Resolução BCB N° 278
Sumário Regulatório
Extraído do BCB
Conteúdo do Documento
Voto RESOLUÇÃO BCB Nº 278, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2022 Regulamenta a Lei nº 14.286, de 29 de dezembro de 2021, em relação ao capital estrangeiro no País, nas operações de crédito externo e de investimento estrangeiro direto, bem como a prestação de informações ao Banco Central do Brasil. A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão extraordinária realizada nos dias 3...
</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><title style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Voto</title><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><style style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</style><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><div class="WordSection1">
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm 0cm 18pt;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><span style="text-transform:uppercase;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">RESOLUÇÃO BCB Nº 278,
DE 31 DE DEZEMBRO DE 2022</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 213.1pt;line-height:normal;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Regulamenta a Lei nº 14.286, de 29 de
dezembro de 2021, em relação ao capital estrangeiro no País, nas operações de
crédito externo e de investimento estrangeiro direto, bem como a prestação de
informações ao Banco Central do Brasil.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="Paragrafo" style="margin-bottom:18pt;text-indent:2.5cm;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"><span><span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em
sessão extraordinária realizada nos dias 30 e 31 de dezembro de 2022, com base
nos arts. 1º, 5º, incisos VIII e IX e § 4º, 8º, 9º, 10, 11 e 18 da Lei nº
14.286, de 29 de dezembro de 2021,</span></span></span><br></span></p><p class="Paragrafo" style="margin-bottom:18pt;text-indent:2.5cm;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">R E S O L V E :</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO I</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm 0cm 6pt;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DISPOSIÇÕES GERAIS</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 1º  Esta Resolução regulamenta a Lei nº 14.286, de
29 de dezembro de 2021, em relação aos fluxos, estoques e prestação de
informações de capitais estrangeiros no País em operações de:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - crédito externo; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - investimento estrangeiro direto.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 2º  Para fins do disposto nesta Resolução entende-se
por:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - crédito externo: compromisso financeiro, mesmo no caso
em que os recursos não ingressem no País, assumido por residente que tenha como
credor um não residente em razão de:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) empréstimo direto;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) emissão de título no mercado internacional;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) emissão de títulos de colocação privada no mercado
interno;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">d) financiamento;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">e) importação financiada de bens ou serviços;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">f) recebimento antecipado de exportação, entendido como a
captação de recursos externos em adiantamento a futuras exportações de bens ou
serviços que serão realizadas em pagamento à dívida contraída; ou</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">g) arrendamento mercantil financeiro, entendido como a
operação em que não residente proprietário legal de ativo (arrendador)
transmite substancialmente todos os riscos e vantagens da propriedade do ativo
para residente (arrendatário) mediante pagamento de prestações;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - operação de repasse do exterior: contrato vinculado
a captação de recursos no exterior, por meio do qual instituição financeira
nacional concede crédito a residente mediante a transferência de idênticas
condições de custo da dívida contratada (principal, juros e encargos
acessórios), incluindo a tributação aplicável;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - operação de repasse interfinanceiro do exterior:
operação de repasse do exterior cujo devedor no País é outra instituição
financeira ou sociedade de arrendamento mercantil;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - investimento estrangeiro direto: participação direta
de não residente no capital social de sociedade no País, ou outro direito
econômico de não residente no País derivado de ato ou contrato sempre que o
retorno desse investimento dependa dos resultados do negócio;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - sistema de prestação de informações: sistema
informatizado disponibilizado pelo Banco Central do Brasil para prestação de
informações de operação de crédito externo e de investimento estrangeiro
direto;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VI - código operação crédito externo: identificador da
operação de crédito externo gerado automaticamente pelo sistema de prestação de
informações após identificação das partes e caracterização da operação;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VII - código investimento estrangeiro direto:
identificador único do par receptor-investidor não residente gerado
automaticamente pelo sistema de prestação de informações após identificação do receptor
e do investidor não residente;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VIII - Cadastro Declaratório de Não Residente (CDNR):
sistema disponibilizado pelo Banco Central do Brasil em que são declaradas
informações cadastrais do não residente, sendo gerado número CDNR, que é
pré-requisito para prestação de informações de operações de crédito externo;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IX - receptor: qualquer entidade constituída ou
organizada no País conforme a legislação brasileira aplicável, com ou sem fins
lucrativos, com ou sem personalidade jurídica, incluindo qualquer corporação,
sociedade, parceria, empresário individual, consórcio e sociedade em conta de
participação;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">X - conferência internacional de quotas ou ações:
integralização de capital de sociedade brasileira efetuada por não residente
mediante dação ou permuta de participação societária detida em sociedade
estrangeira, sediada no exterior, ou integralização de capital de sociedade estrangeira,
sediada no exterior, realizada mediante dação ou permuta, por residente, de
participação societária detida em sociedade brasileira;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XI - conferência de quotas ou ações no País: dação de
quotas ou de ações integralizadas no capital de uma sociedade no País, detidas
por investidor não residente, para integralização de capital por ele subscrito
em outro receptor no País;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XII - permuta de quotas ou ações no País: troca de
participações societárias em sociedades brasileiras, sendo ao menos uma delas
receptora de investimento estrangeiro direto, realizada entre investidores
residente e não residente, ou entre investidores não residentes;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XIII - reorganização societária: fusão, incorporação ou
cisão de sociedades no País, na qual pelo menos uma delas seja receptora de
investimento estrangeiro direto;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XIV - reinvestimento: capitalização de lucros, de
dividendos, de juros sobre o capital próprio ou de reservas de lucros no receptor
em que foram produzidos;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XV - conversão: operação pela qual direitos e créditos
passíveis de gerar transferências financeiras para o exterior, assim como bens
pertencentes a não residentes, convertem-se em investimento estrangeiro direto
ou crédito externo nos termos desta Resolução; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XVI - cessão de quotas ou ações:
transferência de participação societária em sociedade brasileira realizada
entre investidor residente e não residente, ou entre investidores não
residentes.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO II</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm 0cm 6pt;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">FLUXOS E ESTOQUES DO CAPITAL ESTRANGEIRO</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção I</b></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm 0cm 6pt;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Disposições Gerais</b></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 3º  Os fluxos e estoques de capital estrangeiro
devem seguir a forma e as condições estabelecidas neste Capítulo além do
disposto na regulamentação do mercado de câmbio.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 4º  Nas operações de crédito externo e de
investimento estrangeiro direto de que trata esta Resolução devem ser
observadas sua legalidade, sua fundamentação econômica e a compatibilidade com
as condições usualmente observadas nos mercados internacionais.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  A documentação comprobatória das operações
deve ser mantida pelo prazo de 10 (dez) anos, contados a partir da conclusão da
operação, no caso de crédito externo, ou do término da participação no capital
social do receptor, no caso de investimento estrangeiro direto, podendo o Banco
Central do Brasil, durante esse período, solicitá-la ao devedor da operação de
crédito externo ou ao receptor, sempre que considerar necessário.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção II</b></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm 0cm 6pt;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Operações de Crédito Externo</b></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 5º  É livre a contratação e a renegociação de
operações de crédito externo em qualquer moeda.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 6º  Os custos e as demais condições das operações de
crédito externo devem manter compatibilidade com aqueles usualmente observados
nos mercados internacionais e estar claramente definidos nos contratos das
operações.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 7º  As transferências financeiras e as movimentações
para o exterior decorrentes das operações de crédito externo são limitadas ao
montante necessário para liquidar o principal da dívida, juros e encargos.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 8º  É facultada a liquidação antecipada de
obrigações, inclusive de encargos acessórios, bem como o pagamento de juros
antecipados relativos às operações de crédito externo.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 9º  O pagamento por corresponsável ou terceiro de
valores devidos em operação de crédito externo deve observar a legalidade dessa
prerrogativa.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 10.  A captação de recursos no exterior, tanto para
livre aplicação no mercado doméstico quanto para realização de operações de
repasse interfinanceiro do exterior, pode ser realizada por instituições
financeiras e sociedades de arrendamento mercantil, observadas as
regulamentações pertinentes a tais entidades.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 11.  A captação de recursos no exterior para
realização de operações de repasse do exterior apenas pode ser realizada por
instituições financeiras.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 1º  Na operação de repasse do exterior, a instituição
financeira deve repassar ao tomador final dos recursos os efeitos decorrentes
da variação cambial da dívida originalmente contraída no exterior.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 2º  Na operação de repasse do exterior, é vedada a
cobrança de qualquer ônus, exceto comissão pelo serviço de intermediação
financeira.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 3º  O ingresso de recursos no País para as operações de
repasse do exterior também pode ocorrer a partir de conta no exterior
especialmente designada para a operação de captação de recursos realizada com
bancos multilaterais de desenvolvimento e agências  internacionais de
desenvolvimento, titulada pela instituição financeira nacional.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 12.  A operação de recebimento antecipado de
exportação pode referir-se a exportação do devedor da operação, de sua
controladora, de suas controladas ou de sociedade que seja controlada por sua
controladora.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 1º  A antecipação de recursos a exportadores
brasileiros pode ser efetuada:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - pelo importador;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - por pessoa jurídica não financeira no exterior; ou</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - por instituição financeira no exterior.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 2º  A amortização das operações de recebimento
antecipado de exportação deve ser efetuada mediante o embarque das mercadorias
ou a prestação de serviços, podendo os juros serem pagos por meio de transferências
financeiras ou de exportações.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 13.  Na hipótese de não ocorrer o embarque das
mercadorias ou a prestação de serviços na situação de que trata o art. 12,
faculta-se o retorno, ao exterior, dos recursos que ingressaram no País na
forma desta Seção, inclusive pelo garantidor da operação, ou a conversão em
investimento estrangeiro direto ou empréstimo direto.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 14.  A operação de arrendamento mercantil financeiro
externo deve ter:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - prazo total limitado à vida útil do bem;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - contraprestações compatíveis com as condições
praticadas no mercado internacional para o prazo e tipo de bem arrendado;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - prestações contratuais, parcelas fixas,
distribuídas no tempo de tal forma que, em qualquer momento da vigência do
contrato, a proporção entre o valor total já transferido ao exterior e o valor
do arrendamento não seja superior à proporção existente entre o prazo já
decorrido e o prazo total da operação; e</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - contrato com cláusula de opção de compra ou de
renovação do prazo de vigência do contrato.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  Quando se tratar de contrato de
arrendamento mercantil financeiro externo entre arrendadora-compradora
domiciliada no exterior e arrendatária-vendedora domiciliada no País (<b>sale-leaseback</b>),
o valor do contrato deve ser inferior a 90% (noventa por cento) do custo do bem
objeto do arrendamento mercantil, cuja aquisição deve ocorrer mediante
pagamento à vista.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção III</b></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm 0cm 6pt;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Operações de Investimento Estrangeiro Direto</b></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 15.  É livre a realização de operações
de investimento estrangeiro direto no País, bem como suas transferências
financeiras e as movimentações associadas, observadas as disposições de
legislação específica e a fundamentação econômica da operação.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO III</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm 0cm 6pt;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DA PRESTAÇÃO DE INFORMAÇÕES DO CAPITAL ESTRANGEIRO</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção I</b></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm 0cm 6pt;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Disposições Gerais</b></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 16.  Devem ser prestadas ao Banco Central do Brasil
informações relativas a operações de crédito externo e de investimento
estrangeiro direto nos termos desta Resolução.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 17.  É responsável pela prestação de informações:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - o devedor, no caso das operações de crédito externo;
ou</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - o receptor, no caso de investimento estrangeiro
direto.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 18.  O responsável pela prestação de informações
deve:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - manter à disposição do Banco Central do Brasil a
documentação comprobatória das informações prestadas atualizada e em ordem, até
o termo final do prazo de 10 (dez) anos, contado a partir:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) do encerramento das obrigações da operação, no caso de
crédito externo; ou</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) da liquidação do investimento estrangeiro direto de
cada investidor no receptor, no caso de investimento estrangeiro direto;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - providenciar a correção de informações declaradas
que estejam incorretas, desatualizadas ou incompletas;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - providenciar a correção de informações quando
solicitada pelo Banco Central do Brasil.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  O responsável pela prestação de
informações tem responsabilidade pela fundamentação econômica e pela legalidade
da operação, assim como pela veracidade das declarações prestadas.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 19.  O responsável pela prestação de informações
está sujeito às penalidades estabelecidas na legislação e na regulamentação
específica.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 20.  O devedor e o receptor podem constituir
mandatário para incluir, consultar e atualizar as informações prestadas ao
Banco Central do Brasil.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 1º  As instituições financeiras e demais instituições
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil podem incluir e alterar
mandatários desde que autorizadas pelo devedor ou pelo receptor.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 2º  A documentação comprobatória das autorizações de
que trata este artigo deve ser mantida à disposição do Banco Central do Brasil
pelo mesmo prazo de guarda da documentação da operação de capital estrangeiro à
qual a autorização se refere, conforme estabelecido no art. 18.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 3º  A autorização referida neste artigo poderá ser
obtida por qualquer meio acordado entre as partes, com a devida segurança
jurídica e clara manifestação de consentimento do prestador de informações na
constituição do mandatário.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 21.  Nas transferências financeiras das operações de
crédito externo ou de investimento estrangeiro direto sujeitas a prestação de
informações, conforme critério de exigibilidade desta norma, deve constar nas
informações da operação de câmbio:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - o código operação crédito externo das operações de
crédito externo em todas as transferências financeiras; ou</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - o código investimento estrangeiro direto de
investimento estrangeiro direto nas transferências financeiras de valor igual
ou superior a US$100.000,00 (cem mil dólares dos Estados Unidos da América) ou
seu equivalente em outras moedas.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 22.  A inobservância das disposições relativas à
prestação de informações de operação de capitais estrangeiros no País pode
implicar a vedação à realização de transferências financeiras relacionadas à
operação, enquanto não forem sanadas as irregularidades, sem prejuízo da
aplicação de penalidades nos termos da legislação.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção II</b></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm 0cm 6pt;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Das Operações de Crédito Externo</b></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 23.  A prestação de informações deve ser realizada
pelo responsável tanto nos casos de ingresso de recursos no País quanto nos
casos em que estes sejam mantidos no exterior, nas seguintes situações:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - empréstimo direto, emissão de títulos no mercado
internacional, emissão de títulos de colocação privada no mercado interno e
financiamento, inclusive de organismos internacionais, sempre que o valor da
operação de crédito externo for igual ou superior a US$1.000.000,00 (um milhão
de dólares dos Estados Unidos da América) ou seu equivalente em outras moedas;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - importação financiada de bens ou serviços com prazo
de pagamento superior a 180 (cento e oitenta) dias, sempre que o valor da
operação de crédito externo for igual ou superior a US$500.000,00 (quinhentos
mil dólares dos Estados Unidos da América) ou seu equivalente em outras moedas;
e</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - recebimento antecipado de exportação e arrendamento
mercantil financeiro externo, com prazo de pagamento superior a 360 (trezentos
e sessenta) dias, sempre que o valor da operação de crédito externo for igual
ou superior a US$1.000.000,00 (um milhão de dólares dos Estados Unidos da
América) ou seu equivalente em outras moedas.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 1º  A prestação de informações de operação de crédito
externo contratada por entes da Administração Pública Direta e Indireta federal,
estadual, municipal e do Distrito Federal deve ser realizada independentemente
do valor da operação.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 2º  Para o cálculo da equivalência em outras moedas dos
valores mencionados neste artigo, deve ser considerada a data de assinatura do
contrato ou a data de emissão dos títulos no exterior, levando em conta a taxa de
câmbio do dia útil anterior divulgada pelo Banco Central do Brasil.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 24.  As informações relativas aos não residentes
envolvidos nas operações de crédito externo devem ser declaradas no CDNR
previamente à prestação de informações.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 25.  Para fins deste Capítulo, deve ser feita nova
prestação de informações sempre que, após a primeira transferência financeira
ou movimentação, ocorrer:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - alteração de data de vencimento;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - repactuação de condição financeira; ou</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - alteração de devedor, exceto nos casos de
reestruturação societária, sucessão ou ordem judicial.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 1º  A nova prestação de informações deve ser efetuada
pelo responsável em até 30 (trinta) dias após a ocorrência da alteração.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 2º  O disposto no <b>caput</b> não se aplica à
alteração de taxa de juros cujo indexador tenha tido sua divulgação encerrada.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 26.  O registro de operação de crédito externo
realizado anteriormente à vigência desta Resolução deve ser mantido atualizado,
nos termos desta Resolução, até o término da operação, se enquadrada nas
hipóteses previstas no art. 23.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  Estão dispensados de serem atualizados,
permanecendo disponíveis para consulta pelo período de 1 (um) ano após a entrada
em vigor desta Resolução:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - os registros dos contratos de <b>royalties</b>, de
serviços técnicos e assemelhados, de arrendamento mercantil operacional
externo, de aluguel e de afretamento efetuados anteriormente à vigência desta
Resolução; e</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - os registros das operações de crédito externo
efetuados anteriormente à vigência desta Resolução e não enquadrados nas
hipóteses previstas no art. 23.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 27.  A prestação de informações de operação de
crédito externo é composta por:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - identificação das partes;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - caracterização da operação;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - cronograma de pagamento; e</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - detalhamento das transferências financeiras e das
movimentações relacionadas à operação, conforme disposto nos arts. 30 e 31.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 28.  A identificação das partes e a caracterização
da operação devem ser declaradas no sistema de prestação de informações:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - até o ingresso dos recursos no País, quando a
operação for contratada com ingresso; ou</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - em até 30 (trinta) dias após desembolso, entrega da
mercadoria ou prestação de serviço, no exterior ou no País, quando a operação
for contratada sem ingresso.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 29.  As informações relativas ao cronograma de
pagamento, indispensáveis para efetivação de remessas, devem ser declaradas
pelo responsável em até 30 (trinta) dias, conforme o caso, após:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - o ingresso de moeda;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - o desembaraço aduaneiro;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - a prestação dos serviços ao residente; ou</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - o desembolso ou entrega de mercadoria no exterior ou
no País, em operações sem ingresso de recursos no País.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 30.  As informações referentes às transferências
financeiras das operações de crédito externo sujeitas à prestação de
informações são capturadas automaticamente pelo sistema de prestação de
informações, tendo por base informações disponíveis no Sistema Câmbio.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  Os valores ingressados são capturados
automaticamente nas moedas constantes das operações de câmbio,
independentemente da moeda contratada na operação de crédito, que deve ser
informada como moeda de denominação.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 31.  Nas operações de crédito externo sujeitas à
prestação de informações, devem ser declaradas pelo responsável no sistema de
prestação de informações, em até 30 (trinta) dias após sua ocorrência, as
seguintes movimentações:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - embarque de mercadorias ao exterior;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - prestação de serviços a não residente;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - pagamentos e recebimentos realizados no exterior;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - pagamentos e recebimentos em moeda nacional em
contas de não residente;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - baixa ou cancelamento da dívida;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VI - pagamentos
realizados ou obrigação incorrida no País; e</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VII - ingresso de bens e perda de mercadoria parcial ou
total.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção III</b></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm 0cm 6pt;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Do Investimento Estrangeiro Direto</b></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 32.  A prestação de informações de investimento
estrangeiro direto deve ser realizada pelo responsável quando:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - ocorrer transferência financeira relacionada a
investidor não residente de valor igual ou superior a US$100.000,00 (cem mil
dólares dos Estados Unidos da América) ou seu equivalente em outras moedas;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - ocorrer movimentação, nos casos previstos no art. 36,
de valor igual ou superior a US$100.000,00 (cem mil dólares dos Estados Unidos
da América) ou seu equivalente em outras moedas; ou</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - ocorrer a data-base das declarações periódicas
previstas nos arts. 38 a 40, para os receptores sujeitos a tais declarações.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  As situações previstas nos incisos I e
II do <b>caput</b> não se aplicam às transferências financeiras e às
movimentações envolvendo valores mobiliários negociados em mercado organizado e
às operações com tais valores mobiliários realizadas fora de mercado organizado
nos casos previstos na regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN) e da
Comissão de Valores Mobiliários (CVM).</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 33.  A prestação de informações de investimento
estrangeiro direto deve contemplar:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - a identificação do receptor;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - o detalhamento dos investimentos estrangeiros
diretos no receptor, quando exigido;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - as declarações trimestrais, quando exigidas;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - as declarações anuais, quando exigidas; e</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - as declarações quinquenais, quando exigidas.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 34.  O detalhamento do investimento estrangeiro
direto no receptor deve contemplar:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - a identificação do investidor não residente;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - as transferências financeiras e as movimentações
decorrentes do investimento estrangeiro direto, conforme disposto nos arts. 35
e 36; e</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - o código investimento estrangeiro direto.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 1º  O código investimento estrangeiro direto é gerado
automaticamente pelo sistema de prestação de informações após identificação do receptor
e do investidor não residente, que devem ser informados anteriormente à
primeira transferência financeira do investimento, na forma prevista no art. 32,
inciso I, à primeira movimentação, na forma prevista no art. 32, inciso II, ou
à primeira declaração periódica trimestral ou anual.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 2º  O receptor de investimento estrangeiro direto
sujeito unicamente à prestação da declaração quinquenal fica dispensado do
detalhamento do investimento estrangeiro direto no sistema de prestação de
informações.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 3º  As participações de não residente no capital do receptor
representadas por valores mobiliários negociados em mercado organizado não
devem ser incluídas no detalhamento do investimento estrangeiro direto.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 35.  As transferências financeiras decorrentes do
investimento estrangeiro direto são capturadas automaticamente pelo sistema de
prestação de informações, tendo por base as informações disponíveis no Sistema
Câmbio, nos casos de:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - ingresso de moeda; e</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - remessa ao exterior de lucros e dividendos, de juros
sobre o capital próprio e de retorno de capital.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 36.  A movimentação decorrente do investimento
estrangeiro direto deve ser informada em até 30 (trinta) dias de sua
ocorrência, nos casos de:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - capitalização por meio de ativos tangíveis ou
intangíveis;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - conversão em investimento de direitos remissíveis
para o exterior não informado como crédito externo;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - cessão, permuta e conferência de quotas ou ações
entre investidores residentes e não residentes, ou entre investidores não
residentes;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - conferência internacional de quotas ou ações;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - reorganização societária;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VI - distribuição de lucros e de dividendos, pagamento de
juros sobre capital próprio, alienação de participação, restituição de capital
e acervo líquido resultante de liquidação, quando feitos diretamente no
exterior ou em moeda nacional no País;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VII - pagamentos e recebimentos em moeda nacional em
contas de não residentes; ou</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VIII - reinvestimento.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 37.  Nas declarações periódicas trimestrais, anuais
e quinquenais, devem ser prestadas informações relativas:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - à estrutura societária e à identificação de
investidores não residentes;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - ao valor contábil e econômico do receptor;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - ao lucro operacional e não operacional do receptor;
e</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - a dados contábeis complementares do receptor.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  Nas declarações anuais e quinquenais
podem ser requeridos dados referentes a informações econômicas que permitam
mapear as atividades de empresas multinacionais no Brasil e suas regiões, a
exemplo de setor de atividade, emprego, faturamento, tecnologia e comércio
internacional.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 38.  A declaração trimestral deve ser prestada pelo receptor
de investimento estrangeiro direto que, na data-base da declaração trimestral
de referência, tiver ativos totais em valor igual ou superior a
R$300.000.000,00 (trezentos milhões de reais).</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  As datas-bases trimestrais de
referência são 31 de março, 30 de junho e 30 de setembro de cada ano.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 39.  A declaração anual deve ser prestada pelo receptor
de investimento estrangeiro direto que, na data-base de 31 de dezembro do ano
anterior, tiver ativos totais em valor igual ou superior a R$100.000.000,00
(cem milhões de reais).</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 40.  A declaração quinquenal, cuja data-base é 31 de
dezembro de ano calendário terminado em 0 (zero) ou 5 (cinco), deve ser
prestada pelo receptor de investimento estrangeiro direto que, na data-base de
31 de dezembro do ano anterior, tiver ativos totais em valor igual ou superior
a R$100.000,00 (cem mil reais).</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  Não haverá declaração anual nos anos em
que houver declaração quinquenal.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 41.  Os prazos para prestação das declarações
periódicas são:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - declarações trimestrais:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) data-base de 31 de março: de 1º de abril até 30 de
junho;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) data-base de 30 de junho: de 1º de julho até 30 de
setembro; e</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) data-base de 30 de setembro: de 1º de outubro até 31
de dezembro;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - declarações anuais e quinquenais: de 1º de janeiro
até 31 de março do ano subsequente.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:18pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  O prazo para prestação da
declaração trimestral com data-base de 30 de setembro de 2023 é de 1º de
novembro até 31 de dezembro de 2023.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO IV</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin:0cm 0cm 6pt;text-align:center;text-indent:0cm;line-height:normal;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DISPOSIÇÕES FINAIS</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 42.  A prestação de informações prevista no art. 36
desta Resolução será devida a partir de 1º de novembro de 2023.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 43.  Devem ser observadas de forma complementar a
esta Resolução as disposições da Resolução BCB nº 281, de 31 de dezembro de 2022.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 44.  O Banco Central do Brasil divulgará, em sua página
na internet, Manuais do Declarante contendo instruções para a prestação de
informações de capital estrangeiro no País.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 45.  Ficam revogados:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - a Resolução nº 3.844, de 23 de março de 2010;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - a Resolução nº 3.967, de 4 de abril de 2011;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - a Resolução nº 4.533, de 24 de novembro de 2016;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - a Resolução nº 4.637, de 22 de fevereiro de 2018;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - a Resolução nº 4.712, de 28 de março de 2019;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VI - a Resolução CMN nº 4.857, de 23 de outubro de 2020;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VII - o art. 1º da Resolução CMN nº 4.981, de 27 de
janeiro de 2022;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VIII - a Resolução CMN nº 5.011, de 24 de março de 2022;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IX - os arts. 18 a 107 da Circular nº 3.689, de 16 de
dezembro de 2<span style="font-family:calibri;">0</span><span style="font-family:calibri;">13; </span><span style="color:blue;font-family:calibri;"><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:blue;font-family:calibri;"><span style="color:#0066cc;">(Vide Circulares ns.</span> </span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:black;font-family:calibri;"><a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Circular&numero=3752" target="_blank">3.752,
de 27/3/2015</a></span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:blue;font-family:calibri;"><span style="color:#0066cc;">;</span> </span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:black;font-family:calibri;"><a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Circular&numero=3814" target="_blank">3.814,
de 7/12/2016</a></span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:blue;font-family:calibri;"><span style="color:#0066cc;">;</span> </span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:black;font-family:calibri;"><a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Circular&numero=3837" target="_blank">3.837,
de 27/6/2017</a></span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:blue;font-family:calibri;"><span style="color:#0066cc;">;</span> </span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:black;font-family:calibri;"><a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Circular&numero=3844" target="_blank">3.844,
de 30/8/2017</a></span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:blue;font-family:calibri;"><span style="color:#0066cc;">;</span> </span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:black;font-family:calibri;"><a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Circular&numero=3939" target="_blank">3.939,
de 17/4/2019</a></span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:blue;font-family:calibri;"><span style="color:#0066cc;">; e</span> </span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:black;font-family:calibri;"><a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Circular&numero=3960" target="_blank">3.960,
de 4/9/2019</a></span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:blue;font-family:calibri;"><span style="color:#0066cc;">; e</span> </span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;color:black;font-family:calibri;"><a href="https://www.bcb.gov.br/estabilidadefinanceira/exibenormativo?tipo=Resolu%C3%A7%C3%A3o%20BCB&numero=262" target="_blank">Resolução
BCB nº 262, de 22/11/2022</a></span><span lang="EN-US" style="line-height:103%;font-family:calibri;color:#0066cc;"><span style="color:#0066cc;">.)</span></span></span></span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">X - a Circular nº 3.752, de 27 de março de 2015;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XI - a Circular nº 3.783, de 26 de janeiro de 2016;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XII - a Circular nº 3.795, de 16 de junho de 2016;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XIII - a Circular nº 3.814, de 7 de dezembro de 2016;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XIV - a Circular nº 3.822, de 20 de janeiro de 2017;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XV - a Circular nº 3.837, de 27 de junho de 2017;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XVI - a Circular nº 3.844, de 30 de agosto de 2017;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XVII - a Circular nº 3.883, de 7 de março de 2018;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XVIII - a Circular nº 3.939, de 17 de abril de 2019;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XIX - a Circular nº 3.960, de 4 de setembro de 2019;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XX - a Circular nº 3.973, de 17 de dezembro de 2019;</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XXI - a Resolução BCB nº 224, de 13 de abril de 2022; e</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">XXII - a Resolução BCB nº 262, de 22 de novembro de 2022.</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 46.  Esta Resolução entra em vigor:</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:6pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - em 1º de novembro de 2023, em relação ao art. 39; e</span></p>
<p class="MsoPlainText" style="margin-bottom:36pt;text-align:justify;text-indent:70.9pt;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - na data de sua publicação, em relação
aos demais dispositivos.</span></p>
<p class="MsoPlainText" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Otávio Ribeiro Damaso<br>Diretor de Regulação</span></p>
</div>
</div>
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
Acesso Exclusivo para Assinantes
Cadastre-se ou faça login com sua conta do Radar Finsiders Brasil para visualizar esta regulação na íntegra, fazer download dos arquivos e ter acesso a relatórios exclusivos do mercado financeiro.