BC te Explica #172 - Qual o limite de crédito consignado para aposentado, CLT e servidor?
Sumário Regulatório
Se você é aposentado, qual o máximo de crédito consignado que você pode pegar? E um servidor público? E se você é CLT na iniciativa privada? Calma, que o BC te Explica!
Neste vídeo a gente te mostra o que é a margem consignável e qual é o limite de consignado para servidores públicos federais, estaduais ou municipais, para aposentados e para profissionais da iniciativa privada. Tem diferença para cada categoria!
E, claro, ter limite disponível para empréstimo consignado não significa que você deva pegar esse empréstimo. Não tome crédito se você não precisa, mesmo que te digam que a taxa cabe no seu bolso!
IMPORTANTE: a margem consignável para servidores e aposentados é de 40%, sendo até 5% para cartão de crédito e até 5% para cartão benefício. Ou seja: se a pessoa não comprometer parte da margem de 40% com essas duas modalidades, ela pode tomar até 40% em empréstimo consignado propriamente dito (e não apenas 30%, como dito no vídeo).
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Transcrição e Conteúdo
Qual é o máximo que uma pessoa pode comprometer da própria renda
com o empréstimo consignado? E se for servidor
público federal, aposentado, CLT? Calma, que o BC te explica! Oi, gente! Eu sou o Gustavo
do Banco Central, e neste vídeo vou te explicar até quanto da sua aposentadoria
ou do seu salário você pode comprometer
com o empréstimo consignado. E fique até o final do vídeo,
porque tem diferenç...
Qual é o máximo que uma pessoa pode comprometer da própria renda
com o empréstimo consignado? E se for servidor
público federal, aposentado, CLT? Calma, que o BC te explica! Oi, gente! Eu sou o Gustavo
do Banco Central, e neste vídeo vou te explicar até quanto da sua aposentadoria
ou do seu salário você pode comprometer
com o empréstimo consignado. E fique até o final do vídeo,
porque tem diferença se você é servidor
público federal ou estadual, se você é aposentado
ou se você é CLT. Agora, eu quero reforçar, antes, que eu disse
pode comprometer da sua renda, porque não significa que
você tem que comprometer uma parte da sua renda
com empréstimo. Mesmo que digam para você
que a parcela é baratinha, que cabe no bolso,
porque é um empréstimo consignado. Empréstimo
bom é aquele que você precisa e que tem propósito para usar. Se você não precisa,
mesmo que ele seja barato, não deixa de ser uma dívida.
Então não pegue. O crédito consignado é aquele que é descontado
diretamente da sua fonte de renda, seja o seu salário,
o seu provento de aposentadoria, os seus benefícios. É justamente por ele ser descontado em folha, ou seja,
você não vai ter controle para evitar aquele desconto, é que existe um negócio chamado
margem consignável, que vai dizer quanto da sua renda
você pode comprometer com empréstimos desse tipo,
descontados em folha. É esse limite de consignação, essa margem consignável, vai variar
de pessoa para pessoa. E outra coisa é que, agora, em maio de 2026, passou a vigorar aquela medida provisória
do Desenrola, e ela mexeu nas margens consignável.
Os números que eu vou te passar agora são os que estão valendo
hoje. Pode ser que, no futuro,
dependendo de como vai ser a tramitação
dessa medida provisória no Congresso, essas margens
voltem a ser alteradas. Então vamos lá. Se você é aposentado,
beneficiário do INSS, as regras atuais
permitem que você comprometa até 40% da sua renda
com empréstimos consignados, sendo 30% com o empréstimo
consignado propriamente dito, 5% com cartão de crédito consignado
e até 5% com cartão benefício. E pelas regras atuais,
esses limites vão começar a sofrer uma redução anual a partir de 2027,
o ano que vem. E se você é servidor público federal?
Se você é servidor público federal, vale o mesmo limite
dos beneficiários do INSS. Pode comprometer até 40% da renda,
sendo 30% com o empréstimo consignado
propriamente, mais 5% com cartão de crédito consignado
e até 5% com cartão benefício. E também nesse caso,
haverá uma redução anual a partir de 2027,
de acordo com as regras atuais. Se você trabalha
na iniciativa privada como CLT ou se você é um servidor público
estadual ou municipal, também existe
margem consignável no seu caso, tem esse limite de consignação,
mas ele vai variar de acordo com a região
onde você trabalha e também com algum eventual acordo
que o seu empregador tenha firmado. Então a legislação específica,
que é a legislação do Estado, onde você mora e onde você
trabalha, ela vai definir a margem que está disponível para você
e, em regra, fica entre 30% e 45% da sua renda,
variando de um lugar para o outro. E como cada ente público
e cada empresa privada pode firmar suas próprias regras,
desde que elas não extrapolem esses limites
que foram estabelecidos pela legislação estadual. Então você logicamente
tem que consultar a sua empresa ou o seu empregador
para saber qual é a margem consignável
que se aplica ao seu. Beleza! Todo mundo, agora, sabe que tem uma margem
consignável, que tem um limite, mas e a pergunta: o que te impede
de estourar essa margem? O que te impede de extrapolar
esses limites de consignação são sistemas vinculados
à sua fonte de renda, seja o INSS ou a sua empresa,
ou um órgão público. E aí, quando você solicita
um novo empréstimo, esse sistema vai avisar
para o seu empregador que a sua margem consignável já estourou, e aí você não vai conseguir fazer
aquela operação, não vai conseguir
tomar aquele empréstimo, mesmo que você esteja procurando
empréstimo num banco diferente
de onde você tinha tomado o empréstimo anteriormente. Isso vai evitar
que uma pessoa comprometa uma parte muito maior da renda dela
com empréstimos desse tipo. Mas, de novo, gente, mesmo respeitando essa margem
legal, não significa que aquele empréstimo
cabe no seu bolso, não é verdade? Essa margem consignável
é um teto regulatório. Ela não é uma recomendação de uso. Não é porque você tem 40%,
ou 30%, ou 35%, ou 45% de margem consignável
onde você trabalha que você tem que tomar empréstimo
até esse nível. O crédito consignado
pode até ser uma opção melhor que as outras, mais barata, mas ele só vai fazer sentido
se você tiver um motivo para pegar esse empréstimo,
tiver um propósito e, é lógico, se ele couber no seu bolso. Não
deixe ele estourar o seu orçamento, comprometer sua capacidade
de pagar as suas despesas básicas. Beleza? Até mais!
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