Febraban Educação | Painel - Que tipo de liderança o mundo precisa agora?
Sumário Regulatório
A palestra abordará o papel da liderança diante de um cenário de profundas mudanças sociais, organizacionais e humanas. A partir do conceito de “somar”: pessoas, experiências e perspectivas, a discussão destacará como líderes podem ampliar seu impacto ao atuar de forma mais consciente, diversa e conectada.
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Nalva Moura - Febraban Educação
Transcrição e Conteúdo
Oi, boa tarde, gente. A gente com esses fones fica meio estranhos. Estão só você vendo vocês sorrirem? Não tá falando, tá rolando. Então assim, boa tarde a todos. É um prazer tá aqui no stand da Febraban Educação. É uma iniciativa muito singular da Febraban, que é uma casa técnica, relacional dos bancos, mas que é o braço da educação, do setor em si. Então, muito feliz de estar aqui. Eh, reforçar...
Oi, boa tarde, gente. A gente com esses fones fica meio estranhos. Estão só você vendo vocês sorrirem? Não tá falando, tá rolando. Então assim, boa tarde a todos. É um prazer tá aqui no stand da Febraban Educação. É uma iniciativa muito singular da Febraban, que é uma casa técnica, relacional dos bancos, mas que é o braço da educação, do setor em si. Então, muito feliz de estar aqui. Eh, reforçar que é um time e uma estrutura, uma escola que completa 50 anos. E eu acho que também é muito singular, quem é do setor ou não, entender educação no Brasil, uma educação técnica também e de muita relevância. Então, a gente celebrar esse momento. Eh, vou fazer minha audiodescrição. Eh, então para me apresentar, eu sou Mári Marcelino. Eu sou assessora de conteúdo digital da Febraban, eu sou uma mulher preta de pele retinta, eu uso um vestido cinza, eu tenho cabelos trançados. Eh, e aí, antes de começar a conversa, combinar com vocês que a trilha aqui hoje, né, vai passar por vários temas de liderança, então espero que vocês fiquem nesse tal nos demais. Eh, também queria um pouco conhecer, né, acho que não, não precisa ser uma conversa daqui para lá, pode ser de vocês para cá. Então, queria entender, vou perguntar aqui mediamente, quem de vocês trabalham com educação? E aí vocês podem levantar a mão que eu acho que eu tá. Quem aqui é do setor financeiro ou tem alguém aqui que não é do setor? Eh, e por final, quem é aqui trabalha com tecnologia? Tá? Eh, eu não sou boa, né, em dados, porque eu tô fazendo isso pelo meu olhar, mas eu vi que totalidade a gente tá mais aqui em setor, tem uma outsider. a gente tem menos pessoas assim, é interessante, não são educadores natos e acho que é mediano, né, em tecnologia. E aí aqui eu vou convidar os meus pares que vão estar nessa conversa comigo aqui. Então para começar eu anuncio a Ednalva Moura, conhecida como Nalva. Ela é docente da Febraban Educação e ela é presidente do Instituto Espaço Negro. >> Obrigada, Marjor. Boa tarde, pessoal. Um prazer estar aqui com vocês e ter esse momento de trocas. E aqui também dar oi, boas-vindas pro meu pai querido, Nicolinho Eugênio. Ele é gerente de relações institucionais da Febrabca. >> Olá pessoal, boa tarde. Obrigado, Maruri. Na, um prazer estar aqui com vocês. Uma tarde muito feliz para todos aqui. Obrigado. >> Eh, antes de começar também, então, pra gente emergir, como eu falei, uma conversa aberta. Eh, vocês podem em algum momento, se tiver alguma dúvida ou complementar, tá aberto, é um formato talkalk, a gente só tem 30 minutos para falar de muitas coisas que a gente quer falar. Então, eh, então acho que para começar lembrar que a gente tá num evento de tecnologia. Se a gente for pensar para para além desse stand, o pessoal tá falando de IA, o pessoal tá falando de open finance, o pessoal tá falando de pagamento digitais, o pessoal tá falando de inovação, o pessoal tá falando de aceleração do cliente e tem pessoas que estão inclusive nesse processo. Eu acho que aqui a gente tá falando sobre liderança e liderar também, né, eh, através da educação. Então, para começar, eu queria começar com a Nalva, né, para ela falar um pouco pra gente e também reforçar aqui o tema dessa palestra é que tipo de liderança o mundo precisa agora, com tantas questões. Então, pra gente pensar, né, se o mundo precisa agora, eu queria um pouco que a NVA, né, desse entrada nessa conversa, que você destacasse pra gente pensando em tendências globais versos ou paralelamente também com a realidade do nosso Brasil. Eh, o que que você entende hoje assim? Eh, qual líder hoje, o que que ele precisa se destacar, considerando alguns contextos global, Brasil? >> Essa é a pergunta do milhão, né? No momento que a gente vive, é importante refletir sobre ela. Eu entendo que a liderança atual, ela precisa seguir aquilo que a gente tem discutido sobre inteligência artificial, né? Que ela, a inteligência artificial ela é humana. Nós estamos falando de 50% e 50% humano. E quando olho para este 50%, a liderança global, ela precisa pensar numa liderança que eu costumo chamar de liderança soberana, que é aquela que pensa no território em que ela atua, ela pensa na equipe que ela desenvolve, ela precisa olhar para como ela inspira e ela precisa ter a certeza de como ela tem analisado os dados. Então, às vezes a gente olha paraa liderança somente eh na relação de poder, mas ela tem uma relação de poder, de governança e de processos estruturais. Essa é a liderança que a gente precisa neste momento, porque se ela eh não tiver esse tripé e esquecer do essencial, que é o nosso trabalho aqui, Márdo, que é educação, então liderar é ensinar, liderar é ouvir, liderar é trocar, mas principalmente influenciar a estrutura. >> Eh, e aí passando, você falou um pouco sobre processos, né? Eu queria bater com Nicolino o seguinte ponto, né? Eu passo para você, considerando que os grandes modelos de a, enfim, de dessa evolução de transformação, né, tecnológica, eh, você considera que diversidade, inclusão, né, e representatividade no geral é uma é um potencial estratégico pra construção de novas lideranças? Eh, sem dúvida, mas eu não colocaria de uma maneira eh exclusiva. Eu, na verdade, penso que isso faz parte de um processo natural de liderar, ou seja, a organização ela se desenvolve por meio de lideranças que tem essa visão eh holística de tudo, de tudo isso. as necessidades elas acontecem, as tecnologias se transformam, as demandas determinam muitas vezes os rumos que são que são dados. E incluir pessoas nisso. E e falo incluir no seu mais amplo sentido tem a ver necessariamente com o olhar da diversidade. Não tem como ser diferente. Então, quando eu falo de contar com pessoas, eu conto como como liderança, tenho que contar com as pessoas como elas são, do jeito que elas vêm ao mundo e em no seu mais amplo sentido, sem olhar gênero, raça ou qualquer matiz que possa eh prédefinir quem quer que seja. Então, incluir significa considerar pessoas em todo todos os processos. como necessárias. Não tem como eu falar de tecnologia sem falar de pessoas. Não posso falar de IA sem falar de pessoas. Então, eh, não haverá como a organização se desenvolver só olhando paraa tecnologia ou só olhando paraa IA ou só tentando atender as demandas provenientes dessa desse novo normal que nós estamos vivendo, mas considerar as pessoas necessariamente sempre. Eh, queria aqui talvez aprofundar considerando a ponto de vista dos dois, tá? Eh, vou começar com você, Nalva. A gente tava falando sobre os modelos de a é interessante, a gente pensa até eh num contexto distópico, que daqui a pouco a gente vai ter lideranças que são IAS, mas tem um humano nisso. E aí, se a gente pensar, é interessante que o Brasil no geral a gente tem comportamentos, enfim, tem uma matriz que é a mesma. falamos o mesmo a mesmo, né, o português teoricamente. Eh, tem outras linguagens, né, mas o português, mas temos características diferentes dentro da experiência de cada um de vocês. Você no instituto e o Nicolino, Frente da Febraban, né, eh, da federação, como vocês enxergam essa característica da da diferença entre as regiões São Paulo, Rio de Janeiro, eh Brasília, Bahia? Tem um componente importante quando você fala de territórios, né? Eu comecei falando de território, Iá. Eh, o nosso país, ele foi construído a muitas mãos, né? Nós podemos dizer que é um país multirracial, mas a gente não pode esquecer que quando a gente tá falando de inteligência artificial, os algoritmos eles não estão sendo construídos por todas as pessoas. Então você tem um um capuete, né, de que assim de não incluir através da inteligência reproduzindo processos antigos. Eh, e eu digo isso para falar que de acordo com a demanda, quando você vai pensar um prompt, você vai pensar um frame, você vai pensar uma discussão sobre inteligência artificial, você precisa considerar as múltiplas competências técnicas. Esse é um componente indispensável e aí eh trazer todas as profissões. Por isso que as salas de governança hoje requer diferentes perfis de profissionais para você ter os diferentes inputs, mas também considerar os diferentes grupos por conta da diferença de perspectiva. Se você não olhar uma diferença de perspectiva, automaticamente você não tem a inclusão. E quando você traz características territoriais, a gente também precisa considerar as questões eh de cada região na construção de um determinado processo. Então assim, não dá para dizer que é tudo igual para todo mundo. Você precisa reorganizar para efetivamente reconhecer, incluir e conectar. Eh, até porque hoje a IA ela tá sendo utilizada desde quando aqui no nós estamos falando de liderança, ela tá sendo utilizada desde um processo seletivo muito simples, né, para fazer a primeira triagem. Há um processo complexo de determinadas decisões que se a liderança ela não estiver preparada para fazer uma avaliação efetiva daqueles dados, colocando essa multiplicidade à mesa, ela corre o risco de tomar uma decisão errada. Então, liderar você toma assim riscos, mas no momento de inteligência artificial também faz necessário você compreender essa capilaridade de dados independente da região. Mas é lógico que nós sabemos, ainda mais quando fala de inclusão, é, se eu olho para Salvador, a gente vai pegar uma cidade turística com 80% de negro. Se você vem para São Paulo, você vem para uma para uma cidade com 44% de negros, mas que você tem, principalmente olhando mercado, questões muito específicas. Então você precisa pensar, cada caso é um caso para para que a inteligência artificial automaticamente reconheça. Eu, por exemplo, já passei por ele situações de que o algoritmo não me reconhece e aí você entra no paralelo, principalmente quando é o conhecimento facial. E a gente já discutiu em outros lugares, vocês acompanham esses desafios. Então assim, eu peguei um detalhe, mas e quando eu tô falando de um neurodivergente, qual é o cuidado? Quando eu tô falando de um processo educativo com um grupo outro, então a ferramenta precisa ser preparada. Somos nós, os líderes, que precisamos trazer este olhar. >> A Nova colocou muito bem a essa questão de que muitas vezes a IA ela está com os algoritmos eh orientados por algum cacuete, vamos dizer assim, usando essa essa mesma expressão aqui apenas para ilustrar. E outro dia eu estava conversando com Maia, fazendo um prompt e precisando de acelerar meu trabalho e pedindo para ela fazer uma análise do de dados que eu tinha numa determinada base e e precisava que ela me me acelerasse esse processo e eu ficasse liberado para pensar no no resultado que ela iria me me apresentar e eu o que faria com aqueles resultados. E eu não saía, eu percebia que ela ia e voltava sempre com as mesmas e desculpas. Ah, eu não consigo fazer isso porque tem que ser algo mais específico, não sei o quê. Tararã. né? Aí eu peguei e comecei a conversar com ela dizendo assim: "Olha, eu acho que é por isso que vocês não vão conseguir substituir o humano, porque vocês não relativizam eh a a em cima da demanda do de quem está utilizando muitas vezes." Aí eu ensinei um princípio para irá ali naquele momento. Olha, existe um provérbio que a gente aprende na vida e que eu acho que vale a pena a gente começar a aplicar aqui, que é o ótimo é inimigo do bom. E eu disse isso pra IA, querendo dizer o seguinte, que é preciso que a IA tenha essa dose de ponderação em cima das coisas, eh, relativização em cima daquilo que ela está fazendo e entregando. Que ela reconheça isso, a necessidade de que, eh, em cima de uma resposta que ela está dando, é preciso ter um julgamento. E esse julgamento não será ela quem dará, é, seremos nós os humanos. É por isso, então que eu repito, é por isso que a IA não irá conseguir substituir o olhar humano que está comandando aquele processo por meio do prompt e tudo mais. Agora nós precisamos estar preparados. Aí entra o a educação, eu acho. Eh, precisamos de pessoas que estejam preparadas a fazerem essa esse uso da Iá. não é o o uso eh tirando o proveito dela em tudo aquilo que possa. Então, fazer sentido, acelerar e fazer com que caminhe mais rápido a rotina, o processo de busca, de cruzamento de dados e tudo mais. Mas o que eu vou fazer com isso? Vem daí o julgamento que como humano eu preciso comandar. Eu eu que preciso tomar conta dessa parte. Então, as pessoas precisam abraçar isso, na minha visão, como sendo o seu job. Ou seja, qual é o meu papel? O meu papel é de encomendar da Iá aquilo que ela pode fazer. compete a ela, competirá ela fazer e competirá a mim julgar aquilo que ela está entregando e fazer a aplicação dessa dessa informação. Eu acho que é quando a gente então consegue cruzar as os cacuetes da Iá, entender que isso pode estar acontecendo, fazer julgamento e fazer o melhor uso daquela informação. Então, acho que vem o da educação irá provo isso paraa organização, paraas pessoas que saberão fazer uso disso. >> Eu vou fazer um comentário super rápido, se vocês tiverem eh alguma contribuição, se a gente segue também, mas assim, sintetizando, era algo que eu tinha aqui. vocês consideram, eu entendo muito que também eh com uma sociedade que a gente é consumido por tanta informação, tanta transformação, que a ponto que deixa a gente cansado, né, que é uma realidade também, mas assim, ainda assim o repertório é muito exigido, né? E as lideranças tem uma expectativa que elas tenham esse repertório, mas eh as pessoas não são finitas, né? Então eu queria muito que vocês falassem um pouco se vocês entendem que repertório, boas perguntas também nesse contexto de a porque o repertório é humano, né? Se vocês têm quer completar, >> eu considero essencial duas questões, né? O repertório ele é fundamental, né? A gente precisa saber fazer as boas perguntas, até porque nós estamos num painel, né? Não tá aqui falando de educação. Nós que atuamos com educação precisamos saber fazer as boas perguntas, mas também saber ouvir, porque muitas vezes a gente faz a pergunta, mas a gente não quer ouvir. E uma outra questão é pensar em prontidão, né? Nós precisamos ter a prontidão para também compreender de que algumas eh profissões elas vão sumir, outras vão surgir. Eh, a gente precisa ter ciência e noção de qual é a camada da população que tende a desaparecer. E tem pesquisas que já trazem que nós mulheres eh estamos na média liderança, algumas responsabilidades elas assumirão. Então nós seramos as mais prejudicadas. E se a gente não fizer boas perguntas agora, né, aqui minha provocação para homens e mulheres nessa sala, assim, se não fizermos boas perguntas agoras para reverter esse cenário, amanhã a gente vai est lamentando o índice de desemprego. Então, assim, como é que nós nos preparamos para fazer as boas perguntas para além de sermos usuárias? Porque o repertório nos leva a um outro lugar. a gente olha Iá como uma ferramenta de uso cotidiano e ela tende a ser base de uma estrutura funcional para facilitar o ciclo e os processos no dia a dia, seja em casa, seja no trabalho, seja na escola. Então, repertório é fundamental, conscientização também e essa análise de da potência que ela nos traz, mas também o movimento que precisa ser feito, porque o Brasil não está acompanhando, né? Tem muita coisa acontecendo, tem muita gente criando suas próprias, os países evoluíram muito e a gente tá mecendo. >> Falando em perguntas, as perguntas certas, né? Olhando pro próprio título deste encontro aqui, que é que tipo de liderança o mundo precisa agora, né? Nossa, me parecem assim um painel e da ONU, né? Estamos unidos aqui, líderes mundiais decidindo que tipo de liderança o mundo necessita. Na verdade, eu acho que eh a liderança que nós sempre precisaremos, e isso é atemporal, não é pro dia de hoje, não é pro momento de agora, mas sempre terá sido desde que nós somos mundo, desde que nós somos seres humanos e precisaremos continuar sendo, é, tendo lideranças que inspirem, lideranças que eh tenham certos atributos e as e os coloc toquem em prática. Que atributos são esses? Propósito, por exemplo, que digam qual é a direção a ser tomada e por essa dire é essa direção e não outra. é também eh transparência e e ter coerência naquilo que eu falo e com aquilo que eu pratico. Aquilo que nós aprendemos sobre liderança, sobre o que é um líder nos nas escolas, quando nós nos formamos e chegamos até onde estamos, isso não mudou, né? os mesmos princípios de liderança. Por que que você admira alguém como líder? Porque essa pessoa inspira, ela passa confiança, né? E esse, a confiança é um fio condutor, é que faz com que alguém se proponha a dizer assim: "Olha, eu vou seguir o que essa pessoa tá sinalizando, porque eu confio nessa pessoa." Não estou dizendo cargo, não estou falando de estrutura organizacional, não estou falando de que que a pessoa ganha um salário mais alto, não estou falando disso. Tô falando, independente dessas coisas, a liderança é exercida por quem eh transpira essas coisas e inspira as outras pessoas. Falando tudo isso para dizer que independentemente do contexto, o contexto pode mudar, a tecnologia pode mudar como está mudando, né? Os processos mudarão como estão mudando, mas os princípios que orientam a boa liderança continuam sendo os mesmos. Seja coerente, pratique aquilo que você fala, eh inspire as pessoas pelo exemplo. São coisas que permanecem desde os nossos antepassados, bisavós, avós, os nossos pais, chegamos até aqui com esses ensinamentos. Então, diria para todos aqui, independente de ser hoje a inteligência artificial, o assunto que tá nos movendo nessa conversa de deste momento para o agora, na verdade, nós precisamos de uma liderança que inspire as pessoas a essa mudança e façam com que essa mudança nos transforme em seres humanos melhores do que somos. Então, que proveito nós tiraremos disso tudo, aprendendo com tudo isso e tirando proveito disso para nós, nossa geração, nossos filhos, nossos netos que virão. Acho que é isso que a gente precisa, usar isso a favor da sociedade, a favor das organizaçõ organizações, a favor das nossas equipes e das pessoas que somos, nossas famílias, das pessoas que nós amamos. Eh, eu vou até pegar aqui um um gancho da Nava, mas antes eu queria também entender aqui o de vocês. Vocês já usam IA no dia a dia de vocês e e quem é líder usa isso numa perspectiva para ganhar tempo com a equipe ou outros outras? Mas vocês geralmente estão já aplicando e usando e vocês utilizam também no contexto educacional já ou não? Mas ele é mais é mais tarefas. Tá, tá. Pena que assim é difícil a gente se olhar também, mas eu acho que também é uma troca que vocês podem fazer depois. Eh, o gancho que eu ia pegar da Nálv, eu achei muito interessante que ela trouxe um ponto que ela falou que carreiras vão desaparecer e trouxe outro ponto também sobre uma preocupação da, né, que vai gerar, né, talvez uma escassez ou enfim. e pensando em educação quantas pessoas precisam estar formadas, foi muito interessante você trazer os dados, né, que isso é, né, tem uma pesquisa que eh mulheres eh vão estar, né, nesse quadro, enfim, nessa estimativa. E aí eu quero chamar aqui e compartilhar com vocês também eh e puxando 50 anos aqui da Febraban Educação. Eh, vocês conhecem o projeto Somamos, que é uma iniciativa aqui da federação e da do da Febra Ban Educação. Vou contar bem rápido uma historinha para vocês. A história é um projeto, eh, né, setorial. ele nasce eh para aceleração assim rapidamente e empregabilidade de profissionais pretos e pretas dentro do setor financeiro brasileiro. Eh, nisso ele é aberto e acaba, né, eh, aglutinando diferentes frames de diversidade. E aí, nesse contexto, é, eu sei que a Nva tem, né, sendo docente também nesse programa e eu acho que como ele é um programa, teve algumas formações específicas em tecnologia, algumas formações específicas no mercado financeiro, e a gente tá falando aqui sobre educação, tecnologia e formação de pessoas também como ferramentas. Eh, eu queria que você falasse um pouco pra gente, talvez pegando o gancho, eh, de uma crença que vocês acabaram identificando no projeto sobre o potencial feminino nisso. Onde você acha que esse mesmo potencial feminino pode combinar na formação? Eh, e até uma construção de linguagem de, como a gente falou, de repertório também. E a eu começo disso aí, a gente vai, >> OK? Eu vou vou contar um pouquinho. Eh, o programa Somamos, ele as primeiras edições eram presenciais. Atualmente nós conduzimos no virtual, mas eu chamo de um virtual híbrido porque é um programa que nós trazemos o socioemocional, educação financeira, eh tecnologia, incluímos vivência, eu cuido do módulo de comunicação, projeto de vida e carreira. E também faço acompanhamento na jornada para não deixarmos ter evasão. Evasão, nós sabemos que é um desafio, principalmente no virtual, quando você olha ou pro perfil, né, às vezes a pessoa não tem toda a condição de se manter ou mesmo tem um auto didatismo para você conseguir fazer um curso virtual, presencial. Então, tem todo um monitoramento. É um programa que acontece grupos pequenos, em média de 30 a 100 pessoas. Eh, nós sempre temos um eixo temático voltado pro business de quem está contratando. Então, neste momento, nós estamos encerrando uma turma de cooperativismo eh no Paraná. Eh, mas a gente tem atendido em média 8 a 10 territórios e uma única vez. Acho que vale a pena vocês conhecerem. E tem o e a tese principal é inclusão. Hoje nós incluímos diferentes pessoas, né? Nós estamos com uma pessoa nessa turma eh bem eh com vulnerabilidade bem extrema. ão são pessoas extremas, mas também em diversidade como um todo e não atende somente a população preta. Neste momento, nós acabamos de fazer uma uma pesquisa, né? Nós já atendemos em média 700 pessoas. Nós temos agora neste momento 46 voluntários que responderam uma pesquisa pra gente. Tem um dado que eu considero bem legal, Major, porque as pessoas trazem eh em média 90 95% das pessoas trazem que o programa contribuiu pro fortalecimento da liderança, né, de que assim elas estão mais corajosas. Isso pra gente é fundamental, porque este é o nosso compromisso, que as pessoas sejam protagonistas das suas histórias e o programa consegue cumprir essa missão. Agora, no contraponto, ela também traz que em média quatro pessoas estão é numa cadeira de liderança e conseguiram acender dentro da mesma companhia. E aonde é que fica o problema na pesquisa que nós fizemos, né? Qual que é o gargalo? a oportunidade. Então você, nós não temos problemas com a formação porque eh o índice é altíssimo. Mas quando a gente olha aí deste grupo, né, que de respondentes, quatro estão felizes, quatro são mulheres, querem almejutas posições, eh, mas os seus colegas ficou um grande gargalo. E aí, qual que é o nosso papel de liderança? Eu entendo que é sensibilizar as organizações, né, para que elas consigam efetivamente alavancar. Tô falando de carreira, tô falando de projeto de vida. E o que a pesquisa traz? que a mentoria é fundamental e a gente tem que precisa ampliar o nosso olhar pros sponsors, porque são as pessoas que vão levar os nomes dos alunos pra mesa. Só lembrar das novas, das márgares, dos nicolinos na hora da tomada de decisão. Esse é o diferencial e que o Somamos tem conseguido, através da mentoria chegar nas instituições, dialogar com o público. Então, o nosso NPS ele parte acima de 4.7 no que diz respeito ao conhecimento técnico, que aí gente é fundamental, né? A gente fala que numa sociedade como essa, o conhecimento técnico ele é incrível, mas a gente tem o 4.5 no network e nós estamos falando de uma era de inteligência artificial que o network é tudo. Tem uns grupos, outro dia me convidaram, gente, para fazer parte de um grupo, só que tinha que pagar uma fortuna. Eu falei: "Caramba, gente, tem que pagar agora para fazer parte de grupos de network". que é porque ali você tinha posições importantes, você tem uma rede de influência, liderança é influência, sim, liderança é influência e que virou um business também eh no mercado. E aí então que a E aí quando a gente olha pro resultado, pensando em oportunidades, a gente tá com 4.2, então que a gente precisa juntar esses três, né? Então você precisa pensar numa trilha de que assim, conhecimento, tá? Perfeito. Network precisa alavancar, mas que os porfólios que são criados ao término de cada programa precisam ir paraas mesas, porque aí sim a gente influencia na tomada de decisão, a gente desenvolve novas lideranças e o melhor de tudo, né, que é o papel que o espaço negro faz, a gente mensura impacto, né? Então a gente olha lá uma mecânica dos Kipiais assim, qual é o impacto que tá sendo gerado na sociedade? Porque no final liderança precisa pensar em desenvolver o país que ela está. É negócio paraa companhia e é negócio social. E às vezes a gente fragmenta esse tipo de discussão. E os somamosos têm essa preocupação de colocar todas as pontas à mesa e fazer a alavanca acontecer. E é lógico que o mercado financeiro é o nosso principal público, mas a gente tem pensado em tecnologia, SG e outros componentes para essa alavanca. >> Eh, já me contaram alguns passarinhos que faltou pouco tempo, então eu vou eh encerrar eh aqui talvez pedindo o ponto de vista de cada um. Eh, como a gente fala de tecnologia, fala de a tem uma questão de impacto eh dentro, né, do trabalho que vocês constróem agora, eh, o que vocês pensam sobre eh construir liderança com base, né, em modelos de IA, mas qual o valor que a gente consegue tirar disso pensando em impacto e nas lideranças, eu começo com o Nicolino, >> eu acho que o maior valor que está associado a essa ideia é o quanto O líder estimula as pessoas a se prepararem para tudo isso, já que nós estamos falando de liderança e papel de liderança, o quanto o líder pode contribuir nesse processo, é justamente mover as pessoas neste assunto que está aqui nessa tela que afima educação. Ou seja, educação para mim é um fio condutor para tudo isso. É o caminho a ser percorrido por cada um para poder chegar lá. As oportunidades poderão surgir diante da vida de qualquer pessoa. É só é importante que ela esteja pronta. foi falado agora a pouco aqui em prontidão. É preciso que por meio da educação a pessoa se prepare para que no momento em que uma oportunidade venha a acontecer, ela possa agarrar essa oportunidade. Acho que a única coisa na vida que ela pode se lamentar é de ter chegado a oportunidade, ela não estar pronta para aproveitar. Agora, o fato de se preparar e a oportunidade não chegar, enquanto isso não acontece, a pessoa está acumulando experiência, conhecimento para o dia que ela vier a colocar isso em prática, ela poder ter o seu momento de brilhar. Então, acredito o seguinte, é cada um fazer a sua parte nessa trilha da educação e o a o líder, o líder estimular as pessoas a que entrem nessa trilha e nela permaneçam e dela não se não se desvinculem, porque é o caminho para desenvolvimento pessoal, desenvolvimento das organizações e como sociedade. >> Muito bom. Eu vou pegar o o vou pegar com a imagem que o Nicolino pegou um lado da ponte que é o da educação, que eu adoro. Afinal de contas, a minha primeira formação é educação. Eh, e eu quero atravessar a ponte com vocês pensando que a liderança precisa ter a coragem de influenciar e transformar o ambiente em que ela atua. Ela não pode só reproduzir, ela não pode dar só continuidade. Eu falo, eu costumo dizer que ela precisa trazer o seu tempero e esse tempero é que influencia o DNA da corporação. e a IA vem, outros componentes vem, mas se ela tiver eh esse compromisso de inspirar, transformar e impactar, a gente dá virada e faz com que o Brasil esteja no ranking, lá no topo da transformação, eh levando pessoas diversas eh para diferentes lugares. E aí a gente sai da normalidade. Eu estive outro dia com um grupo de 30 mulheres no Bondinho, no Rio de Janeiro e as pessoas se espantaram de ver 30 mulheres negras num bondinho. Falei, gente, né? Então, outros grupos são naturais, a gente tem que romper essas barreiras e e a gente só vai romper levando pessoas diversas, deficientes, pessoas trans, mulheres para todos os lugares com as nossas competências. Enquanto a gente não mexer esse ponteiro, a gente faz mais do mesmo e a inteligência artificial vai reproduzir. E a meu convite aqui é não deixe reproduzir, sejam agentes de transformação e a educação é o nosso pilar essencial. Bom, gente, então quero agradecer eh dizer que eu sempre aprendo esses pares. Queria agradecer muito, né, a participação de vocês e também reforçar que a gente tá então no stand de Febrabdu são ótimos, tem diferentes não só soluções, mas acho que é um eh uma equipe muito aberta para aprendizado, para troque, para cocriação. Então, que vocês possam revoltar, que não que não seja nos talcos, mas que vocês possam explorar mais esse espaço. Eh, vocês têm mais alguma coisa para grentar? >> Não, só agradecer a escuta, né, que eu disse que liderança tem que estar preparado para escutar e vocês ficaram aqui nos ouvindo. Obrigada, gente. Muito obrigada. Uh.
que é um time e uma estrutura, uma escola que completa 50 anos. E eu acho que também é muito singular, quem é do setor ou não, entender educação no Brasil, uma educação técnica também e de muita relevância. Então, a gente celebrar esse momento. Eh, vou fazer minha audiodescrição. Eh, então para me apresentar, eu sou Mári Marcelino. Eu sou assessora de conteúdo digital da Febraban, eu sou uma mulher preta de pele retinta, eu uso um vestido cinza, eu tenho cabelos trançados. Eh, e aí, antes de começar a conversa, combinar com vocês que a trilha aqui hoje, né, vai passar por vários temas de liderança, então espero que vocês fiquem nesse tal nos demais. Eh, também queria um pouco conhecer, né, a...
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