RESOLUÇÃO CONJUNTA Nº 8, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2023
Dispõe sobre medidas de educação financeira a serem adotadas por
instituições financeiras, instituições de pagamento e demais instituições
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.O Banco Central do
Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna
público que sua Diretoria Colegiada, em sessão realizad...
<p class="Epgrafe" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">RESOLUÇÃO CONJUNTA Nº 8, DE 21 DE DEZEMBRO DE 2023<a name="OLE_LINK45"></a></span></p><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</span><p class="MsoBodyText2" style="margin:0cm 0cm 6pt 212.65pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dispõe sobre <a name="_Hlk152683739">medidas de educação financeira a serem adotadas por
instituições financeiras, instituições de pagamento e demais instituições
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.</a></span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">O Banco Central do
Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna
público que sua Diretoria Colegiada, em sessão realizada em 14 de dezembro de
2023, com base nos arts. 9º-A da Lei nº 4.728, de 14 de julho de 1965, 9º,
incisos II e X, da Lei nº 12.865, de 9 de outubro de 2013, e 7º da Lei nº
11.795, de 8 de outubro de 2008, e o Conselho Monetário Nacional, em sessão
realizada em 21 de dezembro de 2023, com base nos arts. 4º, inciso VIII, da Lei
nº 4.595, de 1964, 20, § 1º, da Lei nº 4.864, de 29 de novembro de 1965, 1º do
Decreto-Lei nº 70, de 21 de novembro de 1966, 7º e 23, alínea "a", da
Lei nº 6.099, de 12 de setembro de 1974, 1º, inciso II, da Lei nº 10.194, de 14
de fevereiro de 2001, 1º, § 1º, da Lei Complementar nº 130, de 17 de abril de
2009, e 27, § 3º, da Lei nº 14.690, de 3 de outubro de 2023,</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">R E S O L V E R A M :<a name="OLE_LINK51"></a><a name="OLE_LINK49"></a><a name="OLE_LINK50"></a><a name="OLE_LINK42"></a><a name="OLE_LINK43"></a><a name="OLE_LINK44"></a></span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art.
1º  Esta Resolução Conjunta dispõe sobre
medidas de educação financeira a serem adotadas por instituições financeiras,
instituições de pagamento e demais instituições autorizadas a funcionar pelo
Banco Central do Brasil.<span style="background:yellow;"></span></span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art.
2º  As instituições financeiras e demais
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem adotar
medidas de educação financeira direcionadas a seus clientes e usuários pessoas
naturais, incluindo empresários individuais.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  As
medidas de que trata o <strong>caput</strong>
incluem as que contribuem para:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - organização e planejamento
do orçamento pessoal e familiar;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - formação de poupança e
resiliência financeira;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - prevenção ao
inadimplemento de operações e ao superendividamento.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Para fins desta Resolução Conjunta, o
consorciado de administradora de consórcio é considerado cliente.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 3º  Para fins de atendimento ao art. 2º, as
instituições devem manter política de educação financeira baseada na ética,
responsabilidade, transparência e diligência e nos seguintes princípios
norteadores:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I
- valor para o cliente: proporcionar a clientes e usuários ações de educação
financeira úteis e relevantes para sua vida financeira;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II
- amplo alcance: garantir acesso às medidas de educação financeira ao universo
de seus clientes e usuários; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III
- adequação e personalização: disponibilizar conteúdo e ferramentas, em
linguagem, canal e momento mais adequados frente às características e às
necessidades de educação financeira dos clientes e usuários, considerando o
perfil do público-alvo.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§
1º  A política de educação financeira de
que trata o <strong>caput</strong> deve, no mínimo:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I
- considerar as diversas fases do relacionamento das instituições com seus
clientes e usuários na definição de rotinas e procedimentos para a
implementação de medidas de educação financeira; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II
- <a name="_Hlk152063984">ser compatível com o modelo de negócio, com a
natureza das atividades da instituição e com a complexidade dos produtos e
serviços oferecidos aos clientes e usuários</a>.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§
2º  Admite-se que a política de que trata
o <strong>caput</strong> seja unificada por:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I
- conglomerado; ou</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II
- sistema cooperativo de crédito.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§
3º  As instituições que não instituírem
política própria em decorrência da faculdade prevista no § 2º devem formalizar
a decisão em reunião do conselho de administração ou da diretoria.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art.
4º  Em relação à política prevista no
art. 3º, as instituições devem instituir mecanismos de acompanhamento e
controle com vistas a assegurar, no mínimo:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I
- a implementação de suas disposições;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II
- o monitoramento do seu cumprimento e sua efetividade, inclusive por meio de
métricas e indicadores adequados; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III
- a identificação e correção de eventuais ineficiências.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art.
5º  As instituições de que trata o art.
1º devem indicar ao Banco Central do Brasil diretor responsável pelo
cumprimento das obrigações previstas nesta Resolução Conjunta.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art.
6º  O Banco Central do Brasil poderá
adotar, no âmbito de suas atribuições legais, medidas necessárias para
implementar o disposto nesta Resolução Conjunta.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:36pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art.
7º  Esta Resolução Conjunta entra em
vigor em 1º de julho de 2024.</span></p><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</span><p class="Epgrafe" style="margin-bottom:0cm;text-align:center;"><span style="text-transform:uppercase;background:white;font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">ROBERTO
DE OLIVEIRA CAMPOS NETO</span></p><p class="Epgrafe" style="margin-bottom:0cm;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Presidente do Banco Central do Brasil</span></p></div>
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