Relatório de Estabilidade Financeira | Maio 2026
Sumário Regulatório
Coletiva do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) referente ao segundo semestre de 2025.
Transcrição e Conteúdo
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>> Bom dia todas. Bom dia a todos. Eh,
muito obrigado pela presença de vocês
aqui. Vamos fazer a apresentação do
relatório de estabilidade financeira
do segundo semestre de 2025.
Eh, todos, como todos vocês sabem, o
relatório de estabilidade é uma
publicação semestral do Banco Central
que apresenta o panorama da evolução
recente do sistema financeiro.
O REF é uma peça fundamental de
comunicação do nosso comitê de
estabilidade do COMEF, né? E a gente
sempre gosta, sempre gostamos de fixar a
compreensão que o BC define claramente o
que seja estabilidade como a manutenção
ao longo do tempo e em qualquer cenário
econômico do regular funcionamento do
sistema de intermediação financeira
entre famílias, empresas e governo. E é
o nosso mandato aqui.
Ah, visão de contexto aqui, o contexto
do ambiente externo e o ambiente
doméstico. Vou deixar aqui pro meu
querido Paulo. Vamos fazer o nosso
jograu aqui. Eh, aqui, Paulo,
>> obrigado, Ailton. Bom dia a todos.
Eh, falando rapidamente aqui no contexto
interno, né, a gente teve a
divulgação do PIB, o último que a gente
tem fechamento do ano, mostrando como
era esperado por nós uma desaceleração,
principalmente com uma praticamente
estabilidade no segundo semestre.
E a gente já enfatizou em várias
oportunidades que foi o primeiro ano
desde 21 em que o resultado não
surpreende, né?
superando as expectativas que havia no
início do ano. Mas isso é justamente o
efeito do funcionamento da política
monetária restritiva,
que se a gente olhar, principalmente o
último trimestre de 25, mostrou uma
desaceleração concentrada nos setores
mais cíclicos.
Então, para 26, a gente vai conhecer em
breve os dados do PIB do primeiro
trimestre. é esperada uma reaceleração,
mas ainda assim numa trajetória que
mostra o ano ainda com crescimento.
E o crescimento vem sendo revisado para
cima por agentes de mercado, mas eh
ainda não tá nos níveis que foi o ano de
eh 2025.
E tudo isso num cenário internacional
que, desnecessário dizer, vem sendo
marcado por essa crise, né, com o
conflito no Oriente Médio e o impacto
sobre preço de commodity. Então, a gente
tá vivendo um ambiente de incerteza
bastante grande, que muda a cada dia.
Tem aí no noticiário hoje a perspectiva
de eventualmente algum tipo de acordo. E
a gente aprendeu também a ficar um pouco
desconfiado porque alguns desses foram
feitos aí nas últimas semanas e não se
concretizaram, né? Mas enfim, isso só
adiciona ao cenário de incerteza que a
gente tá vivendo e isso vai refletir
também de diferentes formas aqui a a
questão que a gente vai tratar hoje.
Então eu volto para obrigado.
>> Obrigado, Paulo. Eh, as principais
mensagens, vou colocar todos aqui porque
na na descida aqui eu vi claramente que
as manchetes estão em linhas com as
principais mensagens. Eu acho que a
gente, a primeira mensagem é que
prossegue a desaceleração do crédito,
né, em linha com a moderação do
crescimento da atividade econômica, o
que era esperado, né, dado o ambiente
monetário que estamos vivendo. É, um
outro ponto que eu gosto de destacar
sempre, embora em desaceleração o
mercado de capitais segue crescendo em
ritmo bastante superior ao mercado ao
crédito bancário, né? né? O MK vem
crescendo fortemente,
ainda há sinais de propensão ao risco,
mas asões financeiras continua reduzindo
o apetite.
Eh, vamos falar um pouquinho à frente
também que a cautela identificada na
nossa pesquisa trimestral eh permanece
coerente com a desafiadora capacidade de
pagamento de empresas e famílias. Outro
ponto que vamos detalhar que a
materialização de risco aumentou no
crédito às famílias e manteve-se
relativamente estável no crédito às
empresas. A gente vê uma materialização
de risco no que diz respeito às
famílias. Mesmo assim, as provisões
continuam eh se mantiveram em níveis
adequados, ou seja, no nível a
materialização de risco, mas os bancos
vêm eh provisionando isso. A gente não
tem uma preocupação no que toca as
provisões constituídas. O sistema
financeiro, a rentabilidade do sistema
financeiro permaneceu estável, né? A
gente tem um sistema financeiro
extremamente resiliente, né? Se a gente
gosta de brincar, financeiro de quase
17.2
trilhões.
Ah, vamos à frente falar um pouquinho
sobre a nova metodologia de capital
mínimo. Acho que é um é um avanço
robusto eh aqui no adotado pelo Conselho
Monetário Nacional. Acho que a gente tá
avançando em linhas com outras práticas
internacionais. Os nossos testes de
estress também indica que o sistema
financeiro bancário possui capitalização
adequada em todos os nossos cenários. É
uma informação que é uma informação eh
sempre monótona, mas graças a Deus uma
informação importante que os sistemas do
mercado financeiro contribuíram pro
funcionamento seguro, eficiente, sem
intercorrência. Eh, o índice de custo de
crédito médio e seu spread aumentaram em
2025, devidamente devido principalmente
ao aumento do custo de captação e da
implência.
Os fundos de investimento são o
principal componente UNBFI, né, eh,
brasileiro e apresenta baixo risco de
liquidez agregada.
o percentual de sonhos afetados por
eventos climáticos, que vamos falar um
pouquinho aqui, reduziu-se a à metade de
2004, mas é um olhar eh pretérito, né?
Paraa frente a gente tem um outro olhar
que a gente vem discutindo, né, Gabriel,
aqui dos questões climáticas e os seus
impactos na economia brasileira.
O COMEF examina a possibilidade de
adotar um nível neutro, positivo pro
adicional contracíclico, mas esse é um
debate ainda com a indústria. Eh, não é
algo eh que eh a gente tem no curtíssimo
prazo.
E uma das manchetes aqui que a gente vem
trazendo que a liquidação extrajudicial
eh de instituições integrantes do
conglomerado master não gerou efeito
sistêmico no sistema financeiro. a gente
vai mostrar para onde o recurso
caminhou.
E o último que a confiança no mercado
financeiro na estabilidade permanece
elevadas nossas pesquisas. Este é o são
as principais mensagens que eu que nós
gostaríamos de passar.
Detalhando aqui das mensagens, prossegue
a desaceleração do crédito, né, em linha
com a moderação do crescimento
econômico. Aqui o aqui tecnicamente eu
só vou só destacar aqui, vocês percebem
a as linhas decrescentes na margem, o
mercado de capitais, as grandes empresas
mesmo eh se financiando o mercado de
capitais e o crescimento anual ainda em
queda, mas o crescimento anual do
crédito amplo foi de 9.3 em dezembro
antes 19% em dezembro de 24 antes
dezembro de 24, né? Seguindo
um pouco explicando acerca do crédito, o
crédito bancário à famílias arrefeceu
nas modalidades de maior risco. Isto é
algo importante. E aí maior risco, a
gente tá dizendo aqui que é o não
conseguo
e outros créditos sem eh garantias. Sem
garantias. Esse aqui eh o que a gente
gostaria de trazer aqui, trazer aqui o
que a gente percebe também nesse
gráfico, nesse gráfico é uma ah mudança,
uma singela mudança ali no habitacional.
no habitacional e é um destaque que eu
farei aqui nesse momento, tem um
crescimento nos últimos meses e aqui,
sem um aprofundamento muito forte pode
refletir uma resposta inicial às
recentes mudanças normativas na
modalidade. Ainda não há uma análise
nossa sobre os impactos de fato das
medidas, mas isso é algo que está no
nosso radar aqui quando a gente vê uma
eh na margem o crédito eh imobiliário.
Eh, indo para o crédito bancário, as
pessoas jurídicas, que também acabamos
de falar acerca que desacelerou para
todos os portes de empresa.
O único e volto, eu gosto sempre de
ressaltar aqui nas grandes empresas, a
gente percebe que o financiamento das
grandes empresas estão migrando, tá
migrando pro mercado de capitais. é algo
é algo que a gente vem monitorando,
acompanhando e a gente tem, nós temos
dado o nosso desenho institucional no
Brasil, a gente tem a capacidade de
acompanhar todo esse crescimento no
mercado de capitais e dessas operações.
Eh, aqui no mercado de capitais, eu vou
destacar aqui, vocês percebem na linha
verde aqui o crescimento das debent.
de fids por volta de 20 quase 23%.
Isso aqui eh eh
só um segundo aqui.
Esses fidics, esse certificado de
recebê-vos,
tem um ponto que eu relevante aqui. Eu
acho que a capacidade que nós temos aí,
CVM, Banco Central, de trabalhar de
forma conjunta, eh, a gente tem a
capacidade de enxergar esses o que que
está por trás, o qual o que compõe CIDC.
E recentemente, né, recentemente, como
vocês sabem, fizemos, reforçamos o nosso
acordo, Banco Central, eh, e CVM,
mantendo conversas periódicas,
principalmente no que toca o
aperfeiçoamento do acaboço regulatório.
Aqui a gente tem um debate eh
extremamente relevante e um dos debates
nesse sentido é acerca das mesmas regras
de provisionamento eh no âmbito do
sistema financeiro, as operações
bancárias e as operações de FIDIC. Eu
acho que isso tem um exemplo de
cooperação entre as estruturas, entre
Banco Central e CVM.
Ainda há sinais de propensão ao risco,
mas as ações financeiras continua
reduzindo o apetite. Mas na marge para
as pessoas, para as pessoas jurídicas, a
gente percebe que na MAGE a gente tem um
olhar de melhora eh nos score, tanto das
empresas, das grandes empresas, das
médias empresas e até das pequenas
empresas ali na margem, né? Então isso é
algo eh de destaque aqui eh neste ponto.
Outra questão aqui, a capacidade de
pagamento das empresas permanece
desafiadoras sobre a influência do apó
do aperto das condições das condições
financeiras.
Mas tem algo que é interessante que a
despeito da política monetária, ainda no
campo contraista, a atividade econômica
tem mostrado uma certa resiliência, o
Paulo colocou aqui, o que influenciou
positivamente no aumento das receitas eh
e da das empresas de maior porte, né?
Então esse aqui é o que eu gostaria de
ressaltar eh nesse ponto.
Outra capacidade de pagamento das
famílias. Esse é
com elevada participação das modalidades
mais caras. Aqui é uma questão fática,
né? Eu sempre gosto de assaltar. Você
percebe que o cartão de crédito é o
elemento de maior comprometimento das
famílias, das famílias das famílias. Eh,
outro ponto não consignado também vem
crescendo. Eh, e a participação que era
algo saudável, que é o imobiliário, o
comprometimento não é tão relevante.
Então, que é uma questão, eu sempre
gosto de colocar que é uma questão
fática, né, eh, que nós estamos
vivenciando. a utilização de créditos
mais caros aqui que a gente percebe é
algo que é é um elemento de destaque eh
na nossa eh na nossa apresentação aqui.
Dado esse cenário também a
materialização de risco, né, o aumento
do crédito nas famílias, nossa
estimativas de probabilidade de indica
que a trajetória de alta deve
permanecer. deve permanecer.
Eh, e um ponto aqui deste gráfico que eu
gostaria de pontuar que algo está
acontecendo com o rural. A gente tem um
um aumento relevante na inadimplência do
rural, ou seja, ela tá crescente,
crescente eh no crédito rural
direcionado
aqui no crédito rural. Eu acho que é o
elemento de estudo, de avaliação por
parte eh do Banco Central.
Outro ponto, a materialização de risco
manteve-se relativamente estável no
crédito às empresas aqui. E esse é um
ponto das empresas que vocês podem
perceber que na marge a gente tem uma
queda na marge, tá? Pela nossa análise
mais prospectiva, as a probidade DEFO
manteve-se mantiveram-se suas recentes
tendência de queda em todos os portes,
porém ainda num nível elevado, né? No
nível elevado, em especial aqui paraas
pequenas, paraas médias empresas.
sobre provisões. Provisões, eh.
Eh, sobre provisões, as provisões
mantiveram-se compatíveis com as
estimativas de perdas de perdas aqui.
Então, a gente, eu vou fazer só um
pequeno destaque aqui que nos bancos
digitais, né, nos bancos digitais a
gente tem uma provisão constituída maior
que a nossa provisão estimada.
O que explica essa provisão nos bancos
digitais é que esses bancos, vocês sabem
muito bem que atuam principalmente nas
linhas de crédito de cartão de crédito,
crédito não consignado.
Contudo, no que diz respeito ao
provisionamento, possui provisões
superiores às perdas esperadas
calculadas pelo Banco Central, né?
Então, eh, os bancos digitais, apesar de
ter aqui, claramente é um nicho de
atuação desses bancos digitais.
paraa rentabilidade do sistema
financeiro. Sistema financeiro permanece
estável, tem demonstra resiliência e
obviamente, né, a capacidade de gerar
lucros para aumentar capital, para
suportar o seu crescimento, né? Então a
gente tem um retorno sobre o patrimônio
líquido financeiro praticamente estável
em relação ao segundo semestre de 2025.
Esse esse aqui é muito interessante que
é a retenção de loucos por controle, né?
Por controle. Nós tivemos aqui uma uma
distribuição eh observamos uma
distribuição de lucros extremamente
robusta no segundo semestre de 2025. E
aí a explicação para essa distribuição
acima da média histórica, acima da média
histórica, tá muito ligado
preponderantemente aqui nos bancos
privados. E aqui as nossas avaliações em
função da tributação de dividendos, mas
essa distribuição eh de dividendos aqui
não afeta a estabilidade do sistema
financeiro brasileiro.
Isso é um assunto que eu tenho uma
alegria de comentar sempre, que de
muitas vezes a gente é questionado se o
Banco Central mudou
eh a o seu modelo de competição, é
competição de segurança. Eu tenho para
mim que nós estamos num momento bem
propício de trabalhar inova ação, mas
claramente com elemento de segurança. E
essa norma de capital, o aumento de
capital que nós fizemos recentemente, a
resolução conjunta número 14 é uma
resposta para isso, que nós entendemos
que asões financeiras precisam ter
capital suficiente para enfrentar os
desafios, principalmente no que diz
respeito aos desafios de controle,
gestão de risco e os desafios
tecnológicos, tá? Esses os limites
mínimos tão sendo de requerimento de
capital eh em três parcelas. Em três
parcelas. Essa exigência de capital
também a gente tem um olhar que ela
mitiga o risco moral e visa garantir eh
a maior solidez e cobrir os custos
operacionais.
E um ponto relevante, o impacto eh no
sistema financeiro é o impacto como um
todo baixo da ordem de 5% do patrimônio
de referência.
Aqui nós estamos podem pode eh saltar os
olhos eh
o número de instituições impactadas.
Nós temos 16
instituições financeiras aqui.
Nós estamos observando que essa medida
vai impactar quase 670,
quase eh a grosso modo. Aqui
a primeira parcela que entra em vigor é
agora em junho de julho de 26. E a gente
tá observando um movimento importante,
principalmente entre as instruções de
pagamentos. SC10 é uma uma um movimento
de algumas saindo do mercado e outras um
processo de eh fusão, de junção. esse
movimento, eu gostaria de ressaltar e
que há 10 anos atrás as cooperativas de
crédito no Brasil eram mais de 15
cooperativas de crédito no Brasil
e hoje nós temos 620 cooperativas de
crédito no Brasil e tinha um sistema
fragmentado, pequeno e hoje as
cooperativas e quase 1 trilhão de ativos
totais. Ou seja, a união dessas
cooperativas aqui demonstrou como um
elemento saudável, saudável. Então, eh,
tô aqui trazendo essa observação no que
toca as cooperativas de crédito e
ressaltando que, eh, as IPs que há uma
uma demonstração de afetar quase 72% das
pagamento, 55 das crédito, de ceder à
sociedade de crédito direto. Eu acho que
é um momento oportuno
oportuno de eh fusão eh e de maior ganho
de musculatura por parte destas
instituições. E percebemos claramente
que a norma a norma vem fazendo efeito,
que a gente tinha uma média de 15
pedidos mensais, hoje a gente só tem
dois pedidos mensais de novas
instituições. Ou seja, eu acho que o
sistema tá refletindo, a medida é uma
medida extremamente importante que
aumenta a resiliência do sistema
financeiro brasileiro.
Quanto ao sistema bancário, os nossos
testes de estress em termos de liquidez,
nós não temos eh nenhuma nenhum
desenquadramento. Nós, nos nossos
testes, a necessidade de capitalização é
baixa,
a liquidez financeiro permanece
confortável para a manutenção do regular
funcionamento. Então aqui é mais um, é
só informação e uma informação muito boa
em termos da resiliência do sistema
financeiro brasileiro.
Como eu brinquei no início, deixa eu
voltar aqui, como eu brinquei no início
eh da minha fala que o cima de pagamento
financeiros continua funcionando sem
nenhum problema. SPB, o PIC segue
aumentando sua relevância ao sistema
financeiro e no SPB o crescimento é o
crescimento robustos. robusto. Aqui a
gente tem um dado que eu vim aqui trazer
que o crescimento no volume de
transações via Pix foi de 21,6 no
semestre e de 22,1 no últimos 12 meses.
A gente tem um crescimento aqui e a
maior parte das transações ocorre entre
pessoas e empresas, passando a ser a ser
maior do que as transações entre
pessoas. é algo relevante. Eu acho que o
Pix é uma demonstração clara da
capacidade eh do da administração
pública entregar valor pra sociedade
brasileira.
Paulo, seguindo o nosso jograu, é
contigo.
>> Eh, comentando agora sobre o índice de
custo de crédito, [limpando a garganta]
tem dois elementos aí que fizeram
aumentar ele ao longo do tempo. a gente
tem uma queda na margem, mas eh ao longo
do ano, se vocês [roncando] lembrarem do
penúltimo relatório de política
monetária, um dos boxes mostra o
funcionamento de um dos canais de
transmissão da política monetária, que é
justamente via crédito. Então a gente
mostra ali que existe a transmissão da
taxa básica, a Selic paraas taxas de
mercado que vão ser cobradas de
empréstimos de pessoas físicas e
jurídicas. Então, de um lado, você tem o
índice de custo de crédito, refletindo o
aumento do custo de captação que resulta
daí. e de outro você tem o aumento do
spread, que por sua vez é consequência
do aumento da inadimplência,
eh, principalmente de pessoas físicas,
que foi eh registrado no período e que,
eh, a gente vem chamando a atenção
também, inclusive no próprio REF, isso é
bastante destacado.
Então, é isso, eu volto pro Aíton.
Aqui
tratando um pouquinho dos fundos de
investimento, que é o principal NBFI,
né, ou seja, instões financeiras não
bancárias, eh, apresenta baixo risco de
liquidez agregado. Eu vou destacar aqui
um alguns pontos, né? O o crédito amplo
é reduzido no Brasil, mas exerce papel
central. Eh, é um outro item, eu acho
que que o Gabriel gosta de falar que é
relevante, que o NBFI é o principal
financiador da dívida pública
imobiliária brasileira interna e
direciona seus recursos majoritariamente
para ativos de elevada liquidez, com
destaque para títulos públicos federais.
E outro elemento é que eu citei há pouco
que os fundos de investimentos dele
creditórios recebíveis apresenta lacunas
informacionais e essas lacunas
informacionais vem sendo enfrentada
muito bem pelo Banco Central pela CVM.
Eu acho que eh a gente tem uma máxima
com o time, onde estiver crédito, lá
estará o SCR, né? Então, eh, aqui também
é o mesmo olhar da CVM e a gente vem
trabalhando para alargar a o nível
informacional
eh, da indústria de fundos utilizando o
SR. Aqui a gente tem uma visão completa
do que tá acontecendo no sistema
financeiro. Não importa que seja
regulador Banco Central, que seja
regulador CVM. tem uma cooperação de
fato entre os agentes.
Paulo, agora contigo.
Eh, também a gente realiza essa pesquisa
com o objetivo de avaliar como as
entidades reguladas estão vendo riscos
climáticos, né? Então, dá para ver uma
redução eh entre 25 e 26 no
na preocupação com a materialização, né?
eh dos riscos climáticos no ano
anterior, obviamente 25 tava muito
impactado também pela enchente do Rio
Grande do Sul. E se a gente olhar ali os
fatores específicos,
a gente vê que a seca, apesar de ter
reduzido de 25 para 26 em termos de
preocupação, ainda é o maior deles, né?
Eh, no médio e longo prazo, as empresas
não reportam um uma preocupação tão
grande. Isso em parte é resultado do
fato, da própria experiência
do Rio Grande do Sul ter equipado eh ess
as entidades com maneiras de gerenciar
melhor riscos climáticos e ao mesmo
tempo eh com
eh questão de você ter justamente um
monitoramento mais alto, né? Mas eu
chamo atenção para dois eh
duas ferramentas que estão sendo
utilizadas e foram reportadas aqui. A
primeira é um conjunto de cenários que a
rede, uma rede central de bancos
centrais no mundo inteiro produz para
trajetórias de de agregados
macroeconômicos com diferentes
trajetórias de transição climática.
Então você tem desde um cenário onde não
se faz nada até um cenário onde você
faria tudo que é considerado necessário
para você ter ali o chamado net zero,
né? Você realmente evitar o aquecimento
global com as eh metas internacionais
até 2050 e cenários intermediários.
Então tudo isso tem um custo de
transição e esse custo é intertemporal.
você tem um custo maior de fazer o
ajuste agora e menor ali na frente. Isso
é o que os cenários mostram, né? E nesse
sentido eu tô destacando porque é bem
importante que isso esteja sendo
utilizado aqui pelos eh que estão
respondendo a nossa pesquisa. E outra
ferramenta muito importante é a
taxonomia sustentável brasileira, que é
um projeto conjunto de vários órgãos do
governo brasileiro, inclusive do Banco
Central, e que ficou pronta no final do
ano passado. Então isso
eh tá aqui refletido na nas respostas,
né, pra pergunta de de justamente riscos
climáticos
e isso é continuamente acompanhado por
esse documento, né, de eh riscos
sociais, ambientais e climáticos e
também pelos relatórios que a gente
produz eh dentro aqui do Banco Central
aqui. Uma resposta
importante ao somente a indústria
bancária que nos questiona se o quando
comef examina a possibilidade de adotar
um nível neutro positivo
para o adicional contraciclo de capital,
né?
Eh,
o ponto, nós temos recentemente,
tínhamos uma conferência anual aqui no
Banco Central, vários de vocês estiveram
lá presente, nós levamos esse debate eh
do adicional, do adicional
contracíclico.
Eh, trouxemos experiência de outros
países aqui no gráfico. Fiz questão de
trazer dos palestrantes lá Espanha fez
uma apresentação pra gente, Reino Unido,
Reino Unido. Aqui para tranquilizar
principalmente o sistema financeiro, ah,
nós vamos continuar conversando,
dialogando com o sistema financeiro e
quando tomarmos a decisão, deve ser uma
decisão de forma muito gradual, muito
gradual sistema financeiro, tá? Então
essa é a mensagem que eu gostaria de
trazer aqui quanto a esse tema.
Caminhando aqui pro final, eh essa é uma
mensagem que eu já percebi que é a
mensagem que mais destaca do REF, que a
liquidação extrajudicial de instituições
integrantes do conglomerado master não
gerou efeito sistêmico no do sistema
financeiro.
Aqui tem uma questão importante, é um
S3, como gost a gente gosta de falar,
terceira divisão, uma instituição
pequena, 0,5%
dos ativos totais, quando a gente
observa um sistema financeiro de 17
trilhões trilhões, é, eh, isso é bom a
gente colocar em perspectiva, viu?
falando isso que a gente precisa tomar
as coisas de perspectiva.
Outro outra questão relevante aqui dos
recursos do Márcio, quem estava no
integrante conglomerado Master, os
recursos migraram majoritariamente
para S1 e S2, né, paraas grandes
instituições eh financeiras. Esse é um
movimento muito interessante que a gente
que nós observamos. comparou eh quem
estava lá, os CPF, CNPJ, acompanhamos e
verificamos que que
avançou. Eh, outros aqui, se se
perguntar o que que são outros, o que
que vocês não conseguiram identificar
aqui. Esses outros aqui pode ser título
público, cota de ações, poupanças, mas a
grande mensagem que a gente coloca aqui
em perspectiva é a migração dos recursos
eh do máster para as instituições do S1
e do S2.
Paul, eu, eu de novo,
>> você de novo, meu amigo, que eu tomo a
minha água.
>> Aproveita. Eh, a gente realiza
trimestralmente, né, a pesquisa de
estabilidade financeira e ela é
normalmente divulgada na quinta-feira
anterior à reunião do COMEF, portanto, a
última já tá disponível no site do banco
desde quinta passada, né? Então, tem
essa pergunta eh que gera um índice de
confiança na estabilidade do sistema
financeiro, que a gente tá vendo no
gráfico da esquerda. E ela tem uma
pequena oscilação na margem, mas ainda
ainda mostra uma confiança muito grande,
né? E o gráfico da direita
mostra que, apesar dessa oscilação
pequena, você não tem nenhuma menção a
as respostas qualitativas de pouca
confiança ou nenhuma confiança, né, sem
confiança no na estabilidade do sistema
financeiro. Então, os elementos
destacados ali como preocupação eh são
riscos fiscais, né, de trajetória de
estabilidade da da dívida pública, o
cenário internacional que já vinha
ganhando destaque no ano passado e
ganhou destaque renovado esse ano e eh
como eu já havia mencionado, questão do
endividamento crescente de famílias e
empresas. [roncando]
>> OK, Paulo, eu acho que por aqui a gente
cumpriu os 40 minutos agora. Gabriel,
suas considerações.
>> Acho que a gente pode abrir para as
perguntas. Vamos, vamos diretamente para
as perguntas. É,
>> então a gente segue com aquele com
aquele formato de três jornalistas por
bloco. Tá bom. Vamos lá, Célia.
>> Alô. Bom dia a todos. Eu tenho eh dois
temas para perguntar.
Um eh em relação, como o senhor falou,
BRB, não tem jeito, master, eh eles
mesmos impuseram um prazo para até
sexta-feira apresentarem o balanço com
as devidas eh correções, vamos falar
assim. Eu queria saber se eh se o BC tem
está acompanhando isso de alguma forma,
porque não necessariamente ele precisa
estar acompanhando cada detalhe do
balanço do BRB e [roncando] se as multas
estão sendo
aplicadas, as multas diárias desde lá de
março, que era quando eles deveriam
lançar o o balanço originalmente, como
as outras instituições financeiras
também tinham esse período, esse prazo.
O outro assunto, eh, o senador Renan
Calheiros apresentou na recentemente,
eh, um projeto para ampliar a proteção
do FGC
para pros regimes próprios de
previdência social eh em relação ao
Banco Master. Eu queria saber como é e
se vocês estão a par disso e como é que
enxergam essa atuação do senador. E eu
só queria entender uma coisa que o
senhor falou, eh, diretor Piquete, que o
senhor eh queria entender se foi isso
que o senhor entendi certo, o custo de
fazer a transição climática hoje na
pelos agentes é maior agora do que fazer
no futuro. É isso? É isso.
>> Então eles estão a avaliação de que
é melhor postergar qualquer transição. É
isso? Não,
>> não, não, não. Custo e maior
intertemporalmente
de fazer agora em relação a não fazer
nada.
>> Ah, não fazer nada. Per,
>> mas lá na frente é muito pior se você
não fizer nada.
>> Tá. Tá. É que do jeito que o senhor
falou, eu entendi exatamente oposto, por
isso me chamou atenção.
>> Então, eu que falei errado. Tá
esclarecido. Obrigado. Obrigado, David.
Eh, bom dia.
O
Banco Central considerava em março que
havia uma gordura em relação à CELIC e
mas as projeções de inflação continuam
em alta. O FOUS de hoje rompeu a
barreira dos 5%.
Eh, eu queria saber se a instituição
ainda acredita que há uma gordura e
espaço para que a CELIC feche o ano em
linha com a previsão do FO lá na casa
dos 1325.
Obrigado,
>> Vitória.
>> Bom dia. Sou Vitória Queiroz da CNN.
Bom, eu sei que os senhores os senhores
não podem eh comentar a situação
específica de um banco. O próprio
presidente Gabriel Galipo já falou isso
diversas vezes. Eh, e aí a minha
pergunta ainda vai na linha da Célia.
Eh, como os senhores senhores não podem
comentar e situação específica do BRB,
eu queria entender diante desse prazo
final do dia 29, eh, caso isso seja
descumprido, o que hipoteticamente o
Banco Central faz em situações como
essa? eh, já que a liquidação é só em
último caso. Então, assim, nesse caso de
um banco descumpre todos esses prazos
que eles que ele mesmo se impõe. Quais
são os próximos passos que o Banco
Central adota em situações como essa?
Segundo, eu queria entender como que o
desenrola 2.0 pode impactar a inflação,
né, já que estimula ali, é esperado um
estímulo à economia, eh,
consequentemente um impacto na Selic.
Obrigada.
>> Quer começar? Começo eu. Você
>> eu faço os complementos do BRB aqui.
Bom, eh, eu vou tentar juntar em blocos
aqui, acho que fica mais eh como a gente
comentou, o a gente não pode
efetivamente comentar casos específicos,
mas eh nós sim seguimos acompanhando
todos os casos, especialmente aqueles
que demandam mais atenção de maneira
pormenorizada ali com mais proximidade.
nos casos que se fazem necessárias ou
que a lei impõe a aplicação de multas
por atraso, as multas vêm sendo
aplicadas. não há nenhum tipo de waver
concedido para qualquer tipo de
instituição. E e aí quando a gente fez
aquele comentário sobre prazos, né, o
que às vezes acontece é que as
instituições informam eh que elas
pretendem equacionar alguma questão do
ponto de vista de se autoestabelecer ali
um prazo, mas para o Banco Central ele
vai est olhando ali diariamente como que
cada instituição está cumprindo as suas
obrigações ou não. Por isso que a gente
sempre diz que no caso de Banco Central
é menos um tema negocial, vamos dizer
assim, se você tem possibilidade de
abrir uma exceção aqui ou lá e muito
mais essa conjunção das condições de
contorno que a gente sempre analisa para
uma instituição para entender se ela tá
cumprindo eh aquilo que ela deve
cumprir. Então, eh a gente segue com
esse rito normal, sem comentar
especificamente um caso e como eu disse
também lá na CAI, né? eh, em abstrato.
Qualquer instituição que tem um problema
de patrimônio, as formas como você tem
para solucionar são aquelas que eu
comentei. É um aporte que aquela
instituição tem de receber para
resolver o problema patrimonial. Então,
se ela só conseguiria sem o aporte, se
fosse possível você vender ativos com
ágil numa tal dimensão que aquele ágil
pudesse resolver o problema de balanço.
Isso é raro de acontecer. é bastante eh
pouco provável na impossibilidade disso.
Se a instituição vende ativos ao par,
ela não tem nenhum tipo de efeito para
fins eh patrimonial, a não ser a mudança
da composição daquele ativo que deixa de
ser um ativo, seja uma carteira de
crédito, alguma coisa análoga a isso,
para se transformar em caixa liquidez. E
se ela vender abaixo do valor que tava
no mercado, na verdade o problema
patrimonial se agrava, né? Ou seja, ela
tinha anti 100, vendeu por 80. Ela tem
uma baixa ali no patrimônio dela em
função disso. Por isso que eh a questão,
quando você tem um tema de ordem
patrimonial, a questão tende a ser
equacionada com um aporte de acionistas.
Pode falar.
>> Só tira uma dúvida. Então esse prazo do
dia 29 para o Banco Central não tem
então não é o principal fator que vocês
estão olhando e sim é essa essa entrega
diária que o banco vem fazendo.
>> O Banco Central não acordou nenhum tipo
de prazo eh com nenhuma instituição. A
gente analisa todas as instituições
pelos métodos que a gente tem de
supervisão e fiscalização para entender
como elas estão cumprindo com as suas
obrigações.
Eh, e no caso eventualmente de algum
descumprimento, é como que ela tá
tomando as medidas para endereçar aquele
tipo de problema. Então, não há não essa
questão de um prazo específico ali. Eh,
foi perguntado aqui sobre a uma proposta
legislativa relativa à questão do FGC.
Eh, de novo, não cabe ao Banco Central
eh comentar propostas legislativas. É
lógico que quem legisla é o legislativo,
né? e com as atribuições que competem ao
legislativo e ao executivo. Mas acho que
vale a pena que a gente tentar resgatar
um pouquinho o que que é a função do
FGC. O FGC funciona como um seguro, né?
Como todo seguro, ele parte do
pressuposto de que, só para facilitar o
seguro que acho que a maior parte de nós
faz, né? Um seguro de automóvel que a
gente conhece pelo menos, né? Você parte
do pressuposto que todos os automóveis
não vão ter um sinistro ao mesmo tempo,
né? Então você tem um cálculo ali de
probabilidade para você ver como é que
você faz esse tipo eh de seguro. E eu já
comentei isso, não minha última ida,
numa ida anterior ao Senado, de que a o
o que se criou ao redor do Globo, em
várias outras e jurisdições com o FGC é
tentar oferecer para essas instituições
menores, vamos chamar assim, um tipo de
proteção que existe por falta de uma
melhor palavra aqui, a instituições
maiores. aquela ideia de que existem
instituições que são grandes demais para
falhar, ou seja, que elas oferecem um
risco sistêmico e se elas tivessem algum
tipo de problema, provavelmente quem
está eh na condição de credor daquela
instituição, comprando títulos com
aquela instituição, sabe que existiria
provavelmente algum tipo de solução que
teria que ser encontrada para aquela
instituição para que você consiga criar
alguma coisa paralelo, análogo a isso
para instituições menores. é que se
criou esses tipos de fundos garantidores
ao ao redor do Globo, né? Esses fundos
garantidores, eles são pensados
essencialmente para proteger esse
investidor que a gente chama de varejo,
né? Eh, os tickets que a gente costuma
enxergar desse investidor de varejo, o
ticket médio de quem tem seus recursos
ali garantidos pelo FGC, ele é bastante
inferior a esses 250.000, que hoje já é
coberto por banco, por CPF. Vamos
lembrar que ainda por CPF é possível ir
até R 1 milhãoais, ou seja, ele pode
acumular mais, ele pode acumular quatro
instituições ali R$ 250.000. Então, é um
ticket bastante grande quando a gente
passa para um investidor institucional,
eh, quando a gente passa para um
investidor institucional, eu acho que a
gente tem que tomar cuidado para não
distorcer o mecanismo. O, o gestor de um
de um de um de um fundo de pensão ou de
qualquer outro tipo desse fundo eh eh
similar a um fundo de pensão, ele é um
investidor eh profissional. ele ele ele
ele está ali pago e remunerado para
justamente fazer esse tipo de
investimento.
Eh, então eu tenho bastante receio de a
gente provocar uma distorção sobre o que
é a finalidade do FGC e que a gente
passe a atribuir com tickets maiores um
risco maior que desequilibre essa
equação que a gente falou de
probabilidades de ocorrência de sinistro
a partir disso. Então, a intenção é
proteger esse investidor de varejo, não
um investidor que é institucional,
profissional, eh, justamente a profissão
do sujeito é tá escolhendo ali questões
de risco e retorno, né? E e às vezes a
gente vem outras profissões, né, essa
esse desejo de zerar riscos. O Banco
Central em si também vai sempre
trabalhar com o mínimo de risco
possível, mas quem tá do outro lado do
balcão, quem tá tomando decisões de
investir, só tem prêmio porque correu
risco. Então, faz parte desse processo
que ele tenha eh tomado decisões e a
partir das decisões que foram tomadas
por esse investidor, ele vai est
avaliando essa relação de risco retorno
para saber como é que ele faz essa essa
alocação.
Eh, acho que a a última pergunta é sobre
a questão da Selic, né? Eh, a gente,
como a gente comentou, eu acho que ficou
bem claro ao longo do ano de 25, pelos
diversos pontos que foram apresentados
tanto pelo Aílton quanto pelo Paulo aqui
do mecanismo de transmissão da política
monetária, como a política monetária vem
funcionando sim, né? e ela vem botando
crescimento num patamar mais próximo,
por exemplo, do patamar que a gente
entende que é o potencial de crescimento
da economia brasileira. Eh, a gente vê o
comportamento do de vários indicadores
são, como a gente chama aqui, cíclicos,
né? Se suavizando ao longo desse desse
período a partir de uma de um patamar de
taxa de juros eh mais contracionista. E
para esse prazo mais curto de de
projeções de inflação, a gente tem dois
eh duas variáveis ou dois impactos que
vêm contaminando esse essas projeções.
De um lado, é um choque de oferta
relativo ao conflito no Irã e de outro
agora um segundo choque de oferta
relativo ao e.
Se eh as projeções tivessem sendo
revistas exclusivamente por esses dois
componentes, a gente ficaria menos
preocupado do ponto de vista da gestão
da política monetária. O que a política
monetária vem tentando analisar é
segregar o que que realmente ali é um
efeito de um impacto de oferta
exclusivamente e quais são as
possibilidades e riscos que existem do
que aquilo que a gente chama de efeitos
de segunda ordem, né, ou impactos de
segunda ordem que podem ser amplificados
numa economia que já se encontra com um
nível de desemprego historicamente baixo
e com indicadores de inflação,
especialmente aqueles que não são
comercializáveis no no comércio
internacional, né, como serviços. e
outros núcleos que a gente analisa que
se encontram bastante pressionados e com
uma renda que vem crescendo
historicamente acima da inflação e acima
da produtividade. Então, é isso que vem
demandando a atenção eh do Banco Central
para tentar e analisar o que que decorre
dessas projeções de inflação mais alta
em função exclusivamente de um impacto
de oferta. o que que é a dinâmica de uma
economia que segue mostrando resiliência
e como essas duas coisas podem se
retroalimentar, ou seja, como que um
impacto de oferta numa economia que tem
um mercado de trabalho apertado, que vem
mostrando uma resiliência, pode eh
amplificar impactos de segunda ordem.
Acho que eu cobri as perguntas todas,
não sei se o Aílton
>> faltou desenrola.
>> Ah,
>> é, pode falar desenrol. Eh, o o
desenrolo, a gente não publicou nenhum
tipo de estudo específico sobre eh o
desenrola e a nossa governança tem sido
aquela que que a gente tem feito desde o
início e, como eu comentei, tem se
pagado, né? A gente teve, acho que cada
vez que eu venho aqui fazer a coletiva,
eu tenho a oportunidade de comentar
sobre algo que em algum momento recebeu
uma grande atenção e preocupação e que
se faziam estimativas de qual é que
seria o impacto na economia. passado
tempo, me parece que essa governança de
incorporando gradativamente esses
impactos por parte do Banco Central vem
se mostrando eh
eh acertada ou tem tem se revelado uma
governança que não gera mais
volatilidade na economia e incorpora
gradativamente isso. A gente teve o caso
dos precatórios e depois a gente teve o
caso da da isenção do imposto de renda.
Percebam como o efeito da política
monetária tem sido relevante para fazer
com que isso não se não se não se
revertesse num numa pressão adicional.
Então, eu acho que a política monetária
vem fazendo o seu papel eh para conter
resguardadas todas as preocupações que
eu comentei antes em função da
combinação eh desse mercado de trabalho
apertado, indicadores que mostram uma
economia resiliente somados ao aos
impactos de oferta, dos choques de
oferta.
Obviamente que eu vou acompanho
completamente as observações do Gabriel.
Eh, mas eu gostaria de ressaltar acerca
do BRB, master, Banco XPTO, Itaú ou
qualquer instução que seja. Vamos
cumprir a lei. Eu acho que a gente, eu
sempre gosto de dizer isso, porque isso
nos defende. Eh, nós temos vários
ordenamentos. A gente tem que olhar
principalmente pro ordenamento aquele da
lei 9447, artigo 5º, que eu já decorei,
que é sensível, que é extremamente
importante, dados os questionamentos
ocorridos no MAS. Então é, acho que é
central o cumpriendo da lei, é isso que
nos defende o tempo todo, né? E quanto a
qualquer elemento de sanção também a
gente tem que olhar paraa lei 13506 e o
ordenamento vigente. Então eu acho que é
nessa perspectiva que nós precisamos
caminhar. Eu vou fazer um pequeno
comentário acerca do do projeto de lei
do senador Renan. Obviamente eh isso é
da democracia. Senador Renan é algo que
a gente tem senador de elevada
envergadura sistema político brasileiro,
mas eu acho que a gente, o projeto dele
é bem interessante, que o projeto dele
retroage para dar garantia, né? Então
esse é o projeto que a Célia trouxe a
Kia do projeto Renan. Mas tem, eu não
gosto, é importante ressaltar que fundo
garantidor é para proteção de da
poupança popular. Da poupança popular. E
o segundo elemento para evitar corrida
bancária, né? Então eu acho que a gente
tem que sempre recordar para que de fato
eh temos um fundo garantidor.
>> Não.
>> Eh Marcela, [limpando a garganta]
>> bom dia, diretores, presidente Marcela
Ares da Riters. A minha primeira
pergunta em relação a fundos de
investimento, porque no relatório o
Banco Central pontuou que eles demandam
monitoramento contínuo e citou alguns
aspectos como opacidade de estruturas,
dificuldade para identificar o cotista
final. A gente sabe que esses elementos
faziam parte do modelo de negócios do
máster. Então eu gostaria de saber desde
a liquidação se o Banco Central vê que
fundos de investimento podem representar
um risco sistêmico de uma forma que não
considerava antes. E também em relação à
proposta que foi tornada pública pelo
ex-ministro da Fazenda, Fernando Hadad,
de que o BC ampliasse o seu perímetro
regulatório para abarcar fundos. Eu
queria entender qual que é a posição do
Banco Central. Banco Central concorda
com essa proposta, tá trabalhando para
isso de alguma forma, se discorda o
porquê. Obrigada.
>> A isso.
>> Bom dia. Eh,
eh, primeiro eu queria perguntar o o
presidente já falou um pouco sobre o
desenrolo na pergunta sobre inflação,
[limpando a garganta] mas o relatório
traz essa probabilidade de defô que
segue alta em relação ao crédito para as
famílias. Então eu queria perguntar eh
essa probabilidade de def, né, essa
avaliação eh de que provavelmente a
inadimplência vai continuar alta, ela é
atual e ela considera esse impacto do
desenrola ou não? se é um é uma
avaliação com só focada nos dados ali eh
anteriores.
E queria perguntar também eh em relação
ao
ã pera aí que eu perdi um pouco eh a em
relação a
aos fundos, né? Eh
falam falam que já foram feitos alguns
aperfeiçoamentos. Eu queria entender
quais são esses aperfeiçoamentos,
eh, considerando também, né, que teve um
novo um novo acordo de cooperação com a
CVM. Quais são esses aperfeiço que vocês
consideram que já foi feito para
diminuir essa opacidade?
E por último, eh, queria perguntar, eh,
como vocês veem esses novos programas de
crédito do governo, eh, de crédito
direcionado, né, em relação à potência
da política monetária? Eh, nos últimos
meses, o governo vem eh anunciando
vários novos pacotes de crédito e a uma
preocupação do BC que consta da ATA, né,
eh a a potência da política monetária.
Queria saber como é que vocês veem essa
relação com com os programas mais
recentes do governo. Obrigada,
>> Martelo.
>> Eh, bom dia, Martela do Júnior. Eu vou
refazer uma pergunta sobre o BRB, porque
eu confesso que eu fiquei na dúvida
ainda, não entendi direito a resposta.
Queria saber se tem um prazo de fato até
o dia 29 para ele apresentar o balanço e
o que vai ser feito se não apresentar.
Não tem prazo. Então
>> é como eu disse, o Banco Central não
acordou nenhum prazo com nenhuma
instituição. O Banco Central acompanha
diariamente condições de liquidez e
balanço de todas as instituições.
>> Ok? E no caso vocês vão continuar
mutando, aplicando a multa diária de
50.000 1 até entregar o balanço. É isso.
>> A gente não comenta um caso específico,
como eu disse,
>> no caso de um banco atrasar um banco
qualquer, atrasar uma divulgação, cada
banco
>> a multa de 50.000 vocês estão aplicando
a multa.
>> Bo, cada cada banco vai ter as suas
condições de combinação dos contornos de
liquidez e balanço. E aí, a partir
disso, como bem falou Aítlon, a lei rege
quais são os desdobramentos que você tem
a partir disso. E é esses desdobramentos
que a gente faz, como bem falou, para
todos os bancos. Eh,
infelizmente o mercado tem essa coisa de
não obedecer lei. Se a gente fala assim,
a partir de agora a lei é que o câmbio
só pode apreciar, o mercado não vai
obedecer. Eh, então as condições de
contorno de qualquer banco vai refletir
uma as condições de mercado. E é isso
que o Banco Central vai olhar estas
condições à luz da lei. Então não, um
acordo nesse sentido, ele seria menos,
ele teria menos capacidade de de de
fazer qualquer tipo de enforcement
justamente porque não é uma questão
política, é uma questão de condições de
liquidez e patrimônio para todos as
instituições, OK?
Eh, a possibilidade de ser feita alguma
intervenção ou liquidação no banco por
esse atraso todo que já tem um tempo aí,
eles não fazem nada, fica postergando.
Como é que vocês veem isso?
>> Começou. Quer começar você? Eu começo.
As três perguntas já foram.
>> Foi.
>> Eu vou começar falando da CVM Marcela
aqui, o fundo de investimentos. Eu acho
que
eh desde o advento da lei 13097,
lá no artigo 106, eh eu digo todo dia
que o avançamos de forma eh muito bem ah
no compartilhamento de informações Banco
Central CVM, tá? Então esse é o primeiro
ponto. Quanto ao tema do que avançamos,
eh, Marcela, eu acho que a gente eh
assinou um novo convênio com a CVM eh no
que diz respeito a mais informações do
no SSR, informações de créditos no SR,
que é o tema central, ou seja, eh, do
evento Master, mais informações. a gente
vai permitir que as pessoas consulte os
seus créditos que foram eh transferidos
para eh FIDIC FIDIC, ou seja, sai um
crédito de um banco, vá para um fundo,
isso vai tá dentro da do nosso plano. E
outra questão muito importante, muito
importante, que é de precificação.
Então, eh, a ideia para os próximos
meses é que as regras de contabilização
que hoje são adotadas para os bancos a
4966, desculpa, eu sempre falo de
números, mas é importante a resolução
4966 do CNN, também tem uma aplicação
que aí é o FRS9, tem uma aplicação
similar para eh para o os fundos. E uma
outra coisa que a gente não pode deixar
também de esquecer tudo que foi feito,
os FIDICs hoje já mandam informação,
informações para o SR. A questão que nós
estamos ampliando é de consulta para o
cidadão das informações atinente a SR,
tá? Então a gente tem várias vertentes,
a gente tem uma agenda de trabalho Banco
Central e CVM e CVM muito clara, tá?
Eh, outro, esse aqui é o que a Thaí
também perguntou, o que que foi feito.
Eu dei os exemplos claros. E quanto à
pergunta que ficou, o que que nós vamos
fazer em relação ao BRB? Por obviedade,
a gente não comenta, mas a gente precisa
seguir
todos os itens da lei, gente. A gente
não pode esquecer isso, tá? Não existe
aquela questão, o dia o Banco Central
faz a supervisão, o Banco Central
acompanha as instanceiras e a gente
precisa sempre caminhar
na direção eh robusta da lei para que
todos nós podemos entregar aquilo que a
sociedade espera da gente.
Paulo,
>> não posso só fazer um perdão. É, vocês
apresentav sobre o relatório em si,
desculpa, é uma última dúvida, vocês
apresentavam uma série de lucro líquido
dos bancos que vocês não estão
apresentando mais. Por que que vocês
tiraram? Vocês não podem informar mais
pra gente?
>> André,
deixo com você, André. Bota no microfone
>> aqui, mas acho que tá no anexo
estatístico. Vou só confirmar com a
equipe e já confirm.
>> Tá, vou dar confirmada. OK.
Deixa eu eu vou começar com o tema dos
fundos de investimentos que a Marcela eh
levantou. Eu eu acho que passa um pouco
por aquela separação que eu fiz na CAI
sobre o que é efetivamente relativo a
risco de sistema financeiro
e e o que passa por uma questão que é é
mais relativo à questão policial,
investigação de Ministério Público e
eventualmente desvio de recursos, como
eu comentei ali, me parece que aquilo
que tem chamado mais atenção
da sociedade, da opinião pública, é mais
sobre o que foi feito com os recursos,
né? Então, quando a gente olha pra
questão de sistema financeiro, vale
aquilo que eu tinha comentado, que é o
banco, o Brasil tem o segundo maior
mercado de NBF, de
instituições não bancárias que fazem
intermediação financeira
dos países emergentes. A gente só pede
pra China, mas quase 80% disso, como
falou aqui o o Aílton, é compra de
título público federal. Ou seja, ele ele
não tem uma exposição de risco de
crédito, ele vai ter uma exposição de
risco de duration, né, de marcação a a
mercado dessas taxas ali, mas não tem um
risco de exposição de crédito relevante
para oferecer um risco sistêmico nesse
sentido, né? O que eu acho que você tá
perguntando com razão assim, é como é
que a gente fecha as possibilidades de
que você tenha ali uma fronteira, vamos
dizer assim, do que que é a jurisdição
de fiscalização e supervisão do Banco
Central e o que é da CVM. para que não
se possa pular de um lado pro outro da
fronteira e cometer parte das ações de
um lado, parte das ações de outro e a
gente consiga ter uma visão do todo para
ter certeza de que isso aqui não é
início de algo que tá sendo feito de um
outro lado e que no final aquilo ali é
para se tentar desviar recursos ou não
demonstrar ou criar, como você bem
colocou, opacidade nisso, né? E aí
envolve [limpando a garganta] essa
discussão que o que o Ailton falou do
convênio, mas você trouxe o tema da PEC,
que eu acho que é bastante interessante
pros dois casos.
Eh, o tema da PEC, ele ele conversa com
as duas coisas, porque de um lado há
essa necessidade de mais recursos para
supervisão e fiscalização, não só, mas
também para supervisão e fiscalização.
Como a gente já comentou várias vezes, a
gente vem comentando o a queda que a
gente viu do número de servidores e a
impossibilidade de fazer recursos para
acompanhar todas as inovações eh eh
tecnológicas que vem acontecendo no
mercado, né? e a gente precisar ter
esses recursos para isso, mas também tem
a ver com a instrumentalização da
política monetária.
E aí acho que vale eu eu ressaltar um
pouco sobre algumas questões que
surgiram inclusive hoje ali na imprensa,
né? Eh, o Banco Central do Brasil tem
algumas particularidades.
Uma das particularidades é a gente faz
política monetária com títulos públicos
soberanos, ou seja, a gente faz as
operações de compromissada com títulos
do Tesouro Nacional. Eh, e hoje a maior
parte dessa liquidez que a gente enxuga
não está nos bancos. Os bancos são
tomadores de liquidez. Os doadores de
liquidez são os fundos. Efetivamente,
como esses fundos não tm infraestrutura
ligada diretamente ao Banco Central,
você entrega esses títulos para os
bancos que vão lá enxugar nos fundos e
deixam esses títulos na mão dos fundos,
né? Isso tem uma série de impactos do
ponto de vista eh de contabilidade e que
efetivamente você poderia tentar alterar
com aquilo que eu venho chamando há
algum tempo já de normalização, né? Às
vezes você tem alguma coisa que é muito
idiossincrática do Brasil, que é
positiva, mas na maior parte das vezes
essas idiossincrasias não são muito
desejáveis. Eu gostaria de copiar o que
são as melhores práticas internacionais.
E aí entra o tema justamente de como
entra o Banco Central no Balanço. Eh, e
aí eu quero aqui eh fazer uma uma fala
que não é de maneira nenhuma crítica. Eu
sei que o espaço de vocês é curto muitas
vezes de escrever e às vezes acontece
isso, né? A gente vê lá tipo entrevista
três pessoas fal assim: "Mercado diz tal
coisa". São as três pessoas ali que se
foram entrevistadas, você vai lá olhar
no QPC sobre política monetária. Não é
exatamente isso. A gente teve QPC com
menor dispersão, acho que desde que eu
assumi a presidência, foi esse último. E
às vezes você entrevista três pessoas
ali e tem uma uma sensação, em vez de
colocar, né, tipo, alguns integrantes do
mercado que ficaria uma uma manchete que
não ficaria tão atrativa. E acho que a
mesma coisa que tá acontecendo com a
PEC. Eh, primeiro ponto, eu tenho lido
que alguns lugares que alguns membros da
equipe econômica estariam preocupados
com a questão do impacto no resultado
primário e e na relação tesouro e e e
Banco Central. Lógico, eu imagino que
alguém tenha ouvido, não tô duvidando de
quem escreveu isso, não. Mas a gente
recebe com algum estranhamento porque
efetivamente o texto e a forma que tá
colocado lá veio justamente da equipe
econômica, né? O texto que lá tá
colocado eh foi consolidado pela GU, mas
a opção que foi colocada ali para ser
tratada daquela maneira veio
efetivamente da equipe econômica. Aliás,
reforço aqui, se em algum momento alguém
quiser falar assim, separe totalmente, o
Banco Central absorve integralmente o
resultado das variações contábeis. Onde
é que eu assino? É esse o tema para PEC.
A gente assina agora saímos com acordo
aqui dado, o Banco Central absorve
integralmente o resultado. Por quê? Pela
questão que a gente comentou agora sobre
como funciona o Banco Central, o Banco
Central do Brasil, ele não tem um grande
impacto de custo da operacionização da
política monetária, porque eu tô fazendo
ele com títulos públicos. A maior parte
do resultado do Banco Central vem de
variação cambial. É isso que impacta.
Isso é um impacto contábil e gráfico. Eu
não tô comprando o dólar ou vendendo o
dólar porque eu quero fazer um trade que
vai dar lucro pro Banco Central. Esta
não é a função. Essa não é a função e do
Banco Central a ele comprar reservas,
né? Então ele, e se a gente olhar por
por uma questão óbvia, num recorte de
30, de 20, de 10 anos, como você tem
historicamente esse comportamento
cambial, o resultado agregado ele
costuma ser um resultado positivo nesse
sentido, né? Existem às vezes algumas
transferências, como a gente viu mais
recentemente, que dialogam com aqueles
550 bilhões que a gente vai lembrar que
foram retirados da reserva do Banco
Central durante o período da COVID. todo
mundo lembra que foi retirado e aí você
tá fazendo uma recomposição desta
reserva que foi colocado ali. E aí eu
lembro muito bem eh do início do
diálogo, né? E, e, e, e, de novo, por
isso que eu falo da do da estranhamento,
da dissonância do nosso lado, eh, que a
proposta de se incorporar esses ganhos,
ou seja, de que esse ganho contábil
possa um pedaço eh eh ser absorvido
positivamente, né, pelo parte do
tesouro, essa proposta veio efetivamente
da equipe econômica. a nossa proposta
original, aliás, a nossa proposta
original, inclusive o eu agradeço ao
presidente do BNDS, a Luís de
Mercadente, que comentou, acho que esse
final de semana, eh, dizendo que, olha,
coloca a carreira igual do BNDS, eh,
dentro do Banco Central. A proposta
original da PEC era CLT, justamente essa
mesma ideia. A concessão de mudar para
direito público veio a partir de uma
demanda do governo. Então, eh, eu acho
que é importante e é assim que faz o
debate público. Não tô fazendo nenhum
tipo de crítica a a ter surgido essa
tipo de de posição em qualquer matéria.
que o debate público é assim surge, a
gente vem aqui esclarecer, mas eu só
acho que é importante esclarecer que a
PEC endereça esses dois temas, seja o
relativo a supervisão e fiscalização,
seja as relações com política monetária
ou ele prevém endereçar e e aquele texto
é um texto que tá lá que decorre deste
diálogo que ocorreu e de concessões que
foram feitas, de novo, concessões não
feitas pelo Banco Central. O Banco
Central não legisla nessa negociação que
ocorreu entre o Senado e o e o governo e
o poder executivo, né?
Eh, deixa eu lembrar aqui que mais
cartão de crédito que a Thaí colocou,
que eu acho que é interessante. Tem uma
coisa que eu gosto muito naquele
gráfico, que é o platô que a gente vê a
partir de 2020 no cartão de crédito.
Porque se a gente fal tivesse falando
que o endividamento das famílias tá
crescendo, mas o endivento da família tá
crescendo porque o financiamento
imobiliário cresceu, as pessoas estão
financiando casas, seria um tema de
menor preocupação. tá falando de um
financiamento que a pessoa tá
constituindo um ativo pra vida dela,
talvez o ativo mais importante que nós
costumamos constituir com uma dívida,
né, com um colateral ali, né? Então isso
seria benéfico. O que eu acho que
preocupa é justamente a gente vê aquilo
que o Aílton ressaltou, que é aqueles
créditos que são os créditos não
colateralizados, são os créditos de
maior risco estarem crescendo.
Eh, e esse esse fenômeno de 2020 que a
gente viu ali, ele é um fenômeno global.
A gente tem vários estudos e a gente
percebe que em vários países o que
aconteceu com a COVID de redução de
renda das pessoas em função da
dificuldade trabalhar, rupturas em
cadeias de oferta, redução na demanda,
aconteceu com com em vários países do
mundo, eh somado com o fato que vários
países do mundo ou quase todos os países
do mundo, colocaram suas taxas de juros
nos patamares mais baixos da história.
Então, faz sentido, vamos dizer, você
tem lógica, tem racionalidade você
imaginar que se tá complementando aquela
renda que tá faltando com algum tipo de
endividamento. E foi predominantemente
com cartão de crédito. A gente percebe
que no mundo inteiro o número de
relações das pessoas com o cartão de
crédito subiu muito.
No caso do brasileiro, isso foi
amplificado pela eh inclusão que ocorreu
e o Pix desempenhou um papel relevante
nisso. tinam milhões de pessoas que não
tinham conta bancária, passam a ter
conta bancária a partir do Pix e passam
a ter essa oferta de um cartão de
crédito. né? Nesse sentido, então, e a
preocupação que o Banco Central tem hoje
é que o arranjo do cartão de crédito que
existe hoje, que carrega um atavismo, um
comportamento ali que vem desde do do do
chamado cheque predatado, né? Ou é bom
para quando o sujeito escrevia ali
vários cheques e deixava ali. Eu acho
que isso de alguma maneira eh esse esse
gen ele permaneceu nos arranjos de
sistemas de pagamentos.
E acho que é importante que a gente
entenda esse comportamento e o que que é
preciso ser feito do ponto de
estrutural. E aí eu tenho esse vício,
acho que diretoria também de toda vez
que a gente tem um desafio como esse e
tentar entender o que que há de melhor
prática no mundo, o que que a gente
precisaria olhar para ver o que que
faria sentido a gente copiar e emular de
novo naquela linha que eu tava expondo
pra Marcela de o que que é
idiossincrasia que a gente gostaria de
manter e o que que é idiossincrasia que
talvez não faça sentido a gente manter.
E é muito importante quando a gente faz
esse tipo de de análise não fazer uma
uma seleção daquilo que ah, vamos
escolher esse pedaço aqui que interessa.
esse outro pedaço que não interessa
aqui, esses sistemas costumam ter uma
integridade como um todo que precisa ser
devidamente eh compreendida. E eu acho
que a gente teve esse fenômeno que foi
acentuado ali a partir de fenômenos
estruturais, como foi a questão da
inclusão bancária.
Eh, eu acho que aconteceram questões
conjunturais.
Por exemplo, se a gente analisar, tem um
gráfico que foi apresentado,
acho que no RPM, que a gente vê ali o
crédito consignado INSS caindo por
questões que estão relacionados a
questões eh relativas às investigações
que ocorreram com o INSS. E a gente vê o
consignado privado subindo. E o
consignado privado ainda num processo de
implementação de alguma daqueles
processos de garantia, seja você ter o
acompanhamento da consignação para quem
perdeu o emprego, ou seja, as garantias
de FGTS, eles oferecendo menos
garantias. Então aquilo que se imaginava
originalmente que o consignado privado
ia ocupar um espaço de crédito mais caro
por ele oferecer garantia e e reduzir
essa composição de uma dívida sem
garantia e mais alta. Na verdade, se
você vê o consignado NSS que tinha mais
garantia caindo e esse consignado
privado ocupando esse espaço e tendo o
efeito inverso aquele que era esperado
com esse tipo de impacto, né? E e aí
acho que aqueles temas que a gente
comenta sempre aqui, eh, de de
limitações que vão existir de um
crescimento que é liderado por consumo,
né? E esse consumo bastante apoiado em
crédito, muitas vezes esse tipo de
crédito que a gente analisou aqui, ou
numa renda que vem crescendo não só
acima da da do da inflação, mas também
acima da produtividade. Eh, a
combinação, lógico, tem várias maneiras
da gente eh ver isso no RPM, a gente
discute bastante a questão do IATO, né?
Mas tem um ponto, por exemplo, se a
gente olhar transações correntes ali,
né? Você vê o crescimento que a gente
assistiu nos últimos anos. E se você for
analisar não só no valor, mas o quantum,
que foi uma coisa que a gente publicou
também no num outro box, dado que a
China tá exportando desinflação pra
gente, a quantidade que foi importada
foi ainda maior. Eh, se a gente tivesse
o o mesmo valor, se não tivesse esse
tipo de exportação ali, né? Eh,
sobre
>> presidente, só só um complemento. Então,
pelo que o senhor tá me explicando, essa
questão da probabilidade de continuar o
crescimento do DEFO, enfim, da
iniplência seguir alta, é uma questão
que é também estrutural e que
provavelmente um programa como
desenrola, que é pontual, não é o
>> e a a minha intenção foi menos comentar
o desenrola, porque como eu comentei,
assim, a gente vai incorporando esses
programas gradativamente. Eu lembro de
estar aqui
nessa sala a gente discutindo, tentando
há quase um ano atrás ali quais iam ser
os impactos da isenção de IR e acho que
de lá para cá mudou bastante a as
percepções que existiam nas estimativas
para agora. Então, acho que a gente
tenta ir com essa governança de
entendendo conforme a coisa tá andando.
A minha intenção foi mais pegar alguns
movimentos mais de ordem estrutural, eh,
que se referem a isso que a gente
comentou de algo que aconteceu depois de
2020 e que demanda uma discussão, acho
que de ordem global, mas que no Brasil
teve alguns catalisadores relativos a
essa inclusão eh bancária que aconteceu
mais recentemente. Então, a a minha
intenção é eu tô mais olhando para
aquilo que me parece mais visível e
palpável à luz do tempo e menos tentando
fazer um prognóstico a partir do
desenrola. Essa era a minha minha
intenção.
>> Eu posso complementar aqui rapidamente,
só porque teve uma pergunta também sobre
como desenrola, afetaria
>> a o os modelos aí de cálculo de
probabilidade de defô, né?
E para que isso fosse incorporado de uma
maneira realmente robusta, saria um
conjunto de informações que a gente
ainda não tinha, né? Primeiro sobre
aspectos específicos do programa, que
foram eh só bem recentemente tornados
bem claros e segundo, uma vez
estabelecido isso, como seria ao longo
do tempo a adesão e a experiência eh do
do programa?
Então, tô só enfatizando aqui a o que o
Gabriel tava falando de que, a exemplo
de outras eh coisas que nos preocuparam
ao longo do tempo, a experiência tem
mostrado que é bom esperar para ver
efetivamente o quanto daquilo se
concretiza para, como eu falei, de
maneira robusta ver como afeta várias
coisas, entre elas as nossas
probabilidades de defô aqui. E aí, acho
que vale a pena.
Não, não sei se eu vou complementar,
Martelo. Vou começar pedindo desculpa de
novo de repetir, é coisa que a gente não
pode comentar especificamente, mas vou
tentar comentar em que eh situações
abstratas, Martelo, acho que talvez eu
possa tentar ajudar com isso para eu me
sentir menos culpado e não te dar de
novo a resposta de que eu não posso
comentar um caso específico.
Eh, existe um ponto que eu comentei na
minha última participação na comissão de
assuntos econômicos, que às vezes há uma
confusão sobre o caráter punitivo que
deve existir em eventual
caso de mal feito na gestão de uma
instituição financeira e a atuação que o
Banco Central deve ter com a instituição
especificamente, né?
sempre que existir, caso exista, e não
cabe ao Banco Central, eh, cabe a
justiça determinar, né, quando há alguma
questão nesse sentido, mas sempre que
existir alguma questão que o Banco
Central
encontre alguma coisa, algum indício
nesse sentido, cabe ao Banco Central
entregar pro Ministério Público, pra
Polícia Federal, que é quem vai entender
se é o caso de abrir uma investigação,
depois encaminhar a justiça e a justiça
vai julgar. Isto é uma coisa que anda em
paralelo, independente
de como é que vai ser tratada a
instituição. A instituição ela tá sob a
égilo que o o Ailton comentou, que são a
a as regras que são estabelecidas pela
legislação do ponto de vista de liquidez
e de balanço. E aí, às vezes, há uma
confusão e no sentido de pensar que o
Banco Central tem essa,
eh, eh, discricionalidade para tentar
ele decidir a data da liquidação por uma
questão de um caráter punitivo ou algo
nesse sentido, né? A instituição, via de
regra, é vítima, né? Eh, quem faz mal
feito não é instituição, né? É um gestor
que pode fazer mal feito, né? E a
obrigação do Banco Central, até porque
as instituições financeiras estão
lidando com dinheiro do público em
geral, não é dinheiro público, mas é
dinheiro do público, é tentar encontrar
soluções para preservar a instituição
até o final. Esse é o nosso mandato, né?
Eh, e e por essa condição de quais são
as condições de liquidez e e e outras
condições de contorno que vão estar
sendo analisadas, é que fica mais frágil
qualquer ficaria mais frágil qualquer
tipo de pacto com um prazo
prédeterminado. Porque imagine de novo
uma situação hipotética, uma instituição
que não passa perto de nenhuma situação
queem tá vivenciando agora, mas imagina
que por acaso você tivesse um prazo e no
meio do caminho aconteceu um problema de
ordem de liquidez que aquela instituição
ficou insolvente. de nada adianta aquele
prazo, você vai ter que liquidar aquela
instituição por causa desse problema.
Então, é é nesse sentido que que aqui eh
se aplica uma condição um pouco
diferente eh em função disso.
>> Vou só fazer um pequeno eh complemento,
obviamente Gabriel já passou por tudo
sobre perímetro. Eu acho assim,
se eu velice, 28 anos de banco, eu acho
de estima financeiro, eu acho que o, se
a gente tiver, o país precisa discutir
perímetro e eu acho que o perímetro deve
ser eh pela missão do órgão e não por
entidade. A gente tem um modelo por
entidade. Isso é uma visão que eh eu
tenho. Mas para além desse debate, eu
acho que eh o que me deixa muito feliz é
o Gabriel, que não é um servidor de
carreira. a capacidade dele defender a
instituição de forma tão clara, tão
objetiva em termos da PEC, né? Porque
ele brinca que ele vai sair daqui a 2
anos e eu ainda tenho pela frente uns
14, 15 anos eu vou ficar na instituição,
né? Então, a gente tem que olhar muito
bem para além eh de qualquer debate e de
cobrança que é justa pela sociedade, a
gente tem que se preocupar o seguinte:
qual a nossa missão e os meios pra gente
cumprir essa missão, né? Aquela máxima,
né? Quem dá os a missão dá os meios.
Quando eu olho aqui pro meu mundozinho
da supervisão, eu vejo eh que nós
perdemos, a gente tinha 1000 pessoas na
área de supervisão, hoje temos 600 com
uma média de idade de 52 anos, né? Um
mundo hoje diferente, mundo tecnológico
com a com um sistema financeiro
crescente, né? A nessa dimensão. E aí a
gente traz pro debate público quantos
nós necessitamos de repensar o Banco
Central. Eu acho que a PEC, a PEC é um
instrumento relevante. Eu vejo que o
Supremo vem debatendo junto com o caso
da CVM, um caso emblemático, dado o caso
master. Eu acho que a preocupação do
parlamento também eh com a o debate da
PEC e a própria imprensa aqui, o quanto
vocês nas últimas semanas trouxeram esse
debate a público. Então aqui é um
reconhecimento o quanto a gente deve
debater de fato acerca das estruturas,
das necessidades de dar os meios tanto
pro Banco Central como pra CVM para que
se cumpra a sua missão no que diz
respeito à estabilidade eh do sistema
financeiro brasileiro.
>> Seguim.
>> Pode tinha uma pergunta também sobre
potência de política monetária e os
novos eh programas de crédito, né, que
vem sendo criados. Eu já tinha feito
menção a um box no penúltimo relatório
de política monetária que falava da
transmissão da taxa básica para as taxas
de mercado.
Eu lembro que no último RPM também teve
outro box que era o a transmissão da
taxa básica para quantidade de crédito,
né, volume de concessão efetivo. Então,
eh, vocês voltarem lá, vocês vão notar
que a gente teve o cuidado de separar
linhas de crédito diferentes e,
obviamente, enfatizar que esses efeitos
são maiores nas linhas de crédito livre.
Então, eh, de fato, a política monetária
funciona de forma mais potente quando
você, eh, não tem programas de crédito
que eh tanto em termos de volume quanto
em termos de taxas de concessão não são
sensíveis à taxa básica.
Mais algum? Não. Vamos lá. Acho.
>> Vamos seguir aqui, Isabela.
Bom dia, tudo bem? Eh, eu vou insistir
no tema que a gente não fala porque
estamos falando em tese.
Eh, mas há, claro, uma preocupação. Nós
estamos aqui, por eu que não sou
setorista, tô aqui por conta dessa
preocupação deste banco que se colocou
um prazo, porque sabemos que há prazos
legais, por exemplo, para que o
principal eh para que o GDF possa fazer
aportes ao BRB por questões de política.
E vocês falam muito em cumprir a lei.
Então, como leiga, pergunto a vocês, no
caso de um banco hipotético com
problemas eh com indícios de problemas
de liquidez claros, que não apresentam o
balanço anual dentro do prazo e que
meses já depois do prazo, também segue
sem apresentar este balanço, sem dar uma
explicação pros seus acionistas e pra
sociedade em que ele tá inserido. O que
diz essa lei que vocês estão citando pra
gente? Quais são as implicações que este
banco pode sofrer que ainda não está
sofrendo? Quais são as implicações que
ele já está sofrendo? E se há medidas
pontuais? Nós costumamos perguntar muito
de uma de um ponto mais definitivo que
seria uma liquidação, mas neste processo
há outras medidas que possam ser tomadas
de interferência nesse suposto banco
para que não se chegue a a uma algo mais
sensível ou de fato impactante para essa
sociedade onde a gente tá inserido que
seria a liquidação extrajudicial?
Obrigada,
>> Álvaro.
Bom dia. A minha pergunta é bem parecida
com a da Isabela. Eh, mas eu ainda tô
com muita dificuldade de entender. Já
peço desculpas aqui de antemão. A gente
sabe que existe um banco que ele tá
desenquadrado de Basileia, né? Ele já
assumiu isso publicamente, que ele
precisa de um receber um aporte. Então,
minha primeira pergunta é: existe prazo
para que no nosso ordenamento jurídico o
banco tenha que voltar a ficar
enquadrado em Basileia?
Eh, e tentando aqui relembrar esse
episódio específico, eh, acho que em
fevereiro o próprio banco apresentou um
plano para o Banco Central depois de ele
ter sofrido ali a sanção da 4019.
E essa data de 29 de maio acho que foi
dada pelo próprio banco, não pelo Banco
Central. Eh, se o banco não cumpre a
data que ele próprio apresentou para
vocês lá em fevereiro, se ele continua
desenquadrado de Basileia, aí eu volto
na questão do prazo, assim, do ponto de
vista legal, o que que o Banco Central
ele o banco pode ficar indefinidamente
desenquadrado de Basileia? Existe alguma
data para que ele volte? E o que que
vocês estão olhando em termos de
liquidez? Se eu me lembro ali no máster,
parece que ele tinha 50 milhões em
caixa, mas ele tinha que pagar 200
milhões naquela semana. Quando vocês
estão olhando pra liquidez, vocês estão
olhando para que exatamente? É o
dinheiro que tá ali no caixa. Como é que
é feito esse acompanhamento diário sobre
determinados bancos? Obrigado,
>> Gabriel.
Bom dia. Eh, no último RF, diretora
Ilton falou da necessidade de
regulamentação forte sobre os de APIs e
uso de serviço de terceiros.
>> Sobre o quê? Desculpa, não entendi,
Gabriel. Perdão, desculpa, eu tô meio
gripado ainda. Eh, na último RF, o
diretor Ailton falou da necessidade de
regulamentar serviço de terceiros e
APIs. Ah, ok. Serviço de terceiros
tecnologia.
Eh, eu queria saber o que que desses
dois temas chama mais atenção do Banco
Central e se isso tá na agenda ainda, se
tem previsão para sair. [roncando] Eh, e
também sobre FGC,
queria saber qual que é o próximo tema
que o que o BC vai alterar se conversa
sobre a as regras para distribuição dos
títulos por plataformas. E na verdade
uma dúvida no relatório eh sobre aquele
quadro de desenquadramento,
ele tem tem um número aqui na no
relatório, mas quando eu abro o anexo,
tem outro número eh tem outros números
de instituições enquadradas, tal. É que
só queria tirar essa dúvida. Eh, a
tabela 1.2.4.2,
qual que é o certo? Ou se tem tem
diferença entre as duas coisas.
Obrigado.
>> Eu vou passar para você, mas antes só
queria fazer um preâmbulo aqui e eu fiz
uma brincadeira uma vez aqui de que
talvez o caso BRB às vezes tá virando o
caso BBB, né? Se o pessoal quer fazer um
acompanhamento nacast em diário com
transmissão live sobre a fiscalização 24
horas só para quem tem o pay-perview.
Eh, e eu entendo e a obrigação da
imprensa é isso mesmo, é tentar arrancar
da gente a informação sobre uma manchete
de uma data, de um dia e tudo mais. E, e
eu me sinto mal de falar que a minha
obrigação é não comentar um caso
específico, que essa é uma obrigação
legal, porque se tem alguém que se
beneficiou da imprensa trazer luz do sol
para toda essa discussão, fomos nós aqui
no Banco Central. Mas, infelizmente,
essa é uma obrigação legal. o Banco
Central não pode fazer comentários sobre
uma instituição específica em função,
inclusive dos impactos que se pode ter
eh para essa instituição, né? Então, a
gente não não comenta nenhum caso eh
específico. E e o que foi colocado, só
para explicar um tema adicional para
Isabela, a questão dos acionistas, isso
é uma regulação que envolve a CVM. O
fato dela ser uma empresa de capital
aberto é uma questão que envolve a CVM,
não a gente. Mas eu passo pro Aíton e
depois eu complemento.
>> Eh, eu acho que na fala da da Isabela
tem um elemento central que a
preocupação dela, eu acho que traduzindo
sua preocupação é a 6024, ou seja, uma
liquidação, né? Eu tenho para mim que o
legislador eh foi muito feliz. Ele
sempre diz o seguinte: "Olha, verificado
a ocorrência das hipóteses, é facultado
ao Banco Central, visando assegurar a
normalidade da economia pública e
resguardar os interesses dos
depositantes, investidores, demais eh
credores, sem prejuízo posterior de
adoção de qualquer regime, ele tem que
buscar capitalização da sociedade, isso
tá na lei, aposta os recursos
necessários, transferência de controle,
reorganização societária." Ou seja,
quando eu falo que a gente tem que
buscar prevalecer a lei, é isso, é o que
o legislador colocou como missão do
Banco Central em determinados eventos,
elementos hipotéticos, né? Então eu acho
que isso é o que o legislador eh
disciplinou e espera da gente, né? Eh,
eu acho que o outro ponto aqui que é
serviço de terceiros, eu coloquei na
última reunião, na último ref que
serviço de terceiros estava na agenda,
não só serviço de terceiros, como também
conexão via PI. Isso é um assunto que
está na agenda dos próximos meses. Eu tô
falando aqui do meu amigo Junel. Eh, mas
esse assunto é um assunto que preocupa a
supervisão e ele e tanto a área
normativa como de supervisão vem
trabalhando fortemente esse tema. Quanto
aos fundos garantidores, a FGC,
eh, a gente, recentemente nós, eh, o CN
aprovou uma norma atinente a ativos, eh,
de referência, né? Então, a gente
precisa eh regulamentar o ativo de
referência, ou seja, agora a gente não
olha só pro passivo do que a gente tá
trabalhando, e sim a aplicação dos
recursos por parte das instantes
financeiras. a gente vem eh num
crescente, a gente aprende muito eh com
tudo que vai acontecendo no sistema
financeiro. Então eu acho que tem pela
frente. E um outro ponto também que não
claramente para fundos garantidores, mas
eu acho que eh o IEL, o índice de
liquidez que recentemente o CNE aprovou
é um grande instrumento. Quanto a
desenquadramentos, eu vou deixar pro
André Maurício para ver as tabelas
depois, tá?
Fal as duas tabelas,
>> a gente vai ajustar o número sobre
também o dado que você pediu sobre lucro
líquido, a gente vai colocar no anexo
estatístico essa o indicador aberto, mas
os dados também já são disponíveis no IF
data, então você tem por instução
financeira todas as informações de
lucro.
>> A gente a gente vai colocar na no anexo
estatístico. Obrigado.
>> Mais perguntas
>> não. Queria só entender coisa de
baseleia assim. Aí a pergunta
hipotética. quanto tempo um banco pode
ficar desenquadrado.
>> É, em função da leitura que o Aíton
acabou de colocar ali. E aí, assim, como
você bem colocou, Álvaro, assim, é, eh,
isso envolve medidas que você vai
tomando ao longo desse período e você
vai tá analisando o que você comentou,
como é que vai est a situação de caixa,
como é que vão est as medidas que estão
sendo tomadas, a capacidade do
acionista, o que que o acionista está
fazendo ao longo desse processo. Então
vão ter uma série de condições de
contorno que estão sendo analisadas para
ver como estão sendo tomadas as medidas
para equacionar aquele problema.
Enquanto ele não é resolvido, quais são
as medidas que, como você bem citou,
algumas delas cabe ao Banco Central para
ir fazendo um enforcement para que
aquelas medidas sejam tomadas. É, é, é
basicamente nessa linha.
>> Seguimos aqui,
>> sim.
>> A gente vai pro último bloco agora.
Rita.
Bom dia a todos, aliás, boa tarde a
todos. Eh, já sei que os senhores já,
né, disseram, avançaram aqui que não
podem falar muito sobre casos
específicos, mas eu sou forasteira e as
pessoas me param na rua para perguntar
se devem tirar o dinheiro da poupança do
BRB. Então eu tô aqui falando como
repórter que cobre cidades, mas assim,
de modo geral, legislação,
independentemente de banco A, B ou C,
legislação, existe alguma norma que diga
que dá para se esperar um ano de atraso,
2 anos de atraso? que não ficou claro
para mim, embora todos tenham falado
muito sobre isso, mas eu não sei se
existe na legislação ou se depende de
caso para caso. Se um banco A, B ou Cer
atrasar 6 meses, 1 ano para entregar o
relatório, existe um máximo na
legislação. Eh, inclusive a partir daí
se pode pensar em algo além de multa. A
multa ela é definida também em algum
tipo de norma, regimento, ou ela depende
de caso para caso? Pro banco A pode ser
50.000, pro outro 30.000, pro outro
100.000, Não sei. E essa cobrança em
relação à multa e a uma multa diária. O
banco paga mensalmente, semanalmente,
diariamente. Então, alguém que tá
atrasado tá pagando sempre. E por
último, isso aqui é sobre BRB, porque eh
o senhor, né, presidente tem recebido
visitas, a governadora já veio com
secretários, já veio o presidente do BRB
junto com ela, vieram parlamentares da
situação e da oposição, eles quando saem
comentam algumas coisas que o Banco
Central tá acompanhando de perto, mas
eles dizem: "Olha, foi uma reunião a
portas fechadas, a gente nem pode dizer
muito, isso afeta o mercado, né?" né?
Então, pelo menos eles não estão falando
muito, mas eu queria saber para que que
serve esse tipo de encontro. É mais pro
Banco Central falar o que tá fazendo.
Eles também vem dar sugestões. Muito
obrigada,
>> Hilton.
Eh, boa tarde, Hamilton, do Valor
Econômico. Eu tenho uma dúvida sobre a
questão das instituições que são
desenquadradas até 2028, citado na
apresentação, são 1751, mas falam que
são 339
agora em julho. Eh, o que que acontece
com elas que são desenquadradas?
>> A última Célia, você ainda quer?
>> Quero. Eh, Célia Prof.
Eh,
a a o senhor já falou que não existe
dia, mas o presidente falou que pode eh
parece um BBB. Então, assim, no BBB a
gente sabe que se alguém bater em alguém
sai do programa.
>> Sei.
>> Então,
>> eu não conhecia, não, não tenho
assistido. É bom você me contar sobre as
regras.
>> Eu também não assisto, mas a gente sabe.
Mas é assim, eh, que que o o que que é a
violência? Eu sei, eu tem algum fator
que a gente possa monitorar assim,
porque fica eh a gente consegue entender
toda o cuidado que tem que ter nesse
caso, porque senão fica uma auto
>> isso, profecia que se autocume,
>> sendo que o supervisor e fiscalizador
que é responsável pela estabilidade do
sistema foi o gerador de uma
instabilidade do sistema. É tudo que não
pode acontecer.
>> Então, é, então assim, a gente consegue
entender, mas como é que a gente
consegue minimamente acompanhar? A gente
vai conseguir no dia que o BRB anunciar
que fechou alguma parceria, obteve os
recursos ou do outro lado negativo
quando o Banco Central tomar alguma
atitude
mais dura, vamos falar assim, porque até
nessa última reunião que a governadora
teve aqui e que a gente conversou com
algumas pessoas, eh a o que nos foi
passado assim, está sendo procurada uma
saída técnica, todo mundo quis mostrar
para ã um
positivo, vamos falar assim, técnico,
mas eh a gente não tem como saber
detalhes mesmos mesmo. E a outra
pergunta,
perguntar pros diretores, senor não se
se os senhores estão muito cansados de
assumir dupla função.
>> O pau funciona só
>> aqui [risadas] só, mas tem outros, né?
Tem jar pro Ju
>> por causa da instabil da da falta de da
nomeação dos dos das demais vagas,
porque vocês falaram o tempo todo aqui
sobre parceria com a CVM, CVM, CVM e a
CVM que também tava com problema eh eh
proporcionalmente até mais grave porque
tinha menos diretoral, mas agora acho
que foram sabatinados, tá tudo certo e a
gente não tem perspectiva pro pra
diretoria do BC. Então agora pro senhor
queria saber como é que como é que estão
essas essas articulações, por favor.
Obrigado.
Eu vou começar, eu vou pular para da
Rita depois, mas eu vou começar com um
ponto que a que a Célia colocou e eh
todo mundo tem relatado e tem até quem
tem se queixado disso como as falas de
diretores do Banco Central, as perguntas
aos diretores do Banco Central estão
agora tendo um espaço maior o tema de
estabilidade em relação à política
monetária. A gente tem esses dois
mandatos, né? Nos dois mandatos tem a
palavra estabilidade, né? De preços e
financeira. né? E e eu acho que tem um
um ponto pedagógico que tá acontecendo
com essa intensividade que a gente tá
tendo ou essa intensidade que a gente tá
tendo nesse tema. Perceba a sua pergunta
que é tipo, o que que eu devia est
olhando, qual é o gatilho? É muito
parecida com as perguntas que nós
sofremos, por exemplo, numa interlocução
aberta quando tem com mercado, que
aquela tentativa, que que eu devia estar
olhando para entender qual que é o seu
gatilho da sua próxima decisão? é muito
parecido com isso. E, infelizmente a
atividade banqueira central envolve
isso, envolve de falar: "Não, a gente
vai continuar analisando aqui dentro,
seguindo a nossa governança sem
relatar algo que vai provocar mais dano
aquesses dois mandatos de estabilidade
financeira e monetária do que
colaborar". O nosso mandato se sobrepõe
a esse tipo de eh fala que iria revelar
para alguém alguma coisa que é aquele
indicador específico que na maior parte
dos casos não tem nem na política
monetária, nem na política de
estabilidade financeira. a gente vai
estar olhando para um conjunto, mas a
Rita me dá uma grande oportunidade ao
citar o exemplo, deve tirar, não deve
tirar, que que é ótimo, porque o que
acontece, eu acho que existe uma
existe uma uma percepção às vezes que
assim é tudo que acontece na economia
acontece o que acontece até no mundo,
né, envolve de alguma maneira a
movimentação de dinheiro e que como
dinheiro é banco central, o banco
central deveria estar fiscalizando
previamente todo esse dinheiro que pode
acontecer em qualquer lugar. E aí,
lembra? Bets, Banco Central, não sei o
quê, Banco Central, tudo vira algo
prévio do Banco Central. E e aí o por
que é tão importante o Banco Central não
se manifestar nessa direção? Porque a
conveniência de negócios, os negócios,
como a gente falou aqui, eles envolvem
prêmio porque eles têm risco. E o que
você tá atribuindo é para que cada um
que está na iniciativa privada vai fazer
as suas decisões de escolha de prêmio e
risco nessa nessa questão. Então, o
Banco Central não pode entrar na
conveniência
das decisões privadas. O Banco Central
vai entrar do ponto do regulamento de
entender se aquela se a rigidez do
sistema está sendo respeitado. Mas
dizer, responder a esta pergunta seria
entrar na conveniência e dizer faça isso
que é um bom negócio. Não faça isso que
é um bom negóci não é um bom negócio. Aí
o Banco Central tá extrapolando a sua
função e tá gerando instabilidade no
sistema e cruzando uma linha sobre
aquilo que é a sua atribuição. Então, o
Banco Central não recomenda que tipo de
CDB comprar, que tipo de CDB não
comprar. O Banco Central não liga para
um banco e fala assim: "Olha, eu acho
que você tá fazendo mau uso do seu
dinheiro. Você devia emprestar para um
outro setor e não para setor, não para
essa empresa e não para outra empresa. O
Banco Central não faz isso." Muitas
vezes até quando surge um sujeito aí que
fal assim: "Ah, eu queria abrir um banco
e o sujeito apresenta o imposto de
renda, ele tem lá um dinheiro enorme."
Eu fala assim: "Poxa, se fosse eu,
viajava praia". Mas não posso falar isso
para ele. Fal assim: "Senhor, quer
comprir um banco, o senhor ia entrar lá
na Diorf com pedido, desse jeito".
Então, a gente não julga a conveniência
das decisões privadas, não avaliza essas
decisões e nem diz: "Não faça esse
negócio que o seu dinheiro era melhor
você comprar o CDB de outro banco ou
desse banco, porque senão esse tipo de
informação vai tá eh em dissonância ou
até em contradição com o que é o nosso
mandato. Esse seria um banco central que
se a cada minuto que acontece uma
notícia dá opiniões sobre política
monetária e muda suas opiniões sobre
política monetária ou a cada novo evento
possível ou potencial num julgamento
conjuntural emite opiniões sobre
estabilidade financeira, ele vai tá
descumprindo a sua função de zelar pela
estabilidade monetária e pela
estabilidade financeira. Então, por isso
que a gente vai estar fazendo essas
reuniões que a gente comentou. E aí de
novo também eu respondi isso na Cai.
Sim, Banco Central faz reunião com
instituição financeira. Ninguém acha
estranho. Seria estranho se o banco
tivesse fazendo reunião com a Anvisa ou
se eu tivesse fazendo reunião com a
alguém da, sei lá, de da de aviação, né,
>> do da CBF. Seria estranho se fosse isso.
Sim. bancos fazem reunião com o Banco
Central, banqueiros fazem reunião com o
Banco Central, muitas vezes em
critérios, em em condições emergenciais,
em em reuniões que precisam, como já
aconteceram, de feriado, de final de
semana, a gente tem condições eh às
vezes de contorno que demandam esse tipo
de reunião e em especial quando, como
vocês estão colocando aqui eh em tela,
aquele banco tá demandando uma atenção
maior por parte do banco Banco Central.
Sim, essas reuniões vão ocorrer com mais
frequência, justamente pra gente tá
entendendo quais são os desdobramentos
eh no equacionamento daquelas questões
que têm levado preocupação
ao Banco Central. Eh, acho que o Aton
pode complementar as outras questões.
>> Complementar a pergunta da Rita acerca
da lei 13506, artigo 16 a 18, né? Porque
e como a gente tá trabalhando com uma
instituição em tese, eh, quanto aos
desenquadramentos
ali da tabela da tabela, eh, a primeira
parcela, como a gente dividiu em três
parcelas, a primeira parcela vem, começa
a valer em primeiro de julho. E o que eu
tenho ouvido das áreas técnicas
principalmente do DEOF, do DEOF e do
DEZUK, que são instituições não
bancárias, é que tá ocorrendo o aumento,
apresentação de aumento de capital. Eh,
o movimento tá sendo sentido aumento de
capital, tão trazendo eh dinheiro para
aumentar o capital dessas instituições
ou tá vendo eh união eh junção de
entidades. Então esse é um movimento,
seria o movimento esperado, tá?
E uma coisa que o André acabou de me
dizer aqui, realmente o anexo
estatístico está errado e será ajustado
tão logo, correto, André? OK.
Mais
>> podemos encerrar então, né? A Célia
perguntou se eu tô cansado. Ah,
diretores, não, os diretores.
>> Eh, as às vezes o o DPEC discute um
pouco o Direx. Eu tenho visto que eles
não estão se dando bem o DPEC e o Direx.
Às vezes tem umas divergências entre os
dois. Brincadeira. O Paulão acumula as
duas diretorias hoje. Eh, e de novo a
indicação de
>> Deord off também tem as suas dúvidas. de
novo, de parece que se dão melhor, já
estão convendo há mais tempo aqui no
tempo.
>> Eh, mas de novo, é uma é a prerrogativa
do presidente da República, vai ser o
presidente que vai
eh julgar quando indicar, quem indicar.
a gente segue aqui eh exercendo o nosso
trabalho aqui e agradeço aos dois
diretores, ao Paulo e ao Juneu, que tem
se desdobrado aqui para poder cobrir as
duas diretorias de maneira tão tão eh
com tanta excelência como eles têm
feito.
>> Eh, as pessoas eh brincam, me perguntam
se agora tem dois salários, se se eu
tenho dois [risadas] votos, né? Não
tenho, não tenho nem dois salários, nem
dois votos na diretoria, nem no COPOM,
>> mas eu tenho dois conjuntos de equipes
agora.
>> Então agora falando sério, eh não não
tem nenhuma perda de continuidade aí na
qualidade
do que a DPEC tá entregando pro pro
COPOM, né? e toda a parte de
estatísticas que é feito ali embaixo da
Direx também, toda agenda internacional,
porque as equipes estão realmente me
ajudando muito a desempenhar os dois
papéis ao mesmo tempo. E eu acredito que
eu falo em nome do Gilu também, no caso
dele.
Uma pergunta
>> agradecer vocês. Obrigado, gente.
>> Obrigado, viu?
>> [música]
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