Pagamentos Inteligentes e suas Infraestruturas | 19º CMEP
Sumário Regulatório
Frederico Succi, VP de Inovação e Produtos da @VisaBR, Gustavo Cappi, head de Open Finance do @Itaú e membro do Conselho de OPF pela Abecs, Raul Moreira, presidente do Conselho de Administração do @BancoOriginalofc, e Rogério Panca, sócio de Banking & Financial Services da @oliverwyman, debatem os pagamentos inteligentes e as infraestruturas ligadas a essa tecnologia, em painel do 19º CMEP. O evento foi realizado em 14 e 15 de abril de 2026 no Teatro Santander, em São Paulo.
Transcrição e Conteúdo
À medida em que as soluções de pagamento vão se tornando mais ágeis e mais integradas ao dia a dia das pessoas, a estrutura que sustenta esse ecossistema também precisa de uma evolução constante, por trás de uma experiência cada vez mais simples pro usuário, né? O toque de um celular, o tap, tão fácil, tão rápido. Pois é, mas por trás a gente sabe, vocês melhor do que ninguém, qu...
vão se tornando mais ágeis e mais
integradas ao dia a dia das pessoas, a
estrutura que sustenta esse ecossistema
também precisa de uma evolução
constante, por trás de uma experiência
cada vez mais simples pro usuário, né? O
toque de um celular, o tap, tão fácil,
tão rápido. Pois é, mas por trás a gente
sabe, vocês melhor do que ninguém, que
existe toda uma tecnologia super
sofisticada para garantir a segurança de
todas as pontas nesse processo. Pra
gente falar sobre esse momento de
transformação, eu convido agora ao palco
o vice-presidente de inovação e produtos
da Visa do Brasil, Frederico Suti.
Vamos receber com [música] aplausos
também o R de Open Finance no Itaú
Unibanco e membro do Conselho de Open
Finance pela [música] Abex, Gustavo Cap.
O sócio da Oliveran, [música] Rogério
Panca.
E moderando este painel, o presidente do
Conselho de [música] Administração do
Banco Original, Raul Moreira.
Continuem participando que recode na
tela [música] para fazer pergunta aqui
pros nossos painelistas. Muito obrigada.
Um ótimo painel.
>> Boa tarde a todos. É um, é um prazer
estar aqui com vocês.
Agradecer aqui a AEX por essa
oportunidade de estarmos aí num
bate-papo. Agradecer os painelistas. Eu
acho que vai ser um uma ótima conversa.
E o objetivo desse painel, de uma forma
geral, vocês viram ao longo desses
últimos dois dias e ainda existe outros
painéis, que a gente falou bastante
sobre a questão no conceito de
digitalização do negócio de cartões e
todas as suas ramificações,
sejam elas envolvendo a questão de
tokenização, seja ela envolvendo a
questão da desmaterialização dos
terminais, que teve um painel
recentemente, seja a questão das
discussões que estão envolvendo o uso
mais intensivo de inteligência
artificial.
O objetivo do nosso painel aqui é
ampliar um pouquinho esse horizonte de
discussão.
A nossa ideia é olhar também de uma
forma mais integral para outros e de uma
forma mais ampla, né? eh para outros
tipos de arranjos de pagamentos, não só
para o negócio de cartões. E vê como que
a o funcionamento desses arranjos,
dessas infraestruturas de pagamento se
correlacionam com o negócio cartão. E a
ideia é exatamente fazer essa reflexão.
Essa reflexão nós estamos fazendo no
âmbito da Abex, né? Para isso, nós
contratamos uma consultoria que é a
Oliver Wi, eh, no qual a gente começa a
olhar mais para esse conceito de
pagamentos inteligentes e usar muito da
expertise de todos vocês e das nossas
associadas da BEX para ver como que nós
podemos ter uma visão integral do
cliente, uma visão mais transversal de
como o cliente se comporta no conceito
de pagamentos mais fluídos, mais fáceis,
mais ágeis, seguros e até pagar os que
se chama invisíveis, né, dentro do
contexto do que tá sendo desenvolvido
hoje na indústria. E nesse aspecto é que
a gente tá tentando encapsular tudo isso
aí num conceito de pagamentos eh
inteligentes, que é o objetivo do nosso
painel, falar sobre pagamentos
inteligentes e suas respectivas
infraestruturas.
Para isso, nós vamos dividir esse painel
aqui em três grandes blocos. No primeiro
bloco, nós vamos ter uma apresentação da
Oliver Wi, que está nos assessorando
nessa discussão um pouco mais ampla de
perímetro de olhar, de reflexão sobre
pagamentos de uma forma geral. Depois
nós vamos para o debate com os
painelistas e aí vamos receber também as
colaborações com você de vocês de
eventuais perguntas. Nesse aspecto aí,
eu pediria muito que vocês colocassem a
identificação de quem tá fazendo,
inclusive o contato, porque não havendo
tempo hábil para nós respondermos aqui,
porque o tempo é muito curto do painel,
a ideia é que a gente faça aí uma um
esforço para mandar as informações e as
reflexões que a gente vem fazendo a
respeito desse tema de pagamentos
inteligentes, que não é novo, mas a
gente tá querendo reforçar cada vez
mais. O próprio regulador Banco Central
já vem falando disso aí há um certo
tempo, muito se referindo à questão da
infraestrutura do Pix, mas nós
acreditamos que esse conceito pode ser
um pouco mais amplo. E é isso que a
Oliver Waim vai colaborar agora com uma
apresentação rápida do Panca. Panca,
fique à vontade, por favor.
>> Obrigado, Raul. Boa tarde a todos.
Aproveito a oportunidade para agradecer
a Bex pelo convite. É sempre um prazer
poder retomar esse palco e falar diante
de uma plateia que luta tanto aqui pro
sucesso da nossa indústria. Então vamos
lá, falando de de pagamentos
inteligentes, como o Raul falou, né? A
apresentação ela serve como pano de
fundo para que a gente possa depois ter
um debate aqui organizado, é um
aperitivo para que a gente possa debater
o tema. Eu começo aqui falando um pouco
da nossa indústria da maneira do olhar
mais tradicional dentro do modelo de
quatro partes, né? Então, enaltecendo
aqui alguns números da indústria que a
gente tanto debateu durante esse evento,
não. No ano passado foram R trilhões e
meio deais movimentados. Nosso TPV,
volume de cartão de crédito e débito.
Eh, é uma indústria que teve 48 bilhões
de transações. E o que é interessante,
né, um aumento de duas vezes nos últimos
5 anos. E tem sido essa uma constante. A
nossa indústria a cada 5 anos
aproximadamente ela dobra de tamanho,
né? Como ela tem crescimentos aí anuais
sempre acima de dois dígitos, a cada 5
anos a gente acaba dobrando de tamanho,
né? Então que negócio outro no mundo que
vem registrando constantemente essas
taxas de crescimento. E é lógico, uma
indústria que ela acaba se reinventando
permanentemente com muita inovação, né?
Eu trouxe aqui alguns itens que meio que
deixam materializado o tanto de
inovação, inteligência que foi colocado
na indústria no transcorrer dos últimos
anos.
Quando a gente olha pro mercado
brasileiro, eu já falei aqui dos
números, a gente coloca o Brasil como um
epicentro, um grande centro global de
inovação em meios de pagamento, né? O
Brasil é uma grande vedete nesse mundo,
seja por conta dos volumes movimentados,
seja por conta das inovações aqui
implementadas e a própria aderência do
consumidor brasileiro, né? O meio de
pagamento, o negócio de pagamento que
tem sido cada vez mais digital, encontra
aqui no Brasil um consumidor muito
adepto, né, e muito familiar à questão
da implantação da mudança, né? Então a
gente tem aqui, eu coloco aqui três
grandes pilares, a mudança do
comportamento do consumidor, né? Sempre
adepto a mudança. A gente teve aqui no
Brasil uma digitalização extremamente
acelerada, a tecnologia acabou
impulsionando isso. A gente teve uma
agenda regulatória super intensa, né?
Então, o nosso regulador acabou puxando
também muito dessa inovação. Então, a
gente teve o surgimento dos bancos
digitais, a criação das instituições de
pagamento, a própria 12865
lá em 2014, perdão, em 2013, a gente
teve o lançamento do Open Fence, a gente
teve o lançamento do Pigs, uma agenda
onde inovação não faltou. Isso tudo
trazendo muita eh pressão competitiva,
fazendo que o mercado, de uma maneira
geral, buscasse sempre uma experiência
melhor pro consumidor brasileiro.
Aqui a gente resgata o conceito de
pagamentos inteligentes. Um ponto do que
o Raul colocou, não é um conceito novo,
né? Eu coloco aqui a definição, né? Eles
incorporam parametrização,
inteligência a fluxos transacionais,
viabilizando programabilidade e
automação para tornar as transações mais
rápidas, simples, seguras e eficientes.
Muito se falou no painel anterior até
dos pagamentos invisíveis. Eh, não é um
conceito novo. Eu até resgato, né, o
próprio regulador fala e resgato alguns
pontos antigos, né? A gente quando fala
em pagamentos inteligentes, tá pensando
muito em como é que a gente otimiza a
tomada de decisão da compra e otimiza o
processo de pagamento, né? Tão simples
quanto isso. No passado a gente tinha o
débito automático em conta, a gente tem
hoje o Pix automático. Então,
trabalhando muito, a partir do momento
que o consumidor já toma uma decisão da
compra, como é que ele faz aquela compra
de maneira mais automática, né? mais
inteligente, otimizando o processo de
pagamento. O próprio Cardon File, né,
ele não é ele não é recente, né, ele
houve uma melhoria muito forte, trazendo
mais segurança, que é a própria questão
da tokenização do Cardon File. Antes
você colocava o número do teu cartão
físico para você realizar uma
determinada compra, ainda que com
recorrência. Hoje em dia as credenciais
são todas tokenizadas, isso traz mais
segurança.
Eu trago aqui, a gente começa a evoluir
nessa conversa quatro grandes elementos,
tendências de mercado quando a gente
fala em pagamentos inteligentes. Eu vou
falar aqui rapidamente da economia
instantânea. Pix trouxe muito isso, o
agente e-commerce, que a gente falou
aqui praticamente durante todo o nosso
evento, a questão da tokenização e
também da interoperabilidade entre essas
infraestruturas.
Quando a gente fala do Pix, né, o Pix
desde 2020 vem crescendo
exponencialmente. Eu trago aqui o
comparativo do último dado de fevereiro
de 26. Foram R$ 3 trilhões deais
movimentados. No ano passado, tivemos R5
trilhões de reais movimentados no Pix.
com 6.6 bi de transações. No ano passado
tivemos 80 bilhões de transações. Os
números são de fato muito expressivos. E
um ponto importante, né, no outro
gráfico, a gente já tem 46% das
transações, elas são feitas no chamado
PITB. Ele começou muito forte o Pix
utilizado no PIT, PIT, transferência de
pessoa para pessoa, né, avançando
fortemente nos volumes movimentados via
Doc TED. e hoje ele já ocupa um espaço
muito relevante nas transações de
compra. E é lógico, né, um conjunto de
fatores acabou contribuindo para esse
sucesso, desde a questão da gratuidade,
a liquidação bruta em tempo real, a
padronização e uma série de casos de uso
que acabaram facilitando uma adoção
muito rápida. Hoje a gente tem 90%, mais
de 90% da população adulta brasileira
transacionando com Pix. E aí você tem
uma primeira conexão aqui que eu chamo
atenção, né? Uma conexão de duas
infraestruturas, a do Pix, que traz a
questão da instantaneidade, né, pra
cultura tanto do merchan quanto do
consumidor brasileiro, pro Open Finance,
né? O Open Finance ele, sem dúvida
alguma, ele potencializa essa tendência
porque ele amplia a programabilidade de
viabilizar arranjos multibancários. Quer
dizer, através de um banco, eu consigo
acessar diversos outros bancos e
habilita novas funcionalidades. Eu trago
aqui algumas delas, como a jornada sem
redirecionamento, transferências
inteligentes, o próprio Pix automático e
o Pix agendado via Open Finance. Essas
duas grandes infraestruturas, elas estão
cada vez mais conectadas.
E a gente traz aqui um elemento de uma
nova tendência, que é o agente
e-commerce. E repetindo e reforçando
alguns pontos que apareceram aqui, a
gente tem já até 2029 uma previsão de
850
bilhões de dólares em transações a serem
realizadas com e-commerce. Essa é a
previsão do volume até 2029. Hoje, né,
tô falando em 2026, 25% do tráfico de
busca orgânica é previsto migrar para
chatbots de a, né? No outro painel até
se colocou um número do mercado
americano, são dados globais. No mercado
americano esse número já chega a 40%. E
aqui algum elemento a mais, a gente fala
65% das buscas do Google terminam sem
clique, né? Então aquela busca
tradicional onde você tinha um link e
clicava, ela já não acontece mais. A
grande maioria das buscas já acontecem,
né, através da inteligência artificial.
Você faz uma pergunta e já tem uma
resposta que te direciona para um
determinado encaminhamento. Trago aqui
algumas manchetes explorando isso, né? A
Iá vai decidir o que você vai comprar e
revolucionar a indústria de pagamento.
Eh, a Iá revolucionou o mercado de
busca, essa manchete do mercado
americano, né? Os marqueteiros estão
tentando recuperar o tempo perdido. O
brasileiro usa cada vez mais chatbots do
que a média mundial mostra a pesquisa do
Google. E a pesquisa do Google, do
Google está desaparecendo, né? A
internet como um todo está em risco, né?
Isso aqui já é uma realidade. E aqui
fazendo um pouco do comparativo, né? Eu
falei que pagamentos inteligentes, ele
trabalha muito forte a questão da
otimização da tomada de decisão do
consumidor para a compra e o processo de
pagamento em si. A gente não tem dúvida
nenhuma que a IA ela vai atuar muito
forte nessa primeira parte da tomada de
decisão da compra. Então hoje você tem
um cliente, um consumidor que ele
demanda, ele tem uma uma certa
necessidade, ele tem o trabalho de
pesquisar, avaliar, comprar e ele toma
uma decisão e ele efetivamente compra.
no futuro, e esse futuro ele tá cada vez
mais presente, você tem desde a demanda,
o trabalho de pesquisa, comparação,
avaliação, ele já é feito hoje cada vez
mais, né, por agentes de compras, né?
Então você tem agentes assumindo o papel
do humano, auxiliando e otimizando essa
tomada de decisão da compra. E é lógico
que você vai chegar no futuro que você
vai ter o agente efetivamente comprando
em nome do consumidor. Muito do que foi
falado, né? A gente já tem várias
iniciativas, né? Em breve a gente vai
ter esse essa linha de baixo aí cada vez
mais blocada. É o agente atuando tanto
na otimização da tomada de decisão
quanto efetivamente na jornada da
compra.
Aqui eu trago duas experiências, né, que
a gente traz já do mercado americano. A
primeira que eu chamo aqui de client, a
gente tem um cliente, né, que ele tá se
relacionando com a IA e ele busca, né,
um melhor cartão para ele e ele começa a
conversar com a com a IA e a IA pergunta
quais são os benefícios, o que que ele
mais valoriza, é cashback, são milhas,
sala VIP, né, o limite do cartão. E no
final a Iá recomenda para ele um cartão
e ela já pergunta no final se ele
gostaria de comprar esse cartão naquele
momento. E a própria IA já faz o
transbordo pro app do cartão. E a partir
do momento que ele inicia uma jornada,
né, porque ele demonstrou interesse
nesse cartão, com determinado
formulário, com informações já que a
própria IA tem do consumidor, ele já é
preenchido. Então, a tomada de decisão,
né, foi ocupada pelo agente. A IA ocupou
esse espaço e ele tá ali na cara do Bow,
do Gol para de fato ele poder contratar
um novo cartão, porque ele já tá
conectado nesse caso aqui com o emissor.
Outro exemplo que eu chamo de branded
experience e também já uma realidade, o
cliente faz uma pergunta, ele pergunta
quais são os ingredientes necessários
para ele fazer uma Apple Crispy, uma
determinada sobremesa de maçã. E aí, ela
já dá os ingredientes, ela já coloca os
preços e encaminha ele também, né, pros
diversos fornecedores. E aqui sim, aqui
quando ele chega na etapa do checkout,
você tem intervenção do humano. É um
pouco do que eu falei. Um primeiro
momento, a IA tá trabalhando fortemente
na otimização da decisão da compra, né?
Tá facilitando muito essa jornada e no
segundo momento a gente vai chegar nesse
processo cada vez mais integrado,
inclusive com checkout.
Aqui falando da terceira tendência, eu
falo da tokenização. A tokenização a
gente falou aqui durante muito do
evento, mas é um elemento que traz muita
segurança para todo esse processo, né? O
próprio o próprio quando a gente fala em
cartões, né? O cardonfile tokenizado, as
carteiras digitais, o a credencial de
pagamento, tem a sua identidade ali
totalmente preservada. O Open Finance se
utiliza muito de tokenização também, né?
tanto para pagamentos recorrentes quanto
paraa própria troca de dados e open
financing. E um elemento que a gente
traz aqui que a Romina da Visa falou no
painel dela também é a questão da
cripto, né, que também tudo tokenizado e
a maneira como hoje você já tem as
bandeiras oferecendo dentro dos raios de
cartão você poder fazer uma transação,
né, em stable coins.
E por último, eu trago o elemento da
interoperabilidade, né? E esse para mim
é o elemento mais importante, como é que
você tem todas essas infraestruturas,
tecnologias, arranjos de uma maneira se
conectando e trabalhando de forma
cooperada. Um pouco do que o Raul falou
na abertura, né? Então eu trago aqui
alguns exemplos, né? E os meninos que
estavam aqui falando sobre
credenciadoras trouxeram isso. Você tem
cada vez mais smart checkout, onde a
opção de pagamento é através de uma
orquestração de pagamento que traz
conveniência pro consumidor.
Eventualmente ele pode preferir pagar,
né, com cartão de crédito ou débito. Se
der algum problema, isso já transborda
pro Pix. Eventualmente ele já cadastrou
Click to Pay e é a primeira opção. Tudo
isso é parametrizado com antecedência.
Se ele tem um problema com cartão de
crédito, seja por limite ou fraude, a
transação ela não vai deixar de ser
realizada. Ela pode ser feita no débito
ou no Pix ou por alguma outra forma de
pagamento que cada vez mais os smart
checkouts estão trabalhando para que
isso seja parametrizado e a transação
ocorra com o mínimo de fricção possível.
A gente tem a infraestrutura do cartão
já conversando com Pix. Então é cada vez
mais comum você ter o Pix no cartão, né?
Ou você tem um Pix que pode ser feito
instantaneamente pago na fatura do
cartão ou através da contratação de um
crédito pessoal.
e essas duas que t avançado muito
juntas, que é o Pix com Open Finance,
onde você tem cada vez mais
funcionalidades que permitem dar maior
programabilidade de pagamentos via
Trilho Pix, né? Chamadas aqui
transferências inteligentes, a própria
jornada sem redirecionamento.
Aqui para finalizar, né? Eh, a gente
fala muito sobre isso durante todo o
evento, o muitos os três Ss da indústria
de meio de pagamento, né? Então você tem
o simple, que é o simples, você tem o
smart, que é o inteligente, e o safe,
né? Então a gente nunca avança demais
sem descuidar da questão da segurança. E
o que é fundamental, né? Que o setor ele
evolua e trabalhe cada vez mais para
integrar essas infraestruturas. E é
lógico, né, que preservando sempre,
reforçando o pilar da segurança em todo
o ecossistema. Eu trouxe aqui uma uma
frase do Ryan, o se da Visa, publicado
no último report de resultados, que eu
gosto bastante, né? E um pouco do que
foi falado no painel, que você tem a
convergência da IA, tokenização,
identidade digital, stable coins e muito
mais, que não tá simplesmente eh
atualizando a forma como o dinheiro se
move. Ela tá criando uma rede que cada
vez mais pensa, aprende e protege em
tempo real, né? Isso tudo cada vez mais
automático, instantâneo.
E a minha mensagem final aqui pra gente
ir pro debate e é muito dessa reflexão
que a gente tá fazendo no momento, que é
ampliar a nossa visão, né? O cartão
sempre vai ser um elemento super
importante, tá crescendo a a taxas de
dois dígitos aí e anualmente, né? Ele é
um cavalo que corre e corre muito
rápido, mas a gente tem que ampliar essa
visão da fronteira dos pagamentos, né?
Porque na minha visão, né, isso exige
adoção, a gente tem uma visão cada vez
mais holística dos diferentes arranjos e
infraestruturas, né? Isso cada vez mais
conectado numa visão muito menos de
concorrência entre esses arranjos e como
a gente pensa em cooperação, porque a
gente tem aqui um uma grande
possibilidade de um ganha ganha, né?
Todo mundo crescendo e todo mundo
fazendo mais resultado. Com consumidor
no centro, tendo cada vez mais
conveniência e com pagamentos sem
fricção.
Passou a bola para você, Raul.
>> Muito obrigado, Panca.
[aplausos]
>> Vejam, eh, nesse contexto colocado
quanta coisa que tá acontecendo em volta
da questão de pagamentos no Brasil, né?
Eh, o o Brasil, na verdade, vai eh vão
coexistir várias infraestruturas, várias
plataformas, conjunto de soluções que
não envolvem só o arranjo específico de
cartões. E o que a gente quer quer
trazer nesse painel e na reflexão
estratégica de todos vocês é o olhar
mais amplo que a gente precisa ter,
porque o cliente é o mesmo. Os mesmos
100 milhões que usam o Pix usam cartão e
usam o Open Finance. E essas
infraestruturas elas vão, conforme eu
falei, coexistir. Eh, e na experiência
do cliente é importante a gente ter uma
visão cada vez mais holística em relação
ao que nós vamos oferecer em termos de
pagamento. E é nesse contexto que a
gente falou aqui e o que a Oliver
colocou que eu queria passar uma
pergunta pro Fred de como é que ele vê
um pouco e até, se possível exemplificar
na prática eh como que a gente pode ter
essa visão um pouco mais integral, uma
visão mais holística do cliente, né, na
experiência do cliente, porque as
infraestruturas elas vão ser
interoperáveis. Cabe a nós exatamente
desenvolver essa visão de
interoperabilidade e aí é que realmente
a gente vai prover uma melhor
experiência para os nossos clientes.
Como é que você vê o futuro em relação a
tudo isso que tá acontecendo aqui no
Brasil, Fred? Por favor.
>> Muito bem. Obrigado. Obrigado, Abex,
pelo convite. Parabéns, Panca, pela
apresentação. Eh,
vamos lá. Quando a gente fala sobre eh
pagamentos inteligentes
e pensando eh minha forma de raciocínio
é a seguinte: vamos entender os
conceitos que o que caracteriza um
pagamento inteligente aí bebendo muito
na fonte do que o Panca compartilhou
aqui com a gente e vamos estudar casos
de uso concretos, vamos falar um
pouquinho desses casos de uso concretos,
explorando o caso de uso eh que eu acho
quando a gente fala de de pagamentos
inteligentes,
A tendência é a gente pensar muito no
futuro, mas tem muita coisa acontecendo
já. E é isso que eu quero eh
compartilhar aqui com vocês. Então, o
que seriam pagamentos inteligentes pra
gente estar aqui na mesma página? Acho
que a primeira coisa, acho que são três
conceitos básicos para um paraa
definição de um pagamento inteligente. A
primeira coisa é são pagamentos que
estão amplamente ancorados em regras de
negócio, regras de negócio executadas. O
segundo tema é estas regras de negócio,
elas estão embebidas em um contexto
específico. Elas não valem para qualquer
contexto ou para qualquer situação. E o
terceiro é o resultado primário, o
objetivo principal que se espera com
essa eh com essas regras de negócio é
uma melhoria, uma entrega de uma de uma
mel eh de uma experiência de usuário,
experiência de pagamento bastante
aprimorada. Então, se a gente pega esses
três pilares, claro que por fim eles vão
levar a uma a uma tendência de
pagamentos invisíveis, né, onde a gente
tá tá se aproximando. Mas se a gente
pega esses três conceitos e estuda casos
concretos a aqui na prática, a gente
pode a gente pode pensar em casos que já
estão vigentes hoje, onde a gente pode
eh e eu vou mencionar, tá? a gente pode
eh entender a aplicação desses três eh
pilares e estudar um pouquinho o que vem
mais adiante. Então, deixa eu fazer aqui
uma reflexão. Se a gente pegar esses
três conceitos que que é que eu acabei
de mencionar, né? Então, regras de
negócio executáveis, eh, em bebidas em
um contexto específico e que transformam
a jornada de eh do cliente para um,
transformam para melhor, né? a jornada
do cliente passa a ser desapercido,
desapercebido muitas vezes a experiência
que hoje a gente já tem, por exemplo, em
mobilidade urbana, certo? Vamos pegar,
por exemplo, um caso de um pagamento eh
eh com cartão mobilidade urbana. No
momento em que você dá o tap na catraca
ou e libera a sua passagem, a catraca
instantaneamente libera a sua passagem,
mas a autorização baseada em regras de
negócio, a autorização ocorre instantes
depois. E esse comportamento
eh só é aplicável naquele contexto de
negócio, né? Eh, por fim, o usuário sai
dessa experiência, sai dessa dessa
jornada com uma experiência bastante
melhor eh de uso. Imagina que ele
tivesse que fazer o Vamos imaginar, para
dar um exemplo de regra de negócio, esse
usuário a gente sabe muitas vezes quanto
que tem que cobrar só quando o usuário
termina a jornada, porque ele pode
integrações entre trem, metrô e etc.
Então, eh, para o usuário, se ele
tivesse que naquele momento digitar o
valor do pagamento, seria uma
complexidade adicional. Mas como a
experiência de uso foi revisitada com
regras de negócio embidas para aquele
contexto, ele dá um TEP, faz a viagem
dele e no final do dia ele vai ser ou ao
longo do dia ele vai ser cobrado pelo
valor adequado daquela tarifa. Então, só
pra gente desmistificar também que o eh
o mundo de pagamentos inteligentes é um
mundo que está por vir, não? Ele já faz
parte da nossa realidade. Obviamente que
a gente gosta, tem a tendência de pensar
nos casos mais disruptivos, como por
exemplo, ah, vamos imaginar já migrando
pro mundo online, né, que eu gostaria de
programar minhas compras semanais de
mercado, vou cadastrar minhas
credenciais e minhas eh meu meu minha
chave Pix num agente e ele toma as
decisões de compra baseado nas
características da minha credencial, nas
características da oferta do mercado e
no meu perfil. Então, pode ser que, por
exemplo, numa quarta-feira, determinado
mercado tenha
eh promoções específicas ou incentivos
específicos para compra de bebida com
determinado cartão. Este agente, ele
pode iniciar esse pagamento quarta-feira
num no mercado, sexta-feira no mercado
que que tem incentivo ou que tem um
acelerador de milhas para compra de, não
sei, produtos de limpeza e etc. Então,
só o meu convite aqui é a gente pensar o
seguinte, existem três pilares básicos
que que impulsionam pagamentos
inteligentes. Esses três pilares hoje já
de alguma maneira a gente já observa
eles em experiências que a gente nem se
dá conta, mas o limite, o mundo que se
abre com as tecnologias novas que estão
chegando permite a gente dar voos muito
mais altos.
>> Perfeito. Muito bom. Obrigado, Fred.
Vejam que dentro desse contexto que a
gente tá falando, que o Fred reforçou, o
Open Fines, por exemplo, é um desses
dessas infraestruturas que a gente
precisa olhar com mais atenção, né? E é
isso que vocês na prática estão fazendo
no dia a dia, na construção do negócio
de todos vocês, né? Até porque o Open
Fines ele eh iniciou uma jornada eh
muito de troca de informações e hoje
não. Hoje ele tá virando uma
infraestrutura transacional também, né?
não atrelada essa troca ao consentimento
de informações. Ali estão sendo feitas
transações que são programáveis, que são
consideradas inteligentes e que tem uma
série de eh pré-condições para serem
estabelecidas e serem usadas dentro da
infraestrutura do OpenF. E a agenda, se
a gente olhar a agenda do Open Finance
para os próximos anos, cada vez mais nós
vamos ver uma infraestrutura
transacional aliada à infraestrutura de
troca de informações. E eu queria fazer
uma pergunta pro CAP. O CAP é o nosso
conselheiro no âmbito da Abex, que
representa a cadeira da ABEX no conselho
do OpenF, é meu colega lá também, estou
no conselho do Openf e eu queria um
pouco de ele que ele nos falasse um
pouco dessa evolução que a gente tá
vendo no OpenF. o por que nós temos que
conectar essa visão com cartões, não só
na troca de informações, né? Eh, e como
isso tem sido importante paraa visão de
meios de pagamento no futuro e como isso
vai influenciar todo esse conceito de
pagamentos programáveis, pagamentos
inteligentes e invisíveis. Por favor,
Carl.
>> Boa. Obrigado. Obrigado, Raul. Eh,
primeiramente, boa tarde. Obrigado, AEX
pelo convite. É um prazer táar aqui
junto com Fred, com Punk aqui. Um grande
prazer estar dividindo esse painel com
vocês. Eh, bom, começar falando um pouco
do Open Finance. O Open Finance ele ele
tava nesse mesmo momento no ano passado,
na metade do tamanho que ele é hoje,
quando a gente mede pelo pelo número de
pessoas que estão cadastradas, né, que
tem o consentimento ativo. Então, a
gente tá falando de uma evolução de 60
para mais ou menos 120 milhões eh de
usuários. únicos dentro do ecossistema.
Então, já é um ecossistema bastante
maduro, bastante eh estável e e que tem
ali uma boa parte de transacionalidade.
Como o Raul até antecipou um pouco na
pergunta, a gente sai aqui eh de um Open
Finance que começa numa visão muito de
dados numa primeira fase. Eh, então,
toda a parte ali de infraestrutura e
compartilhamento de dados entre as
instituições. ele avança para uma
segunda fase, onde entra muito mais
nessa parte da transacionalidade, onde
se dispõe ali de
toda a parte de pagamentos,
transferências inteligentes, e isso é
ofertado numa visão multibanco e ele
continua avançando agora para uma visão
de serviços. Então, eh, é essa, é um
pouco do roadmap que a gente vê dentro
do Open Finance e o quanto isso vai
potencializar em cima dessa base dos 120
milhões que eu falei, que cresce
bastante a cada dia, eh ele cresce muito
também a oferta de serviços e produtos.
Então, quando você olha isso, né, e
pensa isso numa visão, eh, olhando paraa
frente, olhando principalmente
pagamentos, a gente tem ofertas hoje
tanto de do que a gente chama de
sweeping accounts, que é exatamente você
movimentar as contas da mesma
titularidade eh a partir de um único
player e o o JSR, que é a jornada sem
redirecionamento, que possibilita
pagamentos a partir de um de um banco
comandante, de uma instituição
comandante, que você faça esse pagamento
eh para um terceiro eh trazendo fundos
de outro lugar. Então são duas soluções
que hoje já já estão sendo utilizadas. a
gente vê um crescimento bastante
expressivo, mesmo que quando você olha
no volume total absoluto sobre o Pix
ainda não é extremamente relevante, mas
ela é já um um uma forma de pagamento
que vem crescendo muito. Então, quando
você pensa nisso e combina isso com a
conversa que a gente tá tendo aqui, que
o PANCA super bem explorou no começo de
de comércio agêntico e tudo mais, você
pode ter ali o seu eh agente financeiro
que vai est pensando como otimizar meio
de pagamento, seja por liquidez, seja
por juro, seja por desconto que você tem
pelo meio A ou pelo meio B versus um
parcelamento, olhando, por exemplo,
quanto você tem na sua carteira de
investimento na rentabilidade, enfim.
pensando em toda a otimização, ele ele
pode otimizar não só a visão dentro do
próprio banco, dentro dos meios de
pagamento, mas também multibanco. Então
ele pode eventualmente fazer ali uma
orquestração e sugerir um pagamento para
você, onde parte desse pagamento seja
Pix de um banco A e parte seja no cartão
do banco B, eh, parcelado, não
parcelado. Isso pode ter um arranjo ali
e e vou pegar aqui o gancho do Fred, né?
e você embeda isso numa experiência que
faça muito sentido pro usuário, isso é
muito poderoso. Então, na visão de
futuro aqui um pouco, ô Raul, eu acho
que essa é um pouco nossa nossa visão,
né? Quanto que o Open Finance, que é
nada mais, né, que uma infraestrutura,
ela vai te trazer possibilidades de
conexão multibanco e multiray. você para
de falar de discussão de meio de
pagamento, você passa a conversar a
discussão de decisão de pagamento, que é
uma outra conversa. Eh, e o controle
disso é é muito poderoso. O, e o ponto
de atenção que a gente sempre fica e
vale ressaltar é que esse crescimento,
né, essa criatividade, essa
possibilidade, ela vale pro lado do bem
e do mal, né? Então, toda a parte ali de
fraudes, de golpes, também vai evoluir
da mesma velocidade ou mais. Então, como
que a gente também tem isso? Isso também
já é um dos principais usos de Open
Finance hoje já é paraa questão de
prevenção à fraude, mas eh a gente sabe
que os avanços também são muito grandes
ali, a gente tem bastante preocupação. É
uma das coisas que os usuários que estão
dentro da cadeia de Openf, estão dentro
do ecossistema de Open Finance, tem uma
preocupação muito grande, né, de do
golpe, da segurança, segurança de
informação. Então, como que todo esse ar
acabous? Isso foi falado bastante nos
outros painéis aqui. Como que a gente
trata isso para que a experiência seja
simpless ou parecida com simpiless,
transparente, invisível, eh, mas que ela
continue tendo o controle, tendo a
segurança pro próprio usuário para ele
não perder ali o controle das suas
finanças. Então, acho que é um pouco
isso, Raul, que eu vejo olhando pra
frente.
>> Perfeito, C. Porque eh complementando
muita muitas iniciações de pagamentos,
elas podem combinar várias
infraestruturas ao mesmo tempo na
experiência do cliente. Então ela pode,
ao mesmo tempo obter um consentimento do
cliente, buscar informações e fazer uma
transferência inteligente ou um, num
caso de pagamentos recorrentes, que a
gente vem falando bastante na indústria
de cartões, como os pagamentos
recorrentes são importantes pro nosso
paraa sustentação do nosso crescimento
da indústria de cartões no futuro. Tudo
isso aí pode ser combinado com o Pixa
automático. Se meu limite do meu cartão
de crédito não permitir, eu aciono um
Pixa e debito da minha conta. Conta essa
em qualquer tipo de banco. Ou eu faço
uma transferência inteligente, ou eu
combino com a compra de aquisição de um
cartão. Tudo isso dentro de um contexto
de uma experiência que pode ter ali uma
camada de inteligência artificial,
fazendo toda a interação do do cliente e
usando essas infraestruturas e
combinando a interoperabilidade dessas
infraestruturas. E é nesse contexto que
eu queria passar pro PANCA. Eu queria
ouvir um pouco o PANCA com base em tudo
que ele apresentou, com base em tudo que
nós estamos eh refletindo em termos de
visão ampla de pagamentos como um todo,
até inclusive para a indústria de
cartões não ficar isolada somente no seu
eixo, na sua infraestrutura, na sua
visão eh de do pagamento de quatro
partes, né? eh como que a gente como que
a gente vê a combinação de todos esses
elementos na experiência do cliente e
como que isso aí pode influenciar na
formação dos nossos negócios futuros e
do crescimento da nossa própria
indústria na visão de uso de
inteligência artificial, tokenização,
eh o uso da infraestrutura do Open
Finance, pagamentos inteligentes,
automáticos,
eh passando pela infraestrutura do Pix e
passando também em algumas situações
pela infraestrutura
de cartões. Como é que você vê esse
todo, Panca? E como que a gente pode
pensar em grandes saltos nessa
experiência do cliente? Como que nós
podemos da indústria de cartões dar um
ter um olhar um pouco mais amplo em
relação aos produtos e serviços que nós
podemos disponibilizar para os nossos
clientes na ponta?
>> Ô Raul, eu tenho mais meia hora. Isso
>> é, você tem mais, ah, se o pessoal topar
aqui, mais uma meia hora, né, para
falar, né?
>> Demorou 5 minutos na pergunta. a gente
pega uma parte do rap hour também, né?
>> Boa, não, umas brincadeiras à parte, né?
Eh, acho que assim, complementando muito
do que eu disse, né? e e passa por aí,
né, quando a gente olha, né, para tudo
que o CAP colocou, né, do Open Finance.
E eu não tenho dúvida que, como vocês
falaram, né, tem muitos elementos, né,
de inteligência artificial do agente de
compras que vão otimizar bastante, né, a
tomada de decisão, né, de como o
consumidor vai se relacionar, né, eh,
com o mercado, né, e até algumas
escolhas.
Super importante ver como o próprio
Penface traz o elemento da inteligência
artificial pra transacionalidade,
né? Quando a gente pensa na jornada sem
redirecionamento, né? Eh, pensando
enquanto iniciador de pagamento, o que a
gente já tá discutindo na agenda de
cartões, eh, o agente de compras lá no
checkout, né? Porque imagina, né? O Fred
quer fazer uma transação e não é via
cartão, naquele momento é mais
conveniente pelo desconto. Eventualmente
via PICS através de uma de uma jornada
sem redirecionamento. O agente dele vai
poder tomar essa decisão no checkout?
Hoje ainda não. E aí que conexão que eu
gostaria de fazer, né, Raul? É um pouco
da beleza, né, de quando a gente olha
meios de pagamento, né, de uma maneira
mais holística, né, como eu coloquei
ali, é que como é que você começa a
utilizar ferramentas que já estão super
bem desenvolvidas e amadurecidas
eh numa determinada infraestrutura,
otimizando também a outra, né? Então,
para mim, né, tô vendo o meu amigo
Leonardo ali da Visa Conecta na plateia,
né, acho que é super interessante, né, o
lançamento da Visa de ontem, né, quando
a gente pega o Vidusk, assim, cara, uma
das maiores redes, né, eh, de
processamento de cartão do mundo, que
através de uma experiência, uma jornada
fluida de WhatsApp, numa parceria com a
empresa de Sorocaba, possibilita a
recarga, né, acontecendo via PIC através
de uma iniciação de pagamento. Eu não
tenho dúvida do quanto a Visa
>> sem redirecionamento,
>> do quanto a Visa, né, se valor de toda a
tecnologia dela, né, conhecimento de
dados do cliente, segurança para colocar
essa solução de pé. E aí, Raul, quando a
gente pensa na nossa indústria e cartões
vai continuar crescendo e crescendo
muito, quanto que a gente tem de
inteligência durante muitos e muitos
anos que foram colocadas aqui na prática
no mercado mundial, toda essa
padronização e também no mercado
brasileiro, como é que a gente pode
eventualmente acelerar, né, as outras
infraestruturas? Isso tudo de maneira
muito combinada, né? Então, para mim é
super importante ter essa visão mais
ampla da interoperabilidade e os
investimentos que podem ser feitos até
de maneira conjunta.
>> Perfeito, Panca. Obrigado aí pelas
considerações. A gente tá a dois
minutinhos para terminar o nosso painel.
Muitas perguntas aqui. É importante
vocês eh colocarem o contato e a gente
vai responder, tá?
Eh, eu eu vou selecionar uma delas e
específica aqui que ela pega num ponto
importante que a gente teria um
minutinho para falar rapidamente, pegar
a opinião de vocês, tá? que é a questão
do o Pix como uma infraestrutura
pública, ele tem seus custos diluídos e
a gente sabe disso aí como funciona. Já
cartões e é um pouco diferente. E ele
pergunta como é que ficaria essa
simetria em relação ao negócio cartão.
Na minha opinião, isso é uma coisa que
nós vamos ter que conviver e pensar na
camada do cliente, como formar negócio,
que possam combinar essas várias
situações e como ganhar dinheiro com
isso, porque é inevitável que realmente
a gente tenha uma certa simetria sobre a
lógica de custos, dadas particularidades
de cada infraestrutura. Rapidamente,
como é que vocês avaliam isso aí, Fred?
Por
>> rapidamente, então, se eu puder, super
boa pergunta. Eh, aqui tudo passa por
uma decisão de colocar o consumidor no
centro, a necessidade do consumidor no
centro. Se o que ele precisa é cartão ou
outra coisa, interessa menos, porque,
por exemplo, na Visa, a nosso a nossa
missão não é eh impulsar ou impulsionar
cartões. A nossa missão é habilitar esse
cartão, esse esse usuário, a ter uma
movimentação de fundos da melhor maneira
possível e da maneira confiável. Por
isso que a gente investiu e vai seguir
investindo em soluções como Open
Farness. E só para fechar, o mundo de
pagamentos, ele tá se transformando, ele
deixa de ser uma solução baseada em
credencial que se autoriza para ser um
mundo de software, de regras de negócio.
E não interessa a infraestrutura. a
gente tem que colocar o considor no
consumidor no centro e otimizar essa
essa esse software para prestar um bom
serviço ao consumidor.
Raul super breve aqui, eu concordo muito
com os pontos que você e o Fred
trouxeram. Eh, eu acho que a solução vai
vir através de uma conexão de diferentes
infraestruturas com diferentes
estruturas de custo e no final do dia a
gente vai ofertar o que é melhor pro
cliente e e vai solucionar a dor pro
cliente, vai usar AI onde precisar usar
AI. eh, não vai usar EAI, talvez para
tudo. Tem lugar que você vai solucionar
melhor a dor e é ali que é on que é onde
a gente agrega valor como indústria de
pagamentos. Então, para mim e a conexão
é é onde deve avançar o negócio.
>> Raul, aqui só reforçando, né, eh,
pegando muitas palavras do Fred, né,
consumidor no centro. E a grande briga é
o consumidor é um cliente, né? Aí para
eu ter esse cliente, né, feliz, né, e
trabalhando com toda a conveniência
dele, eu preciso saber trabalhar e
eventualmente até pensar muito menos na
rentabilização de uma transação per
muito mais na visão do relacionamento
como um todo, né? todo mundo buscando
muito, a pressão competitiva enorme por
essa principalidade no relacionamento
com o cliente e passa muito para onde
esse consumidor vai centralizar, né,
toda a sua transacionalidade.
>> Perfeito, Panca. Eu queria agradecer,
queria só dizer que o objetivo do nosso
painel é esse, é trazer uma reflexão que
talvez nós estamos chegando no limiar de
um momento de novos saltos na indústria
de pagamentos e a gente precisa ter um
olhar um pouco mais amplo em relação aos
diversos arranjos que estão se formando
no Brasil e como ganhar dinheiro com
isso e como prover a melhor experiência
para os nossos clientes. Por isso que a
gente criou esse, criamos não, a gente
encapsulou esse conceito de pagamentos
inteligentes e programáveis para iniciar
um debate com vocês. Esse esse debate
continua. A Oliver Wine vai continuar
assessorando a dentro da construção
dessa nova visão. Queria agradecer muito
aqui os painelistas. Acho que foi um
debate ótimo. Pena que o tempo se
encerrou, mas queria agradecer em
especial a vocês aí pela paciência e
pela possibilidade de nós avançarmos
nessa agenda de discussões sobre
pagamentos inteligentes no Brasil. Muito
obrigado. Obrigado.
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