Em reunião realizada nesta data, de acordo com o Regulamento anexo à Resolução BCB nº 61, de 13 de janeiro de 2021, o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu que a meta para a Taxa Selic será de 14,25% (quatorze inteiros e vinte e cinco centésimos por
cento) ao ano, a partir de 20 de março de 2025.
O Copom emitiu a seguinte nota informativa ao público:
“O ambiente externo permanec...
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<p>Em reunião realizada nesta data, de acordo com o Regulamento anexo à Resolução BCB nº 61, de 13 de janeiro de 2021, o Comitê de Política Monetária (Copom) definiu que a meta para a Taxa Selic será de 14,25% (quatorze inteiros e vinte e cinco centésimos por
cento) ao ano, a partir de 20 de março de 2025.</p>
<p>O Copom emitiu a seguinte nota informativa ao público:</p>
<p>“O ambiente externo permanece desafiador em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente pela incerteza acerca de sua política comercial e de seus efeitos. Esse contexto tem gerado ainda mais dúvidas sobre os ritmos da
desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed e acerca do ritmo de crescimento nos demais países. Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas
em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O Comitê avalia que o cenário externo segue exigindo cautela por parte de países emergentes.</p>
<p>Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho tem apresentado dinamismo, ainda que sinais sugiram uma incipiente moderação no crescimento. A inflação cheia e as medidas subjacentes mantiveram-se
acima da meta para a inflação e novamente apresentaram elevação nas divulgações mais recentes.</p>
<p>As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus elevaram-se de forma relevante e situam-se em 5,7% e 4,5%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o terceiro trimestre de 2026, atual horizonte relevante de política
monetária, situa-se em 3,9% no cenário de referência (Tabela 1).</p>
<p>Persiste uma assimetria altista no balanço de riscos para os cenários prospectivos para a inflação. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desancoragem das expectativas de inflação por período
mais prolongado; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; e (iii) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por
exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) impactos sobre o cenário de inflação de uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada; e (ii)
um cenário menos inflacionário para economias emergentes decorrente de choques sobre o comércio internacional e sobre as condições financeiras globais.</p>
<p>O Comitê segue acompanhando com atenção como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o regime fiscal e a sustentabilidade da dívida segue impactando, de forma
relevante, os preços de ativos e as expectativas dos agentes.</p>
<p>O cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho, o que exige uma política monetária mais contracionista.</p>
<p>O Copom então decidiu elevar a taxa básica de juros em 1,00 ponto percentual, para 14,25% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu
objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.</p>
<p>Diante da continuidade do cenário adverso para a convergência da inflação, da elevada incerteza e das defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário em curso, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, um ajuste de menor magnitude na próxima
reunião. Para além da próxima reunião, o Comitê reforça que a magnitude total do ciclo de aperto monetário será ditada pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerá da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais
sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.</p>
<p>Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias
de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.</p>
<p><strong>Tabela 1</strong></p>
<p><strong>Projeções de inflação no cenário de referência</strong></p>
<p><strong>Variação do IPCA acumulada em quatro trimestres (%)</strong></p>
<table cellspacing="0" style="border-collapse:collapse;">
<tbody>
<tr>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:1px solid black;border-right:1px solid black;border-top:1px solid black;vertical-align:top;width:205px;">
<p>Índice de preços</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:1px solid black;vertical-align:top;width:205px;">
<p>2025</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:1px solid black;vertical-align:top;width:205px;">
<p>3º tri 2026</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:1px solid black;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:205px;">
<p>IPCA</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:205px;">
<p>5,1</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:205px;">
<p>3,9</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:1px solid black;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:205px;">
<p>IPCA livres</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:205px;">
<p>5,4</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:205px;">
<p>3,8</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:1px solid black;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:205px;">
<p>IPCA administrados</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:205px;">
<p>4,3</p>
</td>
<td style="border-bottom:1px solid black;border-left:none;border-right:1px solid black;border-top:none;vertical-align:top;width:205px;">
<p>4,2</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>No cenário de referência, a trajetória para a taxa de juros é extraída da pesquisa Focus e a taxa de câmbio parte de R$5,80/US$, evoluindo segundo a paridade do poder de compra (PPC). O preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos
seis meses e passa a aumentar 2% ao ano posteriormente. Além disso, adota-se a hipótese de bandeira tarifária “verde” em dezembro de 2025. O valor para o câmbio foi obtido pelo procedimento usual. ”</p>
<p> </p>
<p>Conforme estabelece o Comunicado nº 41.779, de 24 de junho de 2024, o Copom voltará a se reunir, ordinariamente, em 6 e 7 de maio de 2025, para as apresentações técnicas sobre a conjuntura econômica e na tarde do dia 7 de maio de 2025 para deliberar sobre
as diretrizes de política monetária.</p>
<p> </p>
<p>Brasília, 19 de março de 2025.</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>                 NILTON JOSÉ SCHNEIDER DAVID<br>
                             Diretor de Política Monetária</p>
</body>
</html>
</div>
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