O comércio agêntico abre uma nova fronteira para os pagamentos digitais. Em vez de apenas navegar em apps e sites, os consumidores poderão delegar parte da jornada de compra a agentes de IA, definindo parâmetros para que esses sistemas pesquisem, escolham e transacionem em seu nome. Essa mudança, porém, exige muito mais do que uma boa interface, requer infraestrutura financeira preparada para reconhecer agentes confiáveis, validar consentimento, proteger credenciais, monitorar decisões automatizadas e responder a disputas em um ambiente transacional mais complexo. Neste painel, vamos analisar como o ecossistema começa a se preparar para esse novo contexto e quais adaptações tendem a ser mais críticas nas próximas etapas desse desenvolvimento.
Palestrantes:
- Giuliana Cestaro - Fiserv
- Giuliane Paulista - Banco do Brasil
- Leandro Garcia - Visa
- Rubens Orsi - Bradesco
Moderação:
Bruno Diniz - Spiralem Innovation Consulting
Transcrição e Conteúdo
[música] Senhoras e senhores, sejam bem-vindos novamente. a programação da Arena Fintec do Febrabante 2026. agora encaminhando pra parte final da tarde, agora também com painel para discutir um tema super quente que tá sendo falado também em outros lugares aqui do Febrabante, que são pagamentos agênticos, comércios, comércio agêntico, mas muito pela pelo ponto de vista da infraestrutura que é nece...
[música] Senhoras e senhores, sejam bem-vindos novamente. a programação da Arena Fintec do Febrabante 2026. agora encaminhando pra parte final da tarde, agora também com painel para discutir um tema super quente que tá sendo falado também em outros lugares aqui do Febrabante, que são pagamentos agênticos, comércios, comércio agêntico, mas muito pela pelo ponto de vista da infraestrutura que é necessária para ser construída, que está sendo construída no momento para desenvolver e setar os pilares por onde teremos essa nova modalidade de pagamentos e de comércio de uma forma mais ampla. Então, para poder juntar aqui a minha nesse painel, para poder gente ter essa discussão, gostaria de convidar ao palco a Juliana Cestaro, vice-presidente de produtos da Fer no Brasil, uma sala de palmas. Chamar também o Leandro Garcia, diretor sênior de soluções de pagamento digitais da Visa no Brasil. Juliana Câmara Paulista, eh, executiva de A e de dados do Banco do Brasil. É paulista câmera. Falei ao contrário, né? Muito bom. Obrigado, viu? E o Rubensor, a BU CIO de cartões e internacional do Bradesco, meu caro. Vontade, pessoal, a gente começar a a temática aqui. Eh, eu falei vocês pelo nome Cargo, mas eu queria ouvir um pouco mais a respeito do que vocês fazem na organização que vocês representam. Conversando com a Juliana aqui, a gente faz o giro. >> Bom, boa tarde. Primeiro, obrigada pelo convite. Uma honra dividir o palco aqui com essas pessoas. Eh, eu sou a Juliana, eu sou VP de produtos da Pfizer, responsável por todo por toda a gestão do portfólio, desenvolvimento de novos produtos, eh gestão de do portfólio de produtos de adquirência, eh, e de todas as soluções que estão participando aí do do Grande Varejo brasileiro. >> Maravilha, Garcia. Muito bom. Também agradeço a participação, tô honrado aqui estar com vocês. Eh, eu sou Leandro Garcia, sou responsável pelas soluções digitais na Visa. Cuida do todo ecossistema de e-commerce, carteiras digitais aqui no Brasil >> e agora também pagamentos agênticos, né, também? >> E eu tava esquecendo, olha a gaf já começando aí pagamentos agênicos, que é o tema, né? Vamos lá. >> Maravilha, Juliane. >> Boa tarde a todas, a todos. Prazer estar aqui. Obrigada, Bruno e colegas aí pelo convite. Eu sou executiva na área de A e dados do Banco do Brasil. lidera os temas de estratégia, governança, cultura, eh liderança também do nosso centro de excelência de a e dados lá no banco. >> Maravilha, Rubens, boa tarde. Meu nome é Rubens, eu sou do Bradesco, tenho mais ou menos um pouco mais de 20 anos na indústria de meio de pagamento e atualmente eu sou responsável por toda a parte de tecnologia de cartões do lado emissor, tanto o Brasil quanto México. >> Maravilha, pessoal. Devidamente apresentados aí por vocês mesmos. Agora vamos entrar basicamente nessa na temática de pagamentos agênticos e tudo mais. A gente tem uma uma nova conceitualização para fazer e eu queria pegar um pouco dos recortes de como vocês têm enxergado isso, como a instituição de vocês também tem enxergado isso, né? Queria entender de vocês e começando aqui talvez pelo Rubens, tá? Eh, o que que diferencia o comércio agêntico que tá sendo tão falado de um assistente que recomenda produtos e preenche um checkout e quais decisões o consumidor realmente está disposto a delegar, né? a gente sempre pensa que é uma, a gente tá acelerando ainda mais esse processo de retirada de fricção, né? né, indo pro exponencializando isso. E eu queria entender como vocês, pelo menos aqui no Bradesco estão enxergando esse fenômeno e a gente faz o recorte aqui também do resto da mesa. >> Eu acho que o grande ponto aqui é quem executa a transação no final, é a diferença entre o o agente e o assistente. No lado do assistente vai fazer todo o processo de pesquisa de produto e tudo mais, mas a decisão final de efetuar a transação é do consumidor, é do humano. do lado do assist do do do agente, ele vai fazer o caminho todo, inclusive a autorização, né? E eu acho que aí é um grande ponto que muda o que é o grande divisor de águas. Essa autorização é uma autorização antecipada do processo como um todo. Então ele vai delegar o mandato para o agente pro agente executar aquela tantação, aquela compra que é futura, né? Então, acho que esse é o grande ponto de atenção e e esse ponto é o que acho que devia que vai embasar toda a discussão aqui, porque essa essa autorização antecipada, ela vai mexer com o processo do da experiência do cliente no do no estabelecimento do emissor, ou seja, a cadeia como um todo. Eu acho que um ponto importante é, se a gente olhar os consumidores brasileiros, hoje a gente tem uma proteção muito maior a faceitação do comércio agêntico. Uma pesquisa recente mostra que quase 70% dos consumidores brasileiros eh confiam no agente para realizar uma transação. Então, acho que esse é um ponto um ponto super importante. 76% eh em algum momento vai realizar uma transação. Então acho que aí já tem umado muito significativo pro nosso mercado. E se a gente comparar esses números com lá fora, os Estados Unidos, o número é muito menor, é número, é metade desse percentual. Então, ou seja, aqui a gente tem um ar de oportunidades em relação a esse assunto, mas a gente tem alguns desafios, acho que a gente vai debater mais paraa frente quais são os desafios de implementar e de escalar o processo como um todo, né? Então, acho que esses são os grandes pontos importantes do processo eh da da discussão. E eu acho que um ponto importante sobre a quando você fala da delegação, do poder, né, do poder do mandato pro agente executar, eu acho que ele vai começar com por camadas de risco. >> Aham. >> Num primeiro momento, acho que é aquela compra mais tradicional, né? Aquela compra de um produto, uma compra na farmácia >> recorrente. Exatamente. Então vai começar por aí. E no segundo momento, as compras mais complexas, como por exemplo, a como fazer uma passagem, uma uma a viagem, tá? Eh, eu gostaria muito que chegasse o momento que colocasse por a gente falar: "Be a minha viagem pro final de semana, eu quero". Me >> traz o melhor preço, a passagem, >> traz o melhor preço. Eu tenho, eu quero gastar tanto, né? Até R$ 10.000 para passar uma semana no Rio de Janeiro, por exemplo, né? Eu acho que esse é o sonho. Esse é o que é é o que a gente tem que perseguir. Eu acho que a gente tem uma uma jornada muito grande ainda, mas tecnicamente é possível fazer. >> Maravilha. Garcia, você falar alguma coisa? Já aproveita e já fala um pouco da visão da da >> Não, o Rubens deu uma aula aqui, né? Assim, já eu eu gosto de responder essa pergunta com exemplo real que aconteceu comigo, né? Eu eh eu tomo uma vitamina >> todo mês e eu tô acostumado lá. chegar no final do mês, eu compro eh já no site que eu tô acostumado pelo aplicativo, né? E curiosamente, recentemente falei, vou fazer 100% compra gente, cara. Vamos ver se dá para confiar, porque eu trago um termo aqui que é a confiança, né? Que é um dos pilares aqui onde a gente vai falar, discutir isso também. Eh, que que eu fiz? Eu fui bem bem bem preguiçoso, né? Eu tirei uma foto e falei: "Busque esse produto mais barato". Acho que alguém, quem já me ouviu palestrando, é o mesmo exemplo, né? >> É, mas é real. compre mais barato com um frete grátis, né? Bem, e aí, eh, eu não vou contar toda todo o histórico, mas o que eu achei muito interessante antes de entrar no pagamento é que ele trouxe alguns exemplos de sites que eu jamais imaginei que eu fosse comprar ou que vendesse. Trouxe um de Curitiba, >> falou: "Ó, esse aqui é não é um frete gratuito, mas é um produto confiável. Se você quiser, realmente eu busco no frete gratuito." Já tinha meu CEP ali, que eu tinha feito outras buscas, né? e falou: "Ó, se você quiser marketplace, eu posso buscar também, mas eu recomendo que sejam vendedores já com boautação, porque senão pode ter falsificação." >> Resumo da ópera, tá? No final ele recomendou um grande eh supermercado que eu de verdade jamais imaginei que eu fosse comprar. E eu comprei nele, mas antes eu fiz de propósito, eu falei assim: "Compre para mim". Ou seja, eu dei autorização, dei a permissão, a intenção de compra, que é outro termo que a gente vai debater também, né? Mas eu tô colocando os exemplos aqui para para mostrar depois para todo mundo que a gente traz camadas novas, né, de segurança para esse ecossistema. Então eu dei dois comandos, comprei para ele minha intenção. Aí o que que ele fez? Ele não comprou porque ele ainda não tinha capacidade. Ele me deu o link e falou: "Agora você vai lá e compra". >> É porque a infraestrutura ainda não tá totalmente integrada, né? Exatamente. Mas o que eu queria fechar aqui o meu comentário é que a minha confiança no agente que eu utilizei é total, porque eu comprei no comércio que ele me recomendou, realmente era mais barato, o frete era gratuito, chegou no dia seguinte em casa. >> Que demais. >> Então assim, a próxima eu já vou fazer com ele. E eu só dei, tirei uma foto e falei: "Procureem para mim". Então é assim, tá muito rápido, né? A gente obviamente vai ter que mostrar pro ecossistema. Eu tô no meio, nós estamos, a gente sabe que aquele agente eh é confiável, mas a gente vai ter que mostrar, mas depois você tem uma experiência boa que funciona, na próxima vez, obviamente as pessoas tendem a utilizar, né? >> Maravilha. A gente vai poder explorar isso melhor. Juliana, como é que você tem visto isso dentro da Fer e esses desafios? >> É, acho que o grande ponto de mudança é é o momento, né? A gente tá muito acostumado a avaliar uma transação, avaliar uma uma compra no momento do clique final. E aí aqui a gente tá falando de outro momento, né? Eu parametrizei num outro momento. Eu não estou no momento em que a transação tá sendo concluída, ao contrário, né, da do seu da sua experiência, mas normalmente o humano não tá lá, não tá participando. Então toda a nossa indústria tá acostumada a fazer todo o movimento focado num comportamento humano, né? Então a gente tem uma mudança grande, a gente deixa de olhar o checkout exclusivamente pensando numa experiência eh voltada pro consumidor, né? Você passa a ter um checkout que tá interagindo lá com sistema com sistema, né? Então tem toda uma outra configuração. E ao contrário de você, Rubens, eu teria uma grande dificuldade em terceirizar uma compra de passagem, por exemplo, ou uma viagem. >> Eu não tenho essa vontade porque eu adoro programar minha viagem. Isso é um prazer para você. Prazer time que não gosto, eu preferia essa comodidade. >> O agente lá da minha casa não vai permitir. >> É, o agente da minha casa, que sou eu também não permitiria. Mas é isso, né? São as compras recorrentes que acabou entrando, principalmente agora a gente tá tá engatinhando nesse processo, né? A gente tá tá começando a ganhar confiança e uma compra de viagem, por exemplo, é algo que eu não tenho margem para ter uma uma um risco de ter uma frustração. >> Uhum. Então acho que isso também é o que vai determinar o que é comprado ou não, né, com no comércio agente. >> Maravilha. Juliane, como é que vocês têm visto isso lá pelo? >> E para não ser repetitivo aqui, né, eu acho que os meus colegas já abordaram vários pontos relevantes, mas eu queria falar um pouco dessa mudança de paradigma, né, que a IAI de recomendação para decisão. >> Uhum. >> Parece pouca coisa, mas é muita coisa, né? Porque eh Leandro falou aqui, né? ele foi até a etapa da recomendação, mas ele não conseguiu efetivar a transação. Mas imagina um uma capacidade de delegação em que a IA ela tome a decisão e execute a transação, né? A gente tá falando de um outro momento. E aí, quais as implicações disso sobre o aspecto, por exemplo, do marketing? A gente estabeleceu todos os princípios do marketing pensando em vender para humanos professor. E aí a máquina que vai ter vai comprend aquele, né, mix de marketing, compostos p, é, como é que eu faço as cores, como é que eu faço a melhor jornada de de, né, de navegação ali dentro de uma do de um e-commerce, como é que eu estabeleço ali a melhor comunicação, qual que é a imagem que chama mais atenção do consumidor. Agora a gente precisa aprender a falar com as máquinas, né? A gente teve aqui um painel hoje super relevante no palco principal aqui do John Maeda, que era sobre esse tema, né? Eh, precisamos aprender a falar com as máquinas. Então, as máquinas elas falam diferente. Elas não vão ser atraídas da mesma forma com o humano. A gente vai precisar aprender a vender para as máquinas. E aí saí do desde da loja física, né, que a gente aprendeu para essa etapa do do e-commerce e agora para uma etapa em que o agente é que executa transações. Eh, eu fico pensando assim, talvez a vitrine vai ser o que menos importa, é o que tá por trás dessa vitrine, quais são os dados, quais são as informações eh o que que vai fazer um agente decidir por um eh fornecedor ou outro. Às vezes o produto é o mesmo, pelo mesmo preço, pelo mesmo prazo de entrega. Por que que ele vai fazer a compra em um fornecedor e não outro? Então, a gente tá realmente assim de uma, acho que diante de uma mudança de paradigma que tem várias implicações sobre o aspecto tecnológico, ético, de governança, mas acho que também da forma como as empresas fazem as suas estratégias de venda nas estratégias comerciais vão mudar completamente. >> E isso leva vários questionamentos até a próprio discover que foi você não não tinha a menor ideia daquelas lojas que foram trazidas. O que que será que se agente conseguiu achar como com otimizado que talvez a gente não tenha uma visibilidade da otimização que foi que tava acontecendo ali para que ele fosse nessas páginas? Então, eh, tem a, o Maa fala do Agent Experience, né, que é também no, o ser humano, a experiência da do do UX, ela é muito baseada em telas e tudo mais, com interface gráfica, mas aí quando você tem que fazer isso pro agente acessar fácil e tudo mais, é, é uma virada também, mas você acrescentar >> e acho que o ponto também importante é o seguinte, vamos pensar o pequeno varejista, sabe que o pequeno varegista no primeiro momento vai est preparado para isso? >> É, >> o grande talvez não sa tenha mais vantagem, né? Eu acho que tem outro ponto que é, a gente fala muito hoje, conheça o seu cliente, a gente tem que mudar, conheça o seu agente. >> E aí existe o termo no youror a know your machine, né? O que I am >> ex e o e o eu conheço o seu cliente é no momento do cadastro, o agente é no momento da transação. >> Exato. >> Então muda bastante o processo como um todo. >> Muito bom. Você falar alguma coisa? Mas eu eu queria já passar então para alguns desses desafios que a gente já mapeou por por alto, né? É uma pergunta para todos também, né, que a gente, pra gente ter um agente transacionando o ecossistema, ele precisa reconhecer a identidade desse agente, é o know your agent or your machine, como foi colocado aqui. Comprovar a intenção do usuário, aplicar limites, proteger credencial e manter também a trilha auditável de tudo isso, ou seja, até para uma eventual contestação desse processo, né? A gente também tem mais camadas nisso, né? Qual comp eh qual componente dessa camada de confiança vocês entendem que tá mais avançado e qual que ainda representa um grande gargo, né? você mesmo falou, você fez todo o descobro, mas não não não teve a execução ali da transação. Queria ouvir e se existem outros elementos críticos que vocês entendem que precisam ser discutidos à medida que os testes desse formato são realizados. Então até puxar com você, meu caro. >> Boa. Boa. Eh, do lado da Visa, né? Como é que a gente vê? Pro lado bom, né? Talvez todos são, mas o lado que tá mais avançado, vamos dizer assim, é a parte tecnológica, né? Quando a gente olha a infracessária para uma transação agêntica aqui no Brasil, a gente fala em cima de tokenização, né? A gente eh eh o terceiro segundo país no mundo que mais toqueniza credenciais de pagamentos é espalhado aqui pro basicamente todos os e-commerce. A gente tem autenticação agora com uma tecnologia nova chamada cloud framework da Visa. a gente tem pescis, né, com biometria do dispositivo. Então o agente eh para transacionar, né, como cadencial visas, a gente não tá criando o ecossistema novo, a gente tá eh eh melhorando, incrementando com novas funcionalidades para garantir eh a visibilidade de quem é aquele agente, se aquele agente tem permissão para transacionar na tênisa, né, governança, vamos dizer assim, né? acho que a gente precisa trabalhar agora é governança e confiança, né? Para que e a gente dê visibilidade para todo o ecossistema, aquele agente que tá transacionando em nome do Leandro, que o comércio saiba que é um agente e não só nas buscas, né? O agente, o o e-commerce precisa saber que é o meu agente que está navegando, mas ele precisa saber que é o agente do Leandro, porque nessa busca ele não disse para o comércio que era o Leandro. Isso eu tenho um desconto, um programa de loyalty, ele precisa informar. Olha, ele precisa est embarcado com todas essas credenciais que vão ajudar inclusive a melhorar a a compra, né? Execução. Exatamente. >> Tem milhagem, se tem algum plano, né? >> Exatamente. Então, a gente precisa trabalhar agora da visibilidade para todo o ecossistema. Então, os testes, a gente daqui a pouco eu quero comentar também a os testes que nós estamos fazendo aqui no Brasil, graças a esse avanço tecnológico, é o comércio usado lá em março, que nós fizemos a primeira transação aqui no Brasil, ele nem sabia que foi transacionado, tanto que eu não divulguei, >> né? Porque a gente usou um agente da da Visa e foi até esse comércio e executou a compra. Eh, mas a gente precisa dar visibilidade, >> a gente precisa entender que foi uma compra, entender até para ter os controles. E como eu falei, se eu se o Leandro tem algum algum algum programa de fidelidade, algum loyalt para que ofereça, né? Então, >> a transparência também, né? >> Exatamente. A transparência, o credenciador precisa saber, a plataforma de ec precisa saber, avisa, obviamente, e o emissor para tratar essa transação de uma forma que é agênica. E depois eu não tô nem falando de, ah, o Leandro lembrou dessa compra, não lembrou? Como é que foi? Para quem que o Leandro vai eventualmente reclamar se caso de alguma falha, né? Se é pro agente, se é pro comércio, é proor, >> tem que ter toda essa trilha. Julian, que que vocês vem também de outros gargalos aí nesse processo? >> Eu eu eu concordo com o Leandro, né? Eu acho que essa camada da autenticação, ela já tá bem encaminhada, a tokenização, então essa infraestrutura tecnológica para garantir que a segur que a a transação aconteça de forma segura e ela já tá OK, né? O que que eu acho que ainda precisa amadurecer a identidade do agente, >> né? A gente provavelmente deve caminhar aí para ter e alguns selos de confiança para dizer: "Ó, esse aqui é um trusted, né, agent". Ou seja, é um agente que passou já por um processo de verificação eh e confiança nessa nesse ecossistema novo. Eh, eu acho que tem muita coisa ainda para ser discutida em relação à responsabilidade. Uhum. >> Né, consentimento, optin, opt out, toda essa camada em que o cliente ele vai definir os limites desse agente, o que ele pode, o que que ele não pode fazer. Eh, vamos lembrar aqui que é uma compra baseada em objetivo, né, como né, o Rubens colocou aqui, eu quero que você ache o melhor eh os poderes, né, do >> é o melhor pacote de passagens para mim. Então, assim, eu te dei um objetivo, eh, e aí dentro desse objetivo a gente vai ter que ter limites claros para saber o que ele pode e o que que ele não pode fazer. Eh, então acho que isso e a responsabilização para mim acho que é um dos pontos mais importantes. Então, a gente deve evoluir aí no curto prazo, curto médio prazo, para ter todos esses protocolos novos de integração. Mas essa camada da responsabilização é uma discussão que a indústria vai ter que fazer, porque se o agente eh fez uma compra errada, né, de quem vai ser a responsabilidade? é do banco que autenticou, é da bandeira que fez, é do é do do varegista que vendeu, é do cliente que não definiu bem o limite. Eh, se esse a gente entrar num site fraudulento e fizer uma compra, porque, né, vamos combinar, nós como humanos, às vezes caímos nisso, por que que o agente também >> e o fraudador otimizar para pegar o agente, né, porque ele conhece quais são aí, também tem uma um trabalho de evolução para fazer. Examente. Examente. >> Então assim, as fraudes já acontecem hoje com humanos, vão ter possivelmente especialistas em fraudes. >> A gente aqui no Brasil, aqui no Brasil não. >> Não, né? Não, não. Só para o bem. Só para o bem. É, então acho essa camada da responsabilização. Eu fiquei pensando num exemplo assim que no na busca de um melhor preço, de uma melhor condição para um para um cliente, um agente vai lá e faz 40 reservas e 40 cancelamentos, por exemplo, dentro de uma plataforma. Como é que essa plataforma vai encarar? e pensa isso escalado. Então eu acho que essa discussão é uma discussão que ainda precisa amadurecer e vai ter vai ter muita coisa e por isso a importância da governança, né? Eu vou puxar um pouco pro meu lado aqui de governança. A gente vem evoluindo a governança pensando em IA generativa. Agora a gente tá com a IA agêntica e já já a gente vai precisar pensar a governança da da da IA, né, que compra, que vende, que faz transações. Então é é agregar uma nova camada de complexidade nessa governança. >> Juliana, como é que vocês têm visto isso aí em termos de gargalo e aquela coisa, né? a gente tem sempre o elemento e tecnológico no mais rápido do que a a regulação e e e esse efeito cadeia aqui de outras coisas que acabam sendo conectadas, né, impactadas. Como é que vocês têm visto? >> E nesse caso em específico, eu acho que não tem meio do caminho, né? Eu acho que ou todo mundo vai ou não vai ninguém, porque não dá para pro checkout evoluir e o antifraude não evoluir, né? O que a gente tem, por exemplo, de gatilho de antifraude, que é uma compra feita por robô, >> compras massivas, né? Isso que gera um alerta hoje no antifraude é exatamente como uma compra agênica é feita. Então ou tudo evolui ou nem vamos pisar nesse nesse terreno porque a gente tem uma evolução do checkout que deixa de ser voltado pras pessoas. O processo de autorização da transação muda completamente, né? Ele muda do momento do clique pro momento da parametrização de tudo que tá acontecendo até a a conclusão. O antifraude muda, o processo de disputa muda, porque eu preciso ter o traqueamento disso tudo para quando vier uma disputa não ficar na esfera do do achismo, né? Eu tenho que ter a comprovação de que tudo aconteceu. Exatamente. >> E nós estamos no meio do caminho não só como viabilizadores mais da transação, mas como viabilizadores inclusive da das provas de que aquelas, né, aquelas buscas foram feitas, os parâmetros foram devidamente eh setados e que aquela ação foi de fato comandada para garantir no momento de contestação que eu tenho toda a prova de que aquilo aconteceu ou não, né, ou de fato não. Então tem uma uma evolução importante para acontecer no todo, não dá pra gente separar e uma parte e outra parte não. >> E Rubens, que você tem mais alguma mais algum gargalo aí que você tem enxergado? >> Eu acho que um ponto importante é assim, né? Eu concordo com o Leandro que o o ponto de atenção hoje não é tecnologia. E acho que a tecnologia tá bem interessado. Eu acho que eu tenho que fazer do ponto de vista de tecnologia é fazer uma convergência de protocolos e padrões. A gente viu no ano passado Visa, a a Master, a Max, Google lançando alguns protocolos. Exatamente. Eu acho que o ponto agora é processo de convergência, o que a gente já começou a ver esse ano. Então, mas não é um processo ainda treino, mas tem que acontecer. Mas eu não vejo isso como problema, né? Eu acho que um ponto de atenção que a gente tem que ter é na coordenação dos checkouts. Vamos pegar aqui dezembro da compra do de uma passagem de uma de uma viagem pro Rio de Janeiro, né? Então você fez lá o mandato lá da viagem pro Rio de Janeiro, R$ 10.000 dois dias essa semana. Aí você para essa transação, né? Vai ter a companhia aérea que vai ter fazer fazer a busca na companhia aérea, efetiva compra. Mesma coisa na passagem na na estadia. Suponha que a companhia aérea não não deu certo e estadia deu certo, como que a gente faz? Quem que é o dono do mandato? É o estabelecimento ou quem tá orquestrando a compra, né? Porque eu falei uma compra de 10.000, considerando a passagem e o e o ticket aéreo. Então acho que isso precisa ser coordenado, precisa ser discutido qual a melhor forma de endereçar. Eu acho que esse é um ponto importante e a questão da responsabilidade, eu concordo também, acho que talvez seja o principal ponto hoje também. Voltando em pesquisas, foram feito pesquisas com adquirentes aqui no Brasil e 56% estão colocando que qual o grande ponto de atenção é a estruturação do processo de disputa. Esse acho que é um ponto que a gente vai ter que endereçar. >> É, e a questão de responsabilidade de alguma maneira também acaba tendo um ponto de contato com o regulatório e a gente precisa ver esse amadurecimento. Acho que tecnicamente muita coisa dá para fazer, né? E inclusive até perguntando agora pra Juliana especificamente, até porque tem cases aqui, o bebê também participou e de algumas coisas, mas vocês detém a relação da conta o cliente, diferentes trilhos como Pix e cartões também, né? E que controles o BB considera essencial para que o usuário defina esses parâmetros, né, como escopo, valor, recorrência e condições sobre o quais os agentes vão agir e também como é que tem sido baseado esse piloto que vocês desenvolveram, que foi amplamente anunciado aí eh na mídia, tá? >> Legal. Eh, a gente realizou um piloto, de fato, foi uma transação em um ambiente controlado, né, em conjunto aqui com a com a Visa. Foi uma transação real e o prompt foi muito simples, né? Foi compre uma caixa de cerveja, >> vinho. Vai falar vinho, >> uma caixa de bebida [risadas] por menos de R$ 80 e que me entreguem até 24 horas. >> Aham. E essa transação ela foi executada cumprindo todos os requisitos ali. De fato, o cliente recebeu a a a bebida dentro do espaço ali e foi a compra foi executada por R$ 77. Então assim, o agente foi bem sucedido e a transação aconteceu. E eu acho que a gente caminha agora para definir todos os os parâmetros do que que é esse consentimento, do que que são esses limites. Eh, como já foi bem colocado aqui, né, a tecnologia ela está pronta para ser escalada. Mas tem ainda fatores que precisam ser desenvolvidos e eu diria que a confiança ela vem antes dessa escala, né? Então o que que vai fazer um cliente confiar nessa transação? E acho que nisso os bancos eles têm um ativo muito importante, porque eles detém a relação com o cliente no sentido de eh fazer toda a autenticação, gerir os dados, gerir a vida financeira do cliente. Então acho que os bancos vão ter um papel muito importante em fornecer essa infraestrutura necessária para que o cliente ganhe confiança eh nesse processo. E aí eu entro num aspecto um pouco mais filosófico agora, se você me permite assim, Bruno, >> porque eu acho que a gente tá diante também de uma mudança de paradigma muito grande, né? Porque ao mesmo tempo em que a o poder de escolha é o que nos define como seres humanos, né? Já os filósofí João Paulo Sartre fala muito sobre isso, né? O homem é feito sobre suas escolhas. Chega um momento em que agora eu quero delegar essas escolhas >> Uhum. >> para uma máquina, né? Para uma inteligência artificial. Mas ao mesmo tempo, se a gente vai olhar eh estudar um pouco Barry Schwarz lá, que fala sobre o paradoxo da escolha, é o quanto de eh e ele o que que ele fala, né? Que o fato de termos muitas escolhas hoje é algo que ao invés de nos libertar nos aprisiona, né? aquele Netflix, você abre a Netflix, >> gasta mais tempo vendo >> gasta mais tempo tentando escolher o que vai ver do que assistindo, porque são muitas escolhas e muitas possibilidades. Então, eu acho que a grande sacada eh nesse momento e eu acho que os bancos e as empresas que largarem na frente vão ter esse diferencial, é fornecer a o comércio agêntico pros clientes como um diferencial. Olha, eu tô te ajudando aqui, tô te eliminando a esse desgaste, essa ansiedade de você ter que escolher tantas coisas, de você ter que tomar tantas decisões, eh, de uma maneira que eu te dou confiança no processo, rastreabilidade nesse processo e garanto que isso seja executado para o seu benefício, né, buscando o seu melhor interesse. >> Mas se tem um hábito que de fato as pessoas estão adquirindo depois de toda essa transformação com as ferramentas de a recente, é você delegar, é você pedir para fazer. Você pede do jeito que você quer e a coisa acontece, né? agora com execução, quando a gente vai pro mundo mais agêntico, né? E cada vez mais os trilhos sendo acomodados para que se chegue até o final de uma solicitação, né, de ponta a ponta, né? Então a gente tá evoluindo nesse sentido. Mas eu tenho uma pergunta específica pro Leandro para poder explorar um pouco mais dessa questão de confiabilidade dos agentes, né? que Visa veio trabalhando também em protocolos para identificar agentes confiáveis e distinguir essas transações legítimas de uma automação maliciosa, que foi um caso que a Juliana também falou aqui, a Juliana falou pra gente, eh, como é que você entende que a gente pode construir padrões que eles sejam interoperáveis e capazes de gerar confiança entre diferentes agentes, instituições e financeiras e também plataformas preservando inovação e competição, né? O o Rubens até que citou o exemplo do USP, né, que é o protocolo ah que tá sendo feito em conjunto pro mercado tentar padronizar, porque quando a gente olha na camada de trás, tem muita coisa para ser feita. queria que você pudesse dar um papo desse panorama pra gente. >> É, quando a gente olha historicamente, né, assim, quando a gente cria um protocolo comum entre empresas, avança muito mais rápido, né, que tá lá atrás no chip, a migração do da trilha magnética pro chip, depois do chip pro contac, depois pra tokenização e agora pro comércio agídico, né? Então assim, dando um pouco de histórico, até um pouquinho mais de contexto do do teste que nós fizemos e o Bradesco também certificado com a gente, eh nós lançamos uma solução chamada Visa Intelligent Commerce eh no ano passado e é baseado, né, nessa solução que nós estamos preparando aqui o ecossistema, não só no Brasil, mas no mundo. Mas como eu comentei, o Brasil tá muito mais avançado para que ele se prepare pro comércio agênico. Basicamente é uma é uma é um avanço no que a gente já vem hoje, então, com tocanização e autenticação para dar mais visibilidade eh de quem é esse agente. Então, né, até uma um comentário aqui do Gil que a gente precisa saber quem que é o agente, esse agente tem permissão para transacionar em nome do Leandro. Avisa, certificou esse agente, quem é esse agente? Qual o poder dele? Qual foi a intenção, ou seja, a permissão que a Juliana deu para ele? Eh, qual o valor da compra? Quantas vezes ele pode comprar? A a Visa então também tá entrando na no tril de ser uma certificadora também de certa forma do agente. >> Exatamente. Então nós assim como nós certificamos eh parceiros para que possam tokenizar as nossas credenciais, >> a gente também certifica os agentes para que eles possam >> inicialmente receber uma credencial do nome do do portador, cadastrá-la, toquenizá-la e depois transacionar. E aí esse, obviamente, esse protocolo ele traz toda uma camada adicional de governança, segurança, visibilidade para lá na frente, né, se o usuário falar assim: "Putz, eu não reconheço essa compra, eu não lembro, né? Eu dei o comando ali no sábado à noite tomando o pack de cerveja do >> do Pedro, [risadas] o Pedro do bebê aqui. Pedro transação. Era vinho ou era cerveja? Que era que era vinha. >> É, mas agora já eu falo demais. entregou. >> É, já entreguei. Eh, eu, a gente, a gente consiga dizer, não foi você, você estava com >> seu maior 18 anos. >> Exato. Você maior 18 anos. Você estava com o seu tablet ou com seu celular, você colocou o seu rostinho ali, na hora de dar a permissão pro seu agente, você disse para ele que você poderia gastar até R$ 80 e tá aqui, né? Obviamente >> rastreabilidade, precisa garantir tudo isso também. >> Verdade. >> Exatamente. Que no final das contas a gente traz confiança para esse novo para esse novo ecossistema. Então, o que a gente vem fazendo é preparando eh o mercado brasileiro. Tô avançando muito rápido com os emissores, né? Temos BBê, Bradesco e outros emissores já prontos para que eles possam receber uma transação de um de um agente, seja qual for o agente certificado pela Visa. E do outro lado da aceitação, a gente pilotando aqui com alguns parceiros também para para ter o end to endação juntamente do time da FA. Exatamente. >> E Juliana, aproveitando aqui até o papel que vocês têm dentro da cadeia de pagamentos, né, adquirentes e provedores de tecnologia, a gente sabe que vai est nesse ponto de encontro aí entre agentes, logistas e múltiplos meios de pagamento que a gente convive hoje. O que que você entende que precisa mudar no checkout, na autorização, no antifraalude, que você já deu já um pouco da dica, eh, para que a gente pode possa fazer uma gestão de disputas e também receber transações iniciadas por máquinas sem esses problemas que você já deu uma levantada aqui de de foco neles. É, acho que na verdade inicia antes do checkout, né? O quanto as empresas precisam ter >> tudo exposto eh, para que elas estejam elas sejam opções pro comércio agêntico, né? Então, o produto, o preço, o desconto, eh, enfim, toda a sua vida, né, exposta com o desafio do pequeno varejo, como ele vai fazer isso, eh, para ele de fato ser uma opção, eh, e o checkout passar a operar, né? A gente tem uma, hoje um foco muito grande na evolução do checkout. pensando em pessoas, a experiência, olhos humanos, né? Como que a gente eh puxa, é como posiciona a cor, como a como a Juliane falou, eh isso tudo nesse caso em específico perde valor, né? E aí não tô falando que a gente para de fazer porque o mundo tradicional segue em paralelo, né? Então a gente tem um desafio ainda maior de manter as duas coisas rodando ao mesmo tempo. >> Eh, mas a gente tem esse desafio do checkout, mas para mim o desafio principal tá na autorização, >> tá, >> né? a gente passa a o que a gente faz hoje de acompanhamento e de uma autorização ou negar uma transação no momento do clique para olhar isso desde o momento em que eu defini os meus parâmetros para fazer aquela compra, né? E de novo, eu não tenho, quando eu faço uma compra convencional, por mais que eu tenha lá um motor me trazendo sugestões, o que acelera, obviamente o meu processo de compra, que me ajuda a fazer uma compra melhor, no momento da finalização eu tô lá. >> Uhum. >> Né? Agora não tem mais. A Juliana não tá mais lá. Ontem a gente estava num outro painel que uma pessoa deu um exemplo de uma pessoa que fez uma compra de manhã no Brasil e foi pagar um jantar e em Paris à noite a compra foi declinada. >> Eu não posso mais declinar essa compra, né? E como eu pensando de novo, né, no antifraude, >> que hoje ele declinaria uma compra que foi comprovadamente iniciada por um robô, como eu passo a aprovar essa transação que de fato deve ser feita e como eu garanto que eu não vou aprovar uma que deveria ser negada? Então, a gente tem uma evolução muito grande das ferramentas como um todo. Eh, claro que a gente conseguir trazer essa parte da autenticação pro processo todo, né? Então, não é só no momento da transação, é no momento completo. Então, o que que a Juliana parametrizou, o que que ela quer comprar, o que que ela pesquisou, o que ela cetou como limite e até quando, né? Porque eu posso falar que essa esse parâmetro que eu tô colocando tem que valer até hoje às 17 horas. Se ele fizer uma compra às 18, eu já posso contestar, >> né? Então, a gente tem que trazer isso tudo eh pro pro fluxo da de compra, pro fluxo de transação, para no momento de uma de uma disputa eh eu conseguir ter as informações necessárias, né? A documentação que hoje a gente vê para um processo de disputa, ela muda >> e não tem puxadinho, né, pessoal? A gente tem que ver uma evolução do ecossistema como um todo, não é não é trivial. Eh, é interessante a gente poder ver e de fato os modelos, os pilotos, os testes, eh, mas eles ainda estão mais restritos, né? Você você joga isso numa numa escala maior, a coisa fica mais complicada. Se alguma coisa >> é só acrescentar que é o que você falou, a gente vai ter que mover juntos, né? E se se a gente pensar na vinha falava em chip ou até tokenização, vou pegar toquenização, que foi a a, né, a última e mudança bem grande aqui no no Brasil. Eu eu ia apresentar a tokenização pros adquirentes ou pros comércios. Eles falavam: "Tá, mas quem que tá tokenizando lá da emissor?" Emissor tá pronto? Ah, não tem emissor, então não. Então vou esperar o emissor tá pronto. Eu ia falar com o emissor, emissor falava: "Não, mas esa aí que comércio que vai tokenizar?" Não tem o comércio ainda. Então agora não. Ou a gente caminha junto >> ou ela não vai ninguém, né? Ela vai ninguém. >> A ponte é dos dois lados que tem que ser construído aqui, né? Se a gente consegue fazer >> examente e assim e ele tá muito rápido, tá muito rápido, né? Então a gente tem que andar junto e junto e rápido. >> Muito legal. Rubens, querendo explorar um pouquinho também aqui do contexto Bradesco, né? Porque a arquitetura de pagamentos ela já hoje precisa orquestrar o cartão, Pix, transações internacionais, autenticação e também juntar tudo isso com sistemas legados que as instituições também têm. Como é que vocês entendem que incorporar uma nova camada de agentes e se aumentar excessivamente a complexidade e preservar a segurança e simplicidade operacional nesse processo todo? E entender também como é que o Bradesco tem olhado esse tema, visto que vocês também trabalharam aí eh também tiveram nos testes desse piloto, né? >> Sim. Acho que o ponto importante aqui é que o comércio agêntico ele não é um trilho novo, ele tem que operar sobre um trilho existente. O Leandro comentou sobre a questão de >> trabalhar em cima da tokenização, que é o mesmo processo que a gente usa para as carteiras digitais, que tem há o quê? Há mais de 10 anos no mercado, é um sistema maduro e funciona, né? Outro trío que pode ser usado e deve ser usado é o Pix. o Pix já foi, nasceu, né, de uma forma eh com autenticação, verificação, com API e tudo mais. Então também já tá pronto para usar esse. Então a gente enxerga que o comércio agêntico é uma camada que vai estar acima desses tíos existentes. Vou pegar o caso que comentou que Badesco fez o teste, né? Participou do teste também. E o teste pra gente foi muito simples de fazer, né? Para participar do piloto. É um piloto controlado em produção. Realizamos duas compras, uma compra nacional, uma compra internacional. A gente não levou mais do que 10 dias para desenvolver, colocar em produção e testar. Por quê? porque a gente usou o trilho existente. Então, acho que esse é um grande ponto que a gente tem que continuar trabalhando e não tem como sair disso. Eu acho que o grande desafio aqui é a gente não pode duplicar as stacks de intentidade, autenticação. A gente tem que usar o que existe hoje. Então, acho que isso vai tá vai dar uma tranquilidade muito maior no processo como um todo. Eu acho que o você mencionou simplicidade operacional, eu acho que o grande ponto que a gente precisa tá preocupado é para mim simplicidade operacional não é uma questão de ter uma tela fácil de operar, né? ser fácil, ser user friend, seja o que for, é muito mais evitar que eu tenha tratamento de exceção ou mesmo tratamento manual. Então, acho que aqui um grande ponto que a gente tem que se preocupar, tem que ter muita cautela, é temos que evitar o processo de tratamento de exceção. Tratamento de exceção não pode, a gente tem que ter rabilidade, tem que ter todo o processo de lóg de autenticação. Eu acho que isso é super importante, né? Então, acho que são esses os grandes pontos que a gente que a gente tá trabalhando em cima. Jante funcionar alguma coisa. Ué, como é que vocês entendem então além dessas ponderações aqui feit pelo pelo Rubens, que a gente pode ter um modelo que possa convergir, evoluir nesse sentido, né? Vocês enxergam outros elementos que são importantes pra gente poder conseguir padronizar, evoluir como ecossistema, utilizar muito da arquitetura que já existe, eh, porque, enfim, ela já tá disseminada e ela adaptar esses novos modelos e e cases e criar essas camadas adicionais que a gente precisa. É, eu concordo com o Rubens aqui. Eu acho que a gente já construiu eh vários pilares dessa infraestrutura e agora a gente adiciona uma nova camada, né, de complexidade. E aí quando a gente pensa em governança e é a mesma coisa, né? a gente vem evoluindo essa governança pensando em a analytics e a tradicional e a generativa agora e a agêntica e agora nós precisamos pensar essa governança também para pro comércio agêntico. Eu queria colocar dois pontos só aqui que eu considero relevantes. O primeiro deles é que nós precisamos começar a se preparar para isso já, né? Então, algumas estatísticas do algumas previsões do Gartner colocam que até 2030 das transações já vão ser realizadas por IA de alguma forma, né? Então esse número ele tá muito eh tá tá muito próximo de acontecer, né? >> E aí eu acho que as empresas e aí não só bancos, mas, né, os varegistas, enfim, todos nós aqui, a gente precisa se preparar para esse momento. E aquilo que a gente fizer como preparação agora, já nos ajuda neste momento, que é preparar todos os dados para esse contexto, né? Então, de que maneira que o meu produto vai ser descoberto? De que maneira que meu produto vai ser lido por um agente? De que maneira que as informações sobre esse produto vão ser compreendidas por esse agente? Como é que os dados vão ser organizados para poderem ser lidos, eh, para que esse agente possa, então, a partir disso, tomar a decisão da que aquele é o melhor produto para aquele cliente, né? Então, acho que isso desde uma pequena ou uma grande empresa tem que haver um processo de preparação de desses dados, eh, dessas descrições de produtos, dessas eh todas essas características que vão fazer com que um produto seja melhor avaliado do que outro, né? Já que o agente ele não é atraído pela mesma da mesma forma que um humano, né? É, que que tipo de dados o agente vai utilizar paraa tomada de decisão. Então, esse é um processo que precisa e pode começar agora. E um outro ponto que eu queria colocar, que aí acho que é um ponto de atenção para todos nós, é que a jornada de compra ela tende a acontecer em outro ambiente que não o ambiente eh do que hoje ela acontece, né, dentro ali de um e-commerce, daquele varegista ou daquela loja, enfim, ou até mesmo dentro de uma compra B2B. Então a gente vai ter a vontade, ela aparece em outros momentos. Exatamente. Ela vai vi, né, provavelmente de uma interação ali com um LLM, né, com uma uma outra interface em que o cliente tá interagindo e ele e essa compra vai chegar, essa transação vai chegar por um outro caminho. E aí eu acho que tem uma mudança de paradigma também, né? como é que a gente vi deixa de ser só apenas um intermediário, que eu acho que ninguém quer ser apenas um intermediário nessa transação, nesse processo. A gente garante um protagonismo, né, nesse processo. Então como banco, preciso garantir que eu estou oferecendo pro cliente a segurança que ele precisa, a autenticação, toda a rastreabilidade. Eu preciso também fazer com que os meus produtos, como o banco, sejam descobertos pelos agentes que estarão ali pesquisando sobre produtos e serviços financeiros. Mas eu preciso fazer disso de uma forma que o cliente continue se relacionando com a minha marca e se relacionando e sabendo que ele tá consumindo um produto do Banco do Brasil. Então este esse é um desafio que a gente vai precisar trabalhar. >> E aí a confiança também ela tem que passar por isso também, por toda essa e essa jornada, né? Mas você vê mais outros pontos em relação a esse modelo. >> É, eu ia comentar eh que sempre a gente tá todo mundo preocupado, porque tem uma frase de um dos nossos presidentes globais que ele comenta, né? Se você não tá preocupado, algum problema, você tá com algum problema, né? Que tá e e outra frase que eu ouvi no podcast, eu comentei antes de ontem no painel que eu participei, porque assim, é tanta inovação todo dia que para acompanhar você precisa estar desempregado, né? É, é muito louco. Então assim, mas acho que tem três pontos que a gente precisa pensar. Tem simples em mente que no final das contas você vai ter um usuário que vai iniciar aquela transação, né? né? Transparência, controle e rastreabilidade. Então, pensando nos olhos, ele precisa saber, né, quem é aquele agente que deu permissão para ele para tá no nosso ecossistema de pagamentos. Eh, segundo, ele precisa também entender quais controles a a que permissão que ele deu, né? Onde que ele enxerga, eh, até onde aquele agente pode chegar, quantas compras ele pode fazer, eh, como é que ele revoga aquele agente e rastreabilidade depois daquela transação, se houve algum problema ou não, como que para que que ele procura? ele reclama com a gente, ele reclama com o comércio, é com o emissor, né? Então a gente precisa ter a base, né? Quando a gente fala aqui da do comércio agente, que é a confiança. É isso que traz a visa através do visa inteligente commerce, que é toda essa visibilidade, né, pro ecossistema de que realmente é um agente que tá por detrás dele e por aí vai. >> A confiança ela só muda de formato, né? Ela ela vai, ela ela precisa estar presente e isso >> e é isso que chancela todos os operadores do mercado financeiro. A gente precisa é esse carimbo que no fim das contas a gente tem que certificar que ele ele continue acontecendo, né? É, e até como é que assim evitar que aquele agente não vai o website acho que comentou aqui, né, de um fraudador também, certo? >> Sim, claro. De fato. >> Então, pensar são do dois casos aqui, exemplos bem pontuais, né, de como que vai mudar o como vai mudar o processo de meio de pagamento. Vamos pensar no carrinho de compra do estabelecimento. O carrinho de compra tende a deixar de de de acontecer, porque a compra ela vai acontecer de uma forma automática. Hoje o cliente vai lá, seleciona o produto, deixa no carrinho, daí uma semana, sei lá, 10 dias, volta lá para ver o carrinho. O carrinho vai mudar. Ele é um gargalo. Hoje ele ele é um ele é um ponto porque a infra hoje é baseada naquela, nesse modo de de compra, né? Mas uma vez que você vai passa isso, >> exatamente. O outro ponto é todo mundo aqui tem usa a carteira digital e aí seleciona o cartão para o cartão preferencial, cartão cartão padrão de transação com base quê? Basicamente normalmente é com base pontuação, certo? Esse cartão também de padrão deve deixar de existir, por o agente vai procurar qual que é o melhor meio de pagamento naquele momento de acordo com as condições daquele daquele momento, daquela transação. Então são coisas que a gente vai ter que est pensando no dia a dia que vai est mudando a nossa a nossa forma de atuar. >> É que a árvore é complexa, né? Assim é ele tem que entender muito bem qu qual quais que são os seus critérios de decisão. É o maior desconto dependendo do meio de pagamento, é o que é o frete grátis. é o que melhor dá pontuação num programa X, YZ, brinde. Então assim, é é é menos eh eh simples do que parece >> e não é mais previsível, né? >> A gente define como vai pagar, enfim, a cada compra não tem mais um padrão que a gente sempre compra da mesma forma, né? Então isso também não ajuda, né? >> É fluido, né? A tua a tua troca de do que você quer priorizar para cada para cada compra. Que o outro ponto também, só desculpa, pegando esse ponto é a revogação do mandato, né? Porque você deu o mandato pro agente executar uma determinada transação, uma transação futura e você pode em qualquer momento cancelar aquele mandato. Então isso também tem que ser feito em tempo real. Parece coisa boba na pesteira, mas no dia a dia faz muita diferença. >> Tem tem que ser possível cancelar esse mandato a qualquer momento. A gente muda de ideia, né? A gente precisa também tá um formato que a gente setou, que ele entende que pode ser o que a gente quer. Às vezes pode não ser mais. precisa ter isso muito claro. E e Juliano, você enxerga outros eh eh princípios que podem ajudar a orientar esses modelos também, como foi colocado aqui? Ah, >> eu acho que é é um desafio enorme, né, isso isso tudo que a gente tá tá trazendo aqui de de tendência e de é uma disrupção enorme, né, de como a gente trata esses assuntos, né? Então, a gente conseguir garantir que eu passei pelo fluxo completo, garantindo que o que foi solicitado, o que foi entendido, o que foi de fato eh efetivado, né, o que foi comprado realmente eh é é uma expansão muito grande do momento. Uma visão adquirente especificamente, né, a gente passa a não olhar mais só o momento do pagamento numa visão do logista, né? Então, a gente tem toda essa necessidade de de entender melhor os protocolos, as integrações, o o fluxo como um todo. Então, acho que é um é um desafio de mudança, principalmente de experiência muito grande. Acho que a experiência, a gente deixa de olhar a experiência do humano e passa a olhar a experiência de um robô, >> de um robô, >> né? Que ele o que vai levar ele a tomar uma decisão. >> Sem dúvida, certo? >> Não, eu queria só acrescentar que a gente tá entrando na, acho que nos minutos finais aqui, né? um aspecto importante que é interoperabilidade. >> Exato. Exato. >> Eh, eu acho que aqui a gente tá num fórum que temos toda a indústria financeira representada e é uma discussão que nós precisamos fazer, né? Provavelmente a gente terá alguma regulação nesse sentido, né, de termos a interoperabilidade dos dos protocolos. Eh, a gente já tem, como o Rubens bem lembrou aqui, né, alguns protocolos disponíveis, alguns algumas bigtecs aí que já saíram na frente, já usam isso em outros países. Isso já é uma realidade, né? as transações agênticas elas já estão acontecendo e acho que a gente não pode perder tempo nessa discussão. A gente precisa se unir aí como indústria para evoluir. >> Aproveitando até esse gancho, já deixando como talvez considerações finais em relação a isso, como é que vocês enxergam essa essa evolução, né? Assim, a interoperabilidade é um elemento, mas vocês acham que cada um vai construir? A gente falou do desafio de do ecossistema convergir pra gente poder ganhar tempo e de fato poder tá todo pronto como o mercado. Como é que vocês entendem que isso vai acabar acontecendo? Eh, >> eu acho que posso pode. >> Eu acho que a própria indústria de de meios de pagamento, ela já deu sinais anteriormente de que vai converger. >> Aham. porque tinha questão de cartão presente, cartão não presente e a gente acabou convergindo. Eu acho que isso vai acontecer de uma forma natural, mas tem que forçar essa discussão porque senão não vai acabar acontecendo no time necessário. Se a gente esperar todo esse arcabolso que a gente tá discutindo aqui agora para colocar de pé o comércio agente, vai demorar muito tempo. Então, muito provavelmente vai ter que começar com modelo menor, mais controlado e vai crescendo ao longo do caminho, mas sem perder de fato a segurança. >> Bacana. Eu eu eu concordo assim como aconteceu com chip com Tacas, tokenização, Click to Pay recentemente, né? Lá atrás a gente tinha no checkout a disputa entre as bandeiras para qual a opção ia aparecer, a indústria se reuniu, né? E a gente e lançou o Click to Pay como uma solução única de mercado. Eu acho que a inovação ela começa de forma proprietária, mais rápida ali para testar, pilotar e da e depois ela evolui para para uma implementação padrão, né, assim, mais ampla. E aqui eu concordo também que a gente vai ter que ser muito mais rápido, porque amanhã já tem o protocolo novo, já tem um player novo e a gente já vai estar atrasado. >> É, é tudo muito integrado, a cadeia muito grande também. >> É, mas eu acho que essa essa divergência inicial, a nossa a nossa indústria, ela funciona assim, né? Ela de fato começa cada um com a sua experiência própria. Eu acho que é super válido porque é uma forma da gente testar também. O o Pix por NFC começou assim, né? a gente viu cada um desenvolvendo o seu próprio protocolo até convergato. Obviamente que é um desafio, porque a gente tem que fazer integrações diferentes com, né, linguagens diferentes, com protocolos diferentes, mas isso converge pra melhor experiência. Então acho que tem um ganho muito grande, mas de fato aqui a gente tá falando num num tempo diferente, né? A gente precisa garantir que o timing e que a gente seja mais rápido que os fraudadores, né? Esse é um ponto super relevante, >> sem dúvida. E existe também essa essa esse espírito do tempo também e essa pressão de mercado, né? assim, eh, tudo isso, as essas capacidades agênticas, elas já são discutidas hoje. Eh, não é nada que tá tão distante, muita coisa mudou se a gente pega os últimos 4 anos para cá em relação à a à experiência, a interação das pessoas com esse ferramental todo. Eh, e vai ficar cada vez mais comum, entendo também que a gente e delegar essa economia de da delegação, ah, e isso poder atingir também eh de ponta a ponta do discovery, como você fez até a execução de fato eh do pagamento. Então, a gente tá tá num caminho interessante, vai ser bom acompanhar isso na indústria. Obrigado vocês por terem falado um pouco desses cases. Tenho certeza que esse é um dos primeiros anos onde isso tá sendo discutido com um pouco mais de de substância, com algumas coisas na mesa e que no próximo ano, nos próximos, a gente já tenha falando já de desse mercado crescendo, evoluindo, eh, como um todo. >> Acho que o ano que vem a gente volta aqui para para compartilhar como os usuários estão usando o pagamento agêntico >> já mais na ponta do do, né, do hábito da adoção, né? Vai ser interessante e >> tá preparado para comprar uma viagem >> e já e aí a gente fala se alguém conseguiu comprar aqui. >> Eu volto aqui para contar se eu me rend comprar minha minha viagem de férias ou não. >> Esse prazer que você tem. Agora vou ver se isso vai delegar, se você pode entregar. Pessoal, chegou ao fim aqui do do painel. Agradeço imensamente. Uma salva de palmas aqui pros nossos painelistas.
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