Resolução BCB N° 260
Sumário Regulatório
Extraído do BCB
Conteúdo do Documento
RESOLUÇÃO BCB Nº 260, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2022Dispõe sobre os sistemas de controles internos das administradoras de consórcio e das instituições de pagamento autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão realizada em 22 de novembro de 2022, com base nos arts. 6º e 7º, inciso III, da Lei nº 11.795, de 8 de outubro de 2008, 9º, in...
<p class="Epgrafe" style="margin-bottom:24pt;text-align:center;"><a name="_Hlk71795073"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">RESOLUÇÃO BCB Nº 260, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2022</span></a></p><p class="MsoNormal" style="margin:0cm 0cm 12pt 212.65pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Dispõe sobre
os sistemas de controles internos das administradoras de consórcio e das
instituições de pagamento autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão realizada em 22
de novembro de 2022, com base nos arts. 6º e 7º, inciso III, da Lei nº 11.795,
de 8 de outubro de 2008, 9º, incisos II e IX, alínea "b", e 15 da Lei
nº 12.865, de 9 de outubro de 2013,</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">R E S O L V E
:</span></p><p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:6pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO I<br>DO
OBJETO E DO ÂMBITO DE APLICAÇÃO</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 1º  Esta Resolução dispõe sobre os sistemas de
controles internos das administradoras
de consórcio e das instituições de pagamento autorizadas a funcionar pelo Banco
Central do Brasil.</span></p><p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:6pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO II<br>DOS
SISTEMAS DE CONTROLES INTERNOS</span></p><p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:6pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"><strong>Seção I<br>Da
Obrigatoriedade e dos Objetivos</strong></span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 2º  As administradoras de consórcio e as
instituições de pagamento autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil
devem implementar e manter sistemas de controles internos compatíveis com a sua
natureza, o seu porte, a sua complexidade, a sua estrutura, o seu perfil de
risco e o seu modelo de negócio.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 3º  Os sistemas de controles internos devem ter
como finalidade o atingimento dos objetivos de:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I -
desempenho: relacionado à eficiência e à efetividade no uso dos recursos nas
atividades desenvolvidas;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II -
informação: relacionado à divulgação voluntária ou obrigatória, interna ou
externa, de informações financeiras, operacionais e gerenciais, que sejam úteis
para o processo de tomada de decisão; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III -
conformidade: relacionado ao cumprimento de disposições legais, regulamentares
e previstas em políticas e códigos internos.</span></p><p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:6pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"><strong>Seção II<br>Das
Características Essenciais</strong></span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 4º  Os sistemas de controles internos devem:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - ser
contínuos e efetivos, abrangendo as atividades de controle para todos os níveis
de negócios e para todos os riscos aos quais a administradora de consórcio ou a
instituição de pagamento está exposta;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - integrar
as atividades rotineiras das áreas relevantes da administradora de consórcio ou
da instituição de pagamento; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - ser
revisados e atualizados periodicamente.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 5º  Os sistemas de controles internos devem prever:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - quanto
aos aspectos relacionados à cultura de controle:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) definição
das responsabilidades dos funcionários nos sistemas de controles internos e dos
respectivos meios para o seu eficaz cumprimento;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b)
obrigatoriedade de comunicação tempestiva ao adequado nível gerencial, por
parte dos funcionários, de:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">1. problemas
nas operações;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">2. situações
de não conformidade com os padrões de conduta definidos pela administradora de
consórcio ou pela instituição de pagamento; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">3. violações
das políticas da administradora de consórcio ou da instituição de pagamento ou
de disposições legais e regulamentares;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) proibições
de estabelecimento de metas de desempenho que incentivem a tomada de riscos em
desacordo com os níveis determinados pela alta administração;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">d)
formalização do compromisso com a ética e com a integridade, incluindo o
cumprimento do código de ética ou de documento equivalente; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">e) divulgação
do código de ética ou documento equivalente;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - quanto
aos aspectos relacionados à identificação e à avaliação de riscos:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) meios para
identificar e avaliar continuamente os fatores internos e externos que possam
afetar adversamente a realização dos objetivos da administradora de consórcio ou
da instituição de pagamento e, quando aplicável, do grupo econômico que integre;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) revisão e
atualização periódica dos sistemas de controles internos, com a inclusão de
medidas relacionadas a riscos novos ou não abordados anteriormente;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) medidas
para mitigação dos riscos não tolerados e não controlados; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">d) análise do
potencial de ocorrência de fraudes nas atividades desenvolvidas em todos os
níveis de negócios;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - quanto
aos aspectos relacionados às atividades de controle e segregação de funções:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) políticas
e procedimentos de controle, bem como a verificação do seu cumprimento;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) revisão e
acompanhamento de atividades relevantes pelos adequados níveis gerenciais;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c) controles
de atividades apropriados para os diferentes departamentos ou áreas de
negócios;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">d) controles
físicos de ativos de valor, como acesso restrito, dupla custódia e inventários
periódicos;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">e) verificação do cumprimento dos
limites de exposição e acompanhamento das situações de não conformidade;              </span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">f) sistema de
aprovações e autorizações de transações sensíveis e de verificação e
reconciliação;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">g) segregação
apropriada das funções atribuídas aos integrantes da administradora de
consórcio ou da instituição de pagamento, de forma a evitar situações de
conflito de interesses;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">h)
identificação e monitoramento independentes de áreas que possuam potencial
conflito de interesses, com revisão periódica das responsabilidades e das
funções que possam gerar conflitos dessa natureza;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">i) controles
que visem a evitar o envolvimento da administradora de consórcio ou da
instituição de pagamento em atividades indevidas ou ilícitas, em especial as
relacionadas aos riscos sociais, ambientais e climáticos;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">j)
procedimentos e controles previstos na legislação e regulamentação vigentes,
visando à prevenção da utilização do sistema financeiro para a prática dos
crimes de "lavagem" ou ocultação de bens, direitos e valores, e de
financiamento do terrorismo; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">k) controles
para prevenção, detecção, investigação e correção de fraudes;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - quanto
aos aspectos relacionados à informação e à comunicação:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a) canais de
comunicação efetivos que assegurem aos funcionários, segundo o correspondente
nível de atuação, o acesso a informações compreensíveis, confiáveis,
tempestivas e relevantes para realização de suas tarefas e cumprimento de suas
responsabilidades;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) fluxos de
informações adequados para que os objetivos, estratégias, expectativas,
políticas e procedimentos estabelecidos pelos superiores cheguem aos
funcionários e as informações relevantes sejam compartilhadas entre os
componentes organizacionais;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c)
metodologias para o registro e a manutenção de informações internas à
administradora de consórcio ou à instituição de pagamento, como dados financeiros,
operacionais e de conformidade;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">d) diretrizes
para a utilização de fontes externas de informações e para a divulgação ao
público externo sobre eventos e condições de mercado relevantes para a tomada
de decisão;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">e) sistemas
de informação confiáveis e as respectivas medidas de segurança e monitoramento
independente para sua manutenção;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">f) requisitos
relacionados ao adequado processamento de informações em formato eletrônico e
previsão de trilha de auditoria adequada;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">g) testes
periódicos de segurança para os sistemas de informações e de tecnologia; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">h) planos de
retomada e contingência de negócios para situações de interrupção da prestação
de serviços da administradora de consórcio ou da instituição de pagamento em
decorrência de eventos fora do seu controle, com previsão de utilização de
instalações físicas remotas, inclusive de serviços prestados por terceiros; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">V - quanto
aos aspectos relacionados ao monitoramento:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">a)
monitoramento contínuo da eficácia dos sistemas de controles internos e dos principais
riscos associados às atividades da administradora de consórcio ou da
instituição de pagamento;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">b) avaliações
periódicas, inclusive por parte da auditoria interna, acerca da eficácia dos
sistemas de controles internos e dos principais riscos associados às atividades
da administradora de consórcio ou da instituição de pagamento;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">c)
acompanhamento sistemático das atividades desenvolvidas, para avaliar, no
mínimo, se:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">1. os
objetivos da administradora de consórcio ou da instituição de pagamento estão
sendo alcançados;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">2. os limites
estabelecidos e a legislação e regulação vigentes aplicáveis estão sendo
cumpridos; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">3. eventuais
desvios identificados estão sendo prontamente corrigidos;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">d)
atualização de premissas, das metodologias e dos modelos de gestão de riscos; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">e)
metodologia e canais de relato sobre deficiências nos controles internos aos
responsáveis, à diretoria e ao conselho de administração, quando existente, no
caso de falhas materiais.</span></p><p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:6pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"><strong>Seção III<br>Dos
Relatórios Periódicos</strong></span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 6º  O acompanhamento sistemático das atividades
relacionadas com os sistemas de controles internos deve ser objeto de relatório
anual, contendo:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - a
avaliação sobre a adequação e a efetividade dos sistemas de controles internos;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - as
recomendações a respeito de eventuais deficiências, com o estabelecimento de
cronograma de saneamento, quando for o caso; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - a
manifestação dos responsáveis pelas correspondentes áreas a respeito das
deficiências encontradas em verificações anteriores e das medidas efetivamente
adotadas para saná-las.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo
único.  O relatório de que trata o <strong>caput</strong>
deve:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - ser
submetido ao conselho de administração ou, se inexistente, à diretoria, bem
como às auditorias interna e externa da administradora de consórcio ou da instituição
de pagamento; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:18pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II -
permanecer à disposição do Banco Central do Brasil pelo prazo de cinco anos.       </span></p><p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:6pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO III<br>DA
RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO </span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"><a name="_Hlk86937531"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 7º  O conselho de administração e a diretoria devem
se envolver ativamente na definição dos sistemas de controles internos,
mediante:</span></a></span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - a promoção de elevados padrões éticos e de integridade;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - o estabelecimento de cultura organizacional com ênfase na
relevância dos sistemas de controles internos e no engajamento de cada
funcionário no processo de controle interno;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - a manutenção de estrutura organizacional adequada para
garantir a qualidade e a efetividade dos sistemas e processos de controles
internos; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - a garantia de recursos adequados e suficientes para o
exercício das atividades relacionadas aos sistemas de controles internos, de
forma independente, objetiva e efetiva.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 8º  O conselho de
administração é responsável por garantir que:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - a diretoria da administradora de consórcio ou da instituição
de pagamento tome as medidas necessárias para identificar, medir, monitorar e
controlar os riscos de acordo com os níveis de riscos definidos;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - as falhas identificadas sejam tempestivamente corrigidas;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - a diretoria da administradora de consórcio ou da instituição
de pagamento monitore a adequação e a eficácia dos sistemas de controles
internos; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">IV - os sistemas de controles internos sejam implementados e
mantidos de acordo com o disposto nesta Resolução.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Parágrafo único.  Para as
instituições que não possuam conselho de administração, as responsabilidades
previstas no <strong>caput</strong> devem ser imputadas à diretoria da administradora de
consórcio ou da instituição de pagamento.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 9º  A diretoria da
administradora de consórcio ou da instituição de pagamento é responsável por:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - implementar as diretrizes relativas aos sistemas de controles
internos aprovadas pelo conselho de administração;      e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - monitorar a adequação e eficácia dos sistemas de controle
interno.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 10.  As <a name="_Hlk95399519">administradoras de
consórcio e as instituições de pagamento </a>autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil devem designar perante o Banco Central do Brasil diretor
responsável pelo cumprimento do previsto nesta Resolução.</span></p><p class="dou-paragraph" style="margin:0cm 0cm 18pt;text-indent:70.9pt;background:white none repeat scroll 0% 0%;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"><span style="color:black;">Parágrafo único.  O diretor mencionado no <strong>caput</strong> pode
desempenhar outras funções na administradora de consórcio ou na instituição de
pagamento, desde que não haja conflito de interesses.</span></span></p><p class="MsoNormal" align="center" style="margin-bottom:6pt;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">CAPÍTULO
IV<br>DISPOSIÇÕES
GERAIS</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 11.  O Banco Central do Brasil poderá:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - determinar a adoção de
controles adicionais nos casos em que constatada inadequação nos controles
implementados pelas administradoras de consórcio e pelas instituições de
pagamento; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - imputar limites operacionais
mais restritivos às administradoras de consórcio e instituições de pagamento
que deixem de observar determinação nos termos do inciso I no prazo para tanto
estabelecido.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 12.  Ficam revogados:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - a Circular nº 3.078, de 10 de
janeiro de 2002;</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - a Circular nº 3.856, de 10 de
novembro de 2017; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">III - o inciso III do art. 25 da
Resolução BCB nº 80, de 25 de março de 2021.</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"><a name="OLE_LINK51"></a><a name="OLE_LINK49"></a><a name="OLE_LINK50"></a><a name="OLE_LINK42"></a><a name="OLE_LINK43"></a><a name="OLE_LINK44"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Art. 13.  Esta Resolução entra em vigor </span></a>em:</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:6pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">I - 1º de janeiro de 2024, em
relação ao art. 10; e</span></p><p class="MsoNormal" style="margin-bottom:36pt;text-indent:70.9pt;text-align:justify;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">II - 1º de janeiro de 2023, em
relação aos demais artigos.</span></p><p class="Ementa" align="center" style="margin:0cm;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Otávio
Ribeiro Damaso</span></p><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;"></span><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">
</span><p class="Ementa" align="center" style="margin:0cm;text-align:center;"><span style="font-family:calibri;font-size:17.3333px;">Diretor de Regulação</span></p></div>
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore magna aliqua. Ut enim ad minim veniam, quis nostrud exercitation ullamco laboris nisi ut aliquip ex ea commodo consequat.
Duis aute irure dolor in reprehenderit in voluptate velit esse cillum dolore eu fugiat nulla pariatur. Excepteur sint occaecat cupidatat non proident, sunt in culpa qui officia deserunt mollit anim id est laborum.
Acesso Exclusivo para Assinantes
Cadastre-se ou faça login com sua conta do Radar Finsiders Brasil para visualizar esta regulação na íntegra, fazer download dos arquivos e ter acesso a relatórios exclusivos do mercado financeiro.