exigindo cada vez mais repositórios como data center. Dentro desse cenário, eu sigo o curso perguntando o que que nós vamos ter daqui a cinco ou pouco mais de 5 anos adiante nesse nessa, nesse contexto. E aí vale pros dois, vale pro pro Anderson e pro Jonor, pro professor e pro Jor. >> Não, pergunta muito Jorge. Eh, e e eu diria o seguinte, a gente nós estaremos daqui a 5 anos eh no local em que entre hoje e o 5º ano nós construímos. Então assim, do ponto de vista de dois pontos de vista, do do o primeiro do ponto de vista regulatório e o segundo que é o mais importante do ponto de vista de geração de conhecimento de capital humano. Construir data centers é a parte fácil. Você importa o que precisar de importar, constrói o prédio, liga lá na energia, põe a água e e aperta o play. Essa é a parte fácil. A questão é essa, eh, é verdade que a gente tem energia abundante e etc. A questão é o que que eu faço com esses datas, em que medida que eu posso desenvolver, tomando em benefício a atratividade do país para esse setor? Em que medida que eu posso converter isso em maior independência e autonomia do país do ponto de vista do desenvolvimento de tecnologias que vão rodar o core bancário? A gente já sabe, a gente tá vivendo um mundo de graves e crescentes ameaças de toda a natureza, de graves e crescentes incertezas, de graves e crescentes imprevisibilidades sobre o dia de amanhã. E a gente já aprendeu que a gente não pode deixar o nosso setor financeiro, assim como outros setores, expostos a mudanças políticas que vem de fora. Não pode. A gente já sabe que isso não pode funcionar assim. Então, para além de Tia, a gente precisa da infraestrutura mais importante, que é essa de conhecimento, né? a capacidade de desenvolver tecnologias, inovações que atendam as nossas necessidades, sem, obviamente, eh, abrir mão do alinhamento nosso com o exterior, sem, obviamente, abrir mão eh eh de de colaborações e parcerias com o exterior, óbvio, mas é o que a gente não pode é se a gente não pode ser passageiro nesse carro. a gente tem que tem que ser no mínimo um copiloto desse desse carro, isso sim. E e onde a gente vai tá? A gente vai tá vai ter 5 anos eh no destino que a gente tá construindo hoje e agora. Então é preciso que todos nós tenhamos consciência disso, né? >> A gente vive no mundo em transformação profunda. Eh, esse setor é um setor estratégico, né? Seja pros bancos, seja pros nossos hospitais. seja paraa nossa segurança nacional, seja pros interesses eh de vários setores econômicos. Então, eh eh e o Brasil com essa capacidade de atrair negócios de data centers, tem que condicionar a vinda desses negócios que vão atender a economia global ao codesenvolvimento de conhecimento. Isso essa é a verdadeira liberdade e a verdadeira forma de proteger eh eh e dar soberania ao país. Então, de novo, o prédio de data center não é a parte essa é a parte fácil. Essa é a parte fácil. O que resta é a segunda parte a mais complexa. E aí, que que a gente tem que colocar? Nossa ênfase, Jonatas, nesse cenário, fazendo um paralelo do que nós temos no Brasil, essa construção, visão de 5 anos, o cenário de que que o mundo tá fazendo também. É, seria interessante fazer esse contexto, não sei se consegue fazer esse cenário. >> Interessante concluir depois do professor aqui, que foi uma aula super. >> É uma aula. É uma aula, sem dúvida. Mas o, eu, eu vou muito na linha do, do que meus colegas foram, mas eu queria colocar da seguinte forma, eu acho que não é aonde a gente quer estar, mas como a gente quer estar. Então, o que que eu quero entregar de novo pro meu cliente? O que que eu quero entregar de novo pro meu mercado? O que que eu quero entregar de diferente do meu competidor? E como é que como é que eu me modernizo para isso? como é que eu uso esse conjunto de data centers, essas tecnologias de inteligência artificial, estas coisas novas que vê surgindo e como é que eu vou levando isso pro pro meu cliente. E aí eu me remeto ao tema onde a gente precisa buscar de fato matrizes energéticas que sejam factíveis e eficientes para sustentar esses níveis de processamento. E a gente precisa separar muito o que precisa ser modernizado e o que não precisa. Eu, na minha carreira de consultor, eu conheço sistemas em produção que foram construídos em 1962, isso aqui no Brasil. E ele tá lá, tá fazendo sua função e tá fazendo seu serviço. Qual que é o problema dele? Onde é que ele tá? E por que que eu vou mexer ele ali? Por outro lado, tem coisas que estão em constante evolução. A gente falou de PIX aqui. PX é um tema que na minha cabeça, quanto mais dinheiro, dinheiro digital a gente tiver, mais ele vai escalar, mais serviço agregado a gente vai pôr em cima e mais a gente precisa conseguir usar todo esse arcaboo tecnológico de inovação que vem que vem pra mesa e é surgindo. E aí essas matrizes energéticas são mais importantes. Eu concordo com professor que o Brasil ele é um ele é um lugar de extrema vantagem. né? A gente consegue construir coisas muito interessantes aqui e a gente precisa, próprias falas tuas, ter uma uma um um uma circunstância social, política no entorno disso tudo que nos favorece. E aí a gente consegue não só suportar o Brasil com todo esse processo de modernização, mas suportar o resto do mundo como um todo. Muito bom. Mas é é neste enfoque que a gente tá discutindo essa questão e nós estamos falando de 5 anos, mas é muito rápido, por isso que a gente faz muito rápido, é muito rápido >> e a tecnologia ela corre muito mais rápido que a gente tá discutindo aqui já daqui a pouco já estamos no próximo bioteca do ano que vem discutindo coisas que estão passando. Como eu disse, a Iá, ela entrou e se tiver um uma um fotografia da do do cenário da IA de agosto de 26, vai ser outro em dezembro de 26, como foi outro de janeiro de 26. Nós estamos num ano só e as coisas estão mudando. Bom, eu queria só fazer um então um comentário final dizendo assim que a próxima geração dessa infraestrutura bancária vai se decidir pelo que nós estamos discutindo por alguns algumas coisas. escala computacional, eu acho que tá certo nisso. Energia limpa, nós já discutimos essa questão, resiliência e eu colocaria também eh políticas governamentais voltad a esse cenário. Nós temos que ter políticas, temos que ter cenários que dê sustentação a esse entendimento. Como eu disse, nós temos, o Brasil tem energia, tanto que o professor já falou, tem engenharia, conhecemos esse processo e tem nesse setor que pode ajudar a financiar, que são os bancos para fazer esse movimento, né? alinhando esse cenário todo, acho que nós temos um projeto para uma década inteira fazer um grande movimento nesse sentido. E com isso, então, eu quero já estamos chegando já no final, eu quero já eh levar o encerramento, mas mais uma vez lembrando que esses 5 anos passa muito rápido. O cenário da IA ele movimentou o mundo. Falei rapidamente uma coisa que deve comentar nos próximos 5 anos, uma grande revolução que é a computação quântica que tá chegando, que vai mexer no cenário todo depois do da computação mundial. Brasil não vai estar fora disso. E eu acho que realmente eh tudo que se fala é um grande desafio paraa frente, seja data center, seja a questão eh de de energia, toda a questão do processo renovável de SG, mas também dos bancos e aquilo que os bancos vão vão vão fazer e se posicionar pros próximos eh próximos anos. Quero então agradecer a todos, eh, pedir um agradecimento especial a nosso nosso time aqui, a a Lorena, o Anderson, o professor Arbash e o Jonat. Eh, quero agradecer a plateia toda e um bom ferbetecam nesse nosso Muito obrigado a todos.
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