Resolução CMN N° 5.050
Sumário Regulatório
Extraído do BCB
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Resolução Nº 5.050 RESOLUÇÃO CMN Nº 5.050, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2022 Dispõe sobre a organização e o funcionamento de sociedade de crédito direto e de sociedade de empréstimo entre pessoas e disciplina a realização de operações de empréstimo e de financiamento entre pessoas por meio de plataforma eletrônica. O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de de...
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</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><title style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Resolução Nº 5.050</title><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><style style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</style><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><div class="WordSection1">
<p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:18pt;text-align:center;"><a name="_Hlk118906555"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">RESOLUÇÃO
CMN Nº 5.050, DE 25 DE NOVEMBRO DE 2022</span></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 6pt 212.6pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dispõe
sobre a organização e o funcionamento de sociedade de crédito direto e de
sociedade de empréstimo entre pessoas e disciplina a realização de operações de
empréstimo e de financiamento entre pessoas por meio de plataforma eletrônica.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="color:black;font-family:calibri;font-size:17.3333px;">O Banco Central do Brasil,
na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna público
que o Conselho Monetário Nacional, em sessão realizada em 24 de novembro de 2022,
com base no art. 4º, incisos VI e VIII, da referida Lei,</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">R E S O L V E U :</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO I<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DO OBJETO E DO ÂMBITO DE APLICAÇÃO</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 1º  Esta Resolução dispõe sobre a
organização e o funcionamento de sociedade de crédito direto e de sociedade de
empréstimo entre pessoas e disciplina a realização de operações de empréstimo e
de financiamento entre pessoas por meio de plataforma eletrônica.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO II<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DEFINIÇÕES</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 2º  Para os efeitos desta
Resolução, considera-se:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - instrumento representativo do
crédito: contrato ou título de crédito que representa a dívida referente à
operação de empréstimo e de financiamento entre pessoas por meio de plataforma
eletrônica; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - plataforma eletrônica: sistema
eletrônico que conecta credores e devedores por meio de sítio na internet ou de
aplicativo.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO III<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DA SOCIEDADE DE CRÉDITO DIRETO</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Constituição, da Autorização para
Funcionamento e do Capital Social Mínimo</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 3º  As sociedades de crédito
direto são instituições financeiras, devendo ser constituídas sob a forma de
sociedade anônima.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 4º  Na denominação das
instituições mencionadas no art. 3º<b> </b>deve constar a expressão
"Sociedade de Crédito Direto", sendo vedado o uso de denominação ou
nome fantasia que contenha termos característicos das demais instituições do
Sistema Financeiro Nacional ou de expressões similares, em vernáculo ou em
idioma estrangeiro.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 5º  O funcionamento das sociedades
de crédito direto depende de autorização do Banco Central do Brasil, na forma
da regulamentação específica.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 6º  As sociedades de crédito
direto devem observar permanentemente o limite mínimo de capital social
integralizado e de patrimônio líquido de R$1.000.000,00 (um milhão de reais).</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Do Objeto das Sociedades de Crédito
Direto</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 7º  As sociedades de crédito
direto têm por objeto a realização de operações de empréstimo, de financiamento
e de aquisição de direitos creditórios exclusivamente por meio de plataforma
eletrônica, com utilização de recursos financeiros que tenham como origem
capital próprio ou os recursos de que trata o inciso II do art. 8º.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  Além de realizar as
operações mencionadas no <b>caput</b>, as sociedades de crédito direto podem
prestar apenas os seguintes serviços, observada a regulamentação em vigor:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - análise de crédito para terceiros;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - cobrança de crédito de terceiros;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - atuação, por meio de plataforma
eletrônica, como representante de seguros na distribuição de seguro relacionado
com as operações mencionadas no <b>caput</b>, nos termos da regulamentação do
Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP);</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - emissão de moeda eletrônica;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - emissão de instrumento de
pagamento pós-pago; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VI - atuação como iniciadora de
transação de pagamento.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 8º  As sociedades de crédito
direto podem financiar as operações de que trata o art. 7º, exclusivamente, por
meio da:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - realização da venda ou da cessão
dos créditos relativos a essas mesmas operações apenas para:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) instituições financeiras;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) fundos de investimento cujas cotas
sejam destinadas exclusivamente a investidores qualificados, conforme definição
da regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) companhias securitizadoras que
distribuam os ativos securitizados exclusivamente a investidores qualificados,
conforme definição da regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários; ou</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - obtenção de recursos para
concessão de créditos, em conformidade com seu objeto social, em operações de
repasses e de empréstimos originários do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES).</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 9º  As sociedades de crédito
direto devem selecionar potenciais clientes com base em critérios consistentes,
verificáveis e transparentes, contemplando aspectos relevantes para avaliação
do risco de crédito, como:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - situação econômico-financeira;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - grau de endividamento;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - capacidade de geração de
resultados ou de fluxos de caixa;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - pontualidade e atrasos nos
pagamentos;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - setor de atividade econômica; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VI - limite de crédito.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção III<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Das Vedações</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 10.  É vedado às sociedades de
crédito direto:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - captar recursos do público, exceto
mediante emissão de ações; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - participar do capital de
instituições financeiras.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO IV<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DA SOCIEDADE DE EMPRÉSTIMO ENTRE
PESSOAS</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção I<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Constituição, da Autorização para
Funcionamento e do Capital Social Mínimo</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 11.  As sociedades de empréstimo
entre pessoas são instituições financeiras, devendo ser constituídas sob a forma
de sociedade anônima.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 12.  Na denominação das
instituições mencionadas no art. 11 deve constar a expressão "Sociedade de
Empréstimo entre Pessoas", sendo vedado o uso de denominação ou nome
fantasia que contenha termos característicos das demais instituições do Sistema
Financeiro Nacional ou de expressões similares, em vernáculo ou em idioma
estrangeiro.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 13.  O funcionamento das
sociedades de empréstimo entre pessoas depende de autorização do Banco Central
do Brasil, na forma da regulamentação específica.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 14.  As sociedades de empréstimo entre pessoas devem observar permanentemente o
limite mínimo de capital social integralizado e de patrimônio líquido de
R$1.000.000,00 (um milhão de reais).</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção II<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Do Objeto da Sociedade de Empréstimo
entre Pessoas</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 15.  As sociedades de empréstimo
entre pessoas têm por objeto a realização de operações de empréstimo e de
financiamento entre pessoas exclusivamente por meio de plataforma eletrônica.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  Além de realizar as
operações mencionadas no <b>caput</b>, as sociedades de empréstimo entre pessoas
podem prestar apenas os seguintes serviços, observada a regulamentação em
vigor:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - análise de crédito para clientes e
para terceiros;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - cobrança de crédito de clientes e
de terceiros;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - atuação, por meio de plataforma
eletrônica, como representante de seguros na distribuição de seguro relacionado
com as operações mencionadas no <b>caput</b>, nos termos da regulamentação do CNSP;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - emissão de moeda eletrônica; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - atuação como iniciadora de
transação de pagamento.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção III<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Das Operações de Empréstimo e de
Financiamento entre Pessoas por meio de Plataforma Eletrônica</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 16.  As operações de empréstimo e
de financiamento entre pessoas por meio de plataforma eletrônica são operações
de intermediação financeira em que recursos financeiros coletados dos credores
são direcionados aos devedores, após negociação em plataforma eletrônica, nos
termos desta Resolução.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 1º  Os credores de que trata o <b>caput</b>
somente podem ser:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - pessoas naturais;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - instituições financeiras;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - fundos de investimento cujas
cotas sejam destinadas exclusivamente a investidores qualificados, conforme
definição da regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - companhias securitizadoras que
distribuam os ativos securitizados exclusivamente a investidores qualificados,
conforme definição da regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários; ou</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - pessoas jurídicas não financeiras,
exceto companhias securitizadoras que não se enquadrem na hipótese do inciso
IV.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 2º  Os devedores das operações de
que trata o <b>caput</b> somente podem ser pessoas naturais ou jurídicas,
residentes e domiciliadas no Brasil.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 17.  As operações de que trata o
art. 16 somente podem ser realizadas por sociedades de empréstimo entre
pessoas.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 18.  As operações de que trata o
art. 16 devem ser realizadas sem retenção de risco de crédito, direta ou
indiretamente, por parte das sociedades de empréstimos entre pessoas e de
empresas controladas ou coligadas.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  O disposto no <b>caput</b>
não se aplica à aquisição direta ou indireta, por parte da sociedade de
empréstimo entre pessoas e de empresas controladas ou coligadas, de cotas
subordinadas de fundos de investimento em direitos creditórios que invistam
exclusivamente em direitos creditórios derivados das operações realizadas pela
própria sociedade de empréstimo entre pessoas, desde que essa aquisição:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - represente, no máximo, 5% (cinco
por cento) do patrimônio do fundo; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - não configure assunção ou
retenção substancial de riscos e benefícios, nos termos da regulamentação em
vigor.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 19.  Na realização das operações
de que trata o art. 16, devem ser observados, sucessivamente, os seguintes
procedimentos:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - manifestação inequívoca de vontade
dos potenciais credores e devedores, em plataforma eletrônica, de contratarem a
operação de empréstimo e de financiamento;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - disponibilização dos recursos à sociedade
de empréstimo entre pessoas pelos credores;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - emissão ou celebração, com os
devedores, do instrumento representativo do crédito;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - emissão ou celebração, com os
credores, de instrumento vinculado ao instrumento mencionado no inciso III; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - transferência dos recursos aos
devedores pela sociedade de empréstimo entre pessoas.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 1º  Os instrumentos previstos nos
incisos III e IV do <b>caput</b> serão:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - emitidos pela sociedade de
empréstimo entre pessoas ou em favor desta; ou</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - celebrados tendo a <a name="_Hlk113870876">sociedade de empréstimo entre pessoas </a>como parte.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 2º  Os instrumentos previstos nos
incisos III e IV do <b>caput</b> devem conter cláusulas que assegurem o
cumprimento do disposto no art. 18.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 3º  As operações de que trata o art.
16 devem ser consideradas constituídas somente após o cumprimento dos
procedimentos previstos neste artigo.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 20.  Os instrumentos previstos
nos incisos III e IV do <b>caput</b> do art. 19 devem conter cláusulas
prevendo, no mínimo:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - as condições da operação de
empréstimo e de financiamento contratada, inclusive a taxa de retorno esperada
pactuada com o credor;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - os deveres e os direitos dos
credores, dos devedores e da sociedade de empréstimo entre pessoas;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - a indicação de que a sociedade
de empréstimo entre pessoas não se coobriga e não presta qualquer tipo de
garantia na operação;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - a vinculação entre os recursos
disponibilizados pelos credores à sociedade de empréstimo entre pessoas e a
correspondente operação de crédito com o devedor;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - a subordinação da exigibilidade
dos recursos disponibilizados pelos credores à sociedade de empréstimo entre pessoas
ao fluxo de pagamento da correspondente operação de crédito;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VI - as informações sobre as eventuais
garantias prestadas;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VII - as condições de transferência de
recursos aos credores;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VIII - a condição de que a eficácia do
instrumento está vinculada à transferência de recursos aos devedores; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IX - a manifestação de ciência dos
credores em relação aos riscos da operação de empréstimo e de financiamento.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  As condições de
transferência de recursos mencionadas no inciso VII do <b>caput</b> devem ser
formuladas com base em critérios transparentes que preservem a igualdade de
direitos entre os credores.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 21.  Os recursos financeiros
relativos às operações de que trata o art. 16 devem ser transferidos pela
sociedade de empréstimo entre pessoas:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - em até cinco dias úteis, aos
devedores, após a disponibilização dos recursos pelos credores; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - em até um dia útil, aos credores,
após o pagamento de cada parcela da operação pelos devedores, inclusive na
hipótese de pagamento antecipado.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 1º  Os recursos de que trata o <b>caput</b>
devem ser segregados dos recursos próprios da sociedade de empréstimo entre
pessoas.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 2º  Os recursos disponibilizados
devem ser devolvidos aos credores em até um dia útil após o prazo de que trata
o inciso I do <b>caput</b>, caso a operação de empréstimo e de financiamento
não se constitua na forma do art. 19.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 3º  Na hipótese em que as operações
de que trata o art. 16 tenham como credores fundos de investimento ou
companhias securitizadoras mencionados nos incisos III e IV do § 1º daquele
artigo, a transferência de recursos financeiros de que trata o inciso II do <b>caput</b>
poderá ser realizada diretamente pelos devedores aos credores, sem trâmite pela
sociedade de empréstimo entre pessoas.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 4º  O disposto no § 3º não exime a
sociedade de empréstimo entre pessoas do monitoramento das operações<span style="color:black;"> realizadas</span>, conforme determinado no art. 32 desta
Resolução.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção IV<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Das Vedações</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 22.  É vedado à sociedade de
empréstimo entre pessoas:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - realizar operações de empréstimo e
de financiamento com recursos próprios;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - participar do capital social de
instituições financeiras;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - coobrigar-se ou prestar qualquer
tipo de garantia nas operações de empréstimo e de financiamento, exceto na
hipótese do art. 18, parágrafo único;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - remunerar ou utilizar em seu
benefício os recursos relativos às operações de empréstimo e de financiamento;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - transferir recursos aos devedores
antes de sua disponibilização pelos credores;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VI - transferir recursos aos credores
antes do pagamento pelos devedores;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VII - manter recursos dos credores e
dos devedores em conta de sua titularidade não vinculados às operações de
empréstimo e de financiamento de que trata o art. 16; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VIII - vincular o adimplemento da
operação de crédito a esforço de terceiros ou do devedor, na qualidade de
empreendedor.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 23.  Os recursos financeiros e os
instrumentos representativos do crédito vinculados às operações de empréstimo e
de financiamento não podem ser utilizados, direta ou indiretamente, para
garantir o pagamento de dívidas ou de obrigações da sociedade de empréstimo
entre pessoas.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção V<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dos Limites</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 24.  O credor da operação de
empréstimo e de financiamento de que trata o art. 16 não pode contratar com um
mesmo devedor, na mesma sociedade de empréstimo entre pessoas, operações cujo
somatório dos saldos devedores ultrapasse R$15.000,00 (quinze mil reais).</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 1º  Além do limite de que trata o <b>caput</b>,
a sociedade de empréstimo entre pessoas pode estabelecer outros limites para os
credores e para os devedores, referentes às operações de empréstimo e de
financiamento.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">§ 2º  O disposto neste artigo não se
aplica aos credores que sejam investidores qualificados, conforme definição da
regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção VI<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Da Prestação de Informações</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 25.  A sociedade de empréstimo
entre pessoas deve prestar informações a seus clientes e usuários sobre a
natureza e a complexidade das operações contratadas e dos serviços ofertados,
em linguagem clara e objetiva, de forma a permitir ampla compreensão sobre o
fluxo de recursos financeiros e os riscos incorridos.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  As informações
mencionadas no <b>caput</b> devem:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - ser divulgadas e mantidas
atualizadas em local visível e em formato legível no sítio da instituição na
internet, acessível na página inicial, bem como nos outros canais de acesso à
plataforma eletrônica;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - constar dos contratos, materiais
de propaganda e de publicidade e demais documentos que se destinem aos clientes
e aos usuários; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - incluir advertência, com
destaque, de que as operações de empréstimo e de financiamento entre pessoas
configuram investimento de risco, sem garantia do Fundo Garantidor de Créditos
(FGC).</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 26.  A sociedade de empréstimo
entre pessoas deve informar aos potenciais credores os fatores dos quais
depende a taxa de retorno esperada, divulgando, no mínimo:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - os fluxos de pagamentos previstos;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - a taxa de juros pactuada com os
devedores;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - os tributos;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - as tarifas;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - os seguros; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VI - outras despesas.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  Além do disposto no <b>caput</b>,
a sociedade de empréstimo entre pessoas deve informar aos potenciais credores
que a taxa de retorno esperada depende também de perdas derivadas de eventual
inadimplência do devedor.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 27.  A sociedade de empréstimo
entre pessoas deve divulgar mensalmente a inadimplência média, por classificação
de risco, das operações de empréstimo e de financiamento de que trata o art. 16
relativas aos últimos doze meses.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 28.  A sociedade de empréstimo
entre pessoas deve realizar análise do perfil dos potenciais credores, de modo
a verificar se eles atendem ao perfil de risco das operações de que trata o
art. 16.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Seção VII<br></b><b style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Disposições Adicionais</b></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 29.  A sociedade de empréstimo
entre pessoas deve utilizar modelo de análise de crédito capaz de fornecer aos
potenciais credores indicadores que reflitam de forma imparcial o risco dos
potenciais devedores e das operações de empréstimo e de financiamento.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 30.  Para a realização das
operações de empréstimo e de financiamento de que trata o art. 16, a sociedade
de empréstimo entre pessoas deve selecionar potenciais devedores com base em
critérios consistentes, verificáveis e transparentes, contemplando aspectos
relevantes para avaliação do risco de crédito, como:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - situação econômico-financeira;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - grau de endividamento;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - capacidade de geração de
resultados ou de fluxos de caixa;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - pontualidade e atrasos nos
pagamentos;</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - setor de atividade econômica; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">VI - limite de crédito.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 31.  É facultada a cobrança de
tarifas referentes à realização da operação de empréstimo e de financiamento de
que trata o art. 16 e à prestação dos serviços mencionados no art. 15,
parágrafo único, desde que previstas no contrato celebrado entre a sociedade de
empréstimo entre pessoas e seus clientes e usuários.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  A sociedade de
empréstimo entre pessoas deve adotar política de tarifas condizente com a
viabilidade econômica das operações de empréstimo e de financiamento, de forma
a propiciar a convergência dos interesses próprios e dos seus clientes.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 32.  A sociedade de empréstimo
entre pessoas deve monitorar as operações de que trata o art. 16 e prestar
informações aos credores e aos devedores referentes a essas operações.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  O monitoramento de
que trata o <b>caput</b> deve ser:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - realizado por meio do registro e
do controle, em contas específicas e de forma individualizada, dos fluxos de
recursos entre credores e devedores e dos eventuais inadimplementos parciais ou
totais; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - mantido até a liquidação final da
operação.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO V<br></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">DISPOSIÇÕES FINAIS</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 33.  O Banco Central do Brasil
adotará, no âmbito de suas atribuições legais, as medidas necessárias à
execução do disposto nesta Resolução.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><a name="_Hlk113893451"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 34. 
Ficam revogados:</span></a></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - os seguintes dispositivos da
Resolução nº 4.656, de 26 de abril de 2018:</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) os arts. 1º a 26; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) os arts. 47 e 48; e</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - a Resolução nº 4.792, de 26 de
março de 2020.</span></p><div style="text-align:justify;">
</div><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:36pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 35.  Esta Resolução entra em
vigor em 1º de janeiro de 2023.</span></p>
<p class="MsoNormal" align="center" style="text-align:center;"><a name="_Hlk113893569"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Roberto de
Oliveira Campos Neto<br></span></a><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Presidente do Banco Central do Brasil</span></p>
</div>
</div>
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