Resolução CMN N° 5.281
Sumário Regulatório
Extraído do BCB
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Outros Ativos Não FInanceiros para Investimento - Resolução CMN RESOLUÇÃO CMN Nº 5.281, DE 26 DE FEVEREIRO DE 2026 Estabelece os critérios a serem observados pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil no reconhecimento, na mensuração e na evidenciação contábeis de ativos virtuais. O Banco Central do Brasil, na forma d...
<span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
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</span><title style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Outros Ativos Não FInanceiros para Investimento - Resolução CMN</title><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</span><style style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</style><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">
</span><div class="WordSection1"><span style="color:#444444;">
<p class="Epgrafe" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">RESOLUÇÃO CMN Nº
5.281, DE 26 DE FEVEREIRO DE 2026</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 18pt 9cm;text-align:justify;"><a name="OLE_LINK45"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Estabelece os critérios a serem observados pelas instituições
financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do
Brasil no reconhecimento, na mensuração e na evidenciação contábeis de ativos
virtuais. </span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">O Banco Central do Brasil,
na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna público
que o Conselho Monetário Nacional, em sessão realizada em 26 de fevereiro de 2026,
com base no art. 4º, <i>caput</i>, incisos VIII e XII, da referida Lei, e tendo
em vista o disposto no art. 61 da Lei nº 11.941, de 27 de maio de 2009,</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">R E S O L V E U :</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="color:#444444;"><a name="OLE_LINK51"></a><a name="OLE_LINK49"></a><a name="OLE_LINK50"></a><a name="OLE_LINK42"></a><a name="OLE_LINK43"></a><a name="OLE_LINK44"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">CAPÍTULO
I<br></span></a></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DO OBJETO E DO ÂMBITO DE APLICAÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 1º  Esta Resolução estabelece os critérios
contábeis a serem observados pelas instituições financeiras e demais
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil no reconhecimento,
na mensuração e na evidenciação de ativos virtuais de que trata o art. 3º da
Lei nº 14.478, de 21 de dezembro de 2022.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  O disposto nesta Resolução não se
aplica:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - aos ativos que sejam uma
representação virtual de ativos cujos critérios de reconhecimento e mensuração
estejam previstos em regulamentação específica;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - aos ativos e aos passivos que se
enquadrem na definição de instrumento financeiro prevista na regulamentação
vigente; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - às administradoras de consórcio,
às instituições de pagamento, às sociedades corretoras de títulos e valores
mobiliários, às sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários, às
sociedades corretoras de câmbio e às sociedades prestadoras de serviços de
ativos virtuais, que devem observar a regulamentação emanada do Banco Central
do Brasil, no exercício de suas atribuições legais.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">CAPÍTULO II<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DOS CRITÉRIOS DE RECONHECIMENTO, MENSURAÇÃO
E BAIXA</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Seção I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dos Ativos Adquiridos ou Recebidos</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 2º  Os ativos mencionados no art.
1º, <i>caput,</i> devem ser reconhecidos inicialmente:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - no caso de aquisição, pelo valor
efetivamente pago; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - nos demais casos, pelo valor
justo, conforme o disposto na regulamentação específica, na data:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) do cumprimento da obrigação de <i>performance</i>,
no caso de ativos recebidos pela prestação de serviços; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) do recebimento, no caso de ativos
recebidos de forma gratuita.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 3º  Após o reconhecimento
inicial, as
instituições mencionadas no
art. 1º, <i>caput</i>, devem mensurar, no mínimo mensalmente, por ocasião dos
balancetes e balanços, os ativos virtuais pelo valor justo, conforme
regulamentação vigente, computando a valorização ou a desvalorização em
contrapartida à adequada conta de receita ou de despesa no resultado do
período.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  O disposto no <i>caput </i>não
se aplica: </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - aos ativos virtuais emitidos por
entidades integrantes do mesmo grupo econômico, que devem ser mensurados, no
mínimo mensalmente, pelo
menor valor entre o custo e o valor justo, apurado conforme o disposto na
regulamentação específica, líquido de despesas de vendas, reconhecendo as
alterações nesse valor em contrapartida ao resultado do período; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - aos ativos virtuais projetados
sob a forma de <i>tokens</i> não fungíveis, que devem ser mensurados pelo
custo, líquido das provisões para perdas por redução ao valor recuperável,
apurado conforme o disposto na regulamentação específica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  O valor recuperável dos ativos
de que trata o inciso II do § 1º deve ser apurado, no mínimo:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - anualmente; e </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - sempre que houver evidências ou
novos fatos que indiquem redução significativa nesse valor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 4º  Os ativos mencionados no art.
1º, <i>caput</i>, devem ser baixados caso:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - sejam vendidos;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - haja transferência substancial
dos riscos e benefícios; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - sejam descontinuados.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  Para fins do disposto no inciso
III do <i>caput</i>, configuram indícios de descontinuidade do ativo as
seguintes situações:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I  - abandono ou extinção do projeto
ou protocolo em que o ativo virtual está vinculado;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - retirada de listagem em bolsas,
corretoras ou plataformas relevantes;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - perda de valor econômico ou
liquidez;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - restrição regulatória ou legal
para o uso do ativo virtual; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - outras situações que indiquem que
o ativo virtual deixou de atender aos critérios para a definição ou para o reconhecimento
de ativos previstos na regulamentação específica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  A instituição deve estabelecer
critérios consistentes e passíveis de verificação, devidamente documentados, para
configurar a descontinuidade de que trata este artigo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 3º  Os ganhos ou as perdas apurados por ocasião da baixa
devem ser reconhecidos pelas instituições mencionadas no art. 1º no resultado
do período.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Seção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dos Ativos Virtuais Emitidos</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 5º  As obrigações decorrentes da
emissão de ativos virtuais pela própria instituição, conforme regulamentação
específica, devem ser reconhecidas:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - como passivo financeiro, quando
houver obrigação de entregar dinheiro ou outro ativo financeiro; ou</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - como passivo não financeiro, pelo
valor previsto para a liquidação da obrigação, quando houver obrigação de
entregar ativo não financeiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 1º  Caso a instituição não assuma nenhum
tipo de compromisso ou de obrigação na emissão de ativos virtuais, os valores
recebidos devem ser reconhecidos como receita no resultado do período.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">§ 2º  Os passivos mencionados nos
incisos I e II do <i>caput</i> devem ser baixados quando a obrigação for integralmente
cumprida.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Seção III<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dos Ativos Virtuais Custodiados</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 6º  Os ativos virtuais de terceiros em
custódia devem ser registrados em conta de compensação, pelos critérios de
mensuração previstos no art. 3º, <i>caput</i> e § 1º, e reavaliados, no mínimo mensalmente,
por ocasião dos balancetes e balanços.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 7º  Os ativos virtuais de
terceiros em custódia utilizados em operações próprias devem ser reconhecidos no
passivo, conforme a natureza da operação, pelo valor justo <a name="_Hlk199516175">do ativo virtual custodiado.</a></span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">CAPÍTULO III<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DA EVIDENCIAÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 8º  As instituições mencionadas
no art. 1º, <i>caput</i>, devem evidenciar em notas explicativas, de forma
clara e objetiva, em relação aos ativos de que trata esta Resolução:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">I - a descrição dos critérios e procedimentos
contábeis referentes ao reconhecimento e à mensuração, de forma a possibilitar
que os usuários das demonstrações financeiras possam realizar um julgamento
adequado sobre as políticas contábeis adotadas;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">II - a descrição dos principais riscos
associados a cada categoria de ativo virtual;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">III - para os ativos mantidos ou
recebidos mensurados conforme o art. 3º, <i>caput</i>:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) as quantidades e suas variações no
período de reporte, segregadas por natureza;</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) o valor contábil no reconhecimento
inicial e na data de reporte, segregado por natureza;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) o valor justo por nível de
hierarquia;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">d) os ganhos e as perdas reconhecidos
no resultado decorrentes de ajuste a valor justo;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">e) os ganhos e as perdas reconhecidos
no resultado decorrentes da baixa; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">f) o mercado principal de negociação;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">IV - para os ativos mantidos ou
recebidos mensurados conforme o art. 3º, § 1º:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) as quantidades e suas variações no
período de reporte, segregadas por natureza; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) as alterações no valor contábil
durante o período; </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">V - para os ativos virtuais por ela
emitidos:</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">a) a descrição da sua natureza;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">b) as variações na melhor estimativa
da saída de recursos para liquidar a obrigação no início e no fim do período de
reporte; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">c) as quantidades e suas variações no
período de reporte, segregadas por natureza; e</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">VI - para os ativos virtuais de
terceiros custodiados, as quantidades e os valores, destacando as variações no
valor justo no início e no fim do período de reporte.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  A evidenciação de
que tratam os incisos III, IV e V do <i>caput</i> deve ser feita para cada
categoria relevante e de forma agregada para as categorias não consideradas
relevantes.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">CAPÍTULO IV<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DISPOSIÇÕES FINAIS</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. <a name="_Hlk194315912">9º  O
Banco Central do Brasil, no exercício de sua competência, poderá adotar as
medidas necessárias ao cumprimento desta Resolução, inclusive quanto aos
requisitos de divulgação de informações.</a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 10.  O Banco Central
do Brasil poderá determinar ajustes nos modelos adotados pelas instituições
para avaliação a valor justo dos ativos de que trata esta Resolução, caso
identifique inadequação na definição desses modelos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 11.  As instituições
mencionadas no art. 1º, <i>caput</i>, devem manter à disposição do Banco
Central do Brasil a
documentação que evidencie, de forma clara e objetiva, os critérios utilizados
para a mensuração dos ativos de que trata esta Resolução, pelo prazo mínimo de
cinco anos, contados a partir da data da mensuração, ou por prazo superior em
decorrência de determinação legal ou regulamentar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 12.  As instituições mencionadas no art. 1º, <i>caput</i>, devem aplicar o disposto nesta
Resolução prospectivamente a partir da data de sua entrada em vigor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Parágrafo único.  Os efeitos dos ajustes decorrentes da
aplicação dos critérios contábeis estabelecidos por esta Resolução devem ser
registrados em contrapartida à conta de lucros ou prejuízos acumulados pelo
valor líquido dos efeitos tributários.</span></p><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:12pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">Art. 13.  Esta Resolução entra em
vigor em 1º de janeiro de 2027.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;color:#444444;">GABRIEL MURICCA GALÍPOLO<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Pres</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">idente
do Banco Central do Brasil</span></p>
</span></div>
</div>
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